Passagens sobre Virtude

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Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional.

Como √© que um homem sem as virtudes que lhe s√£o pr√≥prias pode cultivar a m√ļsica ?

Superstição e princípios é o que torna a vida possível; alcança-se um inferno de virtude através de um céu de vícios. Tão facilmente? Tão imundamente? Tão inacreditavelmente? A superstição é fácil.

Este Amor Infinito e Imaculado

Querida, o teu viver era um letargo,
Nenhuma aspiração te atormentava;
Afeita j√° do jugo ao duro cargo,
Teu peito nem sequer desafogava.
Fui eu que te apontei um mundo largo
De novas sensa√ß√Ķes; teu peito ansiava
Ouvindo-me contar entre caricias,
Do livre e ardente amor tantas delicias!

N√£o te mentia, n√£o. Sentiste-o, filha,
Esse amor infinito e imaculado,
Estrela maga que incessante brilha
Da alma pura ao casto amor sagrado;
Afecto nobre que jamais partilha
O coracão de vícios ulcerado.
N√£o sentes, nem recordas, j√° sequer?
Quem deste amor te despenhou, mulher ?

Eu n√£o! Se muitos crimes me desluzem,
Se p√īde transviar-me o seu encanto,
Ao menos uma só não me recusem,
Uma virtude só: amar-te tanto!
Embora inj√ļrias contra mim se cruzem,
Cuspindo insultos neste amor t√£o santo,
Diz tu quem fui, quem sou, e se é verdade
O opróbrio aviltador da sociedade.

Deixa, Moreira, o Mundo

(Ao seu Amigo)

Deixa, Moreira, o mundo; é tempo agora
De ver da praia firme o golfo insano,
As velas colhe, e o tarde desengano
Com levantadas m√£os devoto adora.

Repousa pois: o mundo hoje devora
Com enganos cruéis o peito humano;
E rindo-te de ver o antigo engano,
As antigas paix√Ķes s√°bio melhora.

Deixa Amor, deixa as Musas, e somente
Do Ilustre Baco o copo à boca arrima;
Pois alegra a quem vive descontente:

Louva o homem discreto, o S√°bio estima;
Ama a virtude; mostra-te prudente;
Toma tabaco, fala à tua Prima.

Engana-se quem pensa que s√≥ as paix√Ķes violentas como a ambi√ß√£o e o amor triunfam sobre as outras. A pregui√ßa, por l√Ęnguida que seja, nem por isso deixa de se impor; sobrep√Ķe-se a todos os des√≠gnios e a todas as ac√ß√Ķes da nossa vida; destr√≥i e consome insensivelmente as paix√Ķes e as virtudes.

A clemência, que passa por ser uma virtude, é, umas vezes, um acto de vaidade, outras, de preguiça, muitas, resultado do medo, mas é quase sempre a combinação dos três.

Toda a virtude que entre os homens se manifesta, logo que lhes arranca uma admira√ß√£o, √© mais cheia de perigos que um aroma muito sensual, ou um canto muito amoroso. A mais humilde esmola, a chaga de um mendigo que se lava, uma simples consola√ß√£o, desde que se mencionem, s√£o perigos terr√≠veis para a alma, porque a persuadem da sua caridade e excel√™ncia. Pelo bem que semeamos nos outros, s√≥ colhemos dentro em n√≥s orgulho ‚Äď e cada obra da nossa caridade desmancha a obra da nossa humildade.

O inconsciente √© o oceano do indiz√≠vel, o que foi expulso do territ√≥rio da linguagem, posto de lado em virtude de antigas proibi√ß√Ķes.