Cita√ß√Ķes sobre Bispos

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O Intelecto Como Exagero

A beleza, a verdadeira beleza, acaba onde a a express√£o intelectual come√ßa. O intelecto √© j√° uma forma de exagero e destr√≥i a harmonia de qualquer rosto. Assim que nos sentamos a pensar, ficamos s√≥ nariz, ou s√≥ testa, ou uma coisa horr√≠vel do g√©nero. Olha para os homens bem sucedidos em qualquer das profiss√Ķes eruditas. Como s√£o perfeitamente hediondos! A n√£o ser, evidentemente, na Igreja. Mas a verdade √© que na Igreja eles n√£o pensam. Um bispo continua a dizer aos oitenta anos o que lhe mandaram dizer quando era um rapaz de dezoito e, por conseguinte, parece sempre perfeitamente encantador.

O Amor é de outro Reino

O amor √© de outro reino. (…) Da amizade, do amor, do encontro de duas pessoas que se sentem bem uma ao lado da outra, fazendo amor, falando de amor, trocando amor, conversando de amor, falando de nada, falando de pequenas hist√≥rias c√≥digo de ministros com aventuras de aventuras sem ministros conversa alta e baixa de livros e de quadros de compras e de ninharias conversas trocadas em mi√ļdos ouvindo m√ļsica sem escutar m√ļsica que ajuda o amor o amor precisa de ajudas de ir √†s cavalitas de andas de muita coisa simples amor √© um segredo que deve ser alimentado nas horas vagas alimentado nas horas de trabalho nas horas mais isoladas amor √© uma ocupa√ß√£o de vinte e quatro horas com dois turnos pela mesma pessoa com desconfian√ßas e descobertas com cegueiras e lumineiras amor de tocar no mais √≠ntimo na beleza de um encanto escondido rec√īndito que todos no mundo fizeram pais de padres m√£es de bispos av√≥s de cardeais amor agarrado intrometido de falus com prazer de alegria amor que n√£o se sabe o que vai dar que nunca se sabe o que vai dar amor t√£o amor.

O Verdadeiro Filósofo

Se a ideia de Deus n√£o √© conhecida na natureza, deve portanto tratar-se de uma inven√ß√£o humana… Mas n√£o me olheis como se eu n√£o tivesse s√£os princ√≠pios e n√£o fosse um fiel servidor do meu rei. Um verdadeiro fil√≥sofo n√£o pretende de modo algum subverter a ordem natural das coisas. Aceita-a. S√≥ pretende que o deixem cultivar os pensamentos que consolam uma alma forte. Para os outros, √© uma sorte que existam papas e bispos para reter as multid√Ķes da revolta e do crime. A ordem do Estado exige uma uniformidade do comportamento, a religi√£o √© necess√°ria ao povo e o s√°bio deve sacrificar parte da sua independ√™ncia para que a sociedade se mantenha firme.

A Fal√°cia do Sucesso

Abomin√°vel coisa √© o bom √™xito, seja dito de passagem. A sua falsa parecen√ßa com o merecimento ilude os homens. Para o vulgo, o bom sucesso equivale √† supremacia. A v√≠tima dos logros do triunfo, desse menecma da habilidade, √© a hist√≥ria. S√≥ T√°cito e Juvenal se lhe op√Ķem. Existe na √©poca e sente uma filosofia quase oficial, que envergou a libr√© do bom √™xito e lhe faz o servi√ßo da antec√Ęmara. Fazei por serdes bem sucedido, √© a teoria. Prosperidade sup√Ķe capacidade. Ganhai na lotaria, sereis um homem h√°bil. Quem triunfa √© venerado. Nascei bem-fadado, n√£o queirais mais nada. Tende fortuna, que o resto por si vir√°; sede feliz, julgar-vos-√£o grande. Se pusermos de parte as cinco ou seis excep√ß√Ķes imensas que fazem o esplendor de um s√©culo, a admira√ß√£o contempor√Ęnea √© apenas miopia. Duradora √© ouro. Pouco importa que n√£o sejais ningu√©m, contanto que consigais alguma coisa.
O vulgo √© um narciso velho, que se idolatra a si pr√≥prio e aplaude o vulgar. A faculdade sublime de ser Mois√©s, Esquilo, Dante, Miguel √āngelo ou Napole√£o, decreta-a a multid√£o indistintamente e por unanimidade a quem atinge o alvo que se prop√īs, seja no que for. Que um tabeli√£o se transforme em deputado;

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A religião é o mais estranho de todos os negócios. Não tem um patrão, mas tem mediadores: o sacerdote, o bispo, o cardeal, o Papa, o Messias, toda a hierarquia, e no topo não há ninguém!

A Sociedade é a Imagem do Homem

O aperfeiçoamento da Humanidade depende do aperfeiçoamento de cada um dos indivíduos que a formam. Enquanto as partes não forem boas, o todo não pode ser bom. Os homens, na sua maioria, são ainda maus e é, por isso, que a sociedade enferma de tantos males. Não foi a sociedade que fez os homens; foram os homens que fizeram a sociedade.
Quando os homens se tornarem bons, a sociedade tornar-se-√° boa, sejam quais forem as bases pol√≠ticas e econ√≥micas em que ela assente. Dizia um bispo franc√™s que preferia um bom mu√ßulmano a um mau crist√£o. Assim deve ser. As institui√ß√Ķes aparecem com as virtudes ou com os defeitos dos homens que as representam.

Soneto III

A D. Fern√£o Martins Mascarenhas quando o fizeram Bispo.

Espanta crecer tanto o Crocodilo
Só por seu acanhado nascimento,
Que se maior nascera, mais isento
Estivera d’espanto o p√°trio Nilo.

Em v√£o levantar√° meu baixo estilo
Vosso Pontifical novo ornamento,
Pois no ventre o imortal merecimento
Vo-lo talhou, para despois visti-lo.

Tardou, mas veio, que a quem mais merece
Muito mais tarde vir o prémio é certo,
E sempre tarda, inda que venha cedo.

Os Céus, que do primeiro estão mais perto,
Mais devagar se movem; quem soubesse
Tr√°s d’aquele segredo, este segredo?

A Senhora de Brabante

Tem um leque de plumas gloriosas,
na sua m√£o macia e cintilante,
de anéis de pedras finas preciosas
a Senhora Duquesa de Brabante.

Numa cadeira de espaldar dourado,
Escuta os galanteios dos bar√Ķes.
‚ÄĒ √Č noite: e, sob o azul morno e calado,
concebem os jasmins e os cora√ß√Ķes.

Recorda o senhor Bispo ac√ß√Ķes passadas.
Falam damas de jóias e cetins.
Tratam bar√Ķes de festas e ca√ßadas
√† moda goda: ‚ÄĒ aos toques dos clarins!

Mas a Duquesa √© triste. ‚ÄĒ Oculta m√°goa
vela seu rosto de um solene véu.
‚ÄĒ Ao luar, sobre os tanques chora a √°gua…
‚ÄĒ Cantando, os rouxin√≥is lembram o c√©u…

Dizem as lendas que Sat√£ vestido
de uma armadura feita de um brilhante,
ousou falar do seu amor florido
à Senhora Duquesa de Brabante.

Dizem que o ouviram ao luar nas √°guas,
mais louro do que o sol, marmóreo, e lindo,
tirar de uma viola estranhas m√°goas,
pelas noites que os cravos v√™m abrindo…

Dizem mais que na seda das varetas
do seu leque ducal de mil matizes…

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