Cita√ß√Ķes sobre Charme

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√Č uma esp√©cie de encanto numa mulher. Se tem charme, n√£o precisa de mais nada; se n√£o o tem, tudo o resto n√£o serve para muita coisa.

Charme √© um jeito de ouvir a resposta ‚Äėsim‚Äô sem ter feito nenhuma pergunta clara.

Percebo muito bem que os emigrantes só pensem em regressar, mesmo que seja para fazer casas de azulejo: há um charme lento neste país que é irresistível.

Os Distraídos e os Organizados

O ¬ędistra√≠do¬Ľ √© a figura mais privilegiada de uma fam√≠lia, de um grupo de amigos, de uma empresa. O ¬ędistra√≠do¬Ľ chega sempre atrasado – paci√™ncia, √© distra√≠do. O ¬ędistra√≠do¬Ľ chumba na escola prim√°ria – coitado, √© distra√≠do. O ¬ędistra√≠do¬Ľ n√£o d√° presentes no Natal – deixa l√°, √© distra√≠do. O ¬ędistra√≠do¬Ľ n√£o pergunta pelas an√°lises com que nos and√°vamos a consumir – n√£o foi por mal, j√° sabes que √© distra√≠do. O ¬ędistra√≠do¬Ľ √© engra√ßado e √© fofinho. O seu defeito, na verdade, √© uma virtude. O ¬ędistra√≠do¬Ľ mete nojo e faz inveja ‚Äď e, se h√° uma presen√ßa de que n√£o gostamos nunca de dispensar-nos, √© a do ¬ędistra√≠do¬Ľ. D√° patine, andar com o ¬ędistra√≠do¬Ľ. O ¬ędistra√≠do¬Ľ √© um charme. O ¬ędistra√≠do¬Ľ √© aquilo que n√≥s ser√≠amos se n√£o f√īssemos esta desgra√ßa que somos.

Porque depois, ao longo da vida, o ¬ędistra√≠do¬Ľ fica com os melhores empregos. O ¬ędistra√≠do¬Ľ, bem vistas as coisas, n√£o √© aluado: √© criativo – √© um artista. E o ¬ędistra√≠do¬Ľ fica sempre com as raparigas mais giras tamb√©m. Naturalmente: s√≥ √© distra√≠do quem pode – e o ¬ędistra√≠do¬Ľ √© o mais bonito de n√≥s todos. Tamb√©m por isso, ali√°s, nos d√° jeito emparceirar com o ¬ędistra√≠do¬Ľ: sempre pode ser que a gorda sobre para n√≥s.

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O Feio Tem Mais Encanto Que o Belo

Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invis√≠vel, uma gra√ßa natural que n√£o p√īde ser definida, a que somos obrigados a chamar o ¬ęn√£o sei o qu√™¬Ľ. Parece-me que √© um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o cora√ß√£o j√° n√£o acredita. Esta √© a raz√£o porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contr√°rio daquilo que esper√°vamos; come√ßa a parecer-nos menos estim√°vel. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impress√£o √© antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paix√Ķes, quase sempre restringidas √†s que possuem encantos, ou seja, dons que n√£o esperar√≠amos de modo nenhum e que n√£o tinhamos motivos para esperar.
Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos.

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Gosto das pessoas que têm cara de quem vive. E isso não tem a ver com beleza. Normalmente, as pessoas que eu acho atraentes não são bonitas, têm um charme lento, que eu não sei explicar.

O charme da história e sua lição enigmática consiste no fato de que, de tempos em tempos, nada muda e mesmo assim tudo é completamente diferente.

Apagar-me, diluir-me, desmanchar-me até que depois de mim, de nós, de tudo não reste mais que o charme.