Cita√ß√Ķes sobre Concorrentes

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Frases sobre concorrentes, poemas sobre concorrentes e outras cita√ß√Ķes sobre concorrentes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Essencial é Ter o Vento

O essencial é ter o vento.
Compra-o; compra-o depressa,
A qualquer preço.
Dá por ele um princípio, uma ideia,
Uma d√ļzia ou mesmo d√ļzia e meia
Dos teus melhores amigos, mas compra-o.
Outros, menos sagazes
E mais convencionais,
Te dir√£o que o preciso, o urgente,
√Č ser o jogador mais influente
Dum trust de petróleo ou de carvão.
Eu não: O essencial é ter o vento.
E agora que o Outono se insinua
No cad√°ver das folhas
Que atapeta a rua
E o grande vento afina a voz
Para requiem do Ver√£o,
A baixa é certa.
Compra-o; mas compra-o todo,
De modo Que n√£o fique sopro ou brisa
Nas m√£os de um concorrente
Incompetente.

Somos Cidadãos Sem Laços de Cidadania

√Č escusado. Em nenhuma √°rea do comportamento social conseguimos encontrar um denominador comum que nos torne a conviv√™ncia harmoniosa. Procedemos em todos os planos da vida colectiva como figadais advers√°rios. Guerreamo-nos na pol√≠tica, na literatura, no com√©rcio e na ind√ļstria. Onde est√£o dois portugueses est√£o dois concorrentes hostis √† Presid√™ncia da Rep√ļblica, √† chefia dum partido, √† ger√™ncia dum banco, ao comando de uma corpora√ß√£o de bombeiros. N√£o somos capazes de reconhecer no vizinho o talento que nos falta, as virtudes de que carecemos. Diante de cada sucesso alheio ficamos transtornados. E vingamo-nos na s√°tira, na mordacidade, na maledic√™ncia. Nas cidades ou nas aldeias, por f√°s e por nefas, n√£o h√° ningu√©m sem alcunha, a todos √© colado um rabo-leva pejorativo. Quem quiser conhecer a natureza do nosso relacionamento, leia as pol√©micas que trav√°mos ao longo dos tempos. S√£o reveladoras. A celebrada carta de E√ßa a Camilo ou a tamb√©m conhecida deste ao conselheiro Forjaz de Sampaio d√£o a medida exacta da verrina em que nos comprazemos no trato di√°rio. Gregariamente, somos um somat√≥rio de cidad√£os sem la√ßos de cidadania.

Perante o que já avançaram ciência e técnica e, em cada um, o ideal de humanidade, são o capitalismo e o socialismo duas formas idênticas e por isso concorrentes de estupidez.

Todo filho da ra√ßa sax√īnica √© educado para desejar ser o primeiro. Este √© o nosso sistema; e um homem mede sua grandeza pelos arrependimentos, invejas e √≥dios de seus concorrentes.

A Verdade Universal N√£o Existe

Consultei os fil√≥sofos, folheei os seus livros, examinei as suas diversas opini√Ķes; achei-os todos orgulhosos, afirmativos, dog¬≠m√°ticos – mesmo no seu pretenso cepticismo -, n√£o ignorando nada, n√£o demonstrando nada, tro√ßando uns dos outros; e esse ponto, que √© comum a todos eles, pareceu-me ser o √ļnico em que todos concordavam. Triunfantes quando atacam, n√£o t√™m vigor quando se defendem. Se examinais as suas raz√Ķes, s√≥ as t√™m pa¬≠ra destruir; se contais os seus caminhos, cada um est√° limitado ao seu; s√≥ se p√Ķem de acordo para discutir; prestar-lhes ouvidos n√£o era o meio de me livrar da minha incerteza. Compreendi que a insufici√™ncia do esp√≠rito humano √© a pri¬≠meira causa dessa prodigiosa diversidade de sentimentos, e que o orgulho √© a segunda.
N√≥s n√£o temos a medida dessa imensa m√°qui¬≠na, n√£o podemos calcular as suas propor√ß√Ķes; n√£o lhe conhecemos nem as primeiras leis nem a causa final; ignoramo-nos a n√≥s mes¬≠mos; n√£o conhecemos nem a nossa natureza nem o nosso princ√≠pio activo; mal sabemos se o homem √© um ser simples ou composto: mist√©rios impenetr√°veis rodeiam-nos por todos os lados; pairam por cima da regi√£o sens√≠vel; para os compreendermos, supomos ter intelig√™ncia, e apenas temos imagina√ß√£o. Cada um de n√≥s abre¬≠ atrav√©s desse mundo imagin√°rio –

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A Vantagem do Conhecimento Alargado

No que se refere ao esp√≠rito dotado de capacidades elevadas – o √ļnico que pode ousar a solu√ß√£o dos grandes e dif√≠ceis problemas concernentes ao universal e geral das coisas -, ele far√° bem em estender o m√°ximo poss√≠vel o seu horizonte, mas sempre com equanimidade, para todos os lados, sem se perder muito numa dessas regi√Ķes bem espec√≠ficas e conhecidas apenas por poucos. Ou seja, sem penetrar demasiado profundamente nas especialidades de alguma ci√™ncia isolada, muito menos envolver-se com a micrologia. Pois n√£o tem necessidade de se dedicar a objectos de dif√≠cil acesso para livrar-se da multid√£o de concorrentes; pelo contr√°rio, justamente aquilo que est√° ao alcance de todos √© o que fornecer√° a mat√©ria para combina√ß√Ķes novas, importantes e verdadeiras. Desse modo, o seu m√©rito poder√° ser apreciado por todos os que conhecem os dados, portanto, por uma boa parte do g√©nero humano. Nisso reside a imensa diferen√ßa entre a gl√≥ria que os poetas e os fil√≥sofos alcan√ßam e aquela acess√≠vel a f√≠sicos, qu√≠micos, anatomistas, mineralogistas, zo√≥logos, fil√≥logos, historiadores, etc.

A Sociedade é um Sistema de Egoísmos Maleáveis

A sociedade √© um sistema de ego√≠smos male√°veis, de concorr√™ncias intermitentes. Como homem √©, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indiv√≠duo, distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, op√Ķe-se-lhes. Como soci√°vel, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. A vida social do homem divide-se, pois, em duas partes: uma parte individual, em que √© concorrente dos outros, e tem que estar na defensiva e na ofensiva perante eles; e uma parte social, em que √© semelhante dos outros, e tem t√£o-somente que ser-lhes √ļtil e agrad√°vel. Para estar na defensiva ou na ofensiva, tem ele que ver claramente o que os outros realmente s√£o e o que realmente fazem, e n√£o o que deveriam ser ou o que seria bom que fizessem. Para lhes ser √ļtil ou agrad√°vel, tem que consultar simplesmente a sua mera natureza de homens.
A exacerba√ß√£o, em qualquer homem, de um ou o outro destes elementos leva √† ru√≠na integral desse homem, e, portanto, √† pr√≥pria frustra√ß√£o do intuito do elemento predominante, que, como √© parte do homem, cai com a queda dele. Um indiv√≠duo que conduza a sua vida em linhas de uma moral alt√≠ssima e pura acabar√° por ser ultrajado por toda a gente –

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O homem de sucesso é aquele que descobre qual é a essência do seu negócio antes dos seus concorrentes.

Um produto √© algo feito em f√°bricas; uma marca √© algo que √© comprado pelo consumidor. Um produto pode ser copiado por um concorrente; uma marca √© √ļnica. Um produto pode ficar rapidamente obsoleto; uma marca de sucesso √© eterna.