Cita√ß√Ķes sobre Fealdade

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A Moda

As varia√ß√Ķes da sensibilidade sob a influ√™ncia das modifica√ß√Ķes do meio, das necessidades, das preocupa√ß√Ķes, etc., criam um esp√≠rito p√ļblico que varia de uma gera√ß√£o para outra e mesmo muitas vezes no espa√ßo de uma gera√ß√£o. Esse esp√≠rito publico, rapidamente dilatado por contacto mental, determina o que se chama a moda. Ela √© um possante factor de propaga√ß√£o da maior parte dos elementos da vida social, das nossas opini√Ķes e das nossas cren√ßas.
Não é só o vestuário que se submete às suas vontades. O teatro, a literatura, a política, a arte, as próprias idéias científicas lhe obedecem, e é por isso que certas obras apresentam um fundo de semelhança que permite falar do estilo de uma época.
Em virtude da sua acção inconsciente, submetemo-nos à moda sem que o percebamos. Os espíritos mais independentes a ela não se podem subtrair. São muito raros os artistas, os escritores que ousam produzir uma obra muito diferente das ideias do dia.
A influência da moda é tão pujante que ela obriga-nos, por vezes, a admirar coisas sem interesse e que parecerão mesmo de uma fealdade extrema, alguns anos mais tarde. O que nos impressiona numa obra de arte é muito raramente a obra em si mesma,

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Se √©s feio… s√™ terr√≠vel, esquecer√£o a tua fealdade. Se √©s velho… s√™ en√©rgico, esquecer√£o a tua idade.

Da Simpatia Sublime

√Č a simpatia um dos prod√≠gios selados da natureza; mas os seus efeitos s√£o mat√©ria do pasmo, s√£o assunto da admira√ß√£o. Consiste num parentesco dos cora√ß√Ķes, se a antipatia for um div√≥rcio das vontades.
Alguns d√£o-lhe origem na correspond√™ncia em temperamentos; outros, na irmandade dos astros. Aspira aquela a obrar milagres, e esta monstruosidades. S√£o prod√≠gios da simpatia os que a comum ignor√Ęncia reduz a efeitos e a vulgaridade a encantos.
A mais culta perfeição sofreu desprezos da antipatia, e a mais inculta fealdade logrou finezas da simpatia. Até entre pais e filhos pretendem jurisdição e executam a cada dia a sua potência, atropelando leis e frustrando privilégios de natureza e política. Perde reinos a antipatia de um pai e dá-os uma simpatia.
Tudo alcançam os méritos da simpatia; persuade sem eloquência e recolhe quanto queira, presenteando memoriais de harmonia natural. A simpatia realçada é carácter, é estrela de heroicidade; mas alguns há de gosto íman, que mantêm antipatia com o diamante e simpatia com o ferro. Monstruosidade da natureza, apetecer escória e asquear o luzimento.

O Facto e o Direito

O direito √© a justi√ßa e a verdade. O caracter√≠stico do direito √© conservar-se perpetuamente puro e belo. O facto, ainda o mais necess√°rio, segundo as apar√™ncias, ainda o melhor aceite pelos contempor√Ęneos, se s√≥ existe como facto, contendo pouco ou nada de direito, √© infalivelmente destinado a tornar-se, com o andar dos tempos, disforme, imundo, talvez at√© monstruoso. Se algu√©m quiser verificar de um s√≥ jacto a que ponto de fealdade pode chegar o facto, visto √† dist√Ęncia dos s√©culos, olhe para Maquiavel. Maquiavel n√£o √© um mau g√©nio, nem um dem√≥nio, nem um escritor cobarde e miser√°vel; √© o facto puro. E n√£o √© s√≥ o facto italiano, √© o facto europeu, √© o facto do s√©culo XVI. Parece hediondo, e √©-o, em presen√ßa da ideia moral do s√©culo XIX.
Esta luta do direito e do facto dura desde a origem das sociedades. Terminar o duelo, amalgamar a ideia pura com a realidade humana, fazer penetrar pacificamente o direito no facto e o facto no direito, eis o trabalho dos s√°bios.

O dinheiro √© a coisa mais importante do mundo. Representa: sa√ļde, for√ßa, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doen√ßa, fraqueza, desgra√ßa, maldade e fealdade.

Dar Estilo ao Seu Car√°cter

¬ęDar estilo¬Ľ ao seu car√°cter… √© uma arte deveras consider√°vel que raramente se encontra! Para a exercer √© necess√°rio que o nosso olhar possa abranger tudo o que h√° de for√ßas e de fraquezas na nossa natureza, e que as adaptemos em seguida a um plano concebido com gosto, at√© que cada uma apare√ßa na sua raz√£o e na sua beleza e que as pr√≥prias fraquezas seduzam os olhos. Aqui ter-se-√° acrescentado uma grande massa de segunda natureza, nos pontos onde se ter√° tirado um peda√ßo da primeira, √† custa, nos dois casos, de um paciente exerc√≠cio e de um trabalho de todos os dias. Neste lugar disfar√ßou-se uma fealdade que se n√£o podia fazer desaparecer, noutro ela foi transmudada, fez-se dela uma beleza sublime. Grande n√ļmero de elementos, que se recusavam a tomar forma, foram reservados para ser utilizados nos efeitos de perspectiva: dar√£o os longes, o apelo do infinito. Foi a unidade, a press√£o de um mesmo gosto que dominou e afei√ßoou no grande e no pequeno: a que ponto, vemo-lo por fim, uma vez terminada a obra; que esse gosto seja bom ou mau, importa menos do que se pensa, basta que tenha havido um.
Ser√£o as naturezas fortes e dominadoras que apreciar√£o as alegrias mais subtis nesta opress√£o,

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Uma fealdade e uma velhice confessada são, a meu ver, menos velhas e menos feias do que outras disfarçadas e esticadas.

A mulher perdoa a fealdade, os cabelos brancos e até as doenças repugnantes; mas o que nunca perdoa é a estupidez.

A Leitura é a Maior das Amizades

A amizade, a amizade que diz respeito aos indiv√≠duos, √© sem d√ļvida uma coisa fr√≠vola, e a leitura √© uma amizade. Mas pelo menos √© uma amizade sincera, e o facto de ela se dirigir a um morto, a uma pessoa ausente, confere-lhe algo de desinteressado, de quase tocante. E al√©m disso uma amizade liberta de tudo quanto constitui a fealdade dos outros. Como n√£o passamos todos, n√≥s os vivos, de mortos que ainda n√£o entraram em fun√ß√Ķes, todas essas delicadezas, todos esses cumprimentos no vest√≠bulo a que chamamos defer√™ncia, gratid√£o, dedica√ß√£o e a que misturamos tantas mentiras, s√£o est√©reis e cansativas. Al√©m disso, ‚ÄĒ desde as primeiras rela√ß√Ķes de simpatia, de admira√ß√£o, de reconhecimento, as primeiras palavras que escrevemos, tecem √† nossa volta os primeiros fios de uma teia de h√°bitos, de uma verdadeira maneira de ser, da qual j√° n√£o conseguimos desembara√ßar-nos nas amizades seguintes; sem contar que durante esse tempo as palavras excessivas que pronunci√°mos ficam como letras de c√Ęmbio que temos que pagar, ou que pagaremos mais caro ainda toda a nossa vida com os remorsos de as termos deixado protestar. Na leitura, a amizade √© subitamente reduzida √† sua primeira pureza.
Com os livros,

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