Cita√ß√Ķes sobre Gelados

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Quando eu lembro do estalar do chicote, meu sangue corre gelado, lembro do navio de escravos, quando brutalizavam a minha alma

Sidera√ß√Ķes

Para as Estrelas de cristais gelados
As √Ęnsias e os desejos v√£o subindo,
Galgando azuis e siderais noivados
De nuvens brancas a amplid√£o vestindo…

Num cortejo de c√Ęnticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo…

Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de Vis√Ķes levanta…

E as √Ęnsias e os desejos infinitos
V√£o com os arcanjos formulando ritos
Da Eternidade que nos Astros canta…

Eu Vi Dos Pólos O Gigante Alado

Eu vi dos pólos o gigante alado,
Sobre um mont√£o de p√°lidos coriscos,
Sem fazer caso dos bulc√Ķes ariscos,
Devorando em silêncio a mão do fado!

Quatro fatias de tuf√£o gelado
Figuravam da mesa entre os petiscos;
E, envolto em manto de fatais rabiscos,
Campeava um sofisma ensang√ľentado!

‚Äď “Quem √©s, que assim me cercas de epis√≥dios?”
Lhe perguntei, com voz de silogismo,
Brandindo um facho de trov√Ķes ser√≥dios.

‚Äď “Eu sou” ‚Äď me disse, ‚Äď “aquele anacronismo,
Que a vil coorte de sulf√ļreos √≥dios
Nas trevas sepultei de um solecismo…”

O Mundo Velho

Nas crises d’este tempo desgra√ßado,
Quando nos pomos tristes a espalhar
Os olhos pela historia do passado…
Quem n√£o ver√°, contente ou consternado,
– Mundo velho que est√°s a desabar – ?!…

Sim tu est√°s a morrer, vil socio antigo…
E Pae de nossos vicios e paix√Ķes!
Camarada dos crimes, torpe amigo…
– Morre, emfim, correr√° no teu jazigo,
Em vez de vinho, o sangue das na√ß√Ķes!

Deves morrer, provecto criminoso!
Tens vivido de mais, vil sensual!
Tu est√°s velho, cansado e desgostoso,
E, como um velho principe gotoso,
Ris, cruelmente, √°s sensa√ß√Ķes do mal.

РQue é feito do teu Deus, do teu Direito?
– Onde est√£o as vis√Ķes dos teus prophetas?
– Quem te deu esse orgulho satisfeito?
Muribundo Caiphaz, junto ao teu leito,
Morrem, debalde, os gritos dos poetas!

No tempo em que eras forte, foi teu braço
Que apunhalou os grandes ideaes!…
Hoje est√°s gordo, sensural, devasso,
E andas, torpe a rir, como um palhaço,
N’um circulo lusente de punhaes.

Tu tens vendido os justos no mercado!

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Na Tua Voz, Irm√£o

Estavam sentados e n√£o falavam. Cada um olhava para um lado que n√£o via. Atr√°s dos rostos tristes, cismavam. Pensando, Mois√©s dizia palavras ao irm√£o, esperan√ßado de que ele as ouvisse; no pensamento, dizia ser√° um instante e trar√° a solid√£o. Pela primeira vez, gritaremos o nome um do outro. J√° reparaste?, nunca precis√°mos de nos chamar. N√£o sei como √© o meu nome na tua voz. Na tua voz, irm√£o, irm√£o. N√£o sei como √© o teu nome na minha voz. Pela primeira vez, gritaremos o nome um do outro, e o desespero ser√° a antec√Ęmara de uma dor triste a que nos habituaremos, como se habitua um homem sem cora√ß√£o ao espa√ßo negro no peito. Viveste sempre na minha vida, e eu estive sempre contigo quando sorriste. Hoje, a solid√£o. Desapareceremos um do outro, deixaremos de ser n√≥s para sermos s√≥ tu e s√≥ eu. Mas n√£o esqueceremos. E lembrarmo-nos ser√° o maior sofrimento, recordarmos o que fomos onde estivermos e n√£o podermos ser mais nada nesse dia. Lembrarmo-nos de quando acord√°vamos e olh√°vamos um para o outro, pois t√≠nhamos acordado ao mesmo tempo e t√≠nhamos ao mesmo tempo pensado em ver-nos. Lembrarmo-nos de falar na nossa maneira de falar,

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O Meu Maior Medo

O amor em todo o coração e em toda a parte se procura. Já anima a possibilidade de ser encontrado e a incerteza de não passar o resto da vida sem poder amar e sem poder ser amado. O que custa é acreditar naquilo que se tem, quando todos os dias, ao longo de longos anos, se consegue encontrar esse amor que se procura, na pessoa que se ama e no lugar e no tempo Рaqui, agora, daqui a bocadinho Рem que mais gostamos de encontrá-lo.
Hoje a Maria Jo√£o e eu fazemos doze anos de casados e a √ļnica esperan√ßa que eu tinha – que se tornasse mais f√°cil acreditar na sorte que me coube na pessoa que ela √© e na cegueira de olhar uma segunda vez para mim – acabou por ser mentira.
H√° um castigo para tudo: at√© para a maior felicidade. √Č o medo n√£o s√≥ que tudo acabe mas que se descubra, de alguma maneira, que nunca tenha come√ßado. Por exemplo, se ela se apaixonasse por outra pessoa.
¬ęN√£o vai durar, n√£o pode durar, √© bom de mais para durar¬Ľ: √© isto que repito no √™xtase da minha alegria roubada ao sol,

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Princesa Desalento

Minh’alma √© a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
√Č revoltada, tr√°gica, sombria,
Como galopes infernais de vento!

√Č fr√°gil como o sonho dum momento,
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria!
Minh’alma √© a Princesa Desalento…

Altas horas da noite ela vagueia…
E ao luar suavíssimo, que anseia,
P√Ķe-se a falar de tanta coisa morta!

O luar ouve a minh’alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz √† tua porta…

Hábito e Inércia

Ao princípio, somos carne animada pela alma; a meio caminho, meias máquinas; perto do fim, autómatos rígidos e gelados como cadáveres. Quando a morte chega, encontramo-nos em tudo semelhantes aos mortos. Esta petrificação progressiva é obra do hábito.
O hábito torna-nos cegos às maravilhas do mundo Рindiferentes e inconscientes perante os milagres quotidianos -, embota a força dos sentidos e dos sentimentos Рtorna-nos escravos dos costumes, mesmo tristes e culpados: suprime a vista, espanto, fogo e liberdade. Escravos, frígidos, insensatos, cegos: tudo propriedade dos cadáveres. A subjugação aos hábitos é uma subjugação da morte; um suicídio gradual do espírito.
O h√°bito suprime as cores, incrusta, esconde: partes da nossa vida afundam-se gradualmente na inconsci√™ncia e deixam de ser vida para se tornarem pe√ßas de um mecanismo imprevisto. O c√≠rculo do espont√Ęneo reduz-se; a liberdade e novidade decaem na monotonia do vulgar.
√Č como se o sangue se tornasse, a pouco e pouco, s√≥lido como os ossos e a alma um sistema de correias e rodas. A mat√©ria n√£o passa de esp√≠rito petrificado pelos h√°bitos. Nasce-se esp√≠rito e mat√©ria e termina-se apenas como mat√©ria. A casca converteu em madeira a pr√≥pria linfa.
A casca é necessária para proteger o albume,

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Um Pedaço do Céu

– √Č verdade, Liliana. De momento, nesta tarde t√£o h√ļmida e nublada, com este fio que se nos mete pelos ossos adentro, Deus √© um caf√© bem quente e arom√°tico, feito com gr√£os acabados de moer; no ver√£o, procura Deus num belo gelado, num desses gelados t√£o saborosos, de torr√£o, de chocolate; ou de papaia e manga, porque agora os espanh√≥is tamb√©m j√° fazem gelados de manga, e de goiaba e papaia, e um dia destes at√© gelados de d√ļrio h√° de haver, embora os espanh√≥is n√£o gostem do cheiro do d√ļrio, t√£o forte, parece que lhes mete nojo. Eu tamb√©m n√£o gosto do cheiro, mas o fruto √© uma del√≠cia. Pensa que a√≠ mesmo, na geladaria da pra√ßa, est√° um peda√ßo do c√©u com que sonh√°mos, ou do c√©u que podemos alcan√ßar e que ainda n√£o nos tiraram. Senta-te com os teus filhos numa esplanada, num fim de tarde de agosto, come um gelado de manga bem cremoso, e ver√°s que √© a√≠ que est√° o Deus do ver√£o, assim como est√° no tintico o Deus do inverno. Quando os espanh√≥is chegaram para nos conquistar, n√≥s sab√≠amos que n√£o existe um s√≥ deus, mas muitos deuses, h√° um deus para cada coisa,

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Chove. √Č Dia de Natal

Chove. √Č dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
H√° a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal n√£o.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

O Poeta Pede a Seu Amor que lhe Escreva

Meu entranhado amor, morte que é vida,
tua palavra escrita em v√£o espero
e penso, com a flor que se emurchece
que se vivo sem mim quero perder-te.

O ar é imortal. A pedra inerte
nem a sombra conhece nem a evita.
Coração interior não necessita
do mel gelado que a lua derrama.

Porém eu te suportei. Rasguei-me as veias,
sobre a tua cintura, tigre e pomba,
em duelo de mordidas e açucenas.

Enche minha loucura de palavras
ou deixa-me viver na minha calma
e para sempre escura noite d’alma.

Tradução de Oscar Mendes

L√°grima

A cada hora
o frio
que o sangue leva ao coração
nos gela como o rio
do tempo aos derradeiros glaciares
quando a espuma dos mares
se transformar em pedra.

Ah no deserto
do próprio céu gelado
pudesses tu suster ao menos na descida
uma estrela qualquer
e ao seu calor fundir a neve que bastasse
à lágrima pedida
pela nossa morte.

Post Mortem

Quando do amor das Formas inef√°veis
No teu sangue apagar-se a imensa chama,
Quando os brilhos estranhos e vari√°veis
Esmorecerem nos troféus da Fama.

Quando as níveas Estrelas invioláveis,
Doce vel√°rio que um luar derrama,
Nas clareiras azuis ilimit√°veis
Clamarem tudo o que o teu Verso clama.

J√° ter√°s para os b√°ratros descido,
Nos cilícios da Morte revestido,
P√©s e faces e m√£os e olhos gelados…

Mas os teus Sonhos e Vis√Ķes e Poemas
Pelo alto ficar√£o de eras supremas
Nos relevos do Sol eternizados!

Paisagens de Inverno

I

√ď meu cora√ß√£o, torna para tr√°s.
Onde vais a correr, desatinado?
Meus olhos incendidos que o pecado
Queimou! o sol! Volvei, noites de paz.

Vergam da neve os olmos dos caminhos.
A cinza arrefeceu sobre o brasido.
Noites da serra, o casebre transido…
√ď meus olhos, cismai como os velhinhos.

Extintas primaveras evocai-as:
_ J√° vai florir o pomar das maceiras.
Hemos de enfeitar os chapéus de maias._

Sossegai, esfriai, olhos febris.
_ E hemos de ir cantar nas derradeiras
Ladainhas…Doces vozes senis…_

II

Passou o outono j√°, j√° torna o frio…
_ Outono de seu riso magoado.
llgido inverno! Obl√≠quo o sol, gelado…
_ O sol, e as águas límpidas do rio.

√Āguas claras do rio! √Āguas do rio,
Fugindo sob o meu olhar cansado,
Para onde me levais meu v√£o cuidado?
Aonde vais, meu coração vazio?

Ficai, cabelos dela, flutuando,
E, debaixo das √°guas fugidias,
Os seus olhos abertos e cismando…

Onde ides a correr, melancolias?
_ E, refratadas, longamente ondeando,

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√ďdio?

√ďdio por Ele? N√£o… Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, tr√°gico, gelado
Com um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

√ďdio seria em mim saudade infinda,
M√°goa de o ter perdido, amor ainda!
√ďdio por Ele? N√£o… n√£o vale a pena…

Hino √† Toler√Ęncia

J√° ser√° grande a tua obra se tiveres conseguido levar a toler√Ęncia ao esp√≠rito dos que vivem em volta; toler√Ęncia que n√£o seja feita de indiferen√ßa, da cinzenta igualdade que o mundo apresenta aos olhos que n√£o v√™em e √†s m√£os que n√£o agem; toler√Ęncia que, afirmando o que pensa, ainda nas horas mais perigosas, se co√≠ba de eliminar o advers√°rio e tenha sempre presente a diferen√ßa das almas e dos h√°bitos; dar-lhe-√£o, se quiserem, o tom da ironia, para si pr√≥prios, para os outros; mas n√£o h√£o-de cair no cepticismo e no c√≥modo sorriso superior; quando chegar o proceder, saber√£o o gosto da energia e das firmes atitudes. Mais a h√£o-de ter como vencedores do que como vencidos; a toler√Ęncia em face do que esmaga n√£o anda longe do temor; ent√£o, antes os quero violentos que cobardes.
Mas tu mesmo, Marcos, com que direito és tolerante? Acaso te julgas possuidor da verdade? Em que trono te sentaram para que assim olhes de cima o resto dos humanos e todo o mundo em redor? Por que tão cedo te separas de compreender e de amar? Tens a pena do rico para o pobre, dás-lhe a esmola de lhe não fazer mal;

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Quando Apareces, Fica-Se Impassível

Quando apareces, fica-se impassível
E mudo e quedo, tr√™mulo, gelado!…
Quer-se ficar com atenção, calado,
Quer-se falar sem mesmo ser possível!.

Anda-se c’o a alma n’um estado horr√≠vel
O cora√ß√£o completamente ervado!…
Quer-se dar palmas, mas sem ser notado,
Quer-se gritar, n’uma explos√£o tem√≠vel!…

Sobe-se e desce-se ao país das fadas,
Vaga-se co’as nuvens das mans√Ķes douradas
Sob um esfor√ßo colossal, tit√Ęnico!…

E as id√©ias galopando voam…
Ent√£o l√° dentro sem parar, ressoam
As indom√°veis convuls√Ķes do cr√Ęnio!!…

Asas Abertas

As asas da minh’alma est√£o abertas!
Podes te agasalhar no meu Carinho,
Abrigar-te de frios no meu Ninho
Com as tuas asas trêmulas, incertas.

Tu’alma lembra vastid√Ķes desertas
Onde tudo é gelado e é só espinho.
Mas na minh’alma encontrar√°s o Vinho
e as graças todas do Conforto certas.

Vem! H√° em mim o eterno Amor imenso
Que vai tudo florindo e fecundando
E sobe aos céus como sagrado incenso.

Eis a minh’alma, as asas palpitando
Com a saudade de agitado lenço
o segredo dos longes procurando…

Em Viagem

Desde aquela dor tamanha
Do momento em que parti
Um só prazer me acompanha,
Filha, o de pensar em ti:

Por sobre a negra paisagem
Do meu ermo coração
O luar branco da tua imagem
Veste um benigno clar√£o.

A tarde, no azul celeste,
H√° uma estrela esmorecida,
Que é o beijo que tu me deste
Na hora da despedida.

Beijo t√£o longo e dolente,
T√£o longo e cortado de ais,
Que o meu coração pressente
Que n√£o te torno a ver mais.

Conto no céu estrelado
L√°grimas de oiro sem fim:
√Č o pranto que tens chorado,
De dia e noite, por mim…

Quando me deito na cama
E vou quase adormecido,
Oiço a tua voz que me chama,
Num suplicante gemido.

Num gemido t√£o suave,
T√£o triste na noite escura,
Que √© como uma queixa d’ave
Presa numa sepultura!…

Em sonho, às vezes, meu Deus,
Cuido que vou expirar,
Sem levar nos olhos meus
O teu derradeiro olhar.

E sem extremo conforto
Que eu ness’hora quero ter:
Beijar a fronte do morto
Aquela que o fez viver.

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O Meu Cachimbo

√ď meu cachimbo! Amo-te immenso!
Tu, meu thuribudo sagrado!
Com que, bom Abbade, incenso
A Abbadia do meu passado.

Fumo? E occorre-me á lembrança
Todo esse tempo que l√° vae,
Quando fumava, ainda criança,
√Ās escondidas do meu Pae.

Vejo passar a minha vida,
Como n’um grande cosmorama:
Homem feito, pallida Ermida,
Infante, pela m√£o da ama…

Por alta noite, √°s horas mortas,
Quando n√£o se ouve pio, ou voz,
Fecho os meus livros, fecho as portas
Para fallar comtigo a sós.

E a noite perde-se em cavaco,
Na Torre d’Anto, aonde eu moro!
Alli, mettido no buraco,
Fumo e, a fumar, √°s vezes… choro.

Chorando (penso e n√£o o digo)
Os olhos fitos neste ch√£o,
Que tu √©s leal, √©s meu amigo…
Os meus amigos onde est√£o?

N√£o sei. Tral-os-√° o ¬ęnevoeiro¬Ľ…
Os trez, os intimos, Aquelles,
Est√£o na Morte, no extrangeiro…
Dos mais n√£o sei, perdi-me d’elles.

Morreram-me uns. Por elles peço
A Deus, quando está de maré:
E, √°s noites,

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