Cita√ß√Ķes sobre Indianos

10 resultados
Frases sobre indianos, poemas sobre indianos e outras cita√ß√Ķes sobre indianos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Essência do Fanatismo

A ess√™ncia do fanatismo consiste em considerar determinado problema como t√£o importante que ultrapasse qualquer outro. Os bizantinos, nos dias que precederam a conquista turca, entendiam ser mais importante evitar o uso do p√£o √°zimo na comunh√£o do que salvar Constantinopla para a cristandade. Muitos habitantes da pen√≠nsula indiana est√£o dispostos a precipitar o seu pa√≠s na ru√≠na por divergirem numa quest√£o importante: saber se o pecado mais detest√°vel consiste em comer carne de porco ou de vaca. Os reaccion√°rios amercianos prefiririam perder a pr√≥xima guerra do que empregar nas investiga√ß√Ķes at√≥micas qualquer indiv√≠duo cujo primo em segundo grau tivesse encontrado um comunista nalguma regi√£o. Durante a Primeira Guerra Mundial, os escoceses sabat√°rios, a despeito da escassez de v√≠veres provocada pela actividade dos submarinos alem√£es, protestavam contra a planta√ß√£o de batatas ao domingo e diziam que a c√≥lera divina, devido a esse pecado, explicava os nossos malogros militares. Os que op√Ķem objec√ß√Ķes teol√≥gicas √† limita√ß√£o dos nascimentos, consentem que a fome, a mis√©ria e a guerra persistam at√© ao fim dos tempos porque n√£o podem esquecer um texto, mal interpretado, do G√©nese. Os partid√°rios entusiastas do comunismo, tal como os seus maiores inimigos, preferem ver a ra√ßa humana exterminada pela radioactividade do que chegar a um compromisso com o mal –

Continue lendo…

Sabedoria Pr√°tica Inexistente

A maioria dos luxos e muitos dos chamados confortos da vida não só são dispensáveis como constituem até obstáculos à elevação da humanidade. No que diz respeito a luxos e confortos, os mais sábios sempre viveram de modo mais simples e despojado que os pobres. Os antigos filósofos chineses, indianos, persas e gregos eram uma classe que se notabilizava pela extrama pobreza de bens exteriores, em contraste com a sua riqueza interior. Embora não saibamos muito a seu respeito, é de admirar que saibamos tanto quanto sabemos. O mesmo acontece com reformadores e benfeitores mais recentes, da nacionalidade deles. Ninguém pode ser um observador imparcial e sábio da raça humana, a não ser da posição vantajosa a que chamaríamos pobreza voluntária.
O fruto de uma vida de luxo √© tamb√©m luxo, seja em agricultura, com√©rcio, literatura ou arte. Hoje em dia h√° professores de filosofia, mas n√£o h√° fil√≥sofos. Contudo √© admir√°vel ensinar filosofia porque um dia foi admir√°vel viv√™-la. Ser um fil√≥sofo n√£o √© apenas ter pensamentos subtis, nem sequer fundar uma escola, mas amar a sabedoria a ponto de viver, segundo os seus ditames, uma vida de simplicidade, independ√™ncia, magnanimidade e confian√ßa. √Č solucionar alguns problemas da vida n√£o s√≥ na teoria mas tamb√©m na pr√°tica.

Continue lendo…

A Gonçalves Dias

Celebraste o domínio soberano
Das grandes tribos, o tropel fremente
Da guerra bruta, o entrechocar insano
Dos tacapes vibrados rijamente,

O marac√° e as flechas, o estridente
Troar da in√ļbia, e o canitar indiano…
E, eternizando o povo americano,
Vives eterno em teu poema ingente.

Estes revoltos, largos rios, estas
Zonas fecundas, estas seculares
Verdejantes e amplíssimas florestas

Guardam teu nome: e a lira que pulsaste
Inda se escuta, a derramar nos ares
O estridor das batalhas que contaste.

O Mar Agita-se, como um Alucinado

O Mar agita-se, como um alucinado:
A sua espuma aflui, baba da sua Dor…
Posto o escafandro, com um passo cadenciado,
Desce ao fundo do Oceano algum mergulhador.

D√°-lhe um aspecto estranho a camp√Ęnula imensa:
Lembra um bizarro Deus de algum pagode indiano:
Na cólera do Mar, pesa a sua Indiferença
Que o torna superior, e faz mesquinho o Oceano!

E em vão as ondas se lhe enroscam à cabeça:
Ele desce orgulhoso, impassível, sem pressa,
Com suprema altivez, com ironias calmas:

Assim devemos nós, Poetas, no Mundo entrar,
Sem nos deixarmos absorver por esse Mar
‚ÄĒ Pois a Arte √©, para n√≥s, o escafandro das Almas!

Soneto

Brancas Apari√ß√Ķes, Vis√Ķes renanas,
Imagens dos Ascetas peregrinos,
Hinos nevoentos, neblinosos hinos
Das brumosas igrejas luteranas.

Vago mist√©rio das regi√Ķes indianas,
Sonhos do Azul dos astros cristalinos,
Coros de Arcanjos, claros sons divinos
Dos Arcanjos, nas tiorbas soberanas.

Tudo ressurge na minh’alma e vaga
Num fluido ideal que me arrebata e alaga,
No abandono mais l√Ęnguido mais lasso…

Quando l√° nos sacr√°rios do Cruzeiro
A lua rasga o trêmulo nevoeiro,
Magoada de vig√≠lias e cansa√ßo…

Devemos muito aos indianos, que nos ensinaram a contar, técnica sem a qual nenhuma descoberta científica relevante poderia ter sido feita

Ariana

Ela é o tipo perfeito da ariana,
Branca, nevada, p√ļbere, mimosa,
A carne exuberante e capitosa
Trescala a essência que de si dimana.

As níveas pomas do candor da rosa,
Rendilhando-lhe o colo de sultana,
Emergem da camisa cetinosa
Entre as rendas sutis de filigrana.

Dorme talvez. Em fl√°cido abandono
Lembra formosa no seu casto sono
A languidez dormente da indiana,

Enquanto o amante p√°lido, a seu lado
Medita, a fronte triste, o olhar velado
No Mistério da Carne Soberana

O Amor é a Nossa Essência Primordial

Teria a vida algum encanto sem o amor? Acredito que o amor √© o mist√©rio invis√≠vel que nos envolve. Tal como escreveu o grande poeta indiano Rabindranath Tagore: ¬ęO amor n√£o √© um mero impulso. Deve conter a verdade, que √© a lei.¬Ľ Nem todos n√≥s somos capazes de o exprimir por palavras t√£o eloquentes mas a intensidade do nosso desejo de amar e de sermos amados √© uma caracter√≠stica exclusivamente humana.

Na sua forma mais elevada, o amor transforma a nossa natureza. Gera ternura e afeto. Substitui a raiva pela compaix√£o. Quando as pessoas procuram o meu conselho, o amor e os relacionamentos s√£o o principal tema das quest√Ķes que me colocam. Repare bem: a paix√£o talvez seja a experi√™ncia mais profunda que qualquer um de n√≥s poder√° viver – mas tamb√©m a mais enigm√°tica. Porque ser√° o amor t√£o doloroso quando nos proporciona tamanho √™xtase? O que o tornar√° t√£o extremo ao ponto de se transformar em √≥dio e ci√ļme quando nos sentimos tra√≠dos?

No nosso dia a dia confrontamo-nos com toda a espécie de pequenos imprevistos mas, no que diz respeito ao amor, a nossa própria vida parece estar em jogo. Os nossos relacionamentos amorosos e os laços de família são as forças mais poderosas que influenciam a nossa vida.

Continue lendo…

Alencar

H√£o de anos volver, – n√£o como as neves
De alheios climas, de geladas cores;
H√£o de os anos volver, mas como as flores,
Sobre o teu nome, v√≠vidos e leves…

Tu, cearense musa, que os amores
Meigos e tristes, r√ļsticos e breves,
Da indiana escreveste,-ora os escreves
No volume dos p√°trios esplendores.

E ao tornar este sol, que te h√° levado,
Já não acha a tristeza. Extinto é o dia
Da nossa dor, do nosso amargo espanto.

Porque o tempo implac√°vel e pausado,
Que o homem consumiu na terra fria,
N√£o consumiu o engenho, a flor, o encanto…

Sete Anos A Nobreza Da Bahia

Ao casamento de Pedro √Ālvares de Neiva. Ana Maria era uma donzela nobre, e rica, que veio da √ćndia sendo solicitada pelos melhores da terra para despos√°rios, empreendeu frei Tom√°s cas√°-la com o dito e o conseguiu.

Sete anos a nobreza da Bahia
Servia a uma pastora indiana e bela,
Por√©m servia a √ćndia, e n√£o a ela,
Que a √ćndia s√≥ por pr√™mio pretendia.

Mil dias na esperança de um só dia
Passava, contentando-se com vê-la:
Mas frei Tom√°s, usando de cautela,
Deu-lhe o vil√£o, quitou-lhe a fidalguia.

Vendo o Brasil que por t√£o sujos modos
Se lhe usurpara a sua Dona Elvira
Quase a golpes de um maço e de uma goiva:

Logo se arrependeram de amar todos,
Mas qualquer mais amara se n√£o vira
Para t√£o limpo amor t√£o suja noiva.