Cita√ß√Ķes sobre Milion√°rios

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Frases sobre milion√°rios, poemas sobre milion√°rios e outras cita√ß√Ķes sobre milion√°rios para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O milionário tem o privilégio de poder contemplar a baixeza desinteressada, pura, sem segunda intenção.

Neruda e García Lorca em Homenagem a Rubén Dario

Eis o texto do discurso:

Neruda: Senhoras…

Lorca: …e senhores. Existe na lide dos touros uma sorte chamada ¬ętoreio dei alim√≥n¬Ľ, em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.

Neruda: Federico e eu, ligados por um fio eléctrico, vamos emparelhar e responder a esta recepção tão significativa.

Lorca: √Č costume nestas reuni√Ķes que os poetas mostrem a sua palavra viva, prata ou madeira, e sa√ļdem com a sua voz pr√≥pria os companheiros e amigos.

Neruda: Mas n√≥s vamos colocar entre v√≥s um morto, um comensal vi√ļvo, escuro nas trevas de uma morte maior que as outras mortes, vi√ļvo da vida, da qual foi na sua hora um marido deslumbrante. Vamos esconder-nos sob a sua sombra ardente, vamos repetir-lhe o nome at√© que a sua grande for√ßa salte do esquecimento.

Lorca: N√≥s, depois de enviarmos o nosso abra√ßo com ternura de pinguim ao delicado poeta Amado Villar, vamos lan√ßar um grande nome sobre a toalha, na certeza de que v√£o estalar as ta√ßas, saltar os garfos, buscando o olhar que todos anseiam, e que um golpe de mar h√°-de manchar as toalhas. N√≥s vamos evocar o poeta da Am√©rica e da Espanha: Rub√©n…

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Um milion√°rio √© sempre um derrotado: se gasta com liberalidade, criticam-no por ser extravagante e amante da ostenta√ß√£o; se leva vida quieta e econ√īnica, chamam-no de avarento e sovina.

Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário.

O Juízo Final

Chegou o miserável milionário no céu e, impacientemente, esperou a sua vez de ser julgado. Introduziram-no numa sala, noutra sala, noutra sala, até que se viu frente a uma luz ofuscante, na qual pouco a pouco foi dintinguindo a figura santa do pai dos Homens. Em voz tonitroante este, tendo à direita, Pedro, e, à esquerda, uma figura que ele não conhecia, julgou sumariamente dois outros pecadores que estavam à sua frente. E, afinal, dirigiu-se a ele:
РQue fez você de bom na sua vida ?
– Bem, eu nasci, cresci, amei, casei, tive filhos, vivi.
РOra Рdisse o Senhor Рisso são actos sociais e biológicos a que você estava destinado. Quero saber que bondade específica e determinada você teve para com o seu semelhante.
– Bem – disse o milion√°rio – eu criei ind√ļstrias, comprei fazendas, dei emprego a muita gente, melhorei as condi√ß√Ķes sociais de muita gente.
– N√£o, isso n√£o serve – disse o Todo-Poderoso – essas ac√ß√Ķes estavam impl√≠citas ao acto de voc√™ enriquecer. Voc√™ as praticou porque precisava viver melhor. N√£o foram intrinsecamente boas ac√ß√Ķes, desprendidas, n√£o servem.
O milionário escarafunchou o cérebro e não encontrou nada.

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Glória é Vaidade

A gl√≥ria repousa propriamente sobre aquilo que algu√©m √© em compara√ß√£o com os outros. Portanto, ela √© essencialmente relativa; por isso, s√≥ pode ter valor relativo. Desapareceria inteiramente se os outros se tornassem o que o glorioso √©. Uma coisa s√≥ pode ter valor absoluto se o mantiver sob todas as circunst√Ęncias; aqui, contudo, trata-se daquilo que algu√©m √© imediatamente e por si mesmo. Consequentemente, √© nisso que tem de residir o valor e a felicidade do grande cora√ß√£o e do grande esp√≠rito. Logo, valiosa n√£o √© a gl√≥ria, mas aquilo que faz com que algu√©m a mere√ßa, pois isso, por assim dizer, √© a subst√Ęncia, e a gl√≥ria √© apenas o acidente. Ela age sobre quem √© c√©lebre, sobretudo como um sintoma exterior pelo qual ele adquire a confirma√ß√£o da opini√£o elevada de si mesmo. Desse modo, poder-se-ia dizer que, assim como a luz n√£o √© vis√≠vel se n√£o for reflectida por um corpo, toda a excel√™ncia s√≥ adquire total consci√™ncia de si pr√≥pria pela gl√≥ria. Mas o sintoma n√£o √© sempre infal√≠vel, visto que tamb√©m h√° gl√≥ria sem m√©rito e m√©rito sem gl√≥ria. Eis a justificativa para a frase t√£o distinta de Lessing: Algumas pessoas s√£o famosas, outras merecem s√™-lo.

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Meridional

Cabelos

√ď vagas de cabelo esparsas longamente,
Que sois o vasto espelho onde eu me vou mirar,
E tendes o cristal dum lago refulgente
E a rude escurid√£o dum largo e negro mar;

Cabelos torrenciais daquela que me enleva,
Deixai-me mergulhar as mãos e os braços nus
No b√°ratro febril da vossa grande treva,
Que tem cintila√ß√Ķes e meigos c√©us de luz.

Deixai-me navegar, morosamente, a remos,
Quando ele estiver brando e livre de tuf√Ķes,
E, ao plácido luar, ó vagas, marulhemos
E enchamos de harmonia as amplas solid√Ķes.

Deixai-me naufragar no cimo dos cachopos
Ocultos nesse abismo eb√Ęnico e t√£o bom
Como um licor renano a fermentar nos copos,
Abismo que se espraia em rendas de Alençon!

E, ó mágica mulher, ó minha Inigualável,
Que tens o imenso bem de ter cabelos tais,
E os pisas desdenhosa, altiva, imperturb√°vel,
Entre o rumor banal dos hinos triunfais;

Consente que eu aspire esse perfume raro,
Que exalas da cabeça erguida com fulgor,
Perfume que estonteia um milion√°rio avaro
E faz morrer de febre um louco sonhador.

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Dueto

Bendita sejas tu, que escancaraste
uma janela em minha solid√£o,
e trouxeste com a luz, esse contraste
de luz e sombra em que meus passos v√£o…

Bendita sejas tu, que me encontraste
como um mendigo a te estender a m√£o,
e que inteira te deste, e assim, tornaste
milion√°rio o meu pobre cora√ß√£o…

Bendita sejas tu, que, de repente
fizeste renascer um sol no poente
reacendendo esse ardor com que arremeto

e com que espero novamente a vida,
e transformaste, sem saber, querida,
a cantiga do s√≥… num canto em dueto!

A lealdade √© hoje uma virtude qye ningu√©m respeita profundamente. √Č demasiado irracional para se poder louvar. Ser leal √© ser incondicional. √Č ir contra a raz√£o, contra a justi√ßa, contra a utilidade, das pessoas e das coisas. A lealdade √© insens√≠vel. Ser leal √© ajudar o amigo milion√°rio a roubar uma moeda de 10 escudos do bolso de um pobre. A lealdade pode ser muito feia. √Č por isso que √© t√£o bonita. √Č muito simples. A lealdade √© uma decis√£o que a alma j√° tomou.

Alguns t√™m lampejos de id√©ias geniais e, colocando-as em pr√°tica, tornam-se milion√°rios; outros s√≥ t√™m lampejos de id√©ias infelizes e permanecem na mis√©ria a vida toda. O que decide o destino de uma pessoa √© a natureza desses lampejos ‚Äď id√©ias que surgem repentinamente em determinados momentos.

O Amor Encontra-se nas Coisas Simples

√Č mais f√°cil programar supercomputadores, gerir grandes empresas, cumprir elevadas metas profissionais, do que construir rela√ß√Ķes saud√°veis regadas com um sublime amor. Houve brilhantes intelectuais que quiseram conquistar o amor com a sua cultura, mas ele disse: ¬ęEncontro-me nas coisas simples e an√≥nimas!¬Ľ Houve milion√°rios que quiseram compr√°-lo com dinheiro, mas ele declarou: ¬ęN√£o estou √† venda!¬Ľ Alguns generais quiseram domin√°-lo com armas, mas ele afirmou: ¬ęS√≥ flores√ßo no terreno da espontaneidade!¬Ľ Os pol√≠ticos tentaram seduzi-lo com o seu poder, mas o amor bradou: ¬ęO poder asfixia-me.¬Ľ Houve pessoas c√©lebres que quiseram envolv√™-lo com a fama, mas ele sem hesitar comentou: ¬ęA fama nunca me poder√° seduzir.¬Ľ

Se nós pudéssemos vender nossas experiências pelo que elas nos custaram, seríamos todos milionários.

A Vaidade e a Inveja Desaparecem com a Idade

Com o passar do tempo, h√° dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja √© um sentimento horr√≠vel. Ningu√©m sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milion√°rio Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: ¬ęQuanto √© que ele deixou?¬Ľ O advogado respondeu: ¬ęDeixou tudo.¬Ľ Ningu√©m √© mais pobre do que os mortos.