Cita√ß√Ķes sobre Pobres

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Frases sobre pobres, poemas sobre pobres e outras cita√ß√Ķes sobre pobres para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ultrapassar o Medo

As pessoas vivem com medo. Tu tens medo. Todos temos. Uns mais outros menos, uns de uma forma consciente outros de uma forma inconsciente, uns enfrentam-no outros morrem nas suas m√£os. O medo, e repito o que j√° escrevi no ‚ÄúArrisca-te a Viver‚ÄĚ, √© a √ļnica emo√ß√£o que n√£o gera a√ß√£o. Se entrares em p√Ęnico foges, se sentires raiva bates ou gritas, se tiveres medo encolhes-te. O medo algema-te, tolda-te as possibilidades e faz de ti seu prisioneiro.
Porque √© que achas que o mundo, o pa√≠s e a tua pr√≥pria vida se encontram no estado em que est√£o? Medo. Muito medo. E nesta mat√©ria, permite-me ser assertivo, se tens medo seja do que for de nada te adianta comprar um c√£o, sabes porqu√™? Porque vais educ√°-lo baseado no medo, logo, vais estragar mais uma vida. N√£o te chegava a tua? Pobre do animal, merecia melhor sorte. Ora bem, uma educa√ß√£o alicer√ßada no medo far√° com que ele viva no pr√≥prio medo e tu com medo que ele te desobede√ßa. √Č uma desgra√ßa. Ser√°s incapaz de am√°-lo, assim como √©s incapaz de amar seja quem for, muito menos a ti. E se me disseres que n√£o est√°s de acordo com o que acabei de escrever,

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Muita Cagança

Todos nós damos vontade de rir. Somos uns pobres diabos. Usando um termo grosseiro: muita cagança, muita cagança e para quê? Somos pequeníssimos. Não é que uma pessoa tenha que aceitar a sua pequenez, mas parece-me bastante triste a vaidade, a presunção, o orgulho, tudo isso com que pretendemos ou queremos mostrar que somos mais do que efectivamente somos. Não será caricato ou ridículo, mas bastante triste.

Sou rico? Todos estão prontos a dar-me a própria pele;
sou pobre? Ninguém me quer dar nem uma moeda.

A democracia se estabelece quando os pobres (‘hoip√©netes’), tendo vencido seus inimigos, massacram alguns, banem os outros e partilham igualmente com os restantes o governo e as magistraturas.

A sociedade brasileira é das mais curiosas do mundo. Mal tem condição de te dar um emprego de salário mínimo. Mas, se um pobre transgride suas regras, bota-o numa prisão que custa seis salários mínimos.

O Desejo e a Posse

Um homem n√£o se sente totalmente privado dos bens aos quais nunca sonhou aspirar, mas fica muito satisfeito mesmo sem eles, enquanto outro que possua cem vezes mais do que o primeiro sente-se infeliz quando lhe falta uma √ļnica coisa que tenha desejado. A esse respeito, cada um tem tamb√©m um horizonte pr√≥prio daquilo que lhe √© poss√≠vel atingir, e as suas pretens√Ķes t√™m uma extens√£o semelhante a esse horizonte. Quando determinado objecto, situado dentro desses limites, se lhe apresenta de modo que o fa√ßa acreditar na possibilidade de alcan√ß√°-lo, o homem sente-se feliz; em contrapartida, sentir-se-√† infleliz quando eventuais dificuldades lhe tirarem tal possibilidade. Tudo o que estiver situado externamente a esse campo visual n√£o agir√° de forma alguma sobre ele. Por esse motivo, as grandes propriedades dos ricos n√£o perturbam o pobre, e, por outro lado, para o rico cujos prop√≥sitos tenham fracassado, serve de consolo as muitas coisas que j√° possui. (A riqueza assemelha-se √† √°gua do mar; quanto mais dela se bebe, mais sede se tem. O mesmo vale para a gl√≥ria).

O facto de que o nosso humor habitual não resulte muito diferente do anterior após a perda de uma riqueza ou do bem-estar,

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Um homem enriquece empregando uma multidão de operários e torna-se pobre mantendo uma multidão de serviçais.

Proibir Demasiado Prejudica a Lei

Penso que um excesso de decretos e de interditos prejudica a autoridade da lei. Podemos observ√°-lo: onde existem poucas proibi√ß√Ķes, estas s√£o obedecidas; onde a cada passo se trope√ßa em coisas proibidas, sente-se rapidamente a tenta√ß√£o de as infringir. Al√©m disso, n√£o √© preciso ser-se anarquista para se ver que as leis e os decretos, do ponto de vista da sua origem, n√£o gozam de qualquer car√°cter sagrado ou invulner√°vel. Por vezes s√£o pobres de conte√ļdo, insuficientes, ofensivas do nosso sentido de justi√ßa, ou nisso se tornam com o tempo, e ent√£o, dada a in√©rcia geral dos dirigentes, n√£o resta outro meio de corrigir essas leis caducas sen√£o infringi-las de boa vontade! Para mais, √© prudente, quando se pretende manter o respeito por leis e decretos, n√£o promulgar sen√£o aqueles cuja observa√ß√£o ou infrac√ß√£o possam ser facilmente controladas.

Caminho Do Sert√£o

A meu irm√£o Jo√£o Cancio

Tão longe a casa! Nem sequer alcanço
Vê-la através da mata. Nos caminhos
A sombra desce; e, sem achar descanso,
Vamos nós dois, meu pobre irmão, sozinhos!

√Č noite j√°. Como em feliz remanso,
Dormem as aves nos pequenos ninhos…
Vamos mais devagar… de manso e manso,
Para n√£o assustar os passarinhos.

Brilham estrelas. Todo o céu parece
Rezar de joelhos a chorosa prece
Que a Noite ensina ao desespero e a dor…

Ao longe, a Lua vem dourando a treva…
Turíbulo imenso para Deus eleva
O incenso agreste da jurema em flor.

Epit√°fio

Caminhante que vais t√£o de corrida.
Pois em nada reparas na jornada.
Repara por tua vida no meu nada.
Que foi toda uma morte a minha vida.

Tamb√©m do mundo andei muito partida,¬ī
Posto que em diligência mal parada,
E por n√£o ser verdade incorporada
Uma mentira sou desvanecida.

Eu tive ocupação sem exercício,
Eu fui mui conhecido sem ter nome,
Eu, ingrato, morri sem benefício.

Exemplo toma de mim, ó pobre homem,
Que se tratares mal, vives de vício,
E se viveres bem, morres de fome

Lucidez sem Ignor√Ęncia nem Sobranceria

Possivelmente n√£o √© sem raz√£o que atribu√≠mos √† ingenuidade e ignor√Ęncia a facilidade de crer e de se deixar persuadir: pois parece-me haver aprendido outrora que a cren√ßa era como uma impress√£o que se fazia na nossa alma; e, na medida em que esta se encontrava mais mole e com menor resist√™ncia, era mais f√°cil imprimir-lhe algo. Assim como, necessariamente, os pesos que nele colocamos fazem pender o prato da balan√ßa, assim a evid√™ncia arrasta a mente (C√≠cero). Quanto mais vazia e sem contrapeso est√° a alma, mais facilmente ela cede sob a carga da primeira persuas√£o. Eis porque as crian√ßas, o vulgo, (…) e os doentes est√£o mais sujeitos a ser conduzidos pelas orelhas (ou seja, pelo que ouvem). Mas tamb√©m, por outro lado, √© uma tola presun√ß√£o ir desdenhando e condenando como falso o que n√£o nos parece veross√≠mil; esse √© um v√≠cio habitual nos que pensam ter algum discernimento al√©m do comum. Outrora eu agia assim, e, se ouvia falar de esp√≠ritos que retornam, ou do progn√≥stico das coisas futuras, de encantamentos, de feiti√ßarias, ou contarem alguma outra hist√≥ria que eu n√£o conseguisse compreender, vinha-me compaix√£o pelo pobre povo logrado por essas loucuras. Mas actualmente acho que eu pr√≥prio era no m√≠nimo igualmente digno de pena;

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Porque Descrês, Mulher, do Amor, da Vida?

Porque descrês, mulher, do amor, da vida?
Porque esse Hermon transformas em Calvario?
Porque deixas que, aos poucos, do sudario
Te aperte o seio a dobra humedecida?

Que vis√£o te fugio, que assim perdida
Buscas em v√£o n’este ermo solitario?
Que signo obscuro de cruel fadario
Te faz trazer a fronte ao ch√£o pendida?

Nenhum! intacto o bem em ti assiste:
Deus, em penhor, te deu a formosura;
Bençãos te manda o céo em cada hora.

E descr√™s do viver?… E eu, pobre e triste,
Que só no teu olhar leio a ventura,
Se tu descrês, em que hei-de eu crer agora?

A Felicidade é tão Cansativa como a Infelicidade

Toda a gente tem o seu m√©todo de interpretar a seu favor o balan√ßo das suas impress√Ķes, para que da√≠ resulte de algum modo aquele m√≠nimo de prazer necess√°rio √†s suas exist√™ncias quotidianas, o suficiente em tempos de normalidade. O prazer da vida de cada um pode ser tamb√©m constitu√≠do por desprazer, essas diferen√ßas de ordem material n√£o t√™m import√Ęncia; sabemos que existem tantos melanc√≥licos felizes como marchas f√ļnebres, que pairam t√£o suavemente no elemento que lhes √© pr√≥prio como uma dan√ßa no seu. Talvez tamb√©m se possa afirmar, ao contr√°rio, que muitas pessoas alegres de modo nenhum s√£o mais felizes do que as tristes, porque a felicidade √© t√£o cansativa como a infelicidade; mais ou menos como voar, segundo o princ√≠pio do mais leve ou mais pesado do que o ar. Mas haveria ainda uma outra objec√ß√£o: n√£o ter√° raz√£o aquela velha sabedoria dos ricos segundo a qual os pobres n√£o t√™m nada a invejar-lhes, j√° que √© pura fantasia a ideia de que o seu dinheiro os torna mais felizes? Isso s√≥ lhes imporia a obriga√ß√£o de encontrar um sistema de vida diferente do seu, cujo or√ßamento, em termos de prazer, fecharia apenas com um m√≠nimo excedente de felicidade,

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Somos um país grande, não somos um país pequeno. Comanda­mos interesses muitas vezes importantes, e isto no Mundo. Nós continuamos aferrados à ideia de que somos pequenos, flamamos em pequeno. Há que fazer tudo em grande. Mas somos para aí uns pobres e parecemos não ter envergadura para isso.

Versos

Versos! Versos! Sei l√° o que s√£o versos…
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz, cantos dispersos,
Ou p√©talas que caem uma a uma…

Versos!… Sei l√°! Um verso √© o teu olhar,
Um verso é o teu sorriso e os de Dante
Eram o teu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!

Meus versos!… Sei eu l√° tamb√©m que s√£o…
Sei l√°! Sei l√°!… Meu pobre cora√ß√£o
Partido em mil peda√ßos s√£o talvez…

Versos! Versos! Sei l√° o que s√£o versos…
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que n√£o cr√™s…