Passagens sobre Praça

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Frases sobre pra√ßa, poemas sobre pra√ßa e outras passagens sobre pra√ßa para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

No palco, na pra√ßa, no circo, num banco de jardim, correndo no escuro, pichado no muro… Voc√™ vai saber de mim.

A Bicicleta pela Lua Dentro – M√£e, M√£e

A bicicleta pela lua dentro – m√£e, m√£e –
ouvi dizer toda a neve.
As árvores crescem nos satélites.
Que hei-de fazer sen√£o sonhar
ao contr√°rio quando novembro empunha –
m√£e, m√£e – as tellhas dos seus frutos?
As nuvens, avi√Ķes, merc√ļrio.
Novembro Рmãe Рcom as suas praças
descascadas.

A neve sobre os frutos – filho, filho.
Janeiro com outono sonha ent√£o.
Canta nesse espanto Рmeu filho Рos satélites
sonham pela lua dentro na sua bicicleta.
Ouvi dizer novembro.
As praças estão resplendentes.
As grandes letras descascadas: é novo o alfabeto.
Avi√Ķes passam no teu nome –
minha m√£e, minha m√°quina –
merc√ļrio (ouvi dizer) est√° cheio de neve.

Avança, memória, com a tua bicicleta.
Sonhando, as √°rvores crescem ao contr√°rio.
Apresento-te novembro: avi√£o
limpo como um alfabeto. E as praças
d√£o a sua neve descascada.
M√£e, m√£e ‚ÄĒ como janeiro resplende
nos sat√©lites. Filho ‚ÄĒ √© a tua mem√≥ria.

E as letras est√£o em ti, abertas
pela neve dentro. Como √°rvores, avi√Ķes
sonham ao contr√°rio.

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Nas Praças

Nas pra√ßas vindouras ‚ÄĒ talvez as mesmas que as nossas ‚ÄĒ
Que elixires ser√£o apregoados?
Com rótulos diferentes, os mesmos do Egito dos Faraós;
Com outros processos de os fazer comprar, os que j√° s√£o nossos.

E as metafísicas perdidas nos cantos dos cafés de toda a parte,
As filosofias solit√°rias de tanta trapeira de falhado,
As id√©ias casuais de tanto casual, as intui√ß√Ķes de tanto ningu√©m ‚ÄĒ
Um dia talvez, em fluido abstrato, e subst√Ęncia implaus√≠vel,
Formem um Deus, e ocupem o mundo.
Mas a mim, hoje, a mim
N√£o h√° sossego de pensar nas propriedades das coisas,
Nos destinos que n√£o desvendo,
Na minha própria metafisica, que tenho porque penso e sinto.

N√£o h√° sossego,
E os grandes montes ao sol têm-no tão nitidamente!

Têm-no? Os montes ao sol não têm coisa nenhuma do espírito.
N√£o seriam montes, n√£o estariam ao sol, se o tivessem.

O cansaço de pensar, indo até ao fundo de existir,
Faz-me velho desde antes de ontem com um frio até no corpo.

E por que é que há propósitos mortos e sonhos sem razão?

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Usos Deste Mundo

Nas praças uns perguntam novidades;
Outros dão volta às ruas, ao namoro;
Este usuras cobrar, esse as demandas
Lembrar corre ao Juiz que se diverte.
Ir de Jano aprender a ser bifronte,
De Merc√ļrio, no trato, a ser bilingue,
Franco no prometer, no dar escasso.
C’os olhos fitos no √°vido interesse
Ser consigo leal, com todos falso
√Č ser homem capaz, home’ entendido.
Assim, que vemos nós por este esconso
Mundo? Vemos logr√Ķes, vemos logrados;
Ningu√©m v√™s ir com c√Ęndido desejo
Aos Sénecas, aos Sócrates de agora
Perguntar as li√ß√Ķes t√£o necess√°rias
De ser honrado, ser com todos justo.
Tão sobejos se crêem de honra e virtude,
Que cuida cada um poder de sobra
Mostrar na Ocasi√£o virtude a rodo,
E chega a Ocasi√£o, falha a virtude.

Espero Curar-me em Tua Intenção

O que me eleva, o que em mim perdurar√°, √© a felicidade de ser amado por ti. Veneza, o Grande Canal, a Piazzetta, a Pra√ßa de S. Marcos – um mundo desvanecido. Tudo se torna objectivo como uma obra de arte. Instalei-me num imenso pal√°cio debru√ßado para o Grande Canal, de que neste momento sou o √ļnico habitante. Salas enormes, espa√ßosas, onde vagueio √† minha vontade. Tendo a minha instala√ß√£o uma import√Ęncia grande no aspecto t√©cnico e material do meu trabalho, nela ponho todo o meu cuidado. Escrevi logo para que me mandem o ¬ęErard¬Ľ. Soar√° admiravelmente nos sal√Ķes do meu pal√°cio. O singular sil√™ncio do Canal conv√©m-me √†s mil maravilhas. S√≥ deixo a casa pelas cinco horas, para ir comer. Depois passeio pelo jardim p√ļblico; breve paragem na Pra√ßa de S. Marcos, de um t√£o teatral efeito, por entre uma multid√£o que me √© completamente estranha e apenas me distrai a imagina√ß√£o. Pelas nove horas regresso de g√īndola, encontro o candeeiro aceso, e leio um pouco antes de adormecer…

Esta solid√£o, √ļnico alvo que procuro e que aqui se torna agrad√°vel, anima-me. Sim, espero curar-me em tua inten√ß√£o. Conservar-me para ti significa consagrar-me √† minha arte. Tornar-me tua consola√ß√£o,

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Coração Incoerente

A superior sapi√™ncia das na√ß√Ķes j√° formulou esta lei naquele seu fino ad√°gio: O cora√ß√£o n√£o sente o que os olhos n√£o v√™em. A mais pequenina dor que diante de n√≥s se produz e diante de n√≥s geme, p√Ķe na nossa alma uma comisera√ß√£o e na nossa carne um arrepio, que lhe n√£o dariam as mais pavorosas cat√°strofes passadas longe, noutro tempo ou sob outros c√©us. Um homem ca√≠do a um po√ßo na minha rua mais ansiadamente me sobressalta que cem mineiros sepultados numa mina da Sib√©ria: – e um carro esmagando a pata de um c√£o, em frente √† nossa janela, √© um caso infinitamente mais aflitivo do que a her√≥ica e admir√°vel Joana d’Arc queimada na pra√ßa de Rouen.

A praça, a praça é do Povo!
Como o céu é do Condor!
√Č antro onde a liberdade
Cria a √°guia ao seu calor!

O Amor Social

√Č necess√°rio voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo, que vale a pena sermos bons e honestos. Vivemos j√° muito tempo na degrada√ß√£o moral, baldando-nos √† √©tica, √† bondade, √† f√©, √† honestidade; chegou o momento de reconhecer que esta alegre superficialidade de pouco nos serviu. Uma tal destrui√ß√£o de todo o fundamento da vida social acaba por nos colocar uns contra os outros, na defesa dos pr√≥prios interesses, provoca o despertar de novas formas de viol√™ncia e crueldade e impede o desenvolvimento de uma verdadeira cultura do cuidado do meio ambiente.

O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a p√īr em pr√°tica o pequeno caminho do amor, a n√£o perder a oportunidade de uma palavra gentil, de um sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral √© feita tamb√©m de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l√≥gica da viol√™ncia, da explora√ß√£o, do ego√≠smo. Pelo contr√°rio, o mundo do consumo exacerbado √©, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas.

O amor, cheio de pequenos gestos de cuidado m√ļtuo, √© tamb√©m civil e pol√≠tico,

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Douto, Prudente, Nobre, Humano, Af√°vel

Ao desembargador Belchior da Cunha Brochado, casado com uma filha de Sebastião Barbosa, Capitão de infantaria do III da Praça da Bahia.

Douto, prudente, nobre, humano, af√°vel.
Reto, ciente, benigno e aprazível.
Único, singular, raro, inflexível.
Magnífico, preclaro, incomparável.

Do mundo grave juiz. Inimit√°vel.
Admirado, gozais aplauso incrível,
Pois a trabalho tanto e tão terrível,
Dais pronto execução sempre incansável.

Vossa fama, senhor, seja notória
L√° no clima onde nunca chega o dia.
Onde do Erebo só se tem memória

Para que garbo tal, tanta energia!
Pois de toda esta terra é gentil glória,
Da mais remota seja uma alegria.

Cantata de Dido

J√° no roxo oriente branqueando,
As prenhes velas da troiana frota
Entre as vagas azuis do mar dourado
Sobre as asas dos ventos se escondiam.
A misérrima Dido,
Pelos paços reais vaga ululando,
C’os turvos olhos inda em v√£o procura
O fugitivo Eneias.
Só ermas ruas, só desertas praças
A recente Cartago lhe apresenta;
Com medonho fragor, na praia nua
Fremem de noite as solit√°rias ondas;
E nas douradas grimpas
Das c√ļpulas soberbas
Piam nocturnas, agoureiras aves.
Do marmóreo sepulcro
Atónita imagina
Que mil vezes ouviu as frias cinzas
De defunto Siqueu, com débeis vozes,
Suspirando, chamar: ‚Äď Elisa! Elisa!
D’Orco aos tremendos numens
Sacrifícios prepara;
Mas viu esmorecida
Em torno dos turícremos altares,
Negra escuma ferver nas ricas taças,
E o derramado vinho
Em pélagos de sangue converter-se.
Frenética, delira,
P√°lido o rosto lindo
A madeixa subtil desentrançada;
Já com trémulo pé entra sem tino
No ditoso aposento,
Onde do infido amante
Ouviu, enternecida,
Magoados suspiros, brandas queixas.
Ali as cruéis Parcas lhe mostraram
As ilíacas roupas que,

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Um Amor

Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na m√£o,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanh√°mos o crep√ļsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.

Lisboa

De certo, capital alguma n’este mundo
Tem mais alegre sol e o ceu mais cavo e fundo,
Mais collinas azues, rio d’aguas mais mansas,
Mais tristes prociss√Ķes, mais pallidas crean√ßas,
Mais graves cathedraes – e ruas, onde a esteira
Seja em tardes d’estio a flor de larangeira!

A Cidade √© formosa e esbelta de manh√£! –
√Č mais alegre ent√£o, mais limpida, mais s√£;
Com certo ar virginal ostenta suas graças,
Ha vida, confusão, murmurios pelas praças;
– E, √°s vezes, em roup√£o, uma violeta bella
Vem regar o craveiro e assoma na janella.

A Cidade é beata Рe, ás lucidas estrellas,
O Vicio √° noute sae √°s ruas e √°s viellas,
Sorrindo a perseguir burguezes e estrangeiros;
E á triste e dubia luz dos baços candieiros,
– Em bairos sepulchraes, onde se d√£o facadas –
Corre ás vezes o sangue e o vinho nas calçadas!

As mulheres s√£o v√£s; mas altas e morenas,
D’olhos cheios de luz, nervosas e serenas,
Ebrias de devo√ß√Ķes, relendo as suas Horas;
– Outras fortes, crueis, os olhos c√īr d’amoras,

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A Corros√£o da Exposi√ß√£o P√ļblica

A vida de todas as nascentes profundas decorre com vagar; t√™m de esperar muito tempo antes de saber o que caiu nas suas profundezas. Tudo o que √© grande foge da pra√ßa p√ļblica e da fama: √© longe da pra√ßa e da fama que sempre viveram os inventores de novos valores.
Foge, meu amigo, refugia-te na tua solid√£o! Vejo-te aguilhoado pelas moscas venenosas. Refugia-te onde sopre um vento rijo e forte!
Refugia-te na tua solidão! Viveste muito perto dos pequenos e dos miseráveis. Foge da sua vingança invisível! A teu respeito só têm um sentimento, o rancor.
Não levantes mais a mão contra eles! São inumeráveis; o teu destino não é ser enxota-moscas!
São inumeráveis, esses pequenos, esses miseráveis; e já se viram altivos edifícios reduzidos a escombros pela acção das gotas da chuva e das ervas daninhas.

Penetr√°lia

Falei tanto de amor!… de galanteio,
Vaidade e brinco, passatempo e graça,
Ou desejo fugaz, que brilha e passa
No rel√Ęmpago breve com que veio…

O verdadeiro amor, honra e desgraça,
Gozo ou suplício, no íntimo fechei-o:
Nunca o entreguei ao p√ļblico recreio,
Nunca o expus indiscreto ao sol da praça.

N√£o proclamei os nomes, que baixinho,
Rezava… E ainda hoje, t√≠mido, mergulho
Em funda sombra o meu melhor carinho.

Quando amo, amo e deliro sem barulho;
E quando sofro, calo-me, e definho
Na ventura infeliz do meu orgulho.

Descri√ß√£o Da Cidade De Sergipe D’el-Rei

Tr√™s d√ļzias de casebres remendados,
Seis becos, de mentrastos entupidos,
Quinze soldados, rotos e despidos,
Doze porcos na praça bem criados.

Dois conventos, seis frades, três letrados,
Um juiz, com bigodes, sem ouvidos,
Três presos de piolhos carcomidos,
Por comer dois meirinhos esfaimados.

As damas com sapatos de baeta,
Palmilha de tamanca como frade,
Saia de chita, cinta de raqueta.

O feijão, que só faz ventosidade
Farinha de pipoca, p√£o que greta,
De Sergipe d’El-Rei esta √© a cidade.

Lisboa perto e longe

Lisboa chora dentro de Lisboa
Lisboa tem pal√°cios sentinelas.
E fecham-se janelas quando voa
nas praças de Lisboa Рbranca e rota
a blusa de seu povo – essa gaivota.

Lisboa tem casernas catedrais
museus cadeias donos muito velhos
palavras de joelhos tribunais.
Parada sobre o cais olhando as √°guas
Lisboa é triste assim cheia de mágoas.

Lisboa tem o sol crucificado
nas armas que em Lisboa est√£o voltadas
contra as m√£os desarmadas – povo armado
de vento revoltado violas astros
Рmeu povo que ninguém verá de rastos.

Lisboa tem o Tejo tem veleiros
e dentro das pris√Ķes tem velas rios
dentro das m√£os navios prisioneiros
ai olhos marinheiros – mar aberto
– com Lisboa t√£o longe em Lisboa t√£o perto.

Lisba é uma palavra dolorosa
Lisboa s√£o seis letras proibidas
seis gaivotas feridas rosa a rosa
Lisboa a desditosa desfolhada
palavra por palavra espada a espada.

Lisboa tem um cravo em cada m√£o
tem camisas que abril desabotoa
mas em maio Lisboa é uma canção
onde h√° versos que s√£o cravos vermelhos
Lisboa que ninguem ver√° de joelhos.

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Acendem-se as Luzes

Acendem-se as luzes
nas ruas da cidade.

Ainda h√° claridade
ao alto das cruzes
da igreja da praça
e para l√° dos telhados
j√° meio esfumados
na mesma cor baça
do casario velho
que recobre a encosta
e mal entremostra
as cores de Botelho,
sobranceiro à massa
fluida e movente
das cordas de gente
por onde perpassa
um ar de alegria
que é do tempo quente
e deste andar contente
que no fim do dia
leva para casa,
a paz das varandas,
o √°lcool das locandas,
tanta vida rasa
minha semelhante.
Solid√£o povoada
que a tarde cansada
suspende um instante
ao acender das luzes.

Em cada olhar uma rosa
de propósito formosa
para que a uses.

Neruda e García Lorca em Homenagem a Rubén Dario

Eis o texto do discurso:

Neruda: Senhoras…

Lorca: …e senhores. Existe na lide dos touros uma sorte chamada ¬ętoreio dei alim√≥n¬Ľ, em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.

Neruda: Federico e eu, ligados por um fio eléctrico, vamos emparelhar e responder a esta recepção tão significativa.

Lorca: √Č costume nestas reuni√Ķes que os poetas mostrem a sua palavra viva, prata ou madeira, e sa√ļdem com a sua voz pr√≥pria os companheiros e amigos.

Neruda: Mas n√≥s vamos colocar entre v√≥s um morto, um comensal vi√ļvo, escuro nas trevas de uma morte maior que as outras mortes, vi√ļvo da vida, da qual foi na sua hora um marido deslumbrante. Vamos esconder-nos sob a sua sombra ardente, vamos repetir-lhe o nome at√© que a sua grande for√ßa salte do esquecimento.

Lorca: N√≥s, depois de enviarmos o nosso abra√ßo com ternura de pinguim ao delicado poeta Amado Villar, vamos lan√ßar um grande nome sobre a toalha, na certeza de que v√£o estalar as ta√ßas, saltar os garfos, buscando o olhar que todos anseiam, e que um golpe de mar h√°-de manchar as toalhas. N√≥s vamos evocar o poeta da Am√©rica e da Espanha: Rub√©n…

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poema sobre o amor eterno

inventaram um amor eterno. trouxeram-no em bra√ßos para o meio das pessoas e ali ficou, √† espera que lhe falassem. mas ningu√©m entendeu a necessidade de sedu√ß√£o. pouco a pouco, as pessoas voltaram a casa convictas de que seria falso alarme, e o amor eterno tombou no ch√£o. n√£o estava desesperado, nada do que √© eterno tem pressa, estava s√≥ surpreso. um dia, do outro lado da vida, trouxeram um animal de duzentos metros e mil bocas e, por ocupar muito espa√ßo, o amor eterno deslizou para fora da pra√ßa. ficou muito discreto, algo sujo. foi como um louco o viu e acreditou nas suas inten√ß√Ķes. carregou-o para dentro do seu cora√ß√£o, fugindo no exacto momento em que o animal de duzentos metros e mil bocas se preparava para o devorar