Frases sobre Cabeça

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Frases de cabeça escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

A loucura em que tenho andado com raparigas apesar de todas as minhas dores de cabeça, insónias, cabelo grisalho, desespero. Vou contá-las: pelo menos seis desde o Verão. Não consigo resistir, se não cedo fico literalmente com a língua de fora, e admiro todas as que são admiráveis, e amo-as até acabar a admiração. Perante as seis a culpa que sinto é quase só interior, embora uma das seis se tivesse queixado de mim a uma pessoa.

Nada √© mais eterno na nossa cabe√ßa e na nossa pele que o sabor de um beijo vadio ou a tomada de posse de cum corpo desejado numa noite inesperada. Podem passar-se anos, d√©cadas at√©, recordar√°s sempre aquelas horas como as √ļltimas da tua vida, pois √© quando perdes o controlo que ganhas lugar na hist√≥ria.

A literatura é um lugar em qualquer sociedade onde, dentro da privacidade de nossas próprias cabeças, conseguimos ouvir vozes falando sobre tudo de todo modo possível.

Sentado aqui, a escrever √† minha mesa, com as minhas canetas e l√°pis, etc., de repente me sobrev√™m o mist√©rio do universo e p√°ro, tremo, temo, desejo neste momento deixar de sentir, esconder-me, bater com a cabe√ßa na parede. Feliz aquele que pode pensar em profundidade, mas sentir assim t√£o em profundidade √© uma maldi√ß√£o. Como poderei descrev√™-lo? Horror sobre horror…

Os calvos precisam ir ao barbeiro com certa frequ√™ncia, porque em cabe√ßa calva nascem fiapos de cabelos, finos como penugem, os quais, se deixados, crescem e enfeiam a pessoa. Contudo, este √© o motivo aparente. Na verdade, tal situa√ß√£o √© decorrente da lei mental segundo a qual ‚Äėos que possuem pouco, perdem ainda mais.

Tudo é fantasia, a família, o escritório, os amigos, a rua, tudo fantasia, mais longe ou mais perto, a mulher; mas a verdade que está mais perto é só esta, é bater com a cabeça na parede de uma cela sem janelas e sem portas.

Não me importo que me olhei dos pés a cabeça, porque ninguém faz a minha cabeça e nem chegam aos meus pés.

D√≠vidas de amor s√≥ as paga o amor, o amor silencioso, o amor cuja linguagem balbuciam os anjos, o amor, que faz seu ninho nas fibras √≠ntimas do seio, e a√≠ morre, quando o peso de uma pedra fria lhe esmaga o santo asilo. (…) √Č esse amor que impele o homem; todos os c√°lculos da cabe√ßa abortam, n√£o vingam, se os n√£o sancciona o benepl√°cito da for√ßa motriz, que roda os eixos desta m√°quina quebradi√ßa, chamada vida.

Queria ser um baseado para nascer em seus dedos, morrer em seus lábios e fazer sua cabeça.

A paixão é a moral da poesia: arrisquem a cabeça se querem entender; arrisquem o corpo, a sua medida, se pretendem descobrir o centro do corpo; e sim, arrisquem sobretudo o nome pessoal para ouvirem o nome de baptismo como o coroado nome da terra.

As ideias envelhecem dentro dos livros, da mesma forma que envelhecem dentro da cabeça. Na cabeça, antes do mundo, e nos livros, depois do mundo, as ideias podem envelhecer e morrer ou, tantas vezes, podem envelhecer e só nesse momento serem reconhecidas como ideias, só nesse momento nascerem de facto.

Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total.

A raz√£o pela qual as cabe√ßas limitadas s√£o t√£o propensas ao t√©dio prov√©m do facto de que o seu intelecto nada mais ser sen√£o o ¬ęintermedi√°rio dos motivos¬Ľ para a vontade. Se n√£o existirem motivos para serem levados em conta, ent√£o a vontade repousa e o intelecto folga; pois este, t√£o pouco quanto aquela, n√£o entra em actividade por si pr√≥prio.

A loucura é inseparável do homem; umas vezes toma-lhe a cabeça e deixa-lhe em paz o coração, que nunca se empenha no desvairar a que ela é arrastada; outras vezes há na cabeça a frieza da razão e ao coração desce a loucura para o perturbar com afectos.

Aquele a quem se permite actuar à sua vontade em breve baterá com a cabeça contra um muro de tijolos de pura frustração.

Todo o discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo.