CitaçÔes sobre PrevidĂȘncia

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Gerir o Êxito

Deixa triunfar Ă  vontade aqueles que praticaram verdadeiras proezas e merecem uma glĂłria autĂȘntica, sem reivindicares uma parte dos louvores: essa glĂłria resplandecerĂĄ tanto melhor sobre ti se a ela se juntar a de te teres mostrado acima da inveja.
Atribui a outrĂ©m os teus ĂȘxitos. Por exemplo, a uma pessoa experiente que te tenha ajudado com a sua previdĂȘncia e as suas opiniĂ”es prudentes.
Disfarça o orgulho pelos teus ĂȘxitos, nĂŁo modifiques a maneira como falas ou como te vestes, nem os teus hĂĄbtios Ă  mesa. Ou pelo menos, se alguma coisa tiveres de modificar nestes domĂ­nios, que seja por uma boa tazĂŁo que todos compreendam.
Se trinufares sobre um adversårio, não cedas à tentação de o insultar excessivamente.
Não troces dos teus rivais, evita provocå-los e, sempre que saíres vencedor, contenta-te com o prazer da vitória sem te glorificares em palavras ou acçÔes.

O drama da Igreja e do mundo de hoje Ă© que pouca gente, dentro dela e dele, vai menos por uma metafĂ­sica da ProvidĂȘncia do que por uma fĂ­sica, uma fĂ­sica muito pragmĂĄtica, da PrevidĂȘncia.

O Homem Congrega Todas as Espécies de Animais

HĂĄ tĂŁo diversas espĂ©cies de homens como hĂĄ diversas espĂ©cies de animais, e os homens sĂŁo, em relação aos outros homens, o que as diferentes espĂ©cies de animais sĂŁo entre si e em relação umas Ă s outras. Quantos homens nĂŁo vivem do sangue e da vida dos inocentes, uns como tigres, sempre ferozes e sempre cruĂ©is, outros como leĂ”es, mantendo alguma aparĂȘncia de generosidade, outros como ursos grosseiros e ĂĄvidos, outros como lobos arrebatadores e impiedosos, outros ainda como raposas, que vivem de habilidades e cujo ofĂ­cio Ă© enganar!
Quantos homens nĂŁo se parecem com os cĂŁes! Destroem a sua espĂ©cie; caçam para o prazer de quem os alimenta; uns andam sempre atrĂĄs do dono; outros guardam-lhes a casa. HĂĄ lebrĂ©us de trela que vivem do seu mĂ©rito, que se destinam Ă  guerra e possuem uma coragem cheia de nobreza, mas hĂĄ tambĂ©m dogues irascĂ­veis, cuja Ășnica qualidade Ă© a fĂșria; hĂĄ cĂŁes mais ou menos inĂșteis, que ladram frequentemente e por vezes mordem, e hĂĄ atĂ© cĂŁes de jardineiro. HĂĄ macacos e macacas que agradam pelas suas maneiras, que tĂȘm espĂ­rito e que fazem sempre mal. HĂĄ pavĂ”es que sĂł tĂȘm beleza, que desagradam pelo seu canto e que destroem os lugares que habitam.

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Instinto Humano Deteriorado

Um estranho paradoxo: as pessoas, quando agem, tĂȘm em mente o interesse privado mais mesquinho, mas ao mesmo tempo, no seu comportamento, sĂŁo mais do que nunca determinadas pelo instinto das massas. E mais do que nunca, o instinto das massas tornou-se errado. O obscuro instinto do animal – como inĂșmeros episĂłdios o comprovam – encontra a saĂ­da para o perigo iminente mas ainda invisĂ­vel. Em contrapartida, esta sociedade, onde cada um tem apenas em vista o seu prĂłprio interesse mesquinho, sucumbe como uma massa cega, com estupidez animal mas sem a estĂșpida sabedoria dos animais, a todo o perigo, ainda que muito prĂłximo, e a diversidade dos objectivos torna-se insignificante, ante a identidade das forças determinantes.
Muitas vezes se tem demonstrado que Ă© tĂŁo rĂ­gida a sua fixação Ă  vida habitual, mas de hĂĄ muito perdida, que acaba por nĂŁo se verificar a aplicação efectivamente humana do intelecto, a previdĂȘncia, atĂ© mesmo ante o perigo iminente. Assim a imagem da estupidez completa-se nela: insegurança, ou mesmo perversĂŁo dos instintos vitais, e desfalecimento ou atĂ© decadĂȘncia do intelecto.

O acaso nĂŁo existe: tudo Ă© ou provação, ou punição, ou recompensa, ou previdĂȘncia.

Eu creio cegamente nos presentimentos. NĂŁo falo jĂĄ daquela previdĂȘncia dolorosa, de que o espirito se atribula, quando a consciĂȘncia nos vaticina a prĂłxima ou tardia expiação de um crime. Neste sentimento, por assim dizer, lĂłgico e rigoroso, Ă© o remorso que magoa, Ă© o castigo que se anuncia por um pavor estranho. Quero falar daqueles tremores de dentro, que nos assaltam a alma, derramada nos folguedos de um baile, ou concentrada na meditação de um livro.