CitaçÔes sobre Alfaiates

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Assim como seria ridĂ­culo chamar o filho do nosso alfaiate ou do nosso sapateiro, para que nos fizessem um fato ou umas botas, nĂŁo tendo eles aprendido o ofĂ­cio; assim tambĂ©m seria ridĂ­culo consentir ou admitir no governo da RepĂșblica os filhos daqueles varĂ”es, que governaram com acerto ou prudĂȘncia, nĂŁo tendo eles a mesma capacidade dos pais.

Orgulho: recusarmo-nos a pagar a conta do alfaiate porque ele nos tratou por Senhor – e nĂŁo por Doutor.

O Ășnico homem que eu conheço que se comporta sensatamente Ă© o meu alfaiate; ele toma minhas medidas novamente a cada vez que ele me vĂȘ. O resto continua com suas velhas medidas e espera que eu me encaixe nelas.

Tenho sido muito curioso em reparar na maneira como se vestem alguns homens, que pretendem distinguir-se na sociedade, seja pelo que fÎr. Tive sempre para mim que a primeira condição de um homem banal, e sincerameute tolo, é o cuidado com que ele compÔe a gola do seu casaco, de modo que não discrepe uma linha do talhe que o alfaiate lhe deu. Ha aí muita frivolidade nesse espirito, que se considera tanto mais sublime, quanto pode manter-se direito entre os colarinhos da camisa, e verticalmente equilibrado entre as duas asas do laço da sua gravata.

Assim como o negĂłcio dos alfaiates Ă© fazer roupas, e o negĂłcio dos sapateiros Ă© remendar sapatos, o negĂłcio dos cristĂŁos Ă© orar.

Comprar livros, como fazem certas pessoas que se não servem deles, somente porque foram impressos por um impressor célebre, é pouco mais ou menos como se alguém comprasse fatos que não lhe servissem, simplesmente por terem sido feitos por um alfaiate de fama.

Soneto Com Estrambote Enviesado

Alfaiate de mim costuro a roupa
que cabe ao figurino que me coube.

SĂł meu verso protege essa amargura
desfiada de dia ao sol veloz,
para Ă  noite tecer nova textura,
novelo de silĂȘncio ao rĂ©s da voz.

Enxoval construĂ­do nessa usura
solitĂĄria de andaimes, num retrĂłs
de linha vertical, que se pendura
na pĂȘnsil teia atada, fio em foz

desse rio agulha que me costura
ao rendilhado de ĂĄguas tropicais,
que sabe de saudades no meu cais.

Viageiro de uma sanha que me traz
sempre de volta ao tear do meu destino
na seda depressiva me assassino.