Cita√ß√Ķes sobre Assassinos

72 resultados
Frases sobre assassinos, poemas sobre assassinos e outras cita√ß√Ķes sobre assassinos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Já não adianta nada dizer que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino. Para os que matam em nome de Deus, Deus é o Pai poderoso que juntou antes a lenha para o auto-de-fé e agora prepara e coloca a bomba.

Ave Dolorosa

Ave perdida para sempre Рcrença
Perdida Рsegue a trilha que te traça
O Destino, ave negra da Desgraça,
G√™mea da M√°goa e n√ļncia da Descren√ßa!

Dos sonhos meus na Catedral imensa
Que nunca pouses. Lá, na névoa baça
Onde o teu vulto l√ļrido esvoa√ßa,
Seja-te a vida uma agonia intensa!

Vives de crenças mortas e te nutres,
Empenhada na sanha dos abutres,
Num desespero r√°bido, assassino…

E h√°s de tombar um dia em m√°goas lentas,
Negrejadas das asas lutulentas
Que te emprestar o corvo do Destino!

A Consolação no Trabalho Literário

A consola√ß√£o estranha, misteriosa, talvez perigosa, talvez salvadora, que h√° no trabalho liter√°rio: √© um salto para fora da fila dos assassinos, √© um ver o que realmente se est√° a passar. Isto acontece atrav√©s de um g√©nero mais elevado de observa√ß√£o, um g√©nero mais elevado, n√£o mais penetrante, e quanto mais alto menos ao alcance da ¬ęfila¬Ľ, quanto mais independente se torna, tanto mais obediente √†s suas pr√≥prias leis de movimento, tanto mais incalcul√°vel, mais alegre, mais ascendente √© o seu curso.

Quando me desespero, eu me lembro que durante toda a história o caminho da verdade e do amor sempre ganharam. Tem existido tiranos e assassinos e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final, eles sempre caem Рpense nisso, SEMPRE.

Natal

Mais uma vez, c√° vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as m√£os cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, ‚ÄĒ do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos ‚ÄĒ n√£o uma vez, mas cada ‚ÄĒ
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob esc√°rnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infane.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.

Os que em leil√£o a arrematamos
Como sagrada pe√ßa √ļnica,
Somos os que jogamos,
Para com√©rcio, a tua t√ļnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,

Continue lendo…

As Notícias São o Contrário da Vida

As not√≠cias s√£o o contr√°rio da vida. Uma not√≠cia √© uma novidade; √© uma excep√ß√£o. Mas a pergunta mais dif√≠cil (provocando a resposta mais interessante) √©: “S√£o uma excep√ß√£o a qu√™?”
A no√ß√£o corrente, idiota, √© que “c√£o morde homem” n√£o √© not√≠cia, mas que “homem morde c√£o” √©. Mentira. A grande maioria dos c√£es n√£o morde as pessoas. E quando h√° uma pessoa que morde um c√£o n√£o s√≥ √© raro, como desinteressante.
Atrás Рou à frente Рdesta simplificação está a questão bastante mais importante de como se dão os cães e os homens. As mordeduras são episódios pouco representativos e facilmente explicáveis, sem explicarem nada.
Um psicopata assassina muitas pessoas. √Č uma not√≠cia. Mas que nos diz dos noruegueses? Nada. Que nos diz sobre o comportamento dos europeus? Nada.
A realidade é o contrário da notícia. A notícia é histriónica e histérica, separada da normalidade, que nunca é unívoca ou definidora. Existem dois impulsos. O mais antigo é realçar a surpresa e a indignação. O mais moderno é notar as ausências e as diferenças, mas investigar e descrever as presenças circundantes, onde e entre as quais ocorrem tanto a novidade como a antiguidade.

Continue lendo…

Desdéns

Realçam no marfim da ventarola
As tuas unhas de coral felinas
Garras com que, a sorrir, tu me assassinas,
Bela e feroz… O s√Ęndalo se evolua;

O ar cheiroso em redor se desenrola;
Pulsam os seios, arfam as narinas…
Sobre o espaldar de seda o torso inclinas
Numa indol√™ncia m√≥rbida, espanhola…

Como eu sou infeliz! Como é sangrenta
Essa m√£o impiedosa que me arranca
A vida aos poucos, nesta morte lenta!

Essa m√£o de fidalga, fina e branca;
Essa m√£o, que me atrai e me afugenta,
Que eu afago, que eu beijo, e que me espanca!

As Realidades do Sonho

O sonho √© a explos√£o dos s√ļbditos na aus√™ncia do rei. Se o homem fosse um ser √ļnico, n√£o sonharia. Mas cada um de n√≥s √© uma tribo em que somente um chefe tem os privil√©gios da vida iluminada. O chefe √© a pessoa reconhecida pelos semelhantes, o ¬ęmim¬Ľ legal da sociedade e da raz√£o, obrigado a uma concord√Ęncia fixa consigo mesmo. S√≥ ele tem rela√ß√Ķes expressas com o mundo exterior e o √ļnico a reinar nas horas de vig√≠lia. Mas abaixo dele h√° um pequeno povo de cadetes expulsos, de insurrectos punidos, de h√≥spedes indesej√°veis – exilados da zona da consci√™ncia, mas donos do subconsciente, encerrados no subterr√£neo, mas prontos para a evas√£o, vencidos mas n√£o mortos. H√° a crian√ßa que foi renegada pelo jovem, o delinquente imobilizado pela moral e a lei, o louco que todos os dias estende armadilhas √† raz√£o raciocinadora, o poeta que a pr√°tica condenou ao sil√™ncio, o bobo dominado pelas amarguras, o antepassado b√°rbaro que ainda se recorda do machado de pedra e dos festins de Tiestes.
O eu quotidiano e vulgar, o respeit√°vel, o vigilante, o vitorioso, dominou essa tribo de larvas inimigas, de irm√£os renegados e moribundos. E como a alma tem o seu subsolo,

Continue lendo…

No mundo, nesse bosque de assassinos,
queres saber quem s√£o os verdadeiros amigos?
Queres saber quem s√£o? S√£o os tost√Ķes.

Qualquer amor há de sofrer uma perseguição assassina. Somos impotentes do sentimento e não perdoamos o amor alheio. Por isso, não deixe ninguém saber que você ama.

O Louvor do Jornal

Nas nossas democracias a √Ęnsia da maioria dos mortais √© alcan√ßar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ac√ß√Ķes – mesmo as boas.
(…) Para aparecerem no jornal, h√° assassinos que assassinam.
(…) O jornal exerce todas as fun√ß√Ķes do defunto Satan√°s, de quem herdou a ubiquidade; e √© n√£o s√≥ o pai da mentira, mas o pai da disc√≥rdia.

Vox Victiæ

Morto! Consciência quieta haja o assassino
Que me acabou, dando-me ao corpo v√£o
Esta vol√ļpia de ficar no ch√£o
Fruindo na tabidez sabor divino!

Espiando o meu cad√°ver resupino,
No mar da humana proliferação,
outras cabeças aparecerão
Para compartilhar do meu destino!

Na festa genetlíaca do Nada,
Abraço-me com a terra atormentada
Em contub√©rnio convulsionador …

E ai! Como √© boa esta vol√ļpia obscura
Que une os ossos cansados da criatura
Ao corpo ubiq√ľit√°rio do Criador!

Proibição Reveladora

N√£o √© preciso proibir aquilo a que nenhuma alma humana aspira. √Č precisamente o modo como est√° formulada a proibi√ß√£o: ¬ęN√£o matar√°s¬Ľ, que √© de molde a dar-nos a certeza de descendermos de uma s√©rie infinitamente longa de gera√ß√Ķes de assassinos, que possu√≠am no sangue, talvez como n√≥s pr√≥prios, a paix√£o de matar.