Cita√ß√Ķes sobre Confidentes

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Frases sobre confidentes, poemas sobre confidentes e outras cita√ß√Ķes sobre confidentes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se Queres Ser Feliz Abdica da Inteligência

Os tolos s√£o felizes; eu se fosse casado eliminava os tolos da minha casa. Cada cidad√£o, que me fosse apresentado, n√£o poderia s√™-lo, sem exibir o diploma de s√≥cio da academia real das ci√™ncias. Olha, crian√ßa, decora estas duas verdades que o Balzac n√£o menciona na ¬ęFisiologia do Casamento¬Ľ. Um erudito, ao p√© da tua mulher, fala-lhe na civiliza√ß√£o grega, na decad√™ncia do imp√©rio romano, em economia politica, em direito publico, e at√© em qu√≠mica aplicada ao extracto do esp√≠rito de rosas. Confessa que tudo isto o maior mal que pode fazer √† tua mulher √© adormec√™-la. O tolo n√£o √© assim. Como ignora e desdenha a ci√™ncia, dispara √† queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou de Paris, que s√£o originais em Portugal, porque s√£o ditos num idioma que n√£o √© franc√™s nem portugu√™s.

Tua mulher, se tem a infelicidade de não ter em ti um marido doce e meigo, começa a comparar-te com o tolo, que a lisonjeia, e acha que o tolo tem muito juízo. Concedido juízo ao tolo, concede-se-lhe razão; concedida a razão, concede-se-lhe tudo. Ora aí tens porque eu antes queria ao pé de minha mulher o padre José Agostinho de Macedo,

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A Amizade é Indispensável ao Nosso Ser

A amizade √© a unica coisa cuja utilidade √© unanimemente reconhecida. A pr√≥pria virtude tem muitos detratores, que a acusam de ostenta√ß√£o e charlatanismo. Muitos desprezam as riquezas e, contentes de pouco, agradam-se da mediocridade. As honras, √† procura da qual se matam tanto as pessoas, quantos outros as desdenham at√© olh√°-las como o que h√° de mais f√ļtil e de mais fr√≠volo? E, assim, quanto ao mais! O que a uns parece admir√°vel, ao ju√≠zo doutros nada √©. Mas quanto √† amizade, toda a gente est√° de acordo: os que se ocupam dos neg√≥cios p√ļblicos, os que se apaixonaram pelo estudo e pelas indaga√ß√Ķes sapientes, e os que, longe do bul√≠cio, limitam os seus cuidados aos seus interesses privados: todos enfim, aqueles mesmos que se entregaram todos inteiros aos prazeres, declaram que a vida nada √© sem a amizade, por pouco que queiram reservar a sua para algum sentimento honor√°vel.
Ela se insinua, com efeito, não sei como, no coração de todos os homens e não se admite que, sem ela, possa passar nenhuma condição da vida. Bem mais, se é um homem de natureza selvagem, muito feroz para odiar seus semelhantes e fugir do seu contacto, como fazia,

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Lacrimae Rerum

Noite, irm√£ da Raz√£o e irm√£ da Morte,
Quantas vezes tenho eu interrogado
Teu verbo, teu or√°culo sagrado,
Confidente e intérprete da Sorte!

Aonde são teus sóis, como corte
De almas inquietas, que conduz o Fado?
E o homem porque vaga desolado
E em v√£o busca a certeza que o conforte?

Mas, na pompa de imenso funeral,
Muda, a noite, sinistra e triunfal,
Passa volvendo as horas vagarosas…

√Č tudo, em torno a mim, d√ļvida e luto;
E, perdido num sonho imenso, escuto
O suspiro das coisas tenebrosas…

Soneto IX

Nessa tua janela, solit√°rio,
entre as grades douradas da gaiola,
teu amigo de exílio, teu canário
canta, e eu sei que esse canto te consola.

E, l√° na rua, o povo tumultu√°rio
ouvindo o canto que daqui se evola
crê que é o nosso romance extraordinário
que naquela canção se desenrola.

Mas, cedo ou tarde, encontrar√°s, um dia,
calado e frio, na gaiola fria,
o teu can√°rio que cantava tanto.

E eu chorarei. Teu pobre confidente
ensinou-me a chorar t√£o docemente,
que todo mundo pensar√° que eu canto.

Um verdadeiro amigo não é o hóspede que recebemos em nossa casa, que sentamos à nossa mesa, e agasalhamos nos nossos lençois. O verdadeiro amigo é o confidente que recebemos no coração. Estes são muito raros. Ao acaso podemos deparar-nos com um: ao passo que nos esforçamos inutilmente se o procuramos. Um tal amigo, ao menos para mim, há-de ter sofrido muito, há-de ter perdoado todas as afrontas, há-de ter bebido um cálice de fel, sem gemer uma queixa.

C√Ęntico ao Amor

Somos na obra do Mundo
um corpo em carne e desejo
que alimenta de alquimia
o tumulto do vento
que o tempo do teu corpo espalha
ao passar.

√Čs mar,
és rainha
és o sol da tarde confidente
és acácia perfumada
companheira coroada
voz de inquietação
és insónia de seda
nas paredes do meu corpo.
Sulcas a lembrança
batalhas a meu lado
vives comigo às escondidas
mesmo no dia
do meu suicídio.

Recordas-me a tarde
nos Champs Elysées
mas também em Roma, Veneza ou Madrid
minha companheira coroada
minha ac√°cia perfumada
trazes a tarde incendiada trazes
a tarde no teu olhar
lembras a praia
onde nas ondas mergulh√°mos,
vem contigo a madrugada
beijada de carícias,
meus olhos n√£o se cansam
s√£o fruto do teu reino
oh sempre bela
oh sempre rainha,
tua palavra determinante
tuas m√£os determinadas
tua alma vibrante
tua boca de eternidade
minha ac√°cia perfumada
minha coluna rainha
falas comigo baixinho
d√°s-me tua vontade em surdina.

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Amor E Felicidade

Infeliz de quem passa pelo mundo,
Procurando no amor felicidade:
A mais linda ilus√£o dura um segundo;
E dura, a partir daí, tristeza e saudade.

Repleto é o amor no íntimo mais profundo.
Onde esconde a linda jóia da verdade;
E só depois de vazia, mostra o fundo.
Só depois, embriaga-se a felicidade.

Eis aqui mais um enamorado descontente,
Escutando a palavra confidente
Que o coração murmura, e a voz não diz.

Percebo afinal meu pecado:
Quanto me falta para ser amado.
Quanto me falta para ser feliz.

Por Quê ?

Foi tudo uma surpresa, tudo de repente,
talvez nenhum de nós saiba explicar porque,
Рvocê deixou de ser o que era antigamente
e o que era antigamente eu j√° n√£o sou, se v√™…

Eu era um seu amigo. E pra mim, você
por muito tempo foi a amiga e a confidente,
Рdeixei-a ler, assim como um cigano lê
nas m√£os, toda a minha alma indiferentemente…

Por muito tempo, os dois, felizes, nos julgamos,
ate que certo dia… (e eu n√£o lhe disse nada
nem voc√™ disse nada) n√≥s nos afastamos…

Hoje voc√™ me evita… Hoje evito a voc√™…
E seguimos ent√£o, cada um por sua estrada
sem que nenhum de n√≥s saiba explicar porque…

Toda a pessoa tem uma estrela, e toda a estrela tem um amigo, e para cada pessoa que transporte uma estrela existe outra que a reflecte, e toda a gente transporta este reflexo como um confidente secreto no seu coração.

Canto

… e o vento,
o vento dos altos a que me dei,
a ti me trouxe
a ti me entregou.
Se em mim j√° estavas!
Pela boca, pelos olhos e pelas m√£os,
arreigado e voraz,
meu invasor enternecido.

Cinco vidas, nada menos,
cinco vidas querias ter.
Cinco vidas…
Mas uma, apenas, ardente, violenta e dissipada,
uma só não te bastaria?
Uma,
quintuplicada, centuplicada na hora inef√°vel,
no momento embriagado…
Uma, para me dares, para eu de ti receber,
vergada, sucumbida?
√Č primavera! sa√≠u-me da boca.
E tu sorriste.
Sorriste, creio.
Primavera e todas as esta√ß√Ķes‚Ķ
Chuva e sol, tempo sem idade.

Aqueles suaves, langues verdes, t√£o cariciosos;
os redondos troncos
e os musgos fofos;
os melros agrestes
e as campainhas roxas daquelas flores da minha inf√Ęncia,
de que me ensinaste o nome tão doce, tão estranho…
E as loucas nuvens corredias
e as pedras hier√°ticas
e as veredas am√°veis,
como se os ofereciam!
Amavam-nos,
N√£o o viste?
No passo certo em que ambos íamos
tudo,

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