Passagens sobre Conformidade

45 resultados
Frases sobre conformidade, poemas sobre conformidade e outras passagens sobre conformidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Jogo da Conformidade Ofusca a Vis√£o

A objec√ß√£o contra o conformar-se a usos que se tornaram peremptos para ti √© a de que dissipam a tua for√ßa. Fazem-te perder tempo e borram a nitidez do teu car√°cter. Se mant√©ns uma Igreja morta; se contribuis para uma Sociedade B√≠blica morta; se votas com um grande partido tanto a favor como contra o governo; se p√Ķes a mesa de igual modo ao das donas de casa mesquinhas – tenho dificuldade em descobrir, sob todos esses mantos, a tua exacta personalidade. E, claro est√°, muita e muita for√ßa √©-te subtra√≠da da tua pr√≥pria vida.
Mas age, que te conhecerei. Executa o teu trabalho e te fortificar√°s. Um homem deve ter em mente que o jogo da conformidade ofusca a vis√£o.
Se conheço a tua seita, antecipo o teu argumento.

A ¬ęautonomia¬Ľ da vontade √© o princ√≠pio √ļnico de todas as leis morais e dos deveres que est√£o em conformidade com elas.

Aquele que sempre mantém a mente flexível, consegue agarrar todas as oportunidades que lhe surgem. A água, devido a sua fluidez, se acomoda em qualquer recipiente; assim, os riachos e os rios, justamente por correrem em conformidade com o relevo, acabam vencendo as dificuldades ambientais e alcançam o oceano.

L√≥gica: a arte de pensar e raciocinar em estrita conformidade com as limita√ß√Ķes e incapacidades da incompreens√£o humana.

A Independência da Solidão

O que me importa unicamente √© o que tenho de fazer, n√£o o que pensam os outros. Esta regra, igualmente √°rdua na vida imediata como na intelectual, pode servir para a distin√ß√£o total entre a grandeza e a baixeza. E √© tanto mais dura quanto sempre se encontrar√£o pessoas que acreditam saber melhor do que tu qual √© o teu dever. √Č f√°cil viver no mundo de conformidade com a opini√£o das gentes; √© f√°cil viver de acordo consigo pr√≥prio na solid√£o; mas o grande homem √© aquele que, no meio da turba, mant√©m, com perfeita serenidade, a independ√™ncia da solid√£o.

O Caminho para o Sucesso é Incompreendido pelos Outros

Se desejas ser bem sucedido, resigna-te, caro, face √†s coisas exteriores, por passar por insensato ou mesmo por tolo. Mesmo que saibas, n√£o mostres qualquer saber; e se alguns te consideram algu√©m, desafia-te a ti pr√≥prio e desconfia de ti. Que saibas sempre, na verdade, que n√£o √© f√°cil de preservar a vontade em conformidade com a natureza, pois que, simultaneamente, sempre nos inquietamos com as solicita√ß√Ķes do exterior.
Ora que fazer? S√≥ uma regra necess√°ria se imp√Ķe: quando nos ocupamos da vontade tendo a natureza por fundo (e nossa √≠ntima inten√ß√£o) s√≥ a uma coisa nos podemos obrigar – evitar qualquer desvio daquele nosso primeiro prop√≥sito.

As massas sempre o compararão com outras pessoas, pois essa é a arma que usam para manipular e exigir conformidade.

O Defeito dos Homens Activos

Aos activos falta, habitualmente, a actividade superior: refiro-me √† individual. Eles s√£o activos enquanto funcion√°rios, comerciantes, eruditos, isto √©, como seres gen√©ricos, mas n√£o enquanto pessoas perfeitamente individualizadas e √ļnicas; neste aspecto, s√£o indolentes. A infelicidade das pessoas activas √© a sua actividade ser quase sempre um tanto absurda. N√£o se pode, por exemplo, perguntar ao banqueiro, que junta dinheiro, qual o objectivo da sua incans√°vel actividade: ela √© irracional. Os homens activos rebolam como rebola a pedra, em conformidade com a estupidez da mec√Ęnica. Todos os homens se dividem, como em todos os tempos tamb√©m ainda actualmente, em escravos e livres; pois quem n√£o tiver para si dois ter√ßos do seu dia √© um escravo, seja ele, de resto, o que quiser: pol√≠tico, comerciante, funcion√°rio, erudito.

A Dor e o Tédio São os Dois Maiores Inimigos da Felicidade

O panorama mais amplo mostra-nos a dor e o t√©dio como os dois inimigos da felicidade humana. Observe-se ainda: √† medida que conseguimos afastar-nos de um, mais nos aproximamos do outro, e vice-versa; de modo que a nossa vida, na realidade, exp√Ķe uma oscila√ß√£o mais forte ou mais fraca entre ambos. Isso origina-se do facto de eles se encontrarem reciprocamente num antagonismo duplo, ou seja, um antagonismo exterior ou oubjectivo, e outro interior e subjectivo. De facto, exteriormente, a necessidade e a priva√ß√£o geram a dor; em contrapartida, a seguran√ßa e a abund√Ęncia geram o t√©dio. Em conformidade com isso, vemos a classe inferior do povo numa luta constante contra a necessidade, portanto contra a dor; o mundo rico e aristocr√°tico, pelo contr√°rio, numa luta persistente, muitas vezes realmente desesperada contra o t√©dio. O antagonismo interior ou subjectivo entre ambos os sofrimentos baseia-se no facto de que, em cada indiv√≠duo, a susceptibilidade para um encontra-se em propor√ß√£o inversa √† susceptibilidade para o outro, j√° que ela √© determinada pela medida das suas for√ßas espirituais. Com efeito, a obtusidade do esp√≠rito est√°, em geral, associada √† da sensa√ß√£o e √† aus√™ncia da excitabilidade, qualidades que tornam o indiv√≠duo menos suscept√≠vel √†s dores e afli√ß√Ķes de qualquer tipo e intensidade.

Continue lendo…

N√£o Existe um Verdadeiro Sistema de Pensamentos

Enfaticamente, n√£o pode existir um verdadeiro sistema de pensamentos, pois nenhum sinal pode substituir a realidade. Pensadores profundos e honestos chegam sempre √† conclus√£o de que toda a cogni√ß√£o √© condicionada a priori pela sua pr√≥pria forma e nunca pode alcan√ßar aquela que as palavras significam… E este ignorabimus tamb√©m est√° em conformidade com a intui√ß√£o de todo o verdadeiro s√°bio: que os princ√≠pios abstractos da vida s√£o aceit√°veis somente como formas de express√£o, m√°ximas banais de uso quotidiano sob as quais a vida corre, como sempre correu, para a frente. Em √ļltima an√°lise, a ra√ßa √© mais forte do que as l√≠nguas, e √© assim que, debaixo de todos os grandes nomes, houve pensadores, que s√£o personalidades, e n√£o sistemas, que s√£o mut√°veis, que produziram efeito sobre a vida.

Em cada indivíduo, o aumento da inclinação para o isolamento e a solidão ocorrerá em conformidade com o seu valor intelectual.

A verdade √© de dois g√©neros: consiste ou na descoberta das rela√ß√Ķes das ideias consideradas como tal, ou na conformidade das nossas ideias dos objectos com a sua exist√™ncia real.

Quando nossa vida se funde com o todo n√£o h√° sofrimentos, ansiedade ou medo, pois se move em conformidade com o movimento do Universo.

Regras Gerais da Arte da Guerra

Estou consciente de vos ter falado de muitas coisas que por vós mesmos haveis podido aprender e ponderar. Não obstante, fi-lo, como ainda hoje vos disse, para melhor vos poder mostrar, através delas, os aspectos formais desta matéria,e, ainda, para satisfazer aqueles Рse fosse esse o caso Рque não tivessem tido, como vós, a oportunidade de sobre elas tomar conhecimento. Parece-me que, agora, já só me resta falar-vos de algumas regras gerais, com as quais deveis estar perfeitamente identificados. São as seguintes:
– Tudo o que √© √ļtil ao inimigo √© prejudicial para ti, e, tudo o que te √© √ļtil prejudica o inimigo.
– Aquele que, na guerra, for mais vigilante a observar as inten√ß√Ķes do inimigo e mais empenho puser na prepara√ß√£o do seu ex√©rcito, menos perigos correr√° e mais poder√° aspirar √† vit√≥ria.
– Nunca leves os teus soldados para o campo de batalha sem, previamente, estares seguro do seu √Ęnimo e sem teres a certeza de que n√£o t√™m medo e est√£o disciplinados e convictos de que v√£o vencer.
– √Č prefer√≠vel vencer o inimigo pela fome do que pelas armas. A vit√≥ria pelas armas depende muito mais da fortuna do que da virtude.

Continue lendo…

Toda a Acção é Egoísta

N√£o pode haver ac√ß√Ķes que n√£o sejam ego√≠stas. Palavras como ¬ęinstinto altru√≠sta¬Ľ soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que algu√©m tentasse demonstrar a possibilidade de actos desses! O povo e quem se lhe assemelha √© que acredita que eles existem. Tamb√©m h√° quem creia que o amor maternal e o amor carnal s√£o sentimentos altru√≠stas!
√Č um erro hist√≥rico supor que os povos sempre equipararam o sentido de ego√≠smo e de altru√≠smo ao de bem e de mal. Bem mais antiga √© a concep√ß√£o de l√≠cito e il√≠cito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes.

Somos os Comandantes das Nossas Vidas

Se alguém te disser que aquilo que queres não interessa para nada, desinteressa-te dessa pessoa.

Somos os comandantes das nossas vidas.

Somos n√≥s, portanto, que escolhemos com quem queremos caminhar, e ai de algu√©m que acredite que pode entrar √† for√ßa na nossa vida sem a devida autoriza√ß√£o. Na minha n√£o entram, disso podes ter a certeza. E se todos pens√°ssemos assim, se todos ag√≠ssemos em conformidade com esta breve alus√£o ao nosso poder pessoal, viver√≠amos todos num aut√™ntico mar de rosas. Mas n√£o. Este princ√≠pio b√°sico √© o terror de muita gente. A maioria talvez. Malta que acredita que tem de aguentar o supl√≠cio de viver ou conviver com quem lhe quer mal ou lhe √© indiferente. √Č uma desgra√ßa. √Č o reinado do medo. Do medo de ficar sozinho, de nunca mais sentir nada por ningu√©m, de tudo o que possam dizer ou pensar se agirem como desejam, da rea√ß√£o do outro, de mago√°-lo, enfim, o medo de tudo. Ora bem, esta onda de passividade e permissividade gera a extin√ß√£o da confian√ßa, fomenta o canibalismo do amor-pr√≥prio e inverte todo e qualquer tipo de educa√ß√£o apropriada. Como √© que algum filho, por exemplo, pode desenvolver-se em amor se tudo o que v√™ em casa s√£o duas pessoas que mal se olham ou que se atacam,

Continue lendo…

O Engodo da Felicidade como Recompensa

Toda essa ideia de uma felicidade como recompensa Рque outra coisa seria, portanto, senão uma ilusão moral: um título de crédito com o qual se compra de ti, homem empírico, os teus prazeres sensíveis de agora, mas que só é pagável quando tu mesmo não precisas mais do pagamento. Pensa sempre nessa felicidade como um todo de prazeres que são análogos aos prazeres sacrificados agora. Ousa, apenas, dominar-te agora; ousa o primeiro passo de criança em direcção à virtude: o segundo já se tornará mais fácil para ti. Se continuares a progredir, notarás com espanto que aquela felicidade que esperavas como recompensa do teu sacrifício, mesmo para ti não tem mais nenhum valor. Foi intencionalmente que se colocou a felicidade num ponto do tempo em que tens de ser suficientemente homem para te envergonhares dela. Envergonhar, digo eu, pois, se nunca chegas a sentir-te mais sublime do que aquele ideal sensível de felicidade, seria melhor que a razão jamais te tivesse falado.
√Č exig√™ncia da raz√£o n√£o precisar mais de nenhuma felicidade como recompensa, t√£o certo quanto √© exig√™ncia tornar-se mais conforme √† raz√£o, mais aut√≥nomo, mais livre. Pois, se a felicidade ainda pode recompensar-nos – a n√£o ser que se interprete o conceito de felicidade contrariamente a todo o uso da linguagem -,

Continue lendo…

Não devemos nos antecipar nem atrasar. Tudo que fazemos é comparável à semeadura. Quando vivemos em conformidade com Deus, torna-se possível agirmos adequadamente nos momentos certos.