Cita√ß√Ķes sobre Conselheiros

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Frases sobre conselheiros, poemas sobre conselheiros e outras cita√ß√Ķes sobre conselheiros para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se quiser triunfar na vida, faça
da perseverança, a sua melhor amiga;
da experiência, o seu sábio conselheiro;
da prudência, o seu irmão mais velho;
e da esperança, o seu anjo guardião.

Somos Cidadãos Sem Laços de Cidadania

√Č escusado. Em nenhuma √°rea do comportamento social conseguimos encontrar um denominador comum que nos torne a conviv√™ncia harmoniosa. Procedemos em todos os planos da vida colectiva como figadais advers√°rios. Guerreamo-nos na pol√≠tica, na literatura, no com√©rcio e na ind√ļstria. Onde est√£o dois portugueses est√£o dois concorrentes hostis √† Presid√™ncia da Rep√ļblica, √† chefia dum partido, √† ger√™ncia dum banco, ao comando de uma corpora√ß√£o de bombeiros. N√£o somos capazes de reconhecer no vizinho o talento que nos falta, as virtudes de que carecemos. Diante de cada sucesso alheio ficamos transtornados. E vingamo-nos na s√°tira, na mordacidade, na maledic√™ncia. Nas cidades ou nas aldeias, por f√°s e por nefas, n√£o h√° ningu√©m sem alcunha, a todos √© colado um rabo-leva pejorativo. Quem quiser conhecer a natureza do nosso relacionamento, leia as pol√©micas que trav√°mos ao longo dos tempos. S√£o reveladoras. A celebrada carta de E√ßa a Camilo ou a tamb√©m conhecida deste ao conselheiro Forjaz de Sampaio d√£o a medida exacta da verrina em que nos comprazemos no trato di√°rio. Gregariamente, somos um somat√≥rio de cidad√£os sem la√ßos de cidadania.

A culpa pode ser a pior conselheira. (…) A culpa tolda at√© as imagens mais n√≠tidas.

O Poeta Descreve O Que Era Naquele Tempo A Cidade Da Bahia.

A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
N√£o sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um bem freq√ľentado olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia,

Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que n√£o furtam muito pobres:
E eis aqui a cidade da Bahia.

Os Nossos Verdadeiros Amores

Quando se √© novo √© sempre a somar. Somam-se amigos, emo√ß√Ķes, experi√™ncias, livros, canudos, s√≠tios, responsabilidades, preocupa√ß√Ķes e ambi√ß√Ķes, v√≠cios e prazeres que n√£o viciam.

At√© cada ano de vida que se viveu √© celebrado como se fosse uma proeza. √Č triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com raz√£o. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.

Depois, não sei a que a idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.

O tempo de subtrair √© cruel e frio e imensamente libertador. D√° vida aos √ļltimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. H√° quem diga que √© como o tempo antes de nascermos (at√© um g√©nio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas n√£o √©. O tempo depois de morrermos √© sempre pior do que o tempo antes de nascermos.

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Apenas um homem de g√©nio ou um intriguista se atrevem a dizer: ¬ęFiz mal¬Ľ. O interesse e o talento s√£o os √ļnicos conselheiros conscenciosos e l√ļcidos.

√Č Fundamental Cultivar Interesses Exteriores

Uma das causas da infelicidade, da fadiga e da tens√£o nervosa √© a incapacidade para tomar interesse por tudo o que n√£o tenha uma import√Ęncia pr√°tica na vida. Da√≠ resulta que o consciente est√° sempre ocupado com um n√ļmero restrito de problemas, cada um dos quais comporta certamente algumas inquieta√ß√Ķes e cuidados. A n√£o ser no sono, o consciente nunca repousa para o subconsciente amadurecer gradualmente os problemas inquietantes. Sobrevem assim a excitabilidade, a falta de prud√™ncia, a irritabilidade e a perda do sentido das propor√ß√Ķes. Tudo isto tanto s√£o causas como efeitos da fadiga. √Ä medida que aumenta a fadiga no homem, diminuem os seus interesses exteriores, e √† medida que estes diminuem perde o descanso que eles lhe proporcionavam e fatiga-se ainda mais.
Este c√≠rculo vicioso n√£o pode deixar de conduzir a uma depress√£o nervosa. O que √© repousante nos interesses exteriores √© o facto de n√£o exigirem qualquer ac√ß√£o. Tomar decis√Ķes e exercer a sua vontade √© bastante fatigante, especialmente quando √© necess√°rio faz√™-lo apressadamente e sem o aux√≠lio do subconsciente. T√™m raz√£o os que pensam que ¬ęa noite √© boa conselheira¬Ľ e que devem dormir primeiro antes de tomar alguma decis√£o importante, mas n√£o √© somente no sono que o processo mental do subconsciente pode realizar-se.

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Interpretação Facciosa

Coment√°rios geram coment√°rios, e explica√ß√Ķes d√£o novos motivos para explica√ß√Ķes. [… ] N√£o ocorre com frequ√™ncia que um homem de capacidade comum entende muito bem um texto ou uma lei que ele l√™ at√© que v√° consultar um comentarista ou procure conselheiros, os quais, quando tiverem terminado de lhe explicar, fazem as palavras n√£o significar coisa alguma ou significar o que ele desejar?
(…) H√°s-de concordar comigo, creio, que n√£o existe coisa alguma em que os homens mais se enganam e desencaminham outros do que na leitura e escrita de livros, [mas] n√£o discutirei se os escritores desencaminham os leitores ou vice-versa: pois parecem ambos dispostos a enganar e ser enganados.