Textos sobre Felicidade

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Textos de felicidade escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

Atingir a Felicidade

Embora seja poss√≠vel atingir a felicidade, a felicidade n√£o √© uma coisa simples. Existem muitos n√≠veis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfa√ß√£o mundana, a espiritualidade e a ilumina√ß√£o. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspira√ß√Ķes √ļltimas a n√≠vel religioso ou espiritual, como a perfei√ß√£o e a ilumina√ß√£o, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a n√≠vel mundano. A este n√≠vel, existem certos elementos-chave que n√≥s reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A sa√ļde, por exemplo, √© considerada como um factor necess√°rio para o bem-estar. Um outro factor s√£o as condi√ß√Ķes materiais ou os bens que possu√≠mos. Ter amigos e companheiros, √© outro. Todos n√≥s concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um c√≠rculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar.

Portanto, todos estes factores s√£o causas de felicidade. Mas para que um indiv√≠duo possa utiliz√°-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave √© o estado de esp√≠rito. √Č crucial. Se utilizarmos as condi√ß√Ķes favor√°veis que possu√≠mos,

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Amar Intensamente

De que vale no mundo ser-se inteligente, ser-se artista, ser-se alguém, quando a felicidade é tão simples! Ela existe mais nos seres claros, simples, compreensíveis e por isso a tua noiva de dantes, vale talvez bem mais que a tua noiva de agora, apesar dos versos e de tudo o mais. Ela não seria exigente, eu sou-o muitíssimo. Preciso de toda a vida, de toda a alma, de todos os pensamentos do homem que me tiver. Preciso que ele viva mais da minha vida que da vida dele. Preciso que ele me compreenda, que me adivinhe. A não ser assim, sou criatura para esquecer com a maior das friezas, das crueldades. Eu tenho já feito sofrer tanto! Tenho sido tão má! Tenho feito mal sem me importar porque quando não gosto, sou como as estátuas que são de mármore e não sentem.

A Dor como Padr√£o para a Intensidade dos Sentidos

Normalmente, a aus√™ncia de dor √© apenas a condi√ß√£o f√≠sica necess√°ria para que o indiv√≠duo sinta o mundo; somente quando o corpo n√£o est√° irritado, e devido √† irrita√ß√£o voltado para dentro de si mesmo, podem os sentidos do corpo funcionar normalmente e receber o que lhes √© oferecido. A aus√™ncia de dor geralmente s√≥ √© ¬ęsentida¬Ľ no breve intervalo entre a dor e a n√£o-dor; mas a sensa√ß√£o que corresponde ao conceito de felicidade do sensualista √© a liberta√ß√£o da dor, e n√£o a sua aus√™ncia. A intensidade de tal sensa√ß√£o √© indubit√°vel; na verdade, s√≥ a sensa√ß√£o da pr√≥pria dor pode igual√°-la.

Não Somos Capazes de Distinguir o que é Bom e o que é Mau

Quantas vezes um pretenso desastre n√£o foi a causa inicial de uma grande felicidade! Quantas vezes, tamb√©m, uma conjuntura saudada com entusiasmo n√£o constituiu apenas um passo em direc√ß√£o ao abismo ‚ÄĒ elevando um pouco mais ainda algu√©m em posi√ß√£o eminente, como se em tal posi√ß√£o pudesse estar certo de cair dela sem risco! A pr√≥pria queda, ali√°s, n√£o tem em si mesma nada de mal se tomares em considera√ß√£o o limite para l√° do qual a natureza n√£o pode precipitar ningu√©m. Est√° bem perto de n√≥s o termo de tudo quanto h√°, est√° bem perto, garanto-te, o limite desta exist√™ncia donde o venturoso se julga expulso e o desgra√ßado liberto; n√≥s √© que, ou por esperan√ßas ou por receios desmesurados, a fazemos mais extensa do que realmente √©. Se agires com sabedoria, medir√°s tudo em fun√ß√£o da condi√ß√£o humana, e assim limitar√°s o espa√ßo tanto das alegrias como dos receios. Vale bem a pena privarmo-nos de duradouras alegrias a troco de n√£o sentirmos duradouros receios!
Por que motivo procuro eu restringir este mal que √© o medo? √Č que n√£o h√° raz√£o v√°lida para temeres o que quer que seja; n√≥s, isso sim, deixamo-nos abalar e atormentar apenas por v√£s apar√™ncias.

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A Diagonal da Vida

Ao olharmos o caminho que percorremos na vida, ao abarcarmos o seu ¬ęerr√≥neo curso labir√≠ntico¬Ľ (Fausto), n√£o podemos deixar de ver muita felicidade malograda, muita desgra√ßa atra√≠da, e talvez facilmente exageremos nas repreens√Ķes a n√≥s mesmos. O curso da vida n√£o √© certamente a nossa obra exclusiva, mas o produto de dois factores, a saber, a s√©rie dos acontecimentos e a das nossas decis√Ķes. S√©ries que sempre interagem e se modificam reciprocamente. Al√©m disso, h√° o facto de que, em ambas, o nosso horizonte √© sempre bastante limitado, na medida em que n√£o podemos predizer com muita antecipa√ß√£o as nossas decis√Ķes e muito menos prever os acontecimentos; na verdade, de ambos conhecemos com justeza apenas os acontecimentos e decis√Ķes actuais.
Sendo assim, enquanto o nosso alvo est√° longe, n√£o podemos dirigir-nos directamente para ele, mas s√≥ por aproxima√ß√Ķes e conjecturas, ami√ļde tendo de bordejar. Tudo o que conseguimos √© tomar decis√Ķes sempre segundo a medida das circunst√Ęncias presentes, na esperan√ßa de faz√™-lo bem, para desse modo nos aproximarmos do alvo principal. Na maioria das vezes, portanto, os acontecimentos e as nossas inten√ß√Ķes b√°sicas s√£o compar√°veis a duas for√ßas que agem em direc√ß√Ķes opostas, sendo a diagonal resultante o curso da nossa vida.

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M√°ximo de Felicidade no M√°ximo de Lucidez

O que √© a sabedoria? √Č a felicidade na verdade, ou ¬ęa alegria que nasce da verdade¬Ľ. Esta √© a express√£o que Santo Agostinho utiliza para definir a beatitude, a vida verdadeiramente feliz, em oposi√ß√£o √°s nossas pequenas felicidades, sempre mais ou menos fact√≠cias ou ilus√≥rias. Sou sens√≠vel ao facto de que √© a mesma palavra beatitude que Espinoza retomar√°, bem mais tarde, para designar a felicidade do s√°bio, a felicidade que n√£o √© a recompensa da virtude mas a pr√≥pria virtude… a beatitude √© a felicidade do s√°bio, em oposi√ß√£o √†s felicidades que n√≥s, que n√£o somos s√°bios, conhecemos comumente, ou, digamos, √†s nossas apar√™ncias de felicidade, que √†s vezes s√£o alimentadas por drogas ou √°lcoois, muitas vezes por ilus√Ķes, divers√£o ou m√°-f√©. Pequenas mentiras, pequenos derivativos, remedinhos, estimulantezinhos… n√£o sejamos severos demais. Nem sempre podemos dispens√°-los. Mas a sabedoria √© outra coisa. A sabedoria seria a felicidade na verdade.
A sabedoria? √Č uma felicidade verdadeira ou uma verdade feliz. N√£o fa√ßamos disso um absoluto, por√©m. Podemos ser mais ou menos s√°bios, do mesmo modo que podemos ser mais ou menos loucos. Digamos que a sabedoria aponta para uma direc√ß√£o: a do m√°ximo de felicidade no m√°ximo de lucidez.

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Estou Sofrendo de Amor Feliz

Estou sofrendo de amor feliz. S√≥ aparentemente √© que isso √© contradit√≥rio. Quando se sente amor, tem-se uma funda ansiedade. √Č como se eu risse e chorasse ao mesmo tempo. Sem falar no medo que essa felicidade n√£o dure. Preciso ser livre ‚ÄĒ n√£o aguento a escravid√£o do amor grande, o amor n√£o me prende tanto. N√£o posso me submeter √† press√£o do mais forte.
Onde est√° minha corrente de energia? meu sentido de descoberta, embora esta assuma forma obscura? Eu sempre espero alguma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera ‚ÄĒ algo est√° sempre vindo de mim ou de fora de mim.

Sempre a Amante Ultrapassa o Amado

O destino gosta de inventar desenhos e figuras. A sua dificuldade reside no que é complicado. A própria vida, porém, tem a dificuldade da simplicidade. Só tem algumas coisas de uma dimensão que nos excede. O santo, declinando o destino, escolhe estas coisas por amor a Deus. Mas que a mulher, segundo a sua natureza, tenha de fazer a mesma escolha em relação ao homem, isso evoca a fatalidade de todos os laços de amor: decidida e sem destino, como um ser eterno, fica ao lado dele, que se transformará. Sempre a amante ultrapassa o amado, porque a vida é maior do que o destino. A sua entrega quer ser sem medida: esta é a sua felicidade. A dor inominada do seu amor, porém, foi sempre esta: exigirem-lhe que limitasse essa entrega.

Ninguém é Feliz quando Treme pela sua Felicidade

Ningu√©m √© feliz quando treme pela sua felicidade. N√£o se apoia em bases s√≥lidas quem tira a sua satisfa√ß√£o de bens exteriores, pois acabar√° por perder o bem-estar que obteve. Pelo contr√°rio, um bem que nasce dentro de n√≥s √© permanente e constante, e vai sempre crescendo at√© ao nosso √ļltimo momento; todos os demais bens ante os quais se extasia o vulgo s√£o bens ef√©meros. “E ent√£o? Quer isso dizer que s√£o in√ļteis e n√£o podem dar satisfa√ß√£o?” √Č evidente que n√£o, mas apenas se tais bens estiverem na nossa depend√™ncia, e n√£o n√≥s na depend√™ncia deles. Tudo quanto cai sob a al√ßada da fortuna pode ser proveitoso e agrad√°vel na condi√ß√£o de o seu benefici√°rio ser senhor de si pr√≥prio em vez de ser servo das suas propriedades. √Č um erro pensar-se, Luc√≠lio, que a fortuna nos concede o que quer que seja de bom ou de mau; ela apenas d√° a mat√©ria com que se faz o bom e o mau, d√°-nos o material de coisas que, nas nossas m√£os, se transformam em boas ou m√°s.
O nosso espírito é mais poderoso do que toda a espécie de fortuna, ele é quem conduz a nossa vida no bom ou no mau sentido,

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A Vantagem do Esquecimento

O esquecimento n√£o √© s√≥ uma vis inertioe, como cr√™em os esp√≠ritos superfinos; antes √© um poder activo, uma faculdade moderadora, √† qual devemos o facto de que tudo quanto nos acontece na vida, tudo quanto absorvemos, se apresenta √† nossa consci√™ncia durante o estado da ¬ędigest√£o¬Ľ (que poderia chamar-se absor√ß√£o f√≠sica), do mesmo modo que o mult√≠plice processo da assimilia√ß√£o corporal t√£o pouco fatiga a consciencia. Fechar de quando em quando as portas e janelas da consci√™ncia, permanecer insens√≠vel √†s ruidosas lutas do mundo subterr√Ęneo dos nossos org√£os; fazer sil√™ncio e t√°bua rasa da nossa consci√™ncia, a fim de que a√≠ haja lugar para as fun√ß√Ķes mais nobres para governar, para rever, para pressentir (porque o nosso organismo √© uma verdadeira oligarquia): eis aqui, repito, o of√≠cio desta faculdade activa, desta vigilante guarda encarregada de manter a ordem f√≠sica, a tranquilidade, a etiqueta. Donde se coligue que nenhuma felicidade, nenhuma serenidade, nenhuma esperan√ßa, nenhum gozo presente poderiam existir sem a faculdade do esquecimento.

Felicidade e Prazer

Devemos estudar os meios de alcan√ßar a felicidade, pois, quando a temos, possu√≠mos tudo e, quando n√£o a temos, fazemos tudo por alcan√ß√°-la. Respeita, portanto, e aplica os princ√≠pios que continuadamente te inculquei, convencendo-te de que eles s√£o os elementos necess√°rios para bem viver. Pensa primeiro que o deus √© um ser imortal e feliz, como o indica a no√ß√£o comum de divindade, e n√£o lhe atribuas jamais car√°cter algum oposto √† sua imortalidade e √† sua beatitude. Habitua-te, em segundo lugar, a pensar que a morte nada √©, pois o bem e o mal s√≥ existem na sensa√ß√£o. De onde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte nada ser nos permite fruir esta vida mortal, poupando-nos o acr√©scimo de uma ideia de dura√ß√£o eterna e a pena da imortalidade. Porque n√£o teme a vida quem compreende que n√£o h√° nada de tem√≠vel no facto de se n√£o viver mais. √Č, portanto, tolo quem declara ter medo da morte, n√£o porque seja tem√≠vel quando chega, mas porque √© tem√≠vel esperar por ela.
√Č tolice afligirmo-nos com a espera da morte, visto ser ela uma coisa que n√£o faz mal, uma vez chegada. Por conseguinte, o mais pavoroso de todos os males,

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O Amor n√£o Acontece. Decide-se.

H√° quem julgue que o amor √© alheio √† vontade humana, algo superior que elege, embala e conduz‚Ķ e que quase nada se pode fazer perante tamanha for√ßa. Isso √© uma mera paix√£o no seu sentido menos nobre. E, nesse caso, sim, o amor acontece… Ao contr√°rio, amar √© estar acima das paix√Ķes e dos apetites. Mesmo quando o amor nasce de uma espontaneidade, resulta de um claro discernimento.

O amor decorre de uma decisão. De um compromisso. Constrói-se de forma consciente. Através do heroísmo de alguém livre que decide ser o que poucos ousam. Escolhe para fim de si mesmo ser o meio para a felicidade daquele a quem ama. Sim, decide-se amar e, sim, decide-se a quem amar.

O amor aut√™ntico √© raro e extraordin√°rio, embora o seu nome sirva para quase tudo… a maior parte das vezes designa ego√≠smos entrela√ßados, cada vez mais comuns. S√£o poucos os que se aventuram, os que arriscam tudo, os que se disp√Ķem a amar mesmo quando sabem que poucos sequer perceber√£o o que fazem, o seu porqu√™ e o para qu√™.
O amor n√£o sup√Ķe reciprocidade. Amar √© dar-se por completo e aceitar tudo… n√£o se contabilizam ganhos e perdas,

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Saberei Conquistá-la Através de Todos os Sacrifícios

Perdoe-me se me apaixonei a este ponto de si. Mas n√£o passarei daqui, nem ningu√©m me ver√°! Fechado num quarto da pousada, espero a sua resposta. Esperarei seis horas por umas linhas suas e depois volto para Paris. J√° nem sei viver, vagueio por a√≠, ferido de morte. Prefiro cansar-me em longos passeios a cavalo, a consumir-me na solid√£o, ou no meio de pessoas que deixaram de me entender… Ordene-me que parta e n√£o tornar√° a ser atormentada por um homem a quem um m√™s bastou para perder a raz√£o.
Muito gostaria de surpreender o seu primeiro pensamento ao acordar; n√£o posso descrever-lhe o reconhecimento que me enche o cora√ß√£o, este cora√ß√£o que reclama apenas a sua amizade, que saber√° conquist√°-la atrav√©s de todos os sacrif√≠cios, que √© completamente vosso at√© ao seu √ļltimo alento.
N√£o me conformo com a ideia de ser abandonado. O seu interesse √©-me mil vezes mais preciso do que a pr√≥pria vida, mas saberei moderar a express√£o dos meus sentimentos e n√£o terei outras aspira√ß√Ķes do que as que me forem permitidas; tamb√©m saberei esconder-lhe os meus temores; respeitarei o seu repouso – mas v√™-la-ei, e nunca mais haver√° felicidade na minha vida se n√£o puder consagrar-lha inteiramente.

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Disposição Aleatória

Não posso conceber uma vida sem trabalho como verdadeiramente aprazível; para mim, viver através da imaginação e trabalhar significam a mesma coisa; nada mais me contenta. Seria a receita da felicidade, se não fosse o pensamento horrível de que a produtividade depende por completo de uma disposição aleatória; que poderemos, com efeito, empreender no decurso de um dia ou de um período em que as ideias se recusam e as palavras não querem alinhar-se?

(…) Todo o trabalho sistem√°tico √© incompat√≠vel com os meus dons e as minhas tend√™ncias. Todos os meus est√≠mulos resultam das impress√Ķes que recebo em contacto com os meus doentes.

A Vida Que Nos Escapa Entre os Dedos

Volta-se o rico para os prazeres da carne e a maior parte do mundo faz o mesmo. E n√£o sem acerto, porque todas as coisas agrad√°veis devem ser tidas como inocentes, e at√© que se provem culpadas todas as presun√ß√Ķes pendem a seu favor. A vida j√° √© bastante penosa para que ainda a agravemos com proibi√ß√Ķes e obst√°culos aos seus deleites; t√£o arisca se mostra a felicidade que todas as portas por onde ela queira entrar devem permanecer escancaradas. A carne enfraquece muito precocemente – e os olhos olham com melancolia para os prazeres de outrora. Muito r√°pidamente todas as alegrias perdem a vivacidade – e admiramo-nos de como pudessem ter-nos interessado tanto. O pr√≥prio amor torna-se grotesco logo que atinge os seus fins. Guardemos o ascetismo para a esta√ß√£o pr√≥pria – a velhice.
√Č este o grande drama do prazer; todas as coisas agrad√°veis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tanto mais depressa quanto √© mais retribu√≠do. Por isso o passado parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e inj√ļrias e demoramo-nos sobre as vit√≥rias. O presente parece muito mesquinho diante de um passado do qual s√≥ retemos na mem√≥ria o bom,

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O Individuo Indestrutivel

Teoricamente, só há uma possibilidade perfeita de felicidade: acreditar no indestrutível em si sem a ele aspirar.
O indestrut√≠vel √© um; cada indiv√≠duo o √© ao mesmo tempo que √© comum a todos, da√≠ esse la√ßo indissol√ļvel entre os homens, que √© sem exemplo.

A Arte Engrandece a Vida

Tamb√©m do ponto de vista pessoal a arte engrandece a vida. Propicia maior felicidade e mais r√°pido desgaste. Grava no semblante do seu servidor pistas de aventuras imagin√°rias e espirituais e provoca, com o tempo, mesmo mantendo uma vida exterior de calma enclausurada, em exacerbamento e um refinamento da sensibilidade, uma febre e exaust√£o de nervos como a vida plena de paix√Ķes e prazeres extravagantes dificilmente consegue apresentar.

A Moderação é o Caminho para a Felicidade

Se a princ√≠pio a profus√£o e a variedade de divers√Ķes parecem contribuir para a felicidade, se a uniformidade de uma vida igual parece a princ√≠pio enfastiante, considerando-se melhor, percebe-se, pelo contr√°rio, que o h√°bito mais doce da alma consiste numa modera√ß√£o de gozo que deixa pouco espa√ßo ao desejo e ao desgosto.

Quem Vence n√£o Precisa de Dar Satisfa√ß√Ķes

Aten√ß√£o para que as coisas lhe saiam bem. Alguns t√™m mais em mira o rigor da direc√ß√£o que a felicidade de conseguir o intento, por√©m sempre prepondera mais o descr√©dito da infelicidade que o abono da dilig√™ncia. Quem vence n√£o precisa de dar satisfa√ß√Ķes. A maioria n√£o percebe a exactid√£o das circunst√Ęncias, mas apenas os bons ou maus sucessos; e, assim, nunca se perde reputa√ß√£o quando se consegue o intento. O bom fim tudo doura, mesmo que o desmintam os desacertos dos meios. Pois √© arte ir contra a arte quando n√£o se pode conseguir de outro modo a felicidade de sair-se bem.

Ningu√©m pode nesta vida ter satisfeitas as suas aspira√ß√Ķes

Ningu√©m pode nesta vida ter satisfeitas as suas aspira√ß√Ķes, porque nunca um bem criado sacia as aspira√ß√Ķes humanas de felicidade.