Cita√ß√Ķes sobre Decora√ß√£o

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Maravilhava-me, mais do que o belo em si, o que as pessoas tinham por belo. O seu belo. As suas coisas. As suas coisinhas. As que encaixavam com demasiada perfeição na decoração geral, tudo combinado, equilibrado, concluído Рe mais ainda as que não encaixavam em nada, em que ela insistia apesar dos protestos do marido, em que ele fazia finca-pé apesar do desdém da mulher, de que nenhum dos dois gostava mas também não tinha coragem para deitar fora.

Para um Grande Espírito Nada há que Seja Grande

Evitai tudo quanto agrade ao vulgo, tudo quanto o acaso proporciona; diante de qualquer bem fortuito parai com desconfian√ßa e receio: tamb√©m a ca√ßa ou o peixe se deixa enganar por esperan√ßas falacciosas. Julgais que se trata de benesses da sorte? S√£o armadilhas! Quem quer que deseje passar a vida em seguran√ßa evite quanto possa estes benef√≠cios escorregadios nos quais, pobres de n√≥s, at√© nisto nos enganamos: ao julgar possu√≠-los, deixamo-nos apanhar! Esta corrida leva-nos para o abismo; a √ļnica sa√≠da para uma vida ¬ęelevada¬Ľ, √© a queda!
E mais: nem sequer poderemos parar quando a fortuna começa a desviar-nos da rota certa, nem ao menos ir a pique, cair instantaneamente: não, a fortuna não nos faz tropeçar, derruba-nos, esmaga-nos.
Prossegui, pois, um estilo de vida correcto e saud√°vel, comprazendo o corpo apenas na medida do indispens√°vel √† boa sa√ļde. Mas h√° que trat√°-lo com dureza, para ele obedecer sem custo ao esp√≠rito: limite-se a comida a matar a fome, a bebida a extinguir a sede, a roupa a afastar o frio, a casa a servir de abrigo contra as intemp√©ries. Que a habita√ß√£o seja feita de ramos ou de pedras coloridas importadas de longe, √© pormenor sem interesse: ficai sabendo que para abrigar um homem t√£o bom √© o colmo como o ouro!

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As Canseiras Destinam-se a Satisfazer os Luxos

Nos dias de hoje, quem consideras tu como s√°bio? O t√©cnico que sabe montar repuxos de √°gua perfumada atrav√©s de canaliza√ß√Ķes invis√≠veis, o que √© capaz de encher ou esvaziar num instante os canais artificiais, o que sabe dar diversas disposi√ß√Ķes aos caixot√Ķes m√≥veis do tecto de modo a que o sal√£o de banquetes v√° mudando de decora√ß√£o √† medida que v√£o surgindo os v√°rios pratos? Ou antes aquele que demonstra, a si mesmo e aos outros, que a natureza nos n√£o imp√Ķe nada que seja duro e dif√≠cil, que para termos uma casa n√£o carecemos de marmoristas ou de marceneiros, que para nos vestirmos n√£o dependemos do com√©rcio da seda, em suma, que para dispormos do essencial √† vida quotidiana nos basta aquilo que a terra nos apresenta √† superf√≠cie? Se a humanidade se dispusesse a seguir os conselhos de um tal homem imediatamente perceberia que t√£o in√ļtil √© o cozinheiro como o soldado!
Os antigos, esses homens que satisfaziam sem quaisquer excessos as suas necessidades físicas, eram de facto sábios, ou pelo menos muito próximo de o serem. Para se obter o indispensável não é preciso muito esforço; as canseiras destinam-se a satisfazer os luxos. Tu podes dispensar todos os técnicos: basta que sigas a natureza!

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Aprende a Ser como os Outros

N√£o precisamos de ler, estudar ou conhecer ningu√©m, quando produzimos n√≥s pr√≥prios. Pois n√£o basta que produzamos n√≥s pr√≥prios? E gostemos de n√≥s pr√≥prios? Que nos pode dar o esp√≠rito alheio, quando sobre o pr√≥prio nosso desceu em l√≠nguas de fogo a sabedoria de tudo? Melhor: A verdade √© que nem precisamos n√≥s pr√≥prios de produzir (toda a produ√ß√£o √© uma limita√ß√£o), ou mal precisamos de produzir, para usufruirmos as vantagens do criador e produtor. (…) Aprende a contar uma anedota; duas anedotas; tr√™s anedotas; quatro anedotas… uma anedota diverte muita gente; quatro anedotas divertem muito mais… aprende a polvilhar de blague todas essas ideias s√©rias, pesadas, profundas, obscuras, – ao cabo simplesmente ma√ßadoras – com que pretendes sufocar (…); aprende a cultivar aquele subtil esp√≠rito de futilidade que ligeiramente embriaga como um champanhe, e a toda a gente agrada, lisonjeia todos, por a todos nos dar a reconfortante impress√£o de pertencermos ao mesmo meio… estarmos ao mesmo n√≠vel; n√£o queiras ser nem sobretudo sejas mais inteligente ou mais sens√≠vel, mais honesto ou mais sincero, mais trabalhador ou mais culto, mais profundo ou mais agudo… numa palavra: superior. Sim, homem! aprende a ser como os outros, dizendo bem ou mal de tudo e todos –

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Na inf√Ęncia, a vida apresenta-se como uma decora√ß√£o teatral vista de longe; na velhice, como a mesma decora√ß√£o, por√©m vista bem de perto.

Para mim, n√£o existem mais ‘p√°trias’ nem ideais; tudo isso n√£o passa de pura decora√ß√£o para os governantes, que preparam a pr√≥xima matan√ßa.

A Realidade é Mais Poderosa que Qualquer Literatura

Eu costumava pensar que podia compreender tudo e exprimir tudo. Ou quase tudo. Eu lembro-me que quando estava a escrever o meu livro sobre a guerra no Afeganist√£o, Zinky Boys, que fui ao Afeganist√£o e eles mostraram-me algumas das armas estrangeiras que tinham sido capturadas aos combatentes afeg√£os. Fiquei espantada com a perfei√ß√£o das suas formas, e quanto perfeitamente um pensamento humano poderia ser expresso. Havia um oficial ao meu lado que disse: “Se algu√©m pisar esta mina italiana que voc√™ diz que √© t√£o bonita que parece uma decora√ß√£o de Natal, n√£o restaria mais nada deles al√©m de um balde de carne. Voc√™ teria que rasp√°-los do ch√£o com uma colher. ” Quando me sentei para escrever isto, foi a primeira vez que eu pensei, “Isto √© algo que devo dizer?” Eu tinha sido educada na grande literatura russa, pensei que poderia ir muito muito longe, e ent√£o escrevi sobre aquela carne. Mas a Zona – √© um mundo √† parte, um mundo dentro do resto do mundo – e √© mais poderoso do que qualquer coisa que a literatura tenha a dizer.

Nunca me pesou o que de tr√°gico se passasse na China. √Č decora√ß√£o long√≠nqua, ainda que a sangue e peste.

Há cinco artes Рa Literatura, a Engenharia, a Política, a Figuração (que inclui o drama, a dança, etc.) e a Decoração. (A Decoração vai desde a arte de arrumar bem as coisas em cima de uma mesa até à pintura e à escultura.