Cita√ß√Ķes sobre Defici√™ncia

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Frases sobre defici√™ncia, poemas sobre defici√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre defici√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Falar Sempre, Pensar Nunca

Desde que, com a ajuda do cinema, das soap operas e do horney, a psicologia profunda penetra nos √ļltimos rinc√Ķes, a cultura organizada corta aos homens o acesso √† derradeira possibilidade da experi√™ncia de si mesmo. E esclarecimento j√° pronto transforma n√£o s√≥ a reflex√£o espont√Ęnea, mas o discernimento anal√≠tico, cuja for√ßa √© igual √† energia e ao sofrimento com que eles se obt√™m, em produtos de massas, e os dolorosos segredos da hist√≥ria individual, que o m√©todo ortodoxo se inclina j√° a reduzir a f√≥rmulas, em vulgares conven√ß√Ķes.
At√© a pr√≥pria dissolu√ß√£o das racionaliza√ß√Ķes se torna racionaliza√ß√£o. Em vez de realizar o trabalho de autognose, os endoutrinados adquirem a capacidade de subsumir todos os conflitos em conceitos como complexo de inferioridade, depend√™ncia materna, extrovertido e introvertido, que, no fundo, s√£o pouco menos que incompreens√≠veis. O horror em face ao abismo do eu √© eliminado mediante a consci√™ncia de que n√£o se trata mais do que uma artrite ou de sinus troubles.
Os conflitos perdem assim o seu aspecto amea√ßador. S√£o aceites; n√£o sanados, mas encaixados somente na superf√≠cie da vida normalizada como seu ingrediente inevit√°vel. S√£o, ao mesmo tempo, absorvidos como um mal universal pelo mecanismo da imediata identifica√ß√£o do indiv√≠duo com a inst√Ęncia social;

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N√£o te tornes um fraco que sucumbe diante dos sofrimentos. Eles trazem muitas li√ß√Ķes ao homem. Contempla a Imagem Verdadeira de tua Vida. A Vida do homem n√£o √© algo t√£o fr√°gil que esmore√ßa diante de sofrimentos. Byron tornou-se um poeta renomado, porque n√£o esmoreceu diante das dificuldades causadas pela defici√™ncia de usas pernas. John Bunyan conseguiu escrever o grande romance religioso ‚ÄėA Viagem do Peregrino‚Äô porque, tendo sido encarcerado durante doze anos, em meio ao sofrimento descobriu Deus e o caminho que conduz a Ele.

A Solid√£o do Artista

Diz-se √†s vezes de certas pessoas, e para isso se reprovar, que t√™m dupla personalidade. Mas dupla ou m√ļltipla t√™m-na normalmente os artistas. Ela √© pelo menos a do conv√≠vio exterior e a do seu intimismo. Se trazem esta para a rua, s√£o quase sempre insuport√°veis. S√≥ se suporta o que √© de um profundo interesse, quando isso √© rent√°vel. Imagino que o capitalista tenha na sua vida √≠ntima um mundo de cifr√Ķes. Se o cifr√£o vier √† rua, tem ainda cota√ß√£o. Mas o artista? Mesmo a coisa min√ļscula da sua pequena vaidade √© irritante. Um pol√≠tico pode blasonar pimponice, que tem adeptos a aplaudir. O artista √© um condenado, com o ferrete da ignom√≠nia. O seu dever social √© ocultar a degrada√ß√£o ou ent√£o marginalizar-se. Para efeitos c√≠vicos ou mundanos, s√≥ depois de bem morto. A solid√£o √© assim o seu destino. A√≠ sofre ou tem alegrias, a√≠ obedece a um estranho mandato que lhe passaram na eternidade. Discreto, envergonhado, todo o seu esfor√ßo, no dom√≠nio das rela√ß√Ķes, √© esconder a sua mancha. Nenhum povo existe sen√£o pelo seu esp√≠rito. Somos o que somos pelo que foi excep√ß√£o dos que nos precederam. Mas o dia a dia n√£o √© espiritual,

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Conceitos de Perfeição

Nasce o ideal da nossa consci√™ncia da imperfei√ß√£o da vida. Tantos, portanto, ser√£o os ideais poss√≠veis, quantos forem os modos por que √© poss√≠vel ter a vida por imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponder√°, por contraste e semelhan√ßa, um conceito de perfei√ß√£o. √Č a esse conceito de perfei√ß√£o que se d√° o nome de ideal.
Por muitas que pare√ßa que devem ser as maneiras por que se pode ter a vida por imperfeita, elas s√£o, fundamentalmente, apenas tr√™s. Com efeito, h√° s√≥ tr√™s conceitos poss√≠veis de imperfei√ß√£o, e, portanto, da perfei√ß√£o que se lhe op√Ķe.

Podemos ter qualquer coisa por imperfeita simplesmente por ela ser imperfeita; é a imperfeição que imputamos a um artefacto mal fabricado. Podemos, por contra, tê-la por imperfeita porque a imperfeição resida, não na realização, senão na essência. Será quantitativa ou qualitativa a diferença entre a essência dessa coisa imperfeita e a essência do que consideramos perfeição; quantitativa como se disséssemos da noite, comparando-a ao dia, que é imperfeita porque é menos clara; qualitativa como se, no mesmo caso, disséssemos que a noite é imperfeita porque é o contrário do dia.
Pelo primeiro destes critérios, aplicando-o ao conjunto da vida,

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A solidão é uma deficiência no ser, não há eu sem nós. Não há individualidade sem comunidade. O fim de cada ser humano é o amor, um compromisso em que se realiza o eu em nós.

As Ideias dependem das Sensa√ß√Ķes

√Ä primeira vista, nada pode parecer mais ilimitado do que o pensamento humano, que n√£o apenas escapa a toda autoridade e a todo poder do homem, mas tamb√©m nem sempre √© reprimido dentro dos limites da natureza e da realidade. Formar monstros e juntar for¬≠mas e apar√™ncias incongruentes n√£o causam √† imagina√ß√£o mais em¬≠bara√ßo do que conceber os objectos mais naturais e mais familiares. Apesar de o corpo confinar-se num s√≥ planeta, sobre o qual se arrasta com sofrimento e dificuldade, o pensamento pode transportar-nos num instante √†s regi√Ķes mais distantes do Universo, ou mesmo, al√©m do Universo, para o caos indeterminado, onde se sup√Ķe que a Natureza se encontra em total confus√£o. Pode-se conceber o que ainda n√£o foi visto ou ouvido, porque n√£o h√° nada que esteja fora do poder do pensamento, excepto o que implica absoluta contradi√ß√£o.

Entretanto, embora o nosso pensamento pare√ßa possuir esta liber¬≠dade ilimitada (…) ele est√° realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e todo o poder criador do esp√≠rito n√£o ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experi√™ncia. Quando pensamos numa montanha de ouro, apenas unimos duas id√©ias compat√≠veis,

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Sobre a educação. Paulatinamente esclareceu-se, para mim, a mais comum deficiência de nosso tipo de formação e educação: ninguém aprende, ninguém aspira, ninguém ensina Рa suportar a solidão.

Português Sentimental e com Horror à Disciplina

Excessivamente sentimental, com horror √† disciplina, individualista sem dar por isso, falho de esp√≠rito de continuidade e de tenacidade na ac√ß√£o. A pr√≥pria facilidade de compreens√£o, diminuindo-lhe a necessidade de esfor√ßo, leva-o a estudar todos os assuntos pela rama, a confiar demasiado na espontaneidade e brilho da sua intelig√™ncia. Mas quando enquadrado, convenientemente dirigido, o portugu√™s d√° tudo quanto se quer…
O nosso grande problema √© o da forma√ß√£o das elites que eduquem e dirijam a Na√ß√£o. A sua fraqueza ou defici√™ncia √© a mais grave crise nacional. S√≥ as gera√ß√Ķes em marcha, se devidamente aproveitadas, nos fornecer√£o os dirigentes – governantes, t√©cnicos, professores, sacerdotes, chefes do trabalho, oper√°rios especializados – indispens√°veis √† nossa completa renova√ß√£o. Considero at√© mais urgente a constitui√ß√£o de vastas elites do que ensinar toda a gente a ler. √Č que os grandes problemas nacioanis t√™m de ser resolvidos, n√£o pelo povo, mas pelas elites enquadrando as massas.

Era-me imposs√≠vel dizer √†s pessoas: ‘fale mais alto, grite, porque sou surdo’. Como eu podia confessar uma defici√™ncia do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possu√≠a na mais alta perfei√ß√£o?

Construir em Vez de Combater

Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

√Č preciso que a perseveran√ßa produza uma obra perfeita a fim de serdes homens perfeitos e

√Č preciso que a perseveran√ßa produza uma obra perfeita a fim de serdes homens perfeitos e √≠ntegros sem nenhuma defici√™ncia.

Os cavaleiros ex√≠mios costumam cavalgar com sucesso at√© mesmo ‚Äėpangar√©s‚Äô. H√° Vidas que v√™m a este mundo escolhendo justamente um corpo carnal doentio e dif√≠cil de lidar: s√£o pessoas que nascem com defici√™ncia f√≠sica ou doen√ßas incur√°veis.