Passagens sobre Descobertas

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Frases sobre descobertas, poemas sobre descobertas e outras passagens sobre descobertas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

N√≥s lemos emo√ß√Ķes nos rostos, lemos os sinais clim√°ticos nas nuvens, lemos o ch√£o, lemos o Mundo, lemos a Vida. Tudo pode ser p√°gina. Depende apenas da inten√ß√£o de descoberta do nosso olhar.

Por um Mundo Escutador

N√£o existe alternativa: a globaliza√ß√£o come√ßou com o primeiro homem. O primeiro homem (se √© que alguma vez existiu ¬ęum primeiro¬Ľ homem) era j√° a humanidade inteira. Essa humanidade produziu infinitas respostas adaptativas. O que podemos fazer, nos dias de hoje, √© responder √† globaliza√ß√£o desumanizante com uma outra globaliza√ß√£o, feita √† nossa maneira e com os nossos prop√≥sitos. N√£o tanto para contrapor. Mas para criar um mundo plural em que todos possam mundializar e ser mundializados. Sem hegemonia, sem domina√ß√£o. Um mundo que escuta as vozes diversas, em que todos s√£o, em simult√Ęneo, centro e periferia.

S√≥ h√° um caminho. Que n√£o √© o da imposi√ß√£o. Mas o da sedu√ß√£o. Os outros necessitam conhecer-nos. Porque at√© aqui ¬ęeles¬Ľ conhecem uma miragem. O nosso retrato – o retrato feito pelos ¬ęoutros¬Ľ – foi produzido pela sedimenta√ß√£o de estere√≥tipos. Pior do que a ignor√Ęncia √© essa presun√ß√£o de saber. O que se globalizou foi, antes de mais, essa ignor√Ęncia disfar√ßada de arrog√Ęncia. N√£o √© o rosto mas a m√°scara que se veicula como retrato.
A questão é, portanto, a de um outro conhecimento. Se os outros nos conhecerem, se escutarem a nossa voz e, sobretudo, se encontrarem nessa descoberta um motivo de prazer,

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A √önica Coisa Duradoura Que Podes Criar

A mam√£ costumava dizer-lhe que tinha muita pena. As pessoas tinham andado a trabalhar durante tantos anos para fazer do mundo um s√≠tio organizado e seguro. Ningu√©m percebera como ele se iria tornar aborrecido. Com todo o mundo dividido em propriedades, com os limites de velocidade e as divis√Ķes por zonas, com tudo regulado e tributado, com todas as pessoas analisadas e recenseadas e rotuladas e registadas. Ningu√©m tinha deixado muito espa√ßo para a aventura, exceptuando, talvez, a do g√©nero que se pode comprar. Numa montanha-russa. Num cinema. No entanto, isso seria sempre uma excita√ß√£o falsa. Sabes que os dinossauros n√£o v√£o comer os m√≠udos. Os referendos recusaram com os seus votos qualquer hip√≥tese de um desastre falso ainda maior. E porque n√£o existe a possibilidade de um desastre verdadeiro, ficamos sem nenhuma hip√≥tese de termos uma salva√ß√£o verdadeira. Entusiasmo verdadeiro. Excita√ß√£o a s√©rio. Alegria. Descoberta. Inven√ß√£o.
As leis que nos dão segurança, estas mesmas leis condenam-nos ao aborrecimento. Sem acesso ao verdadeiro caos, nunca teremos paz verdadeira.

A n√£o ser que tudo possa ficar pior, nunca poder√° ficar melhor.
Isto eram tudo coisas que a mam√£ lhe costumava dizer.
E dizia-lhe mais:

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Não quero outro exemplo a não ser aquele dos escritores, dos quais se pode dizer que arrancam a pele um do outro e nunca deixam de roubar aqui e ali de tempos em tempos; e cada um ostenta o que pertence ao outro como se fossem as suas próprias descobertas.

Sessenta anos atr√°s, eu sabia tudo. Hoje sei que nada sei. A educa√ß√£o √© a descoberta progressiva da nossa ignor√Ęncia.

A escrita n√£o √© um ve√≠culo para se chegar a uma ess√™ncia. A escrita √© a viagem, a descoberta de outras dimens√Ķes e de mist√©rios que est√£o para al√©m das apar√™ncias.

Civilização Construída ao Acaso

A civiliza√ß√£o moderna encontra-se em m√° posi√ß√£o porque n√£o nos conv√©m. Foi constru√≠da sem conhecimento da nossa verdadeira natureza. Deve-se ao capricho das descobertas cient√≠ficas, do apetite dos homens, das suas ilus√Ķes, das suas teorias e dos seus desejos. Apesar de ter sido edificada por n√≥s, n√£o foi feita √† nossa medida.
Na verdade, √© evidente que a ci√™ncia n√£o seguiu nenhum plano. Desenvolveu-se ao acaso, com o nascimento de alguns homens de g√©nio, a forma do seu esp√≠rito e o caminho que tomou a sua curiosidade. N√£o se inspirou de modo nenhum no desejo de melhorar o estado dos seres humanos. As descobertas produziram-se ao sabor da intui√ß√£o dos cientistas e das circunst√Ęncias mais ou menos fortuitas das suas carreiras.
Se Galileu, Newton ou Lavoisier tivessem aplicado os poderes do seu espírito ao estudo do corpo e da consciência, talvez o nosso mundo fosse diferente do que é hoje. Os cientistas ignoram para onde vão. São guiados pelo acaso, por raciocínios subtis, por uma espécie de clarividência. Cada um deles é um mundo à parte, governado pelas suas próprias leis. De tempos a tempos, certas coisas, obscuras para os outros, tornam-se claras para eles. Em geral, as descobertas são feitas sem nenhuma revisão das consequências.

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A Import√Ęncia de Aprender v√°rias L√≠nguas

Pessoas com poucas capacidades n√£o conseguir√£o realmente assimilar com facilidade uma l√≠ngua estrangeira: embora aprendam as suas palavras, empregam-nas apenas no significado do equivalente aproximado da sua l√≠ngua materna e continuam a manter as constru√ß√Ķes e frases pr√≥prias desta √ļltima. Com efeito, esses indiv√≠duos n√£o conseguem assimilar o esp√≠rito da l√≠ngua estrangeira, que depende essencialmente do facto do seu pensamento n√£o se dar por meios pr√≥prios, mas, em grande parte, de ser emprestado pela l√≠ngua materna, cujas frases e locu√ß√Ķes habituais substituem os seus pr√≥prios pensamentos. Eis, portanto, a raz√£o de eles sempre se servirem, tamb√©m na pr√≥pria l√≠ngua, de express√Ķes idiom√°ticas desgastadas, combinando-as de modo t√£o in√°bil, que logo se percebe qu√£o pouco se d√£o conta do seu significado e qu√£o pouco todo o seu pensamento supera as palavras, de modo que tudo se reduz a um palrat√≥rio de papagaios. Pela raz√£o oposta, a originalidade das locu√ß√Ķes e a adequa√ß√£o individual de cada express√£o usada por algu√©m s√£o o sintoma inequivoc√°vel de um esp√≠rito preponderante.
Por conseguinte, de tudo isso resultam os seguintes factores: no aprendizado de toda a língua estrangeira, são formados novos conceitos para dar significado a novos signos; certos conceitos separam-se uns dos outros, enquanto antes constituíam juntos um conceito mais amplo e,

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Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca far√£o grandes descobertas. Os pequenos momenots mudam grandes rotas.

Bem Supremo e Raz√£o

Quando a experi√™ncia me ensinou que os acontecimentos ordin√°rios da vida s√£o f√ļteis e v√£os e me apercebi de que tudo que era para mim causa ou objecto de receio n√£o tem em si mesmo nada de bom ou de mau, a n√£o ser na medida da como√ß√£o que excita na alma, resolvi, finalmente, indagar se existia um bem verdadeiro e suscept√≠vel de se comunicar, qualquer coisa enfim cuja descoberta e posse me trouxessem para sempre um j√ļbilo continuo e soberano.
(…) O que nos ocupa mais frequentemente na vida e que os homens, como pode concluir-se dos seus actos, consideram ser o bem supremo pode reduzir-se a três coisas: riqueza, fama, prazer dos sentidos.
Ora cada um deles distrai o espírito de tal modo que mal pode pensar noutro bem. (…)
РPelo prazer sensual se detém a alma como se repousasse num bem verdadeiro, o que a impede em absoluto de pensar noutra coisa; após o prazer vem a extrema tristeza, que, se não suspende o pensamento, perturba e embota. A busca da fama e da riqueza não absorve menos o espírito, sobretudo quando a riqueza é desejada por si mesma, conferindo-lhe, então, a categoria de bem supremo.

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Sobre a Descoberta

Ninguém nos pode privar da alegria do primeiro momento de consciência, ou seja, da descoberta. Mas, se reclamamos as respectivas honras, a alegria corre grave risco de se desfazer. Porque na maior parte dos casos não somos os primeiros.
O que √© a descoberta? E quem pode dizer que descobriu isto ou aquilo? Que grande loucura √© afinal alardear prioridades nesta mat√©ria. Porque n√£o querer confessar abertamente o pl√°gio √© arrog√Ęncia e inconsci√™ncia.
Há dois sentimentos que são os mais difíceis de ultrapassar: o que resulta de descobrir uma coisa que já foi descoberta e o que decorre de se não ver descoberto aquilo que se devia ter descoberto.

O Cansaço da Literatura

Entre os sinais que me avisam de que a juventude terminou, o principal é aperceber-me de que a literatura já não me interessa verdadeiramente. Quero dizer que já não abro os livros com aquela viva e ansiosa esperança de coisas espirituais que, apesar de tudo, outrora sentia. Leio e quereria ler cada vez mais, mas já não recebo as várias experiências com entusiasmo, já não as fundo num sereno tumulto pré-poético. A mesma coisa acontece-me ao passear por Turim; já não sinto a cidade como um incentivo sentimental e simbólico para a criação. Já está feito, dá-me vontade de responder de cada vez.
Tomadas em justa conta as minhas v√°rias equimoses, obsess√Ķes, fadigas e terrenos est√©reis, resulta claro que j√° n√£o sinto a vida como uma descoberta e, muito menos, ent√£o, como poesia – mas, antes, como um frio material para especula√ß√Ķes, an√°lises e deveres. Aqui encalha, agora, a minha vida: a pol√≠tica, a pr√°tica, tudo coisas que se aprendem nos livros, mas os livros n√£o alimentam como o faz, pelo contr√°rio, a esperan√ßa de cria√ß√£o.
Ora, quando novo, procurava um sistema ético: descoberta a posição do impassível explorador, vivia-a e desfrutava-a sob a forma de criação. Agora,

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Estou Sofrendo de Amor Feliz

Estou sofrendo de amor feliz. S√≥ aparentemente √© que isso √© contradit√≥rio. Quando se sente amor, tem-se uma funda ansiedade. √Č como se eu risse e chorasse ao mesmo tempo. Sem falar no medo que essa felicidade n√£o dure. Preciso ser livre ‚ÄĒ n√£o aguento a escravid√£o do amor grande, o amor n√£o me prende tanto. N√£o posso me submeter √† press√£o do mais forte.
Onde est√° minha corrente de energia? meu sentido de descoberta, embora esta assuma forma obscura? Eu sempre espero alguma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera ‚ÄĒ algo est√° sempre vindo de mim ou de fora de mim.

O Poder que Alterna entre o Dinheiro e o Sangue

Um poder s√≥ pode ser derrubado por outro poder, e n√£o por um princ√≠pio, e nenhum poder capaz de defrontar o dinheiro resta, a n√£o ser este.O dinheiro s√≥ √© derrubado e abolido pelo sangue. A vida √© alfa e √≥mega, o cont√≠nuo fluxo c√≥smico em forma microc√≥smica. √Č o facto de factos no mundo-como-hist√≥ria… Na Hist√≥ria √© a vida e s√≥ a vida – qualidade r√°cica, o triunfo da vontade-de-poder – e n√£o a vit√≥ria de verdades, descobertas ou dinheiro que importa. A hist√≥ria do mundo √© o tribunal do mundo, e decidiu sempre a favor da vida mais forte, mais completa e mais confiante em si – decretou-lhe, nomeadamente, o direito de existir, sem querer saber se os seus direitos resistiriam perante um tribunal de consci√™ncia despertada. Sacrificou sempre a vontade e a justi√ßa ao poder e √† ra√ßa e lavrou senten√ßa de morte a homens e povos para os quais a verdade valia, mais do que os feitos e a justi√ßa, mais que a for√ßa. E assim o drama de uma alta Cultura – esse maravilhoso mundo de divindades, artes, pensamentos, batalhas e cidades – termina com o regresso dos factos pr√≠stinos do eterno sangue que √© uma e a mesma coisa que o sempre-envolvente fluxo c√≥smico…

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As verdades descobertas pela inteligência são estéreis. Apenas o coração é capaz de fecundar os seus sonhos.