Cita√ß√Ķes sobre Elogios

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Frases sobre elogios, poemas sobre elogios e outras cita√ß√Ķes sobre elogios para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Prazer do Beneficiador é Sempre Maior do que o do Beneficiado

– N√£o me podes negar um facto, disse ele; √© que o prazer do beneficiador √© sempre maior do que o do beneficiado. Que √© o benef√≠cio? √Č um acto que faz cessar certa priva√ß√£o do beneficiado. Uma vez produzido o efeito essencial, isto √©, uma vez cessada a priva√ß√£o, torna o organismo ao estado anterior, ao estado indiferente. Sup√Ķe que tens apertado em demasia o c√≥s das cal√ßas; para fazer cessar o inc√≥modo, desabotoas o c√≥s, respiras, saboreias um instante de gozo, o organismo torna √† indiferen√ßa, e n√£o te lembras dos teus dedos que praticaram o acto. N√£o havendo nada que perdure, √© natural que a mem√≥ria se esvae√ßa, porque ela n√£o √© uma planta a√©rea, precisa de ch√£o. A esperan√ßa de outros favores, √© certo, conserva sempre no beneficiado a lembran√ßa do primeiro; mas este facto, ali√°s um dos mais sublimes que a filosofia pode achar em seu caminho, explica-se pela mem√≥ria da priva√ß√£o, ou, usando de outra f√≥rmula, pela priva√ß√£o continuada na mem√≥ria, que repercute a dor passada e aconselha a precau√ß√£o do rem√©dio oportuno.
N√£o digo que, ainda sem esta circunst√Ęncia, n√£o aconte√ßa, algumas vezes, persistir a mem√≥ria do obs√©quio, acompanhada de certa afei√ß√£o mais ou menos intensa;

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A Actualidade em Poesia

Uma coisa é poesia actual, outra coisa é actualidade em poesia. A actualidade em poesia compreende um tempo específico, que não só não é o tempo subordinado ao espaço no qual o poeta se move, como até entra em conflito com este.
Fazer poesia actual n√£o √© escrever versos destinados a terem √™xito na actualidade representada pelo p√ļblico e pela critica, porque esta √© o atraso de um tempo de que o poeta √© o avan√ßo. Suspeito √© o poeta sempre que agradavelmente afei√ßoa os seus versos a uma comum sensibilidade liter√°ria. N√£o estou fazendo o elogio da poesia obscura ou ambiciosamente original. O gosto liter√°rio de uma √©poca pode ser precisamente a obscuridade e a originalidade. √Č o que acontece com a nossa. E neste caso originalidade como recurso √© poeticamente est√©ril, porque n√£o fascina mas apenas satisfaz. Nada menos original do que a acomodat√≠cia originalidade da poesia dos nossos dias e tamb√©m nada menos actual por isso mesmo. Quer um exemplo? A √ļltima poesia feita com excresc√™ncias do Surrealismo execrado pelos seus parasitas. Nalguns casos √© uma sufocada montagem de imagens achadas no cesto dos pap√©is do Surrealismo. Proclama-se uma renova√ß√£o morfol√≥gica investindo de maior poder a palavra,

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Certos superiores pensem que √© preciso repreender os subordinados para que executem bons trabalhos. Por√©m, sendo repreendido e ficando aborrecido, ningu√©m consegue se concentrar no trabalho. Recebendo elogios e trabalhando com √Ęnimo √© que o ser humano consegue realizar bons trabalhos.

Sobre a Diferença dos Espíritos

Apesar de todas as qualidades do espírito se poderem encontrar num grande espírito, algumas há, no entanto, que lhe são próprias e específicas: as suas luzes não têm limites, actua sempre de igual modo e com a mesma actividade, distingue os objectos afastados como se estivessem presentes, compreende e imagina as coisas mais grandiosas, vê e conhece as mais pequenas; os seus pensamentos são elevados, extensos, justos e intelegíveis; nada escapa à sua perspicácia, que o leva sempre a descobrir a verdade, através das obscuridades que a escondem dos outros. Mas, todas estas grandes qualidades não impedem por vezes que o espírito pareça pequeno e fraco, quando o humor o domina.
Um belo esp√≠rito pensa sempre nobremente; produz com facilidade coisas claras, agrad√°veis e naturais; torna vis√≠veis os seus aspectos mais favor√°veis, e enfeita-os com os ornamentos que melhor lhes conv√™m; compreende o gosto dos outros e suprime dos seus pensamentos tudo o que √© in√ļtil ou lhe possa desagradar. Um esp√≠rito recto, f√°cil e insinuante sabe evitar e ultrapassar as dificuldades; adapta-se facilmente a tudo o que quer; sabe conhecer e acompanhar o espirito e o humor daqueles com quem priva e ao preocupar-se com os interesses dos amigos,

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Conselhos a um Príncipe

Vais pela primeira vez ficar com uma responsabilidade. Lembra-te que este primeiro passo na tua vida pol√≠tica, pode decidir de todo o teu futuro. Ouve pois os conselhos de um pai e do teu melhor amigo. Continua o mesmo sistema que tenho sempre seguido, n√£o alardear de querer fazer muito porque ent√£o nada se faz, e mesmo tu √©s apenas um delegado meu por oito a dez dias. S√™ modesto sem pareceres ignorante √© a primeira qualidade para um pr√≠ncipe. Trata a todos bem, n√£o d√™s confian√ßas a ningu√©m sen√£o aos teus mestres naturais, que deves consultar, porque ningu√©m nasce ensinado. Desconfia de elogios rasgados, poucas vezes s√£o sinceros. S√™ o Carlos meu filho, n√£o queiras nunca parecer mais do que isso, e todos te h√£o-de estimar e respeitar, porque os desejos e as vontades dos pais s√£o credos para os bons filhos. N√£o quero sen√£o o teu bem. Ouve-me mais ‚ÄĒ sobretudo, s√™ grave, mais ainda que se estiv√©ssemos junto de ti; porque os pr√≠ncipes se devem distinguir entre todos. Pode-se ser rapaz, divertir-se mas sempre que nos revista um car√°cter de seriedade que nesta √©poca moderna nos fa√ßa reconhecer mais pr√≠ncipe pelas virtudes e porte do que pela nascen√ßa.

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Da Conversa

H√° quem, na conversa, prefira mostrar esp√≠rito brilhante, e ser capaz de sustentar todos os argumentos, a exercer o ju√≠zo no discernimento da verdade, como se houvesse maior m√©rito em saber o que pode ser dito, do que em conhecer o que deve ser pensado, alguns t√™m certos lugares comuns e certos temas em que se mostram bons conversadores, mas s√£o falhos na variedade; esta esp√©cie de indig√™ncia √© quase sempre aborrecida, e de vez em quando rid√≠cula; a parte mais honrosa do col√≥quio consiste em dar ocasi√£o a novo tema, e tamb√©m em moderar ou acelerar a transi√ß√£o para assunto diferente; √© bom variar, mesclando o assunto de que se est√° a conversar com argumentos, narrativas com discuss√Ķes, perguntas com respostas, jocosidades com seriedades; h√°, por√©m, assuntos que n√£o permitem brincadeira, nomeadamente a religi√£o, os neg√≥cios do Estado, as altas personalidades, todas as quest√Ķes de import√Ęncia para as pessoas presentes, enfim, todos os casos dignos de d√≥.
Aquele que muito interrogar muito aprenderá também, muito contentará também, especialmente se adaptar as suas perguntas aos conhecimentos daqueles que lhe podem responder, pois assim lhes dará ocasião de se comprazerem a falar, e ele próprio continuará a ganhar conhecimentos; se por vezes fingirdes ignorar o que consta que sabeis,

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Para um poeta, o silêncio é uma resposta aceitável, até mesmo um elogio.

Elogiamos ou criticamos de acordo com a maior oportunidade que o elogio ou a crítica oferecem para fazer brilhar a nossa capacidade de julgamento.

√ďdios e Rancores

Recusa ser testemunha em processos: serias necessariamente alvo do rancor de uma das partes. Nunca forne√ßas informa√ß√Ķes acerca de um homem que n√£o seja bem nascido – e menos ainda se √© de baixa extrac√ß√£o -, e faz como se tudo ignorasses a seu respeito. Se, em conversa, resolveres lan√ßar uma ofensa contra algu√©m, sobretudo n√£o tomes um ar pesado, mas continua a falar como se nada fosse. Em presen√ßa de terceiros, n√£o manifestes a ningu√©m favores especiais, pois considerar-se-ia que desprezas os outros e serias votado a um √≥dio constante.
Evita avan√ßar na carreira de modo demasiado r√°pido ou vistoso. √Č necess√°rio que, perante uma luz que se torna cada vez mais brilhante, os olhos se habituem a pouco e pouco; caso contr√°rio, desviam-se. Nunca v√°s contra o que agrada √† gente do povo, quer se trate de simples tradi√ß√Ķes ou mesmo de h√°bitos que te repugnam.
Se és forçado a admitir que cometeste uma acção odiosa, não atices o ódio que desperta dando a impressão que não a lastimas ou, pior ainda, troçando das tuas vítimas, ou orgulhando-te do que fizeste: serias odiado duas vezes mais. O melhor é ausentares-te, deixares agir o tempo e não te manifestares.

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Vaidade e Vanglória

Era uma linda inven√ß√£o de Esopo a do moscardo que, sentado no eixo da roda, dizia: ¬ęQuanta poeira fa√ßo levantar!¬Ľ Assim h√° muitas pessoas v√£s que quando um neg√≥cio marcha por si ou vai sendo movido por agentes mais importantes, desde que estejam relacionados com ele por um s√≥ pormenor, imaginam que s√£o eles quem conduz tudo: os que t√™m que ser facciosos, porque toda a vaidade assenta em compara√ß√Ķes. T√™m de ser necessariamente violentos, para fazerem valer as suas jact√Ęncias. N√£o podem guardar segredo, e por isso n√£o s√£o √ļteis para ningu√©m, mas confirmam o prov√©rbio franc√™s: Beaucoup de bruit, peu de fruit.
Este defeito não é, porém, sem utilidade para os negócios políticos: onde houver uma opinião ou uma fama a propagar, seja de virtude seja de grandeza, esses homens são óptimos trombeteiros.
(…) A vaidade ajuda a perpetuar a mem√≥ria dos homens, e a virtude nunca foi considerada pela natureza humana como digna de receber mais do que um pr√©mio de segunda m√£o. A gl√Ķria de C√≠cero, de S√©neca, de Pl√≠nio o Mo√ßo, n√£o teria durado tanto tempo se eles n√£o fossem de algum modo vaidosos; a vaidade √© como o verniz, que n√£o s√≥ faz brilhar,

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