Cita√ß√Ķes sobre Flexibilidade

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Frases sobre flexibilidade, poemas sobre flexibilidade e outras cita√ß√Ķes sobre flexibilidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ceder é perder. Formula-se uma política e há que executá-la rapidamente. Só é possível ceder a ter flexibilidade depois da política estar vitoriosa. Antes disso, é perder por completo.

Um Único Estilo de Vida não é Viver, é Ser

N√£o nos devemos apegar assim t√£o fortemente √†s nossas tend√™ncias e temperamento. O nosso talento principal √© sabermos aplicar-nos a pr√°ticas diversas. O estar vinculado, e necessariamente obrigado, a um √ļnico estilo de vida n√£o √© viver, √© ser. As almas mais belas s√£o as que t√™m mais variedade e flexibilidade.
Se me fosse poss√≠vel constituir-me a meu modo, n√£o haveria nenhuma forma, por melhor que fosse, na qual eu me quisesse fixar de sorte que n√£o fosse capaz de dela me apartar. A vida √© um movimento desigual, irregular e multiforme. N√£o √© ser amigo, e muito menos senhor, de si mesmo, deixar-se incessantemente conduzir por si e estar preso √†s pr√≥prias inclina√ß√Ķes que n√£o possa desviar-se delas nem torc√™-las – √© ser escravo de si pr√≥prio.
Digo-o neste momento por não me poder facilmente desembaraçar da importunidade da minha alma que consiste em ela normalmente não saber ocupar-se senão do que a absorve, nem aplicar-se senão por inteiro e de forma tensa. Por mais trivial que seja o assunto que se lhe dê, ela logo o aumenta e estica a ponto de ter de se empenhar nele com todas as forças. A sua ociosidade é-me, por esta causa,

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Filosofias de Vida

A cada etapa da vida do homem corresponde uma certa Filosofia. A crian√ßa apresenta-se como um realista, j√° que est√° t√£o convicta da exist√™ncia da peras e das ma√ß√£s como da sua. O adolescente, perturbado por paix√Ķes interiores, tem que dar maior aten√ß√£o a si mesmo, tem que se experimentar antes de experimentar as coisas, e transforma-se protanto num idealista. O homem adulto, pelo contr√°rio, tem todos os motivos para ser um c√©ptico, j√° que √© sempre √ļtil p√īr em d√ļvida os meios que se escolhem para atingir os objectivos. Dito de outro modo, o adulto tem toda a vantagem em manter a flexibilidade do entendimento, antes da ac√ß√£o e no decurso da ac√ß√£o, para n√£o ter que se arrepender posteriormente dos erros de escolha. Quanto ao anci√£o, converter-se-√° necessariamente ao misticismo, porque olha √† sua volta e as mais das coisas lhe parecem depender apenas do acaso: o irracional triunfa, o racional fracassa, a felicidade e a infelicidade andam a par sem se perceber porqu√™. √Č assim e assim foi sempre, dir√° ele, e esta √ļltima etapa da vida encontra a acalmia na contempla√ß√£o do que existe, do que existiu e do que vir√° a existir.

Encontro-me em Plena Posse das Leis Fundamentais da Arte Liter√°ria

Deixei para trás o hábito de ler. Já nada leio a não ser um ou outro jornal, literatura ligeira e ocasionalmente livros técnicos relacionados com o que porventura estudo e em que o simples raciocínio possa ser insuficiente.
O género definido de literatura quase o abandonei. Poderia lê-lo para aprender ou por gosto. Mas nada tenho a aprender, e o prazer que se obtém dos livros é do género que pode ser substituído com proveito pelo que me pode proporcionar directamente o contacto com a natureza e a observação da vida.
Encontro-me agora em plena posse das leis fundamentais da arte liter√°ria. Shakespeare j√° n√£o me pode ensinar a ser subtil, nem Milton a ser completo. O meu intelecto atingiu uma flexibilidade e um alcance tais que me permitem assumir qualquer emo√ß√£o que deseje e penetrar √† vontade em qualquer estado de esp√≠rito. Quanto √†quilo por que sempre se luta com esfor√ßo e ang√ļstia, ser-se completo, n√£o h√° livro que valha.
Isto não significa que eu tenha sacudido a tirania da arte literária. Aceito-a apenas sujeita a mim próprio.
H√° um livro de que ando sempre acompanhado – ¬ęAs Aventuras de Pickwick¬Ľ. Li v√°rias vezes os livros de Mr.

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O Engraxanço e o Culambismo Português

Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.
Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como ¬ęengraxan√ßo¬Ľ. Os chefes de reparti√ß√£o engraxavam os chefes de servi√ßo, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os m√©dicos da caixa, etc… Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se por√©m, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.

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O Gosto pela Cultura

√Č mais dif√≠cil encontrar um gentleman que um g√©nio. A marca mais distintiva de um homem culto √© a possibilidade de aceitar um ponto de vista diferente do seu; p√īr-se no lugar de outra pessoa e ver a vida e os seus problemas dessa perspectiva diferente. Estar disposto a experimentar uma ideia nova; poder viver nos limites das diverg√™ncias intelectuais; examinar sem calor os problemas escaldantes do dia; ter simpatia imaginativa, largueza e flexibilidade de esp√≠rito, estabilidade e equil√≠brio de sentimentos, calma ponderada para decidir – √© ter cultura.
(…) A cultura vem da contempla√ß√£o da natureza; do estudo da Literatura, Arte e Arquitectura com letras grandes; e do conhecimento pessoal das realidades emocionais da exist√™ncia. √Č uma escala de valores, ou m√©ritos, diferente da usada nas esferas dominadas pela ci√™ncia e pelo com√©rcio. Vivemos numa cultura onde o sucesso √© medido pelos bens materiais. √Č importante alcan√ßar objectivos materiais, mas ainda √© mais importante ser-se cidad√£o amadurecido, bem equilibrado e culto.

A cultura (…) est√° em n√≥s e n√£o sepultada em estranhas galerias. Significa bondade de esp√≠rito e √© a base de um bom car√°cter. A plenitude da vida n√£o vem das coisas exteriores a n√≥s;

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As obras-primas da mente humana, como proatividade, flexibilidade, generosidade, solidariedade, adaptabilidade, ousadia, capacidade de libertar o imagin√°rio, racioc√≠nio esquem√°tico, abstra√ß√£o intuitiva, pensar como esp√©cie, colocar-se no lugar dos outros, trabalhar frustra√ß√Ķes, desenvolver resili√™ncia, filtrar o stresse, debater ideias e gerir a ansiedade, n√£o s√£o apenas sofisticadas, mas tamb√©m dif√≠ceis de serem incorporadas, assimiladas e reproduzidas pelo Eu.