Cita√ß√Ķes sobre Imoralidade

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Agora que estou a envelhecer e me aproximo do patriarca, eu também sinto que uma imoralidade anunciada é mais punível do que uma acção imoral. Chega-se ao assassínio por amor ou por ódio; à propaganda do assassínio, apenas por maldade.

Ter-se vergonha da sua imoralidade: é um degrau na escada em cujo extremo se tem também vergonha da nossa moralidade.

Se os governos quiserem hoje ser √ļteis √† sociedade, se eles n√£o quiserem adiantar a √©poca do terr√≠vel cataclismo que espera um estado de coisas fact√≠cio em que o dolo e imoralidade e o lud√≠brio do povo ocupa uma parte t√£o consider√°vel, eles ter√£o que olhar mais pelo povo que padecia em sil√™ncio sem se queixar porque j√° nem mesmo se sabe queixar.

A moralidade moderna consiste em aceitar o modelo da própria época. Considero que uma forma da mais grosseira imoralidade é o facto de qualquer homem de cultura aceitar o modelo da sua época

A moralidade moderna requer que as normas da sua época sejam aceites. Que um homem culto possa aceitar as normas da sua época parece-me a pior das imoralidades.

Entre as palavras e as ideias detesto esta: toler√Ęncia. √Č uma palavra das sociedades morais em face da imoralidade que utilizam. √Č uma ideia de desd√©m; parecendo celeste, √© diab√≥lica; √© um revestimento de desprezo, com a agravante de muita gente que o enverga ficar com a convic√ß√£o de que anda vestida de raios de sol.

Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas.

O Princípio Fundamental da Sociedade

Abster-se reciprocamente de ofensas, da viol√™ncia, da explora√ß√£o, adaptar a sua pr√≥pria vontade √† de outro: tal coisa pode, num certo sentido tosco, tornar-se bom costume entre indiv√≠duos, se existirem condi√ß√Ķes para tal (a saber, semelhan√ßa efectiva entre as suas quantidades de for√ßa e entre as suas escalas de valores e a homogeneidade dos mesmos dentro de um s√≥ organismo). Logo que, por√©m, se quisesse alargar este princ√≠pio, concebendo-o at√© como pr√≠ncipio fundamental da sociedade, revelar-se-ia imediatamente como aquilo que √©: vontade de nega√ß√£o da vida, princ√≠pio de dissolu√ß√£o e de decad√™ncia. Aqui √© preciso pensar-se bem profundamente e defender-se de toda a fraqueza sentimentalista: a pr√≥pria vida √© essencialmente apropria√ß√£o, ofensa, sujei√ß√£o daquilo que √© estranho e mais fraco, opress√£o, dureza, imposi√ß√£o de formas pr√≥prias, incorpora√ß√£o e pelo menos, na melhor das hip√≥teses, explora√ß√£o, – mas para que empregar palavras a que, desde h√° muito, se deu uma inten√ß√£o difamadora?

Também aquele organismo dentro do qual conforme acima se admitiu, os indivíduos se tratam como iguais Рe tal se dá em toda a aristocracia sã -, tem de fazer, no caso de ser um organismo vivo e não moribundo, ao enfrentar outros organismos, tudo o que os indivíduos dentro dele se abstêm de fazer entre si: terá de ser a vontade de poder personificada,

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Imoralidade Fatal

A acusa√ß√£o de imoralidade, que nunca faltou ao escritor corajoso, √© ali√°s a √ļltima que resta a fazer quando n√£o se tem mais nada a dizer a um poeta. Se fordes verdadeiro em vossas pinturas; se, √† for√ßa de trabalhos diurnos e nocturnos, conseguirdes escrever a l√≠ngua mais dif√≠cil do mundo, atiram-se-vos a palavra imoral ao rosto. S√≥crates foi imoral, Jesus Cristo foi imoral; ambos foram perseguidos em nome das sociedades que derrubavam ou reformavam. Quando se quer matar algu√©m, acusam-no de imoralidade.

O √āmago da Virtude

Haver√° fil√≥sofos que pretendem induzir-nos a dar grande valor √† prud√™ncia, a praticarmos a virtude da coragem, a nos aplicarmos √† justi√ßa ‚ÄĒ se for poss√≠vel ‚ÄĒ com maior empenho ainda do que √†s restantes virtudes. Pois bem: de nada servir√£o estes conselhos se n√≥s ignorarmos o que √© a virtude, se ela √© una ou m√ļltipla, se as virtudes s√£o individualizadas ou interdependentes, se quem possui uma virtude possui tamb√©m as restantes ou n√£o, qual a diferen√ßa que existe entre elas. Um oper√°rio n√£o precisa de investigar qual a origem ou a utilidade do seu trabalho, tal como o bailarino o n√£o tem que fazer quanto √† arte da dan√ßa: os conhecimentos relativos a todas estas artes est√£o circunscritos a elas mesmas, porquanto elas n√£o t√™m incid√™ncia sobre a totalidade da vida. A virtude, por√©m, implica tanto o conhecimento dela pr√≥pria como o de tudo o mais; para aprendermos a virtude temos de come√ßar por aprender o que ela √©. Uma ac√ß√£o n√£o pode ser correcta se n√£o for correcta a vontade, pois √© desta que prov√©m a ac√ß√£o. Tamb√©m a vontade nunca ser√° correcta se n√£o for correcto o car√°cter, porquanto √© deste que prov√©m a vontade. Finalmente,

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A √ļnica imoralidade consiste em n√£o fazer o que se tem de fazer quando se tem vontade de o fazer.

A Imensa Imoralidade da Existência

Viver era como correr em c√≠rculo num grande labirinto, esse g√©nero de labirinto para crian√ßas que se v√™ em certos parques de jogos modernos; em cima de uma pedra no meio do labirinto h√° uma pedra brilhante; os m√≠udos chegam com as faces coradas, cheios de uma f√© inabal√°vel na honestidade do labirinto e come√ßam a correr com a certeza de alcan√ßarem dentro de pouco tempo o seu alvo. Corremos, corremos, e a vida passa, mas continuaremos a correr na convic√ß√£o de que o mundo acabar√° por se mostrar generoso para quem correr sem des√£nimo, e quando por fim descobrimos que o labirinto s√≥ aparentemente tende para o ponto central, √© tarde demais – de facto, o construtor do labirinto esmerou-se a desenhar v√°rias pistas diferentes, das quais s√≥ uma conduz √† p√©rola, de modo que √© o acaso cego e n√£o a justi√ßa l√ļcida o que determina a sorte dos que correm.
Descobrimos que gast√°mos todas as nossas for√ßas a realizar um trabalho perfeitamente in√ļtil, mas √© muito tarde j√° para recuarmos. Por isso n√£o √© de espantar que os mais l√ļcidos saiam da pista e suprimam algumas voltas in√ļteis para atingirem o centro cortando caminho. Se dissermos que se trata de uma ac√ß√£o imoral e maldosa,

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Um Sério Pensamento de Governo

Para n√≥s n√£o h√° acusa√ß√Ķes falsas como arma pol√≠tica, nem factos que n√£o sejam os verificados, nem promessas que n√£o sejam a antecipa√ß√£o de prop√≥sito amadurecido e de plano seguramente realizado.
Se somos contra os abusos, as injusti√ßas, as irregularidades da administra√ß√£o, o favoritismo, a desordem, a imoralidade, isto corresponde a um s√©rio pensamento de governo e n√£o a uma atitude pol√≠tica √† sombra da qual cometamos os mesmos abusos e as mesmas injusti√ßas. Ai dos que fingem abra√ßar estes princ√≠pios de salva√ß√£o nacional, e dizem acompanhar-nos na obra revolucion√°ria, e sabem que queremos ir ousadamente pelas reformas sociais elevando o n√≠vel econ√≥mico e moral do povo, e no fundo pretendem apenas adormecer na esperan√ßa as reivindica√ß√Ķes mais vivas e aproveitar a paz que lhes conquist√°mos para esquecer as exig√™ncias da justi√ßa. Esses n√£o s√£o nossos, nem est√£o connosco.