Passagens sobre Inimigos

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Frases sobre inimigos, poemas sobre inimigos e outras passagens sobre inimigos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Os amigos tendem a gostar muito do que nos custa a alcançar e a desvalorizar o que nos é fácil…. Já os inimigos preferem que nada façamos e odeiam o que fazemos de mais difícil e elevado. Uns querem o melhor de nós, outros, o pior.

Quando cercar o inimigo, deixe uma saída para ele, caso contrário, ele lutará até a morte.

Vive de tal maneira que não faças nada que não possas dizer aos teus inimigos.

A auto-satisfa√ß√£o √© inimiga do estudo. Se queremos realmente aprender alguma coisa, devemos come√ßar por libertar-nos disso. Em rela√ß√£o a n√≥s pr√≥prios devemos ser ‘insaci√°veis na aprendizagem’ e em rela√ß√£o aos outros, ‘insaci√°veis no ensino’.

Tempos de Paix√£o

ah tempos de paix√£o
desses navios
naufragados no mar

a corros√£o
como um a um os brios
dispostos a matar

o mar abriga
junto ao lodo do fundo
a frota amiga
mais a esquadra inimiga

é a lei do mundo
que guardas no bom[e
com a tua fé

ah lei que n√£o se aguenta
sobre o pé

At√© os piores inimigos podem se transformar nos melhores amigos. Como? Basta, ambos, deporem as armas da vingan√ßa, do √≥dio, da intoler√Ęncia e erguerem, a uma s√≥ m√£o, a bandeira da paz e amor!

Porque √© que precisamos de inimigos? Para que haja quem n√£o goste de n√≥s. √Č saud√°vel. Reduz-nos ao nosso tamanho natural. Mant√©m o nosso ego dentro das propor√ß√Ķes desej√°veis.

O Aborrecimento e a Agitação

Uma das caracter√≠sticas essenciais do aborrecimento consiste no contraste entre as circunst√Ęncias presentes e outras mais agrad√°veis que exercem uma for√ßa irresist√≠vel sobre a imagina√ß√£o. √Č tamb√©m essencial que as faculdades do indiv√≠duo n√£o estejam inteiramente ocupadas. Fugir diante de inimigos que pretendem tirar-nos a vida, deve ser desagrad√°vel, mas certamente n√£o √© aborrecido. Um homem tamb√©m n√£o se sente aborrecido quando √© executado, a n√£o ser que tenha uma coragem quase sobre-humana. Da mesma maneira nunca ningu√©m bocejou ao pronunciar o seu primeiro discurso na C√Ęmara dos Lordes, salvo o falecido duque de Devonshire, que por isso mesmo se tornou c√©lebre. O aborrecimento √© essencialmente um desejo frustrado de aventuras, n√£o necess√°riamente agrad√°veis, mas pelo menos de incidentes que permitam √† v√≠tima do t√©dio distinguir um dia dos outros dias. O oposto do aborrecimento √©, numa palavra, n√£o o prazer, mas sim a agita√ß√£o.

A Disputa das Ideias

Temos cada vez mais tipos de ordem e cada vez menos ordem. (…) Depois de todos os esfor√ßos do passado, entr√°mos num per√≠odo de retrocesso. V√™ bem como as coisas se passam hoje: quando um homem importante lan√ßa uma nova ideia no mundo, ela √© imediatamente apanhada por um mecanismo de divis√£o, constitu√≠do por simpatia e repulsa. Primeiro v√™m os admiradores e arrancam grandes bocados, os que lhes conv√™m, a essa ideia, e despeda√ßam o mestre como as raposas a presa; a seguir, os advers√°rios destroem as partes fracas, e em pouco tempo o que resta de um grande feito mais n√£o √© do que uma reserva de aforismos de que amigos e inimigos se servem a seu bel-prazer. O resultado √© uma ambiguidade generalizada. N√£o h√° Sim a que se n√£o junte um N√£o. Podes fazer o que quiseres, que encontras sempre vinte das mais belas ideias a favor e, se quiseres, vinte que s√£o contra. Quase somos levados a acreditar que √© como no amor e no √≥dio, ou na fome, em que os gostos t√™m de ser diferentes, para que cada um fique com o seu bocado.

Se você estimular que eles [os inimigos] bebam em excesso e der a eles quanta bebida quiserem, será mais fácil derrotá-los.

Amizade Correcta

O s√°bio, ainda que se baste a si mesmo, deseja ter um amigo, quanto mais n√£o fosse para exercer a amizade, para n√£o deixar definhar t√£o grande virtude. Ele n√£o busca, como dizia Epicuro, ¬ęalgu√©m que lhe vele √† cabeceira em caso de doen√ßa, que o socorra quando esteja em grilh√Ķes ou na indig√™ncia¬Ľ. Busca algu√©m a cuja cabeceira de doente possa velar; algu√©m que, quando implicado numa contenda, ele possa salvar dos c√°rceres inimigos. Pensar em si pr√≥prio, e empenhar-se numa amizade com esse pensamento preconcebido, √© cometer um erro de c√°lculo. A empresa terminar√° como come√ßou. Fulano arranjou um amigo para dispor, um dia, de um libertador que o preserve dos grilh√Ķes. Ao primeiro tinido de cadeias, l√° se vai o amigo.
Tais s√£o as amizades que o mundo chama de ¬ęliga√ß√Ķes tempor√°rias¬Ľ. O homem a quem se escolhe para prestar servi√ßos deixar√° de agradar no dia em que n√£o sirva para mais nada. Da√≠ a constela√ß√£o de amigos ao redor das grandes fortunas. Vinda a ru√≠na, faz-se, √† volta, a solid√£o: os amigos esquivam-se dos lugares onde s√£o postos √† prova. Da√≠, todos esses esc√Ęndalos: amigos abandonados, amigos tra√≠dos, sempre por medo! √Č inevit√°vel que o fim concorde com o come√ßo: o interesse fez de sicrano teu amigo;

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Saber Zangar-se

O que me parece √© que as pessoas, em geral, como que deixaram de saber zangar-se. Deixaram de saber zangar-se com aquilo que consideram errado ‚Äď e, pior ainda, deixaram de saber diz√™-lo na cara umas das outras. A n√£o ser, naturalmente, que haja uma agenda.

Ainda nos zangamos muito, √© verdade. Mas zangamo-nos mal. Com a maior das facilidades nos zangamos contra inimigos abstractos, como ¬ęo Governo¬Ľ, ¬ęo capitalismo selvagem¬Ľ ou mesmo apenas ¬ęa crise¬Ľ. Com a maior das facilidades nos zangamos com aqueles que entendemos como nossos subordinados, no trabalho e na vida em geral (afinal, os nossos ¬ęsuperiores¬Ľ acabam de p√īr-nos a pata em cima. algu√©m vai ter de pagar a conta). Com aqueles que est√£o, de alguma forma, em ascendente sobre n√≥s, j√° n√£o nos zangamos: amuamos, que √© a forma mais cobarde de nos zangarmos. Aos nossos iguais simplesmente n√£o dizemos nada: engolimos e tornamos a engolir, convencendo-nos de que do outro lado est√°, afinal, um pobre diabo, t√£o pobre que nem sequer merece uma zanga ‚Äď e, quando enfim nos zangamos, √© para dar-lhe um tiro na cabe√ßa, como todos os dias nos mostram os jornais.

A impress√£o com que eu fico √© que tudo isto vem dessa mania das social skills e do team building e dos demais chav√Ķes moderninhos que os gurus dos livros de Economia nos enfiaram pela garganta abaixo,

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Polidez é inteligência; consequentemente, impolidez é parvoíce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecessária e caprichosa, é tão demente quanto pegar fogo na própria casa.