Cita√ß√Ķes sobre Intolerantes

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As Fraquezas dos Sistemas Partid√°rios

Com os que se intitulam democracias parlamentares ou partid√°rias, quem quer, examinando o funcionamento efectivo das institui√ß√Ķes, podo constituir tr√™s grupos. O primeiro √© daqueles muito raros Estados em que os partidos pouco numerosos permitem a forma√ß√£o de maiorias homog√©neas, que se sucedem no poder, sem impedir de agir, quando na oposi√ß√£o, o governo quo governa. O segundo √© o daqueles em que a vida partid√°ria √© t√£o intensa e intolerante que as muta√ß√Ķes governamentais se fazem frequentemente por meio de revolu√ß√Ķes ou golpes de Estado, no fundo a nega√ß√£o do mesmo princ√≠pio em que pretendem apoiar-se. H√° um terceiro grupo em que a parcela√ß√£o partid√°ria e a exig√™ncia constitucional da maioria parlamentar se conjugam para ter em permanente risco os minist√©rios, precipitar as demiss√Ķes, alongar as crises, paralisar os governos, condenados √† inac√ß√£o e √†s f√≥rmulas de compromisso que nem sempre ser√£o as mais convenientes ao interesse nacional. Assim, uns esperam as elei√ß√Ķes; outros, a revolu√ß√£o; os √ļltimos, as crises, como possibilidades de governo.

Quanto Mais se Ama Mais Fraco se √Č

Nas rela√ß√Ķes amorosas o √ļnico sentimento que n√£o funciona √© o da piedade. Quando √© o caso de que se devesse manifestar, o que surge n√£o √© a piedade mas o asco ou a irrita√ß√£o. Eis porque em rela√ß√£o alguma se √© t√£o cruel. Todos os sentimentos t√™m o seu contraponto. Exclu√≠da a piedade, a crueldade n√£o o tem. Por experi√™ncia se pode saber quanto se sofre quando n√£o se √© amado. Mas isso de nada vale quando se n√£o ama quem nos ama: √©-se de pedra e implac√°vel. Decerto, tudo se pode pedir e obter. Excepto que nos amem, porque nenhum sentir depende da nossa vontade. Mas s√≥ no amor se √© intolerante e cruel. Porque mostar amor a quem nos n√£o ama rebaixa-nos a um n√≠vel de degrada√ß√£o. E a degrada√ß√£o s√≥ nos d√° l√°stima e repulsa. A √ļnica possibilidade de se ser amado por quem nos n√£o ama √© parecer que se n√£o ama. Ent√£o n√£o se desce e assim o outro n√£o sobe. E ent√£o, porque n√£o sobe, ele tem menos apre√ßo por si, ou seja, mais apre√ßo pelo amante. O jogo do amor √© um jogo de for√ßas. Quanto mais se ama mais fraco se √©.

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Entendermo-nos com a Vida

Como √© dif√≠cil entendermo-nos com a vida. N√≥s a compor, ela a estragar. N√≥s a propor, ela a destruir. O ideal seria ent√£o n√£o tentarmos entender-nos com ela mas apenas connosco. Simplesmente o n√≥s com que nos entend√™ssemos depende infinitamente do que a vida faz dele. Assim jamais o poderemos evitar. E todavia, alguns dir-se-ia conseguirem-no. Que for√ßa de si mesmos ou import√Ęncia de si mesmos eles inventam em si para a sobreporem ao mais? Jamais o conseguirei. O que h√° de grande em mim equilibra-se nas infinitas complac√™ncias da vida que me amea√ßa ou me trai. E √© nesses pequenos intervalos que vou erguendo o que sou. Mas fatigada decerto de ser complacente, √† medida que a paci√™ncia se lhe esgota em ser intervalarmente tolerante, ela vai-me sendo intolerante sem intervalo nenhum. E ent√£o n√£o h√° coragem que chegue e toda a virtude se me esgota na resigna√ß√£o. √Č triste para quem sonhou estar um pouco acima dela. Mas o simples diz√™-lo √© j√° ser mais do que ela. A resigna√ß√£o total √© a que vai dar ao sil√™ncio.

O Caminho de um Criador

Creio que tem havido sempre na nossa terra uma descabida preocupação canónica à ilharga de cada artista. Interessa mais ao zelo nacional averiguar se um poeta morreu sacramentado, do que ler os seus versos. Ninguém quer saber se o caminho de um criador o leva à morada das musas e da beleza; espreita-se da janela, mas é para ver se ele vai à missa. Ora isto é de analfabetos, de pessoas que verdadeiramente não sabem nem querem saber do valor de um poema, do mundo de liberdade e de independência que ele encerra. E uma gente assim não me convém, nem tão-pouco o Deus intolerante que servem. Por isso me vou divertindo com as minhas divindades naturais, luciferinamente, certo de que o diabo é ainda uma grande companhia. Foi a ele que Jesus disse que o seu reino não era deste mundo. E o meu, precisamente, é.

Aprendi o sil√™ncio com os faladores, a toler√Ęncia com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pare√ßa, n√£o sou grato a esses professores.

N√£o devemos aceitar sem qualifica√ß√£o o princ√≠pio de tolerar os intolerantes sen√£o corremos o risco de destrui√ß√£o de n√≥s pr√≥prios e da pr√≥pria atitude de toler√Ęncia.

Cada governo tem a oposição que merece. A um governo duro, intransigente e intolerante corresponde sempre uma oposição apaixonada, veemente e destrutiva.

Intolerante: indivíduo que está obstinada e zelosamente vinculado a uma opinião que não partilhamos.

Aprendi sil√™ncio com os falantes, toler√Ęncia com os intolerantes, e gentileza com os rudes ; ainda, estranho, sou ingrato a esses professores.

Aqueles que se recusam a serem chamados à razão, são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não se atraem, são escravos.

√Č muito mais f√°cil desenvolver um Eu com “defeitos” estruturais: radical, extremista, automatizado, f√≥bico, obsessivo, t√≠mido, inseguro, omisso, dissimulador, intolerante, impulsivo, ansioso, hipersens√≠vel, insens√≠vel, controlador, punitivo, autopunitivo, com uma necessidade neur√≥tica de poder, de evid√™ncia social, de estar sempre certo. Quem n√£o tem alguns destes defeitos, ainda que minimamente? Que psiquiatra, psic√≥logo, m√©dico n√£o tem avarias no seu arcabou√ßo ps√≠quico? O problema n√£o √© t√™-las, mas reconhec√™-las. A quest√£o n√£o √© s√≥ reconhec√™-las, mas saber o que fazer com elas.

A Toler√Ęncia √© um Atributo dos Fortes

A emo√ß√£o √© um campo de energia em cont√≠nuo estado de transforma√ß√£o. Produzimos centenas de emo√ß√Ķes di√°rias. Elas organizam-se, desorganizam-se e reorganizam-se num processo cont√≠nuo e inevit√°vel. O ideal seria que o c√≠rculo de transforma√ß√£o da emo√ß√£o seguisse uma trajet√≥ria prazerosa, ou seja, que um sentimento de alegria se transformasse num sentimento de paz, que se transformasse numa rea√ß√£o de amor, que se transformasse numa experi√™ncia contemplativa. Mas, na realidade, o que ocorre na vida de cada ser humano √© que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emo√ß√Ķes alternam-se.

Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. Não existe, como muitos psicólogos pensam, equilíbrio emocional. A emoção passa por inevitáveis ciclos diários. No entanto, a emoção é mais saudável quanto mais estável ela for e quanto mais perdurarem os sentimentos que alimentam o prazer e a serenidade.

A toler√Ęncia √© um atributo dos fortes e n√£o dos fracos. A toler√Ęncia produz profunda estabilidade no campo da energia emocional. S√≥ se constr√≥i a toler√Ęncia quando se constr√≥i primeiro a capacidade de compreender as limita√ß√Ķes dos outros.

Quanto mais uma pessoa for intolerante, mais ser√° invadida pelos comportamentos dos outros,

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Seja tolerante com coisinhas f√ļteis, corriqueiras num relacionamento. ‚ÄėEsquentar o clima‚Äô √© um passo vigoroso para uma discuss√£o. Ser intolerante com coisas pequenas, o que fazer diante de coisas grandes?

Digo Que Esqueço

Creio que te esqueci… de agora em diante
já não há nada entre nós dois, não há,
– achaste-me orgulhoso e intolerante
e eu te achei menos f√ļtil do que m√°…

Foi um momento s√≥… foi um instante
essa nossa ilus√£o, e hoje, onde est√°
aquele amor inquieto e delirante ?
РBem que pensava: Рé falso! morrerá!

Sinto apenas que tenha te adorado,
e que hoje sofra em v√£o, inutilmente
procurando apagar todo o passado…

Digo que esque√ßo… que n√£o penso em ti!
РMas não te esqueço nunca, e justamente
porque fico a pensar que te esqueci.

O Talento na Juventude e na Velhice

Nada menos exacto do que supor que o talento constitui privilégio da mocidade. Não. Nem da mocidade, nem da velhice. Não se é talentoso por se ser moço, nem genial por se ser velho. A certidão de idade não confere superioridade de espírito a ninguém. Nunca compreendi a hostilidade tradicional entre velhos e moços (que aliás enche a história das literaturas); e não percebo a razão por que os homens se lançam tantas vezes recíprocamente em rosto, como um agravo, a sua velhice ou a sua juventude.
Ser idoso não quer dizer que se seja necessáriamente intolerante e retrógado; e engana-se quem supuser que a mocidade, por si só, constitui garantia de progresso ou de renovação mental. As grandes descobertas que ilustram a história da ciência e contribuiram para o progresso humano são, em geral, obra dos velhos sábios; e a mocidade literária, negando embora sistemáticamente o passado, é nele que se inspira, até que o escritor adquire (quando adquire) personalidade própria.
(…) A mocidade, em geral, n√£o cria; utiliza, transformando-o, o legado que recebeu. Juventude e velhice n√£o se op√Ķem; completam-se na harmonia universal dos seres e das coisas. A vida n√£o √© s√≥ o entusiasmo dos mo√ßos;

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