CitaçÔes sobre LuxĂșria

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Frases sobre luxĂșria, poemas sobre luxĂșria e outras citaçÔes sobre luxĂșria para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

O Novo Conhecimento

Quando fazemos amor com uma nova mulher, vimo-nos por causa da paixĂŁo. Quando fazemos amor com uma esposa, vimo-nos por causa da fricção. A paixĂŁo Ă© luxĂșria idolatrada pelo frĂ©mito. O frĂ©mito no casamento Ă© reduzido a cinzas, e o que resta Ă© uma luxĂșria insignificante, uma contribuição inevitĂĄvel Ă  fisiologia.
SĂł depois do meu casamento Ă© que eu percebi atĂ© que ponto a paixĂŁo Ă© espiritual. A alma perde o frĂ©mito, que sĂł se obtĂ©m atravĂ©s da novidade. Lutar pela novidade Ă© o mesmo que lutar pelo conhecimento, acerca do qual Deus nos advertiu. Se o conhecimento Ă© pecaminoso, entĂŁo tudo o que Ă© novo Ă© pecaminoso. É por isso que a força dos laços familiares se baseia na tradição e no costume antigo. A intrusĂŁo da novidade, do novo conhecimento no casamento, sĂł o destrĂłi. Cada adultĂ©rio Ă© uma renovação do pecado do conhecimento.
No casamento, a espiritualidade do frémito pela nossa mulher não desaparece, transforma-se em filhos, transforma-se na alma da criança. Talvez seja por isso que a Igreja Católica, embora ciente de que o frémito desaparece no casamento, considera a cópula pecaminosa se não tiver o objecitvo de engravidar. Esta proibição prolonga a vida da paixão,

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DemĂŽnios

A lĂ­ngua vil, ignĂ­voma, purpĂșrea
Dos pecados mortais bava e braveja,
Com os seres impoluĂ­dos mercadeja,
Mordendo-os fundo injĂșria por injĂșria.

É um grito infernal de atroz luxĂșria,
Dor de danados, dor do Caos que almeja
A toda alma serena que viceja,
SĂł fĂșria, fĂșria, fĂșria, fĂșria, fĂșria!

SĂŁo pecados mortais feitos hirsutos
DemĂŽnios maus que os venenosos frutos
Morderam com volĂșpia de quem ama…

Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa,
AnÔes da Dor torcida e cancerosa,
Abortos de almas a sangrar na lama!

NĂŁo hĂĄ Casamento com LuxĂșria

No casamento a revitalização da luxĂșria sĂł pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus laços. Quero dizer, amantes. É por isso que a luxĂșria se torna um pecado, pois estĂĄ destinada a morrer, e se ainda se acende isso sĂł acontece por causa das mulheres fora do casamento. É assim que chegamos Ă  ideia original de pecado quando a luxĂșria Ă© a inimiga do amor. A cĂłpula entre marido e mulher nĂŁo Ă© pecaminosa porque Ă© feita sem luxĂșria. Todos os casos extraconjugais sĂŁo luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a luxĂșria no casamento sĂŁo mĂĄs, incluindo o afastamento.
Porque reacender a luxĂșria por um curto perĂ­odo ameaça um casamento, sujeitando a esposa Ă  tentação de adultĂ©rio na separação. O casamento foi criado para destruir a paixĂŁo embora a princĂ­pio atraia com paixĂŁo. Calcar a paixĂŁo com a paixĂŁo.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da luxĂșria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, nĂŁo suspeitamos que estamos tambĂ©m a renunciar Ă  luxĂșria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da luxĂșria com a ajuda da luxĂșria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento.

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Dança Do Ventre

Torva, febril, torcicolosamente,
Numa espiral de elétricos volteios,
Na cabeça, nos olhos e nos seios
FluĂ­am-lhe os venenos da serpente.

Ah! que agonia tenebrosa e ardente!
Que convulsĂ”es, que lĂșbricos anseios,
Quanta volĂșpia e quantos bamboleios,
Que brusco e horrĂ­vel sensualismo quente.

O ventre, em pinchos, empinava todo
Como reptil abjecto sobre o lodo,
Espolinhando e retorcido em fĂșria.

Era a dança macabra e multiforme
De um verme estranho, colossal, enorme,
Do demĂŽnio sangrento da luxĂșria!

Afra

Ressurges dos mistĂ©rios da luxĂșria,
Afra, tentada pelos verdes pomos,
Entre os silfos magnéticos e os gnomos
Maravilhosos da paixĂŁo purpĂșrea.

Carne explosiva em pĂłlvoras e fĂșria
De desejos pagĂŁos, por entre assomos
Da virgindade–casquinantes momos
Rindo da carne jĂĄ votada a incĂșria.

Votada cedo ao lĂąnguido abandono,
Aos mĂłrbidos delĂ­quios como ao sono,
Do gozo haurindo os venenosos sucos.

Sonho-te a deusa das lascivas pompas,
A proclamar, impĂĄvida, por trompas,
Amores mais estéreis que os eunucos!

A mancha do adultĂ©rio em mim se alastra. Trago no sangue o crime da luxĂșria, pois se ambos somos um, e prevaricas, na carne trago todo o teu veneno, por teu contĂĄgio me tornando impura.

MĂșmia

MĂșmia de sangue e lama e terra e treva,
PodridĂŁo feita deusa de granito,
Que surges dos mistérios do Infinito
Amamentada na lascĂ­via de Eva.

Tua boca voraz se farta e ceva
Na carne e espalhas o terror maldito,
O grito humano, o doloroso grito
Que um vento estranho para Ă©s limbos leva.

Båratros, criptas, dédalos atrozes
Escancaram-se aos tétricos, ferozes
Uivos tremendos com luxĂșria e cio…

Ris a punhais de frĂ­gidos sarcasmos
E deve dar congélidos espasmos
O teu beijo de pedra horrendo e frio!…

A Ira nĂŁo Escolhe Idade nem Estatuto Social

A ira nĂŁo escolhe idade nem estatuto social. Algumas pessoas, graças Ă  sua indigĂȘncia, nĂŁo conhecem a luxĂșria; outros, porque tĂȘm uma vida movimentada e errante, escapam Ă  preguiça; aqueles que tĂȘm modos rudes e uma vida rĂșstica desconhecem as prisĂ”es, as fraudes e todos os males da cidade: mas ninguĂ©m estĂĄ livre da ira, tĂŁo poderosa entre os Gregos como entre os bĂĄrbaros, tĂŁo funesta entre aqueles que temem as leis como entre aqueles que se regem pela lei da força. Assim, se outras afecçÔes atacam os indivĂ­duos, a ira Ă© a Ășnica afecção que, por vezes, se apodera de um povo inteiro. Nunca um povo inteiro ardeu de amor por uma mulher, nem uma cidade inteira depositou toda a sua esperança no dinheiro e no lucro; a ambição apossa-se de indivĂ­duos, a imoderação nĂŁo Ă© um mal pĂșblico.
Por vezes, uma multidĂŁo inteira Ă© conduzida Ă  ira: homens e mulheres, velhos e novos, os principais cidadĂŁos e o vulgo sĂŁo unĂąnimes, e toda a multidĂŁo agitada por algumas palavras sobrepĂ”e-se ao prĂłprio agitador: corre a pegar em armas e tochas e declara guerra ao seu vizinho e fĂĄ-la contra os seus concidadĂŁos; casas inteiras sĂŁo queimadas com toda a famĂ­lia e aquele cuja eloquĂȘncia lhe granjeara muitos benefĂ­cios Ă© eliminado pela ira que as suas palavras geraram;

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Serpente De Cabelos

A tua trança negra e desmanchada
Por sobre o corpo nu, torso inteiriço,
Claro, radiante de esplendor e viço,
Ah! lembra a noite de astros apagada.

LuxĂșria deslumbrante e aveludada
Através desse mårmore maciço
Da carne, o meu olhar nela espreguiço
Felinamente, nessa trance ondeada.

E fico absorto, num torpor de coma,
Na sensação narcótica do aroma,
Dentre a vertigem tĂșrbida dos zeros.

És a origem do Mal, Ă©s a nervosa
Serpente tentadora e tenebrosa,
Tenebrosa serpente de cabelos!…

A luxĂșria Ă© como a avareza: aumenta a sua prĂłpria sede com a aquisição de tesouros.

Pela primeira vez examinei a mim mesmo com o propĂłsito seriamente prĂĄtico. E ali encontrei o que me assustou: um bestiĂĄrio de luxĂșrias, um hospĂ­cio de ambiçÔes, um canteiro de medos, um harĂ©m de Ăłdios mimados.

O Mundo SĂł se DĂĄ para os Simples

Minha gula pelo mundo: eu quis comer o mundo e a fome com que nasci pelo leite — esta fome quis se estender pelo mundo e o mundo nĂŁo se queria comĂ­vel. Ele se queria comĂ­vel sim — mas para isso exigia que eu fosse comĂȘ-lo com a humildade com que ele se dava. Mas fome violenta Ă© exigente e orgulhosa. E quando se vai com orgulho e exigĂȘncia o mundo se transmuta em duro aos dentes e Ă  alma. O mundo sĂł se dĂĄ para os simples e eu fui comĂȘ-lo com o meu poder e jĂĄ com esta cĂłlera que hoje me resume. E quando o pĂŁo se virou em pedra e ouro aos meus dentes eu fingi por orgulho que nĂŁo doĂ­a eu pensava que fingir força era o caminho nobre de um homem e o caminho da prĂłpria força. Eu pensava que a força Ă© o material de que o mundo Ă© feito e era com o mesmo material que eu iria a ele. E depois foi quando o amor pelo mundo me tomou: e isso jĂĄ nĂŁo era a fome pequena, era a fome ampliada. Era a grande alegria de viver — e eu pensava que esta sim,

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O Significado dos Sonhos

Os meu sonhos eram de muitas espĂ©cies mas representavam manifestaçÔes de um Ășnico estado de alma. Ora sonhava ser um Cristo, a sacrificar-me para redimir a humanidade, ora um Lutero, a quebrar com todas as convençÔes estabelecidas, ora um Nero, mergulhado em sangue e na luxĂșria da carne. Ora me via numa alucinação o amado das multidĂ”es, aplaudido, desfilando ao longo (…), ora o amado das mulheres, atraindo-as arrebatadoramente para fora das suas casas, dos seus lares, ora o desprezado por todos embora o eleito do bem, por todos a sacrificar-me. Tudo o que lia, tudo o que ouvia, tudo o que via — cada ideia vinda de fora, cada (…), cada acontecimento era o ponto de partida de um sonho. Vinha de um circo e ficava em casa ousando imaginar-me um palhaço, com luzes em arco Ă  minha volta. Via soldados passarem na minha mente a falarem com uma visĂŁo de mim prĂłprio, tratando-me por capitĂŁo, chefiando, ordenando, vitorioso. Quando lia algo acerca de aventureiros imediatamente me convertia neles, por completo. Quando lia algo acerca de criminosos, morria por cometer crimes atĂ© me apavorar com o meu desarranjo mental. Conforme as coisas que via, ou ouvia, ou lia, vivia em todas as classes sociais,

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Entregou-se tanto ao vĂ­cio da luxĂșria
que em sua lei tornou lĂ­cito aquilo que desse prazer,
para cancelar a censura que merecia.

LĂșbrica

Quando a vejo, de tarde, na alameda,
Arrastando com ar de antiga fada,
Pela rama da murta despontada,
A saia transparente de alva seda,
E medito no gozo que promete
A sua boca fresca, pequenina,
E o seio mergulhado em renda fina,
Sob a curva ligeira do corpete;
Pela mente me passa em nuvem densa
Um tropel infinito de desejos:
Quero, Ă s vezes, sorvĂȘ-la, em grandes beijos,
Da luxĂșria febril na chama intensa…
Desejo, num transporte de gigante,
Estreitå-la de rijo entre meus braços,
Até quase esmagar nesses abraços
A sua carne branca e palpitante;
Como, da Ásia nos bosques tropicais
Apertam, em espiral auriluzente,
Os mĂșsculos hercĂșleos da serpente,
Aos troncos das palmeiras colossais.
Mas, depois, quando o peso do cansaço
A sepulta na morna letargia,
Dormitando, repousa, todo o dia,
À sombra da palmeira, o corpo lasso.

Assim, quisera eu, exausto, quando,
No delĂ­rio da gula todo absorto,
Me prostasse, embriagado, semimorto,
O vapor do prazer em sono brando;
Entrever, sobre fundo esvaecido,
Dos fantasmas da febre o incerto mar,

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