Cita√ß√Ķes sobre Ortodoxos

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Falar Sempre, Pensar Nunca

Desde que, com a ajuda do cinema, das soap operas e do horney, a psicologia profunda penetra nos √ļltimos rinc√Ķes, a cultura organizada corta aos homens o acesso √† derradeira possibilidade da experi√™ncia de si mesmo. E esclarecimento j√° pronto transforma n√£o s√≥ a reflex√£o espont√Ęnea, mas o discernimento anal√≠tico, cuja for√ßa √© igual √† energia e ao sofrimento com que eles se obt√™m, em produtos de massas, e os dolorosos segredos da hist√≥ria individual, que o m√©todo ortodoxo se inclina j√° a reduzir a f√≥rmulas, em vulgares conven√ß√Ķes.
At√© a pr√≥pria dissolu√ß√£o das racionaliza√ß√Ķes se torna racionaliza√ß√£o. Em vez de realizar o trabalho de autognose, os endoutrinados adquirem a capacidade de subsumir todos os conflitos em conceitos como complexo de inferioridade, depend√™ncia materna, extrovertido e introvertido, que, no fundo, s√£o pouco menos que incompreens√≠veis. O horror em face ao abismo do eu √© eliminado mediante a consci√™ncia de que n√£o se trata mais do que uma artrite ou de sinus troubles.
Os conflitos perdem assim o seu aspecto amea√ßador. S√£o aceites; n√£o sanados, mas encaixados somente na superf√≠cie da vida normalizada como seu ingrediente inevit√°vel. S√£o, ao mesmo tempo, absorvidos como um mal universal pelo mecanismo da imediata identifica√ß√£o do indiv√≠duo com a inst√Ęncia social;

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O Que Sou e o Que Faço Neste Mundo

Involuntariamente, inconscientemente, nas leituras, nas conversas e at√© junto das pessoas que o rodeavam, procurava uma rela√ß√£o qualquer com o problema que o preocupava. Um ponto o preocupava acima de tudo: por que √© que os homens da sua idade e do seu meio, os quais exactamente como ele, pela sua maior parte, haviam substitu√≠do a f√© pela ci√™ncia, n√£o sofriam por isso mesmo moralmente? N√£o seriam sinceros? Ou compreendiam melhor do que ele as respostas que a ci√™ncia proporciona a essas quest√Ķes perturbadoras? E punha-se ent√£o a estudar, quer os homens, quer os livros, que poderiam proporcionar-lhe as solu√ß√Ķes t√£o desejadas.
(…) Atormentado constantemente por estes pensamentos, lia e meditava, mas o objectivo perseguido cada vez se afastava mais dele. Convencido de que os materialistas nenhuma resposta lhe dariam, relera, nos √ļltimos tempos da sua estada em Moscovo, e depois do seu regresso √† aldeia, Plat√£o e Espinosa, Kant e Schelling, Hegel e Schopenhauer. Estes fil√≥sofos satisfaziam-no enquanto se contentavam em refutar as doutrinas materialistas e ele pr√≥prio encontrava ent√£o argumentos novos contra elas; mas, assim que abordava – quer atrav√©s das leituras das suas obras, quer atrav√©s dos racioc√≠nios que estas lhe inspiravam – a solu√ß√£o do famoso problema,

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Todos somos hereges. Todos somos ortodoxos. N√£o √© a f√© que um movimento oferece que conta. Conta a esperan√ßa que prop√Ķe.