Cita√ß√Ķes sobre Trinta

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Frases sobre trinta, poemas sobre trinta e outras cita√ß√Ķes sobre trinta para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Fa√ßo an√°lise h√° trinta anos e a √ļnica frase inteligente que j√° ouvi do meu analista √© a de que preciso de tratamento.

Retrospecto

Vinte e seis anos, trinta amores: trinta
vezes a alma de sonhos fatigada.
e, ao fim de tudo, como ao fim de cada
amor, a alma de amor sempre faminta!

√ď mocidade que foges! brada
aos meus ouvidos teu futuro, e pinta
aos meus olhos mortais, com toda a tinta,
os remorsos da vida dissipada!

Derramo os olhos por mim mesmo… E, nesta
muda consulta ao coração cansado,
que é que vejo? que sinto? que me resta?

Nada: ao fim do caminho percorrido,
o ódio de trinta vezes ter jurado
e o horror de trinta vezes ter mentido!

Como Manipular um P√ļblico

Segundo uma lei conhecida, os homens, considerados colectivamente, s√£o mais est√ļpidos do que tomados individualmente. Numa conversa a dois, conv√©m que respeitemos o parceiro, mas essa regra de conduta j√° n√£o √© t√£o indispens√°vel num debate p√ļblico em que se trata de dispor as massas a nosso favor.

H√° uns anos, um pol√≠tico pagou a figurantes para o aplaudirem numa concentra√ß√£o. Como bom profissional, compreendera que uma claque, embora n√£o melhore o discurso, predisp√Ķe melhor os espectadores a descobrirem os seus m√©ritos. O mimetismo √© a mola principal para mover as massas no sentido do entusiasmo, do respeito ou do √≥dio. Mesmo perante um pequeno p√ļblico de trinta pessoas, h√° sempre algo de religioso que prov√©m da coagula√ß√£o dos sentimentos individuais em express√£o colectiva. No meio de um grupo, √© necess√°ria uma certa energia para pensar contra a maioria e coragem para exprimir abertamente essa opini√£o.
Os manipuladores de opinião ou, para utilizar uma palavra mais delicada, os comunicadores, sabem que, para conduzir mentalmente uma assembleia numa determinada direcção, é necessário começar por agir sobre os seus líderes. A primeira tarefa consiste em determinar quem são, apesar de eles próprios não o saberem. Um manipulador não tarda a distinguir o punhado de indivíduos em que pode apoiar-se para influenciar os outros.

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Trinta anos atr√°s, ningu√©m poderia ter previsto o imenso impacto da Guerra do Vietn√£, de duas crises do petr√≥leo, da ren√ļncia de um presidente, da dissolu√ß√£o da Uni√£o Sovi√©tica (…). Diferentes choques ocorrer√£o nos pr√≥ximos 30 anos. N√£o tentaremos prev√™-los, nem lucrar com eles.

Quando se diz que um escritor está na moda, isso quer dizer que ele é admirado por menores de trinta anos.

Natal

Mais uma vez, c√° vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!

Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as m√£os cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, ‚ÄĒ do fundo
Da miséria que somos.

Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos ‚ÄĒ n√£o uma vez, mas cada ‚ÄĒ
Teus assassinos.

À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.

Sob esc√°rnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infane.

Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.

Os que em leil√£o a arrematamos
Como sagrada pe√ßa √ļnica,
Somos os que jogamos,
Para com√©rcio, a tua t√ļnica.

Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,

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Amor e Intimidade

Toda a gente tem medo da intimidade ‚ÄĒ ter ou n√£o ter consci√™ncia desse medo √© outra hist√≥ria. A intimidade significa expor-se perante um estranho ‚ÄĒ e todos n√≥s somos estranhos; ningu√©m conhece ningu√©m. Somos mesmo estranhos a n√≥s pr√≥prios, porque n√£o sabemos quem somos.
A intimidade aproxima-o de um estranho. Tem de deixar cair todas as suas defesas; s√≥ assim a intimidade √© poss√≠vel. E o seu medo √© que se deixar cair todas as suas defesas, todas as suas m√°scaras, quem sabe o que o estranho lhe poder√° fazer. Todos n√≥s andamos a esconder mil e uma coisas, n√£o s√≥ dos outros mas de n√≥s pr√≥prios, porque fomos criados por uma humanidade doente com toda a esp√©cie de repress√Ķes, inibi√ß√Ķes e tabus. E o medo √© que, com algu√©m que seja um estranho ‚ÄĒ e n√£o importa se se viveu com a pessoa durante trinta ou quarenta anos; a estranheza nunca desaparece ‚ÄĒ, parece mais seguro manter uma ligeira defesa, uma pequena dist√Ęncia, porque algu√©m se poder√° aproveitar das suas fraquezas, da sua fragilidade, da sua vulnerabilidade.
Toda a gente tem medo da intimidade. O problema torna-se mais complicado porque toda a gente quer intimidade. Toda a gente quer intimidade porque,

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Retrato das Mulheres em Todas as Idades

Mulher, de quinze a vinte é fresca rosa;
De vinte, a vinte e cinco √© de exp’rimenta.
De vinte cinco a trinta, a graça aumenta:
Ditoso nesta idade quem a goza!

De trinta a trinta e cinco é mal gostosa
Porém, pode passar, com sal, pimenta,
Mas j√° dos trinta e cinco aos quarenta
Vai-se tornando assaz fastidiosa.

De quarenta e cinco ela é bachareleira,
Fala fanhoso e é já de pouco gabo.
De cinquenta cerrados é santeira!

Aos sessenta este seu retrato acabo:
Menina, moça, velha benzedeira,
Bruxa gogosa, ent√£o, leve-a o diabo!

O Preço da Riqueza

N√£o invejemos a certa esp√©cie de gente as suas grandes riquezas: eles as t√™m √† custa de um √≥nus que n√£o nos daria bom c√≥modo. Estragaram o seu repouso, a sua sa√ļde, a sua felicidade e a sua consci√™ncia, para as conseguir: isso √© caro demais, e n√£o h√° nada a ganhar por esse pre√ßo.
Quando se √© novo, muitas vezes √©-se pobre: ou ainda n√£o se fez aquisi√ß√Ķes, ou as heran√ßas ainda n√£o vieram. A gente torna-se rico e velho ao mesmo tempo; t√£o raro √© poderem os homens reunir todas as vantagens!
E se isso acontece a alguns, n√£o h√° que invej√°-los: eles t√™m a perder com a morte o bastante para serem lamentados. √Č preciso trinta anos para pensar na fortuna; aos cinquenta est√° feita; contr√≥i-se na velhice e morre-se quando ainda se est√° √†s voltas com pintores e vidraceiros. Qual o fruto de uma grande fortuna, se n√£o gozar a vaidade, ind√ļstria, trabalho e esfor√ßo dos que vieram antes de n√≥s, e trabalharmos n√≥s mesmos, plantando, construindo, adquirindo, para a posteridade?
Em todas as condi√ß√Ķes, o pobre est√° mais pr√≥ximo do homem de bem, e o opulento n√£o est√° longe da ladroeira. A capacidade e a habilidade n√£o levam a grandes riquezas.

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Nunca, por Mais

Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido,
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une,
A sensa√ß√£o de arrepio, o medo do novo, a n√°usea ‚ÄĒ
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma,
Trinta dias de viagem, tr√™s dias de viagem, tr√™s horas de viagem ‚ÄĒ
Sempre a opressão se infiltra no fundo do meu coração.

Morre-se Agora Muito Tarde

Pensando bem, vale mais morrer j√°, morre-se agora muito tarde. Quero dizer, muito depois de ter morrido muita coisa √† nossa volta e dentro de n√≥s. A vida humana estendeu-se e o que havia nela encolheu. A vida humana √© assim vagarosa, ¬ęobjectivamente¬Ľ vagarosa, mas o que acontece dentro dela √© rapid√≠ssimo (…) Porque aos vinte e cinco anos, digamos aos trinta, temos o farnel pronto para a viagem. Antigamente dava para a viagem toda, agora temos de nos abastecer outra vez – com qu√™?
Temos a bagagem pronta, o amor, as ideias, o corte das camisas e do cabelo, tudo na mala – como aguentar at√© aos setenta sem mudar de mala nem de camisas? Mesmo que as camisas sejam novas. Imagina agora tu a usares o coco do teu av√ī.

Um Cérebro Sempre Jovem

A sociedade est√° a ser varrida por um movimento chamado nova velhice. A norma social para as pessoas de idade era passiva e sombria; confinadas a cadeiras de baloi√ßo, esperava-se que entrassem em decl√≠nio f√≠sico e mental. Agora o inverso √© verdade. As pessoas mais velhas t√™m expetativas mais elevadas de que permanecer√£o ativas e com vitalidade. Consequentemente, a defini√ß√£o de velhice mudou. Num inqu√©rito perguntou-se a uma amostra de baby boomers: “Quando tem in√≠cio a velhice?” A resposta m√©dia foi aos 85. √Ä medida que aumentam as expetativas, o c√©rebro deve claramente manter-se a par e adaptar-se √† nova velhice. A antiga teoria do c√©rebro fixo e estagnado sustentava ser inevit√°vel um c√©rebro que envelhecesse. Supostamente as c√©lulas cerebrais morriam continuamente ao longo do tempo √† medida que uma pessoa envelhecia, e a sua perda era irrevers√≠vel.

Agora que compreendemos qu√£o flex√≠vel e din√Ęmico √© o c√©rebro, a inevitabilidade da perda celular j√° n√£o √© v√°lida. No processo de envelhecimento ‚ÄĒ que progride √† raz√£o de 1% ao ano depois dos trinta anos de idade ‚ÄĒ n√£o h√° duas pessoas que envelhe√ßam de maneira igual. At√© os g√©meos id√™nticos, nascidos com os mesmos genes, ter√£o muito diferentes padr√Ķes de atividade gen√©tica aos setenta anos,

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Poema para Galileo

Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… Eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
est√° guardado um dedo da tua m√£o direita num relic√°rio.
Palavra de honra que est√°!
As voltas que o mundo d√°!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calend√°rio.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milh√Ķes de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar ‚Äď que disparate, Galileo!
‚Äď e jurava a p√©s juntos e apostava a cabe√ßa
sem a menor hesita√ß√£o ‚Äď
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados s√£o.

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Quantas Loucuras h√° num Homem!

H√° tantos amores na vida de um homem! Aos quatro anos, ama-se os cavalos, o sol, as flores, as armas que brilham, os uniformes de soldado; aos dez, ama-se a menina que brinca connosco.; aos treze, ama-se uma mulher de colo t√ļrgido, porque me lembro de que o que os adolescentes amam loucamente √© um colo de mulher, branco e mate, e como diz Marot:

Tetin refaict plus blanc qu’un oeuf
Tetin de satin blanc tout neuf.

Quase me senti mal quando vi pela primeira vez os seis desnudados de uma mulher. Por fim, aos catorze ou quinze anos, ama-se uma jovem que vem a nossa casa, e que √© um pouco mais que uma irm√£, menos que uma amante; depois, aos dezasseis anos, ama-se uma outra mulher, at√© aos vinte e cinco; depois, talvez se ame a mulher com quem casamos. Cinco anos mais tarde, ama-se a dan√ßarina que faz saltar o seu vestido sobre as suas coxas carnudas; por fim, aos trinta e seis, ama-se a deputa√ß√£o, a especula√ß√£o, as honrarias; aos cinquenta, ama-se o jantar do ministro ou do presidente da c√Ęmara; aos sessenta, ama-se a prostituta que nos chama atrav√©s dos vidros e a quem se lan√ßa um olhar de impot√™ncia,

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O Primitivo Reina na Civilização Actual

Todo o crescimento de possibilidades concretas que a vida experimentou corre risco de se anular a si mesmo ao topar com o mais pavoroso problema sobrevindo no destino europeu e que de novo formulo: apoderou-se da dire√ß√£o social um tipo de homem a quem n√£o interessam os princ√≠pios da civiliza√ß√£o. N√£o os desta ou os daquela, mas ‚Äď ao que hoje pode julgar-se ‚Äď os de nenhuma. Interessam-lhe evidentemente os anest√©sicos, os autom√≥veis e algumas coisas mais. Mas isto confirma o seu radical desinteresse pela civiliza√ß√£o. Pois estas coisas s√£o s√≥ produtos dela, e o fervor que se lhes dedica faz ressaltar mais cruamente a insensibilidade para os princ√≠pios de que nascem. Baste fazer constar este fato: desde que existem as nuove scienze, as ci√™ncias f√≠sicas ‚Äď portanto, desde o Renascimento ‚Äď, o entusiasmo por elas havia aumentado sem colapso, ao longo do tempo. Mais concretamente: o n√ļmero de pessoas que em propor√ß√£o se dedicavam a essas puras investiga√ß√Ķes era maior em cada gera√ß√£o. O primeiro caso de retrocesso ‚Äď repito, proporcional ‚Äď produziu-se na gera√ß√£o que hoje vai dos vinte aos trinta anos. Nos laborat√≥rios de ci√™ncia pura come√ßa a ser dif√≠cil atrair disc√≠pulos. E isso acontece quando a ind√ļstria alcan√ßa o seu maior desenvolvimento e quando as pessoas mostram maior apetite pelo uso de aparelhos e medicinas criados pela ci√™ncia.

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Purinha

O Espirito, a Nuvem, a Sombra, a Chymera,
Que (aonde ainda n√£o sei) neste mundo me espera
Aquella que, um dia, mais leve que a bruma,
Toda cheia de véus, como uma Espuma,
O Sr. Padre me dar√° p’ra mim
E a seus pés me dirá, toda corada: Sim!
Ha-de ser alta como a Torre de David,
Magrinha como um choupo onde se enlaça a vide
E seu cabello em cachos, cachos d’uvas,
E negro como a capa das viuvas…
(√Ā maneira o trar√° das virgens de Belem
Que a Nossa Senhora ficava t√£o bem!)
E ser√° uma espada a sua m√£o,
E branca como a neve do Mar√£o,
E seus dedos ser√£o como punhaes,
Fuzos de prata onde fiarei meus ais!
E os seus seios ser√£o como dois ninhos,
E seus sonhos ser√£o os passarinhos,
E ser√° sua bocca uma rom√£,
Seus olhos duas Estrellinhas da Manh√£!
Seu corpo ligeiro, t√£o leve, t√£o leve,
Como um sonho, como a neve,
Que hei-de suppor estar a ver, ao vel-a,
Cabrinhas montezas da Serra da Estrella…
E ha-de ser natural como as hervas dos montes
E as rolas das serras e as agoas das fontes…

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Plano de Vida

Um plano geral para a vida deve implicar, antes de mais, alcan√ßar-se qualquer forma de estabilidade financeira. Marquei como limite para essa coisa humilde a que chamo estabilidade financeira cerca de sessenta d√≥lares‚ÄĒquarenta para o necess√°rio, e vinte para as coisas sup√©rfluas da vida. A forma de o alcan√ßar √© adicionar aos trinta e um d√≥lares dos dois escrit√≥rios (P & FF) vinte e nove d√≥lares de proveni√™ncia a determinar. Em rigor, para viver apenas, cinquenta d√≥lares bastariam, pois, tomando trinta e cinco como base necess√°ria, quinze j√° davam para o resto.

A coisa essencial que vem logo a seguir √© residir numa casa com bastante espa√ßo, espa√ßo quanto a divis√Ķes e divis√Ķes com os requisitos necess√°rios, para arrumar todos os meus pap√©is e livros na devida ordem; e tudo isto sem grande possibilidade de me mudar dentro de pouco tempo. Parece que o mais f√°cil seria alugar eu pr√≥prio uma casa ‚ÄĒ √† base de, suponhamos, oito ou, quando muito, nove d√≥lares ‚ÄĒ e viver l√° √† vontade, combinando que me levassem o jantar (e o pequeno-almo√ßo) todos os dias, ou coisa parecida. Mas seria este sistema absolutamente conveniente?

Substituir, no tocante à ordem dos papéis,

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Uma Completa Fome por Ti

Anais,

N√£o esperes que continue s√£o. N√£o vamos ser sensatos. Foi um casamento, em Louveciennes ‚ÄĒ n√£o podes neg√°-lo. Voltei com peda√ßos de ti pegados a mim. Estou a andar, a nadar num oceano de sangue, o teu sangue andaluz, destilado e venenoso. Tudo o que fa√ßo e digo e penso tem a ver com o casamento. Vi-te como a senhora do teu lar, uma moura de cara pesada, uma negra com um corpo branco, olhos por toda a tua pele, mulher, mulher, mulher. N√£o consigo ver como conseguirei viver longe de ti ‚ÄĒ estas interrup√ß√Ķes s√£o uma morte. Como te pareceu quando o Hugo voltou? Eu continuava a√≠? N√£o consigo imaginar-te a moveres-te com ele como fizeste comigo. Pernas fechadas. Fragilidade. Doce, trai√ßoeira aquiesc√™ncia. Docilidade de p√°ssaro. Tornaste-te uma mulher comigo. Isso quase me aterrorizou. N√£o tens s√≥ trinta anos de idade… Tens mil anos de idade.

Aqui estou de volta e ainda fervilhando de paixão, como vinho a fermentar. Não uma paixão apenas da carne, mas uma completa fome por ti, uma fome devoradora. Leio no jornal acerca de suicídios e homicídios e compreendo-o perfeitamente. Sinto-me assassino, suicida. Sinto talvez ser uma desgraça nada fazer,

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