Cita√ß√Ķes sobre Trov√Ķes

34 resultados
Frases sobre trov√Ķes, poemas sobre trov√Ķes e outras cita√ß√Ķes sobre trov√Ķes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Tive um Cavalo de Cart√£o

Mulher. A tua pele branca foi um verão que quis viver e me foi negado. Um caminho que não me enganou. Enganou-me a luz e os olhos foscos das manhãs revividas. Enganou-me um sonho de poder ser o filho que fui, a correr pelos campos todo o dia, a medir as searas pelo tamanho dos braços abertos; enganou-me um sonho de poder ser o filho que fui no teu homem e no teu rosto, no teu filho, nosso. Não há manhãs para reviver, sei-o hoje. Não se podem construir dias novos sobre manhãs que se recordam. Inventei-te talvez, partindo de uma estrela como todas estas. Quis ter uma estrela e dar-lhe as manhãs de julho. As grandes manhãs de julho diante de casa e a minha mãe a acabar o almoço bom e o meu pai a chegar e a ralhar, sem ser a sério, por o almoço não estar pronto e eu sentado na terra, talvez a fazer um barroco, talvez a brincar com o cavalo de cartão. Tive um cavalo de cartão. Nunca te contei, pouco te contei, mas tive um cavalo de cartão. Brincava com ele e era bonito. Gostava muito dele. Tanto. Tanto. Tanto. Quando o meu pai mo trouxe,

Continue lendo…

Deixai a Vida aos Crentes Mais Antigos

Vós que, crentes em Cristos e Marias,
Turvais da minha fonte as claras √°guas
Só para me dizerdes
Que há águas de outra espécie

Banhando prados com melhores horas
Dessas outras regi√Ķes pra que falar-me
Se estas √°guas e prados
S√£o de aqui e me agradam?

Esta realidade os deuses deram
E para bem real a deram externa.
Que ser√£o os meus sonhos
Mais que a obra dos deuses?

Deixai-me a Realidade do momento
E os meus deuses tranq√ľilos e imediatos
Que n√£o moram no Vago
Mas nos campos e rios.

Deixai-me a vida ir-se pag√£mente
Acompanhada pelas avenas tênues
Com que os juncos das margens
Se confessam de P√£.

Vivei nos vossos sonhos e deixai-me
O altar imortal onde é meu culto
E a visível presença
Os meus próximos deuses.

In√ļteis procos do melhor que a vida,
Deixai a vida aos crentes mais antigos
Que a Cristo e a sua cruz
E Maria chorando.

Ceres, dona dos campos, me console
E Apolo e Vênus,

Continue lendo…

Mensagem РMar Português

MAR PORTUGUÊS

Possessio Maris

I. O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, j√° n√£o separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

II. Horizonte

√ď mar anterior a n√≥s, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da long√≠nqua costa ‚ÄĒ
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em √°rvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, h√° aves,

Continue lendo…

Os Cavalleiros

– Onde vaes tu, cavalleiro,
Pela noite sem luar?
Diz o vento viajeiro,
Ao lado d’elle a ventar…
N√£o responde o cavalleiro,
Que vae absorto a scismar.
– Onde vaes tu, torna o vento,
N’esse doido galopar?
Vaes bater a algum convento?
Eu ensino-te a rezar.
E a lua surge, um momento,
A lua, convento do Ar.
– Vaes levar uma mensagem?
D√°-m’a que eu vou-t’a entregar:
Ir√°s em meia viagem
E eu j√° de volta hei-de estar.
E o cavalleiro, √° passagem,
Faz as arvores vergar.
– Vaes escalar um mosteiro?
Eu ajudo-t’o a escalar:
N√£o ha no mundo pedreiro
Que a mim se possa egualar!
N√£o responde o cavalleiro
E o vento torna a fallar:
– Dize, dize! vaes p’ra guerra?
Monta em mim, vou-te levar:
N√£o ha cavallo na Terra
Que tenha t√£o bom andar…
E os trov√Ķes rolam na serra
Como vagas a arrolar!
– E as guerras has-de ganhal-as,
Que por ti hei-de velar:
Ponho-me √° frente das balas
Para a força lhes tirar!

Continue lendo…

O Pranto e o Riso

Se o Pranto e o Riso aparecessem neste grande teatro no traje da verdade (sempre nua), sem d√ļvida seria a vit√≥ria do Pranto. Mas vestido, ornado e armado de uma t√£o superior eloqu√™ncia, que o Riso se ria do Pranto, n√£o √© merecimento, foi sorte. De tudo quanto ri saiu vestido, ornado e armado o Riso: riem-se os prados e saiu vestido de flores: ri-se a Aurora, e saiu ornado de luzes; e se aos rel√Ęmpagos e raios chamou a Antiguidade Risus Vestae, et Vulcani, entre tantos rel√Ęmpagos, trov√Ķes e raios de eloqu√™ncia, quem n√£o julgar√° ao miser√°vel Pranto cego, at√≥nito e fulminado? Tal √© a fortuna, ou a natureza, destes dois contr√°rios. Por isso nasce o Riso na boca, como eloquente, e o Pranto nos olhos, como mudo.
(…) Dem√≥crito ria sempre: logo nunca ria. A consequ√™ncia parece dif√≠cil e √© evidente. O Riso, como dizem todos os Fil√≥sofos, nasce da novidade e da admira√ß√£o e cessando a novidade ou a admira√ß√£o, cessa tamb√©m o riso; e como Dem√≥crito se ria dos ordin√°rios desconcertos do mundo, e o que √© ordin√°rio e se v√™ sempre n√£o pode causar admira√ß√£o nem novidade; segue-se que nunca ria, rindo sempre, pois n√£o havia mat√©ria que motivasse o riso.

Continue lendo…

Amor

o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.

Eu Vi Dos Pólos O Gigante Alado

Eu vi dos pólos o gigante alado,
Sobre um mont√£o de p√°lidos coriscos,
Sem fazer caso dos bulc√Ķes ariscos,
Devorando em silêncio a mão do fado!

Quatro fatias de tuf√£o gelado
Figuravam da mesa entre os petiscos;
E, envolto em manto de fatais rabiscos,
Campeava um sofisma ensang√ľentado!

‚Äď “Quem √©s, que assim me cercas de epis√≥dios?”
Lhe perguntei, com voz de silogismo,
Brandindo um facho de trov√Ķes ser√≥dios.

‚Äď “Eu sou” ‚Äď me disse, ‚Äď “aquele anacronismo,
Que a vil coorte de sulf√ļreos √≥dios
Nas trevas sepultei de um solecismo…”

a capitalização do amor

n√£o escondemos que aprendemos a
capitalizar o amor, entregando
amplamente os nossos melhores
momentos às raparigas mais carentes.
o amor, sabemos bem, é o caminho directo
para a inutilidade, e nós procuramos as
raparigas que mais rapidamente se
inutilizem perante as coisas cl√°ssicas
da vida. n√£o nos queremos atarefar com
a vulgaridade, e gostaríamos até de
impregnar cada gesto com características
alienígenas, mas o tempo escapa-se e o
dinheiro também e, se só pensamos no amor,
n√£o temos como fazer de outro modo
senão vendê-lo entusiasticamente, como
fontes de trov√Ķes bonitos jorrando nas
praças mais movimentadas das cidades. e
as raparigas correm para nós urgentes
e cheias de vida, férteis de tudo quanto o
amor se abate sobre elas, uma alegria rica
de se ver, e nós a balançar os braços para
chamar a atenção de mais e mais e
já nem sabemos como parar, como forças
incontroladas, à semelhança de mecanismos
ferozes da natureza, e só sairemos daqui
quando desfalecermos de amor até
pelas raparigas mais feias

Tempestade Amaz√īnica

O calor asfixia e o ar escurece. O rio,
Quieto, n√£o tem uma onda. Os insetos na mata
Zumbem tontos de medo. E o p√°ssaro, o sombrio
Da floresta procura, onde a chuva n√£o bata.

S√ļbito, o raio estala. O vento zune. Um frio
De terror tudo invade… E o temporal desata
As peias pelo espaço e, bufando, bravio,
O arvoredo retorce e as folhas arrebata.

O anoso buriti curva a copa, e farfalha.
Aves rodam no céu, num estéril esforço,
Entre nuvens de folha e fragmentos de palha.

No alto o trov√£o repousa e em baixo a mata brama.
Ruge em meio a amplid√£o. Das nuvens pelo dorso
Correm serpes de fogo. E a chuva se derrama…

Sonhos Meus

Sonhos meus, suaves sonhos,
Sois melhores do que a verdade;
Quando sonho sou ditosa,
Sem o ser na realidade.

Amor, tu vens nos meus sonhos
Acalmar-me o coração;
Mas cruel! Quanto prometes
N√£o passa de uma ilus√£o.

Sonhei, tirano, esta noite,
Sonhei que tu me chamavas,
E que sobre a relva branda
Tu mesmo me acalentavas.

Disseste-me: “Dorme, Alcipe,
Amor sobre ti vigia,
Mal podes temer os fados.‚ÄĚ

Dormi: neste dobre sono
Me achei n’um palacio d’ouro:
Entregaram-me uma chave
Para que abrisse um tesouro.

Р“Chave mágica, sublime,
Que me vais tu descobrir?
Se é menos do que eu desejo
Ser√° melhor n√£o abrir‚Ķ‚ÄĚ

– ‚ÄúAbre, Alcipe‚ÄĚ qual trov√£o
Brada o deus que me vigia:
Acordei sobressaltada,
E abriu-se, mas foi o dia.

Cultivar a Felicidade

Desde os prim√≥rdios da humanidade, que o ser humano procura a felicidade como a terra seca clama pela √°gua. √Č f√°cil conquist√°-la? Nem sempre! Os poetas homenagearam-na, os romancistas descreveram-na, os fil√≥sofos contemplaram-na, mas grande parte deles saudaram-na apenas de longe.
Os reis tentaram dominá-la, mas ela não se submeteu ao poder deles. Os ricos tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Os intelectuais tentaram compreendê-la, mas ela confundiu-os. Os famosos tentaram fasciná-la, mas ela contou-lhes que preferia o anonimato. Os jovens disseram que ela lhes pertencia, mas ela disse-lhes que não se encontrava no prazer imediato, nem se deixava encontrar pelos que não pensavam nas consequências dos seus atos.
Alguns acreditaram que poderiam cultivá-la em laboratório. Isolaram-se do mundo e dos problemas da vida, mas a felicidade enviou um claro recado a dizer que ela apreciava o cheiro das pessoas e crescia no meio das dificuldades.
Outros tentaram cultivá-la com os avanços da ciência e da tecnologia, mas eis que a ciência e a tecnologia se multiplicaram e a tristeza e as mazelas da alma se expandiram.

Desesperados, muitos tentaram encontrar a felicidade em todos os cantos do mundo. Mas no espaço ela não estava,

Continue lendo…

Pergunto-me por que o uivar de lobos, os trov√Ķes, os raios constituem o pano de fundo para as cenas de horror. Pois, quando o medo √© muito, faz-se um sil√™ncio na alma. E nada mais existe.

Estar Sozinho

Tornei-me um homem da multid√£o. Nunca confiei em mim pr√≥prio o bastante para estar sozinho. Dia e noite caminhava lestamente atrav√©s das multid√Ķes, acotovelando, agarrando-me ansioso a quem pudesse. Muitos pensavam que eu era ladr√£o. Mas comprimia o meu corpo contra o corpo dos outros como uma crian√ßa se agarra √† m√£e durante uma tempestade. Procurava tapar os olhos √† minha consci√™ncia como uma crian√ßa procura n√£o avistar o rel√Ęmpago; esfor√ßava-me por tapar os meus ouvidos mentais, como uma crian√ßa procura esconder-se no rega√ßo da m√£e para n√£o ouvir o som dos trov√Ķes. E se houvesse uma clareira nessa multid√£o, apressava-me, corria, os bra√ßos esticados, ansioso pelo toque do corpo de algu√©m, o meu pr√≥prio corpo ansioso pelo contacto fugaz. E sempre, sempre, entre a confus√£o e o ru√≠do das passadas, tremia a ouvir esses passos constantes, inexor√°veis.

N√£o Passo um Dia sem te Desejar

N√£o passo um dia sem te desejar, nem uma noite sem te apertar nos meus bra√ßos; n√£o tomo uma ch√°vena de ch√° sem amaldi√ßoar a gl√≥ria e a ambi√ß√£o que me mant√™m afastado da vida da minha vida. No meio das mais s√©rias tarefas, enquanto percorro o campo √† frente das tropas, s√≥ a minha adorada Josefina me ocupa o esp√≠rito e o cora√ß√£o, absorvendo-me por completo o pensamento. Se me afasto de ti com a rapidez da torrente do R√≥dano, √© para tornar a ver-te o mais cedo poss√≠vel. Se me levanto a meio da noite para trabalhar, √© no intuito de abreviar a tua vinda. (…) Adeus, mulher, tormento, felicidade, esperan√ßa da minha vida, que eu amo, que eu temo, que me inspira os sentimentos mais ternos e naturais, tanto como me provoca √≠mpetos mais vulc√Ęnicos do que o trov√£o. N√£o te pe√ßo amor eterno nem fidelidade, apenas verdade e uma franqueza sem limites. No dia em que disseres: ¬ęquero-te menos¬Ľ, ser√° o √ļltimo dia do amor. Se o meu cora√ß√£o atingisse a baixeza de poder continuar a amar sem ser amado, trinc√°-lo-ia com os dentes. Josefina. Lembra-te do que te disse algumas vezes: a natureza fez-me a alma forte e decidida.

Continue lendo…

Um Céu e Nada Mais

Um c√©u e nada mais ‚ÄĒ que s√≥ um temos,
como neste sistema: só um sol.
Mas luzes a fingir, dependuradas
em ab√≥bada azul ‚ÄĒ como de tecto.
E o seu n√ļmero tal, que deslumbrados
neram os teus olhos, se tas mostrasse,
amor, t√£o de ribalta azul, como de
circo, e dança então comigo no
trapézio, poema em alto risco,
e um levíssimo toque de mistério.
Pega nas lantejoulas a fingir
de sóis mal descobertos e lança
agora a √Ęncora maior sobre o meu
coração. Que não te assuste o som
desse trov√£o que ainda agora ouviste,
era de deus a sua voz, ou mito,
era de um anjo por demais caído.
Mas, de verdade: natural fenómeno
a invadir-te as veias e o cérebro,
t√£o fr√°gil como √°lcool, t√£o de
potente e liso como √°lcool
implodindo do céu e das estrelas,
imensas a fingir e penduradas
sobre abóbada azul. Se te mostrasse,
amor, a cor do pesadelo que por
aqui passou agora mesmo, um céu
e nada mais ‚ÄĒ que nada temos,
que n√£o seja esta ang√ļstia de
mortais (e a maldição da rima,

Continue lendo…

Majestade Caída

Esse cornóide deus funambulesco
Em torno ao qual as Potestades rugem,
Lembra os trov√Ķes, que t√©tricos estrugem,
No riso alvar de tru√£o carnavalesco.

De ironias o momo picaresco
Abre-lhe a boca e uns dentes de ferrugem,
Verdes gengivas de √°cida salsugem
Mostra e parece um S√°tiro dantesco.

Mas ninguém nota as cóleras horríveis,
Os chascos, os sarcasmos impassíveis
Dessa estranha e tremenda Majestade.

Do torvo deus hediondo, atroz, nefando,
Senil, que embora, rindo, est√° chorando
Os Noivados em flor da Mocidade!

O Dil√ļvio

H√° muitos dias j√°, h√° j√° bem longas noites
que o estalar dos vulc√Ķes e o atroar das torrentes
ribombam com furor, quais rábidos açoites,
ao crebro rutilar dos coriscos ardentes.

Pradarias, vergéis, hortos, vinhedos, matos,
tudo desapar’ceu ao rude desabar
das constantes, hostis, raivosas cataratas,
que fizeram da Terra um grande e torvo mar.

À flor do torvo mar, verde como as gangrenas,
onde homens e le√Ķes b√≥iam agonizantes,
imprecando com f√ļria e ang√ļstia, erguem-se apenas,
quais monstros colossais, as montanhas gigantes.

√Č a√≠ que, ululando, os homens como as feras
refugiar-se v√£o em tr√°gicos cardumes,
O mar sobe, o mar cresce. e os homens e as panteras,
crianças e reptis caminham para os cumes.

Os fortes, sem haver piedade que os sujeite,
arremessam ao ch√£o pobres velhos cansados.
e as mães largam. cruéis, os filhinhos de leite,
que os que seguem depois pisam, alucinados.

Um sinistro pavor; crescente e sufocante,
desnorteia, asfixia a turba pertinaz:
ouvem-se urros de dor, e os que v√£o adiante
lançam pedras brutais aos que ficam pra trás.

Continue lendo…

O Tempo Gastador de Mil Idades

O Tempo gastador de mil idades,
Que na décima esfera vive e mora,
N√£o descansa co’a F√ļria tragadora,
De exercitar, feroz, suas crueldades.

Ele destrói as ínclitas cidades,
As eg√≠pcias pir√Ęmides devora:
Sua dentada fouce assoladora,
Rompe forças viris, destrói beldades.

O bronze, o ouro, o rígido diamante,
A sua m√£o pesada amolga e gasta
Levando tudo ao nada, em giro errante.

Como trov√£o feroz rugindo arrasta,
Quanto cobre na Terra o sol radiante,
Só da Virtude com temor se afasta.