Cita√ß√Ķes sobre Velocidade

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Frases sobre velocidade, poemas sobre velocidade e outras cita√ß√Ķes sobre velocidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Primeiro Round

Caminho o transit√≥rio bem tranq√ľilo
por que me soube, desde muito cedo,
flecha veloz, arco e alvo, num estilo
de quem despe o taxímetro do enredo

numa velocidade sem sigilo.
Nunca o subterf√ļgio. Nunca o medo.
Pelo menos aquele com vacilo
de transgredir. N√£o. Nem me sei rochedo.

Meu corpo alberga o fr√°gil nesse asilo
em que só vencedores têm lugar.
Sou campe√£o de perdas. Foi cochilo,

creio, me ter um sócio do bazar
de Fernando Pessoa. Sim, pugilo
pelos ringues, no entanto, sem ganhar.

Nao há Virtude sem Agitação Desordenada

Os choques e abalos que a nossa alma recebe pelas paix√Ķes corporais muito podem sobre ela; por√©m podem mais ainda as suas pr√≥prias, pelas quais est√° t√£o fortemente dominada que talvez possamos afirmar que n√£o tem nenhuma outra velocidade e movimento que n√£o os do sopro dos seus ventos, e que, sem a agita√ß√£o destes, ela permaneceria sem ac√ß√£o, como um navio em pleno mar e que os ventos deixassem sem ajuda. E quem sustentasse isso, seguindo o partido dos peripat√©ticos, n√£o nos causaria muito dano, pois √© sabido que a maior parte das mais belas ac√ß√Ķes da alma procedem desse impulso das paix√Ķes e necessitam dele. A valentia, diz-se, n√£o se pode cumprir sem a assist√™ncia da c√≥lera.

Ajax sempre foi valente, mas nunca o foi tanto como na sua loucura (Cícero)

Nem investimos contra os maus e os inimigos com tanto vigor se n√£o estivermos encolerizados; e pretende-se que o advogado inspire a c√≥lera nos ju√≠zes para deles obter justi√ßa. As paix√Ķes excitaram Tem√≠stocles, excitaram Dem√≥stenes e impeliram os fil√≥sofos para trabalhos, vig√≠lias e peregrina√ß√Ķes; conduzem-nos √† honra, √† ci√™ncia, √† sa√ļde – fins √ļteis. E essa falta de vigor da alma para suportar o sofrimento e os desgostos serve para alimentar na consci√™ncia a penit√™ncia e o arrependimento,

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Ajuda entre S√°bios

Est√°s interessado em saber se um s√°bio pode ser √ļtil a outro s√°bio. N√≥s definimos o s√°bio como um homem dotado de todos os bens no mais alto grau poss√≠vel. A quest√£o est√° pois em saber como √© poss√≠vel algu√©m ser √ļtil a quem j√° atingiu o supremo bem. Ora, os homens de bem s√£o √ļteis uns aos outros. A sua fun√ß√£o √© praticar a virtude e manter a sabedoria num estado de perfeito equil√≠brio. Mas cada um necessita de outro homem de bem com quem troque impress√Ķes e discuta os problemas. A per√≠cia na luta s√≥ se adquire com a pr√°tica; dois m√ļsicos aproveitam melhor se estudarem em conjunto. O s√°bio necessita igualmente de manter as suas virtudes em actividade e, por isso mesmo, n√£o s√≥ se estimula a si pr√≥prio como se sente estimulado por outro s√°bio. Em que pode um s√°bio ser √ļtil a outro s√°bio? Pode servir-lhe de incitamento, pode sugerir-lhe oportunidades para a pr√°tica de ac√ß√Ķes virtuosas. Al√©m disso, pode comunicar-lhe as suas medita√ß√Ķes e dar-lhe conta das suas descobertas. Nunca faltar√° mesmo ao s√°bio algo de novo a descobrir, algo que d√™ ao seu esp√≠rito novos campos a explorar.
Os indivíduos perversos fazem mal uns aos outros,

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Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal.

O C√ļmulo da Felicidade

Não avalies os bens e os males segundo o critério do vulgo: deves verificar, não donde eles provêm, mas sim para que fim tendem. Tudo o que possa contribuir para a obtenção de uma vida feliz será um bem de pleno direito, já que não pode degradar-se até tornar-se um mal.
Toda a gente, contudo, ambiciona ter uma vida feliz; porque sucede ent√£o que quase todos falham o alvo? Pelo facto de se tornar por felicidade o que n√£o passa de um meio para atingir; por isso, quanto mais a buscam, mais dela se afastam. O c√ļmulo da felicidade consiste numa perfeita seguran√ßa, numa inabal√°vel confian√ßa no seu valor; ora o que as pessoas fazem √© arranjar motivos de preocupa√ß√£o, √© percorrer a trai√ßoeira estrada da vida ajoujadas de pesados fardos. Deste modo v√£o-se sempre distanciando cada vez mais da meta que procuram alcan√ßar, e quanto mais se esfor√ßam por atingi-la mais se embara√ßam e retrocedem. Sucede-lhes como a algu√©m que corra num labirinto: a pr√≥pria velocidade faz perder o norte.

Ode Marítima

Sozinho, no cais deserto, a esta manh√£ de Ver√£o,
Olho pro lado da barra, olho pro Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atr√°s de si a orla v√£ do seu fumo.
Vem entrando, e a manh√£ entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos de tr√°s dos navios que est√£o no porto.
H√° uma vaga brisa.
Mas a minh’alma est√° com o que vejo menos,
Com o paquete que entra,
Porque ele est√° com a Dist√Ęncia, com a Manh√£,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente,

Os paquetes que entram de manh√£ na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.

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Devido √† sua alta velocidade, o avi√£o encontra mais resist√™ncia atmosf√©rica do que meios de transporte menos velozes. √Čs Vida que evolui velozmente. N√£o invejes os que encontram menor resist√™ncia por serem menos velozes. Alegra-te pela alta velocidade de tua evolu√ß√£o.

A Mente Precisa de Ser Desafiada Todos os Dias

A mente, muito mais do que o corpo, precisa de ser desafiada todos os dias. Se poss√≠vel com treinos bi ou tridi√°rios. Sair da cama sem identificar a raz√£o pela qual acordamos maldispostos, passar horas a julgar este e aquele sem conhecer verdadeiramente ningu√©m ou a contestar o emprego que n√≥s pr√≥prios escolhemos e ir para a cama enjoados com o dia que tivemos, s√£o raz√Ķes mais do que suficientes para nos questionarmos. A soma de n√£o sei quantos dias assim, e acredita que se n√£o for o teu caso √© a situa√ß√£o da maioria das pessoas, resultar√° indubitavelmente em estados depressivos e de enfermidade precoce. N√£o podes continuar a aceitar a dor sem que fa√ßas nada para a curar e √© por isso, por desejar profundamente o teu reencontro contigo e com a tua verdadeira realidade, que te grito: ¬ęH√Ā SOLU√á√ÉO!!!¬Ľ E a solu√ß√£o passa por identificares o artista que h√° em ti, pois treinar a mente √© meramente uma arte. At√© se atingir o estatuto de comandante da nossa vida e a t√£o pretendida velocidade cruzeiro naquele que √© o oceano da nossa mente √© necess√°rio um alt√≠ssimo n√≠vel de concentra√ß√£o e criatividade. Precisas de estar sempre alerta e altamente focado no que a tua mente te sugere para depois,

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A Estrada Branca

Atravessei contigo a minuciosa tarde
deste-me a tua m√£o, a vida parecia
difícil de estabelecer acima do muro alto

folhas tremiam
ao invisível peso mais forte

Podia morrer por uma só dessas coisas
que trazemos sem que possam ser ditas:
astros cruzam-se numa velocidade que apavora
inamovíveis glaciares por fim se deslocam
e na √ļnica forma que tem de acompanhar-te
o meu coração bate

Cultivar a Felicidade

Desde os prim√≥rdios da humanidade, que o ser humano procura a felicidade como a terra seca clama pela √°gua. √Č f√°cil conquist√°-la? Nem sempre! Os poetas homenagearam-na, os romancistas descreveram-na, os fil√≥sofos contemplaram-na, mas grande parte deles saudaram-na apenas de longe.
Os reis tentaram dominá-la, mas ela não se submeteu ao poder deles. Os ricos tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Os intelectuais tentaram compreendê-la, mas ela confundiu-os. Os famosos tentaram fasciná-la, mas ela contou-lhes que preferia o anonimato. Os jovens disseram que ela lhes pertencia, mas ela disse-lhes que não se encontrava no prazer imediato, nem se deixava encontrar pelos que não pensavam nas consequências dos seus atos.
Alguns acreditaram que poderiam cultivá-la em laboratório. Isolaram-se do mundo e dos problemas da vida, mas a felicidade enviou um claro recado a dizer que ela apreciava o cheiro das pessoas e crescia no meio das dificuldades.
Outros tentaram cultivá-la com os avanços da ciência e da tecnologia, mas eis que a ciência e a tecnologia se multiplicaram e a tristeza e as mazelas da alma se expandiram.

Desesperados, muitos tentaram encontrar a felicidade em todos os cantos do mundo. Mas no espaço ela não estava,

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A Solidão é Pior do que a Pobreza

Ris-te do que te digo, mas quando chegar a tua hora, ver√°s a falta que te vai fazer um apoio e o muito que precisamos de carinho para ir vivendo, √† medida que os anos passam. Algu√©m que esteja ao teu lado, que te pegue na m√£o nos teus √ļltimos instantes (que mais podemos fazer a um moribundo?). E quando os ouves falar assim, angustias-te, imaginas-te sem conseguires levantar-te da cama, agarrado √†s costas das cadeiras para te moveres dentro de casa, apoiando-te √†s paredes para alcan√ßares a casa de banho, ensopado num ran√ßoso suor senil; ou morrendo asfixiado, engasgado com qualquer coisa, com um peda√ßo de cartilagem de vaca mal mastigado, um simples gole de √°gua, uma migalha de p√£o, um desses comprimidos que tomas para a hipertens√£o, para facilitar o fluxo sangu√≠neo, para o colesterol, para a hiperglicemia; v√™s-te afogado na tua pr√≥pria saliva: tosses, sufocas, sem ningu√©m por perto que te d√™ uma palmada nas costas, ou te meta os dedos na boca para te ajudar a expelir o que tens atravessado na garganta, algu√©m que chame o 112 ou te meta num carro e te leve a toda a velocidade para o hospital ou o centro de sa√ļde mais pr√≥ximo.

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Os Caminhos Desapareceram da Alma Humana

Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo.
Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem j√° n√£o sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E tamb√©m a sua vida ele j√° n√£o v√™ como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa √† seguinte, do posto de capit√£o ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de vi√ļva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obst√°culo que √© preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente.

Afirmamos que a magnific√™ncia do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um autom√≥vel de corrida com o seu capot ornado com grossos tubos semelhantes a serpentes de sopro explosivo… um autom√≥vel que ruge e parece correr sobre a metralha √© mais belo do que a Vit√≥ria de Samotr√°cia.

Escrever é Triste

Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália, puré de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.
O que voc√™ perde em viver, escrevinhando sobre a vida. N√£o apenas o sol, mas tudo que ele ilumina. Tudo que se faz sem voc√™, porque com voc√™ n√£o √© poss√≠vel contar. Voc√™ esperando que os outros vivam, para depois coment√°-los com a maior cara-de-pau (“com isen√ß√£o de largo espectro”, como diria a bula, se seus escritos fossem produtos medicinais). Selecionando os retalhos de vida dos outros, para objeto de sua divaga√ß√£o descompromissada. Sereno. Superior. Divino. Sim, como se fosse deus, rei propriet√°rio do universo, que escolhe para o seu jantar de not√≠cias um terremoto, uma revolu√ß√£o, um adult√©rio grego ‚ÄĒ √†s vezes nem isso, porque no painel imenso voc√™ escolhe s√≥ um besouro em campanha para verrumar a madeira.

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O futuro é algo que todos nós atingimos à velocidade de sessenta minutos por hora.