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H√° vezes em que nos prejudicamos dizendo ‚ÄėPode vir qualquer hora‚Äô, pois nesse dia experimentamos a ang√ļstia da expectativa. √Č acertada a express√£o popular ‚ÄėEsperar √© mais penoso do que ser esperado‚Äô.

O Natal não é um tempo nem uma temporada, mas um estado de espírito. Valorizar a paz e a boa vontade, ser abundantemente misericordioso, é ter o verdadeiro espírito do Natal.

Perguntemo-nos quem √© propriamente ‘mau’, no sentido da moral do ressentimento. A resposta, com todo o rigor: precisamente o ‘bom’ da outra moral.

A genialidade verdadeira ‚Äď fixa isto como se fosse (e √© mesmo) a mais importante li√ß√£o que algum dia recebeste ‚Äď √© viver bem. A genialidade √© saber viver. Isso sim: √© genial. E, se n√£o sabes viver, por mais obras-primas que cries e mais inven√ß√Ķes que descubras, n√£o passas de um burro.

À Cama e à Mesa

Muitas coisas que √† mesa revelam mau gosto s√£o na cama um bom condimento. E vice-versa. A maior parte das uni√Ķes s√£o assim infelizes pela simples raz√£o de n√£o se proceder a esta separa√ß√£o entre cama e mesa.

Fazer algo que não temos a mínima ideia de como se faz é, provavelmente, a coisa mais excitante do mundo. Depois do amor, claro.

As discuss√Ķes devem ser evitadas; s√£o sempre de mau tom e muitas vezes convincentes.

O tempo, que a tradição mitológica nos pinta com alvas barbas, é, pelo contrário, um eterno rapagão; só parece velho àqueles que já o estão; em si mesmo traz a perpétua e versátil juventude.

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me d√° o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus s√≥ p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus j√° n√£o pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lar√°-lar√°
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Que Natal?

Natal n√£o tive. Ou tive
só o Natal que tiveram
minhas filhas. Esse vive
como as coisas que viveram
mas j√° n√£o s√£o. Que Natal
tenho hoje? Que alegria,
que festa, neste final,
nesta descida sombria?
Diz Natal quem diz começo,
ou chegada, ou descoberta…
Onde estou, só há tropeço,
terra fria e deserta.

Se, no fim, recomeçasse!
Se, descendo, eu subisse!
Se, parando, n√£o parasse!
Ressuscitar… quem o disse?

Não tenho medo nem das chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas. Pois eu também sou o escuro da noite.

N√£o se tem de ser instru√≠do para saber que se deseja determinados direitos fundamentais, e t√™m-se aspira√ß√Ķes e exig√™ncias. Isso n√£o tem nada a ver com instru√ß√£o.