Passagens sobre Alicerces

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Frases sobre alicerces, poemas sobre alicerces e outras passagens sobre alicerces para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora, dê-lhes alicerces.

¬ęTu, Sim√£o, √©s Pedro – ou seja, pedra, rocha-, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.¬Ľ

Tamb√©m hoje, connosco, Jesus quer continuar a construir a Sua Igreja, uma casa com alicerces fortes, mas onde n√£o faltam fendas e que tem uma constante necessidade de repara√ß√Ķes.

Sentimo-nos apenas pequenas pedras. Todavia, nenhuma pequena pedra √© in√ļtil; nas m√£os de Jesus, a mais pequena pedra torna-se preciosa.

Cren√ßas e Opini√Ķes Vencem o Conhecimento

A idade moderna cont√©m tanta f√© quanto tiveram os s√©culos precedentes. Nos novos templos pregam-se dogmas, t√£o desp√≥ticos quanto os do passado, e estes contam fi√©is igualmente numerosos. Os velhos credos religiosos que outrora escravizavam a multid√£o, s√£o substitu√≠dos por credos socialistas ou anarquistas, t√£o imperiosos e t√£o pouco racionais como aqueles, mas n√£o dominam menos as almas. A igreja √© substitu√≠da muitas vezes pela taberna, mas aos serm√Ķes dos agitadores m√≠sticos que a√≠ s√£o ouvidos, atribui-se a mesma f√©.
Se a mentalidade dos fieis não tem evoluído muito desde a época remota em que, às margens do Nilo, Isis e Hathor atraíam aos seus templos milhares de fervorosos peregrinos, é porque, no decurso das idades, os sentimentos, verdadeiros alicerces da alma, mantêm a sua fixidez. A inteligência progride, mas os sentimentos não mudam.
A f√© num dogma qualquer √©, sem d√ļvida, de um modo geral, apenas uma ilus√£o. Cumpre, contudo, n√£o a desdenhar. Gra√ßas √† sua m√°gica pujan√ßa, o irreal torna-se mais forte do que o real. Uma cren√ßa aceite d√° a um povo uma comunh√£o de pensamentos que originam a sua unidade e a sua for√ßa.
Sendo o domínio do conhecimento muito diverso do terreno da crença,

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O Homem ao Serviço dos Objectos

Pro√≠bo aos comerciantes que gabem de mais as mercadorias. Eles t√™m tend√™ncia a tornar-se pedagogos e mostram-te como fim aquilo que por ess√™ncia n√£o passa de um meio. Depois de assim te enganarem sobre o caminho a seguir, pouco falta para te perverterem. Se a m√ļsica deles √© vulgar, para ta vender, n√£o hesitar√£o em te fabricar uma alma vulgar. Ora, se √© bom que se alicercem os objectos para servir os homens, seria monstruoso que se exigissem alicerces aos homens para servir de caixote do lixo aos objectos.

Seleccionei para Ti

Seleccionei para ti
esta manh√£ de setembro
à margem dela
trabalho
para que
em canto e glória
sejas o centro unit√°rio
no corpo dessa elegia
relacionei coisas mi√ļdas
que possam complementar
o equilíbrio das formas
que te transitam eleita
na exaltação de meu sonho
e dentro desse equilíbrio
um n√ļcleo de resist√™ncia
feito uma flor
uma fonte
que se iluminam feridas
de uma incidência de luz
o pouso breve de um p√°ssaro
que em vigil√Ęncia
nos olhos
preserva o voo completo
a m√ļsica radical
do teu contexto moreno
a fala que n√£o se escuta
na fundação dos abraços
evocação do momento
que defrontou
por acaso
a minha
e a tua vida
erguido o painel de espaço
és madrugada no dia
e retomada no tempo
és unidade centrada
compondo a mesma harmonia
assim usei tua ausência
num pressuposto de esquema
buscando tua presença
sobre alicerces de um poema

Se você construiu castelos no ar, não pense que desperdiçou seu trabalho; eles estão onde deveriam estar. Agora construa os alicerces.

√Āfrica vive numa situa√ß√£o quase √ļnica: as gera√ß√Ķes vivas s√£o contempor√Ęneas da constru√ß√£o dos alicerces das na√ß√Ķes. O que √© o mesmo que dizer os alicerces das suas pr√≥prias identidades. √Č como se tudo se passasse no presente, como se todas as na√ß√Ķes se entrecruzassem no mesmo texto. Cada na√ß√£o √© assunto de todos, uma inadi√°vel urg√™ncia a que ningu√©m se pode alhear. Todos s√£o c√ļmplices dessa inf√Ęncia, todos deixam marcas num retrato que est√° em gesta√ß√£o.

Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objectivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte da nossa liberação e o alicerce da nossa segurança interior.

O Inseguro

A eterna can√ß√£o: Que fiz durante o ano, que deixei de fazer, por que perdi tanto tempo cuidando de aproveit√°-lo? Ah, se eu tivesse sido menos apressado! Se parasse meia hora por dia para n√£o fazer absolutamente nada ‚ÄĒ quer dizer, para sentir que n√£o estava fazendo coisas de programa, sem cor nem sabor. A√≠, a fantasia galopava, e eu me reencontraria como gostava de ser; como seria, se eu me deixasse…
Não culpo os outros. Os outros fazem comigo o que eu consinto que eles façam, dispersando-me. Aquilo que eu lhes peço para fazerem: não me deixarem ser eu-um. Nem foi preciso rogar-lhes de boca. Adivinharam. Claro que eu queria é sair com eles por aí, fugindo de mim como se foge de um chato. Mas não foi essa a dissipação maior. No trabalho é que me perdi completamente de mim, tornando-me meu próprio computador. Sem deixar faixa livre para nenhum ato gratuito. Na programação implacável, só omiti um dado: a vida.

Que sentimento tive da vida, este ano? Que escava√ß√£o tentei em suas jazidas? A que profundidade cheguei? Substitu√≠ a no√ß√£o de profundidade pela de altura. N√£o quis saber de minera√ß√Ķes. Cravei os olhos no espa√ßo,

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O Professor como Mestre

N√£o me basta o professor honesto e cumpridor dos seus deveres; a sua norma √© burocr√°tica e vejo-o como pouco mais fazendo do que exercer a sua profiss√£o; estou pronto a conceder-lhe todas as qualidades, uma relativa intelig√™ncia e aquele saber que lhe assegura superioridade ante a classe; acho-o digno dos louvores oficiais e das aten√ß√Ķes das pessoas mais s√©rias; creio mesmo que tal distin√ß√£o foi expressamente criada para ele e seus pares. De resto, √© sempre poss√≠vel a compara√ß√£o com tipos inferiores de humanidade; e ante eles o professor exemplar aparece cheio de m√©rito. Simplesmente, notaremos que o ser mestre n√£o √© de modo algum um emprego e que a sua actividade se n√£o pode aferir pelos m√©todos correntes; ganhar a vida √© no professor um acr√©scimo e n√£o o alvo; e o que importa, no seu ju√≠zo final, n√£o √© a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente h√°-de pesar na balan√ßa √© a pedra que lan√ßou para os alicerces do futuro.
A sua contribuição terá sido mínima se o não moveu a tomar o caminho de mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito o chama;

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A sabedoria de um homem n√£o est√° em n√£o errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar seu sofrimento como alicerce de sua maturidade.

Marcados nessas pedras você vai encontrar a dor de nossa luta, a tristeza de nossas perdas e os alicerces de nossa vitória.

Ser mestre não é de modo algum um emprego e a sua actividade se não pode aferir pelos métodos correntes; ganhar a vida é no professor um acréscimo e não o alvo; e o que importa, no seu juízo final, não é a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente há-de pesar na balança é a pedra que lançou para os alicerces do futuro.

Voc√™s sabem o que significa encontrar-se diante de um louco? Encontrar-se diante de algu√©m que sacode dos alicerces tudo o que voc√™s constru√≠ram dentro de si, em torno de si, a l√≥gica, a l√≥gica de todas as suas constru√ß√Ķes!

Quanto mais cavalos atrelas para o trabalho, tanto mais rápido ele anda, ou seja: não para arrancar os blocos de alicerce, o que é impossível, mas para rebentar as correias e, como resultado, a alegre viagem vazia.

Entro Pelo Uraguai: Vejo A Cultura

Entro pelo Uraguai: vejo a cultura
Das novas terras por engenho claro;
Mas chego ao Templo magnífico e paro
Embebido nos rasgos da pintura.

Vejo erguer-se a Rep√ļblica perjura
Sobre alicerces de um domínio avaro:
Vejo distintamente, se reparo,
De Caco usurpador a cova escura.

Famoso Alcides, ao teu braço forte
Toca vingar os cetros e os altares:
Arranca a espada, descarrega o corte.

E tu, Termindo, leva pelos ares
A grande ação já que te coube em sorte
A gloriosa parte de a cantares