Cita√ß√Ķes sobre Arrog√Ęncia

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Frases sobre arrog√Ęncia, poemas sobre arrog√Ęncia e outras cita√ß√Ķes sobre arrog√Ęncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Juízes Imparciais

Se quisermos ser ju√≠zes imparciais em qualquer circunst√Ęncia, devemos, antes de mais, ter em conta que ningu√©m est√° livre de culpa; o que est√° na origem da nossa indigna√ß√£o √© a ideia de que: ¬ęEu n√£o errei¬Ľ e ¬ęEu n√£o fiz nada¬Ľ. Pelo contr√°rio, tu recusas admitir os teus erros! Indignamo-nos quando somos castigados ou repreendidos, cometendo, simultaneamente, o erro de acrescentar aos crimes cometidos, a arrog√Ęncia e a obstina√ß√£o. Quem poder√° dizer que nunca infringiu a lei? E, se assim for, √© bem estreita inoc√™ncia ser bom perante a lei! Qu√£o mais vasta √© a regra do dever do que a regra do direito! Quantas obriga√ß√Ķes imp√Ķem a piedade, a humanidade, a bondade, a justi√ßa e a lealdade, que n√£o est√£o escritas em nenhuma t√°bua de leis!
Mas n√≥s n√£o podemos satisfazer-nos com aquela no√ß√£o de inoc√™ncia t√£o limitada: h√° erros que cometemos, outros que pensamos cometer, outros que desejamos cometer, outros que favorecemos; por vezes, somos inocentes por n√£o termos conseguido comet√™-los. Se tivermos isto em conta, somos mais justos para com os delinquentes, e mais persuasivos nas admoesta√ß√Ķes; em todo o caso, n√£o nos iremos contra os homens bons (de facto, contra quem n√£o nos sentiremos irados,

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A Nulidade como Ideal

A nulidade exige ordem. Tem necessidade de uma hierarquia, de meios de press√£o, de agentes e de uma finalidade que se confunda consigo pr√≥pria. Para manter o ser humano no seu n√≠vel mais baixo, onde n√£o corre o risco de fazer ondas, nada melhor que uma organiza√ß√£o estruturada com n√≠veis de poder e pe√Ķes disciplinados capazes de os exercer. Qualquer estrutura deste tipo aguenta-se de p√© devido √† convic√ß√£o geral de que n√£o √© necess√°rio explicar para se ser obedecido, nem compreender para obedecer. A verdade difunde-se por si s√≥ de cima para baixo pelo mero efeito do ascensor hier√°riquico. A efic√°cia √© proporcional ao grau de complexidade gra√ßas ao qual √© mantida a ilus√£o de uma certa liberdade em todos os n√≠veis de comando.
Quanto mais insignificantes s√£o as engrenagens humanas, mais f√°cil √© convenc√™-las da sua falsa autonomia. As nulidades fornecem as melhores engrenagens, associando o m√°ximo de in√©rcia intelectual ao m√°ximo de aplica√ß√£o no exerc√≠cio de uma ditadura sobre a pequena por√ß√£o de poder que lhes cabe. Essas estruturas, onde todos t√™m raz√£o quando est√£o acima e n√£o a t√™m quando est√£o abaixo, realizam uma esp√©cie de ideal humano feito de equil√≠brio entre arrog√Ęncia e humildade.

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De repente, fugir tornou-se uma dignidade. J√° ningu√©m aguenta uma derrota. A persist√™ncia; a determina√ß√£o e, sobretudo, a bendita paci√™ncia s√£o hoje qualidades desprez√≠veis. Aguentar e esperar pela pr√≥xima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrog√Ęncias; estupidezes.

Os nossos endinheirados d√£o uma imagem infantil de quem somos. Parecem crian√ßas que entraram numa loja de rebu√ßados. Derretem-se perante o fasc√≠nio de uns bens de ostenta√ß√£o. Servem-se do er√°rio p√ļblico como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrog√Ęncia, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza.

Talvez seja necess√°rio assaltar um √ļltimo reduto de racismo que √© a arrog√Ęncia de um √ļnico saber e a incapacidade de estar dispon√≠vel para filosofias que chegam das na√ß√Ķes empobrecidas.

Para uma certa categoria de pobres diabos, j√° se sabe, a arrog√Ęncia revela-se muitas vezes uma ferramenta de enorme utilidade. Em Lisboa, pelo menos, √© assim: uma pessoa pode ser modesta, ignorante e fr√°gil, mas se puser um ar de superioridade ganha logo ascendente na rela√ß√£o com a pessoa em frente.

Olhos Suaves, que em Suaves Dias

Olhos suaves, que em suaves dias
Vi nos meus tantas vezes empregados;
Vista, que sobra esta alma despedias
Deleitosos farp√Ķes, no c√©u forjados:

Santu√°rios de amor, luzes sombrias,
Olhos, olhos da cor de meus cuidados,
Que podeis inflamar as pedras frias,
Animar cad√°veres mirrados:

Troquei-vos pelos ventos, pelos mares,
Cuja verde arrog√Ęncia as nuvens toca,
Cuja hrrísona voz perturba os ares:

Troquei-vos pelo mal, que me sufoca;
Troquei-vos pelos ais, pelos pesares:
Oh c√Ęmbio triste! oh deplor√°vel troca!

Temos de Ser Mais Humanos

Abram os olhos. Somos umas bestas. No mau sentido. Somos primitivos. Somos prim√°rios. Por nossa causa corre um oceano de sangue todos os dias. N√£o √© auscultando todos os nossos instintos ou encorajando a nossa natureza biol√≥gica a manifestar-se que conseguiremos afastar-nos da crueza da nossa condi√ß√£o. √Č lendo Plat√£o. E construindo pontes suspensas. √Č tendo ins√≥nias. √Č desenvolvendo paran√≥ias, conceitos filos√≥ficos, poemas, desequil√≠brios neuroqu√≠micos insan√°veis, frisos de portas, birras de amor, grafismos, sistemas pol√≠ticos, receitas de bacalhau, pormenores.

√Č engra√ßado como cada √©poca se foi considerando ¬ęde charneira¬Ľ ao longo da hist√≥ria. A pretens√£o de se ser definitivo, a arrog√Ęncia de ser ¬ęo √ļltimo¬Ľ, a vaidade de se ser futuro √©, h√° mil√©nios, a mesm√≠ssima cantiga.
Temos de ser mais humanos. Reconhecer que somos as bestas que somos e arrependermo-nos disso. Temos de nos reduzir à nossa miserável insensibilidade, à pobreza dos nossos meios de entendimento e explicação, à brutalidade imperdoável dos nossos actos. O nosso pé foge-nos para o chinelo porque ainda não se acostumou a prender-se aos troncos das árvores, quanto mais habituar-se a usar sapato.

A √ļnica atitude verdadeiramente civilizada √© a fraqueza, a curiosidade, o desespero, a experi√™ncia, o amor desinteressado,

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Mecenas: geralmente um desgra√ßado que financia com arrog√Ęncia e √© recompensado com adula√ß√£o.

Arrog√Ęncia: tend√™ncia para dominar os outros para al√©m dos pr√≥prios e leg√≠timos direitos e

Arrog√Ęncia: tend√™ncia para dominar os outros para al√©m dos pr√≥prios e leg√≠timos direitos e m√©ritos.

A Utilidade dos Inimigos

A utilidade dos inimigos √© um daqueles temas cruciais em que um compilador de lugares-comuns como Plutarco p√īde dar a m√£o a um arguto preceptor de her√≥is como Gracian y Morales e a um paradoxista como Nietzsche. Os argumentos s√£o sempre esses – e todos o sbaem.
Os inimigos como os √ļnicos verdadeiros; como aqueles que, conservando os olhos sempre voltados para cima, obrigam √† circunspec√ß√£o e ao caminho rectil√≠neo; como auxiliares de grandeza, porque obrigam a superar as m√°s vontades e os obst√°culos; como est√≠mulos do aperfei√ßoamento de si e da vigil√Ęncia; como antagonistas que impelem para a competi√ß√£o, a fecundidade, a supera√ß√£o cont√≠nua. Mas s√£o bem vistos, sobretudo, como prova segura da grandeza e da fortuna.
Quem n√£o tem inimigos √© um santo – e √†s vezes os santos t√™m inimigos – ou uma nulidade ambulante, o √ļltimo dos √ļltimos. E alguns, por arrog√Ęncia, imaginam ter mais inimigos do que na realidade t√™m ou tentam consegui-los, para obter, pelo menos por esse caminho, a certeza da sua superioridade.
Mas todos os registadores utilitários da utilidade de inimigos esquecem que essas vantagens são pagas por um preço elevado e só constituem vantagens enquanto somos, e não sabemos ser,

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Quanto mais arrogante for a pessoa, mais evidenciar√° sua pequenez interior. Quem tem pouco valor age com arrog√Ęncia para parecer importante, mas com isso mostra apenas sua insignific√Ęncia.

Qual é o Seu Tipo de Sabedoria?

H√° dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior √© medida por quanto uma pessoa sabe e, a superior, pela consci√™ncia que ela tem do que n√£o sabe. Os verdadeiros s√°bios s√£o os mais convictos da sua ignor√Ęncia. Desconfiem das pessoas autossuficientes. A arrog√Ęncia √© um atentado contra a lucidez e a intelig√™ncia.

A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior compreende, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena. A sabedoria inferior é cheia de diplomas, na superior ninguém se gradua, não há mestres nem doutores, todos são eternos aprendizes.

Uma grande lideran√ßa √© a aglutina√ß√£o, perfeita, de sensibilidade com ego√≠smo, de arrog√Ęncia com fragilidade.

Entender os Outros

N√≥s combatemos a nossa superficialidade, a nossa mesquinhez, para tentarmos chegar aos outros sem esperan√ßas ut√≥picas, sem uma carga de preconceitos ou de expectativas ou de arrog√Ęncia, o mais desarmados poss√≠vel, sem canh√Ķes, sem metralhadoras, sem armaduras de a√ßo com dez cent√≠metros de espessura; aproximamo-nos deles de peito aberto, na ponta dos dez dedos dos p√©s, em vez de estra√ßalhar tudo com as nossas p√°s de catterpillar, aceitamo-los de mente aberta, como iguais, de homem para homem, como se costuma dizer, e, contudo, nunca os percebemos, percebemos tudo ao contr√°rio.
Mais vale ter um cérebro de tanque de guerra. Percebemos tudo ao contrário, antes mesmo de estarmos com eles, no momento em que antecipamos o nosso encontro com eles; percebemos tudo ao contrário quando estamos com eles; e, depois, vamos para casa e contamos a outros o nosso encontro e continuamos a perceber tudo ao contrário.
Como, com eles, acontece a mesma coisa em rela√ß√£o a n√≥s, na realidade tudo √© uma ilus√£o sem qualquer percep√ß√£o, uma espantosa farsa de incompreens√£o. E, contudo, que fazer com esta coisa terrivelmente significativa que s√£o os outros, que √© esvaziada do significado que pensamos ter e que, afinal, adquire um significado l√ļdico;

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O mestre disse: O pr√≥digo √© arrogante e o avaro √© mesquinho. √Č prefer√≠vel a mesquinhez √† arrog√Ęncia.