Cita√ß√Ķes sobre Brasileiros

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Frases sobre brasileiros, poemas sobre brasileiros e outras cita√ß√Ķes sobre brasileiros para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O direito constitucional brasileiro aboliu a pena de morte e a democracia do revólver avocou-a para o seu uso.

Debaixo Do Tamarindo

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela f√ļnebre de cera,
Chorei bilh√Ķes de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!

Hoje, esta √°rvore de amplos agasalhos
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da flora brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos notici√°rios que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade,
A minha sombra h√° de ficar aqui!

Oportunidade, para o homem consciente e prático, é aquele fenómeno exterior que pode ser transformado em consequências vantajosas por meio de um isolamento nele, pela inteligência, de certo elemento ou elementos, e a coordenação, pela vontade, da utilização desse ou desses. Tudo o mais é herdar do tio brasileiro ou não estar onde caiu a granada.

N√£o se sabia onde nascera, mas n√£o fora decerto em S√£o Paulo, nem no Rio Grande do Sul, nem no Par√°. Errava quem quisesse encontrar nele algum regionalismo; Quaresma era antes de tudo brasileiro.

Nós devemos aos nossos credores dinheiro. Dinheiro se paga com dinheiro. Não se paga dinheiro com a fome, a miséria e o desemprego dos cidadãos brasileiros.

Sa√ļde, sa√ļde perfeita n√£o √© nada, n√£o leva a nada. A gente s√≥ sabe que tem aquilo que d√≥i. O brasileiro quer que doa tudo, naturalmente.

De Martins Pena Foi Bem Triste A Sorte

De Martins Pena foi bem triste a sorte:
Moço, bem moço, quando o seu talento
Desabrochava n’um deslumbramento,
Caiu, ferido pela m√£o da morte!

Era, entretanto, um lutador, um forte,
E, como n√£o merece o esquecimento,
Que a nossa festa, ao menos um momento,
O seu risonho espírito conforte.

Quem o amou e o leu em v√£o procura
O seu nome na placa de uma esquina
Ou sobre a pedra de uma sepultura!

Porém, voltando à brasileira cena,
H√° de brilhar a estrela peregrina
Que se chamou Luiz Carlos Martins Pena!

Amor n√£o Tem N√ļmero

Se voc√™ n√£o tomar cuidado vira n√ļmero at√© para si mesmo. Porque a partir do instante em que voc√™ nasce classificam-no com um n√ļmero. Sua identidade no F√©lix Pacheco √© um n√ļmero. O registro civil √© um n√ļmero. Seu t√≠tulo de eleitor √© um n√ļmero. Profissionalmente falando voc√™ tamb√©m √©. Para ser motorista, tem carteira com n√ļmero, e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte √© identificado com um n√ļmero. Seu pr√©dio, seu telefone, seu n√ļmero de apartamento ‚ÄĒ tudo √© n√ļmero.
Se √© dos que abrem credi√°rio, para eles voc√™ √© um n√ļmero. Se tem propriedade, tamb√©m. Se √© s√≥cio de um clube tem um n√ļmero. Se √© imortal da Academia Brasileira de Letras tem o n√ļmero da cadeira.
√Č por isso que vou tomar aulas particulares de Matem√°tica. Preciso saber das coisas. Ou aulas de F√≠sica. N√£o estou brincando: vou mesmo tomar aulas de Matem√°tica, preciso saber alguma coisa sobre c√°lculo integral.
Se você é comerciante, seu alvará de localização o classifica também.
Se √© contribuinte de qualquer obra de benefic√™ncia tamb√©m √© solicitado por um n√ļmero. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de neg√≥cio recebe um n√ļmero. Para tomar um avi√£o,

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Est√° se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza.

Soneto 279 A Leila Míccolis

Que tem de pequenina, tem de terna.
Concentra em si um pouquinho da maneira
de cada mulher brava brasileira:
Pagu, Tarsila, Anita. Ela é moderna.

Por décadas de luta, já governa
o mundo alternativo, farta feira
de arte, em vibra√ß√Ķes de feiticeira:
Assim é Leila Míccolis, eterna.

Respeito a seus direitos ela cobra.
Ao bom comportamento é sempre avessa.
À fácil caretice não se dobra.

A frase lapidar dessa cabeça
é verso que resume grande obra:
“Falo do √≥bvio, antes que me esque√ßa.”

Soneto Do Poeta Brasileiro

N√£o sou viril somente nas poesias.
Quero dormir contigo, pois teus pés
amassavam pitangas e trazias
no corpo inteiro a marca das marés.

Disseste que comigo casarias
Рamor na cama, beijos, cafunés.
Entre-sombras de carne oferecias
tão navegáveis como igarapés.

Minha morena até dizer que não,
o nosso amor demais me recordava
duas lagoas onde me banhei.

Sou macho e brasileiro, coração:
em teu olhar eu nu e forte estava
e foi assim, morena, que te amei.

Viver em Estado de Amor

Respirar, viver n√£o √© apenas agarrar e libertar o ar, mecanicamente: √© existir com, √© viver em estado de amor. E, do mesmo modo, aderir ao mist√©rio √© entrar no singular, no afetivo. Deus √© c√ļmplice da afetividade: omnipotente e fr√°gil; impass√≠vel e pass√≠vel; transcendente e amoroso; sobrenatural e sens√≠vel. A mais louca pretens√£o crist√£ n√£o est√° do lado das afirma√ß√Ķes metaf√≠sicas: ela √© simplesmente a f√© na ressurrei√ß√£o do corpo.

O amor √© o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisit√°mos mostram como, quando o amor est√° ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa √©poca √© a separa√ß√£o entre conhecimento e amor. A m√≠stica dos sentidos, por√©m, busca aquela ci√™ncia que s√≥ se obt√©m amando. Amar significa abrir-se, romper o c√≠rculo do isolamento, habitar esse milagre que √© conseguirmos estar plenamente connosco e com o outro. O amor √© o degelo. Constr√≥i-se como forma de hospitalidade (o poeta brasileiro M√°rio Quintana escreve que ¬ęo amor √© quando a gente mora um no outro¬Ľ), mas pede aos que o seguem uma desarmada exposi√ß√£o. Os que amam s√£o, de certa maneira, mais vulner√°veis. N√£o podem fazer de conta. Se apetece cantar na rua,

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Restaurar a democracia √© restaurar a Rep√ļblica. √Č edificar a Nova Rep√ļblica, miss√£o que estou recebendo do povo e se transformar√° em realidade pela for√ßa n√£o apenas de um pol√≠tico, mas de todos os cidad√£os brasileiros.

A Verdadeira Oportunidade

Uma das palavras que mais maltratadas têm sido, no entendimento que há delas, é a palavra oportunidade. Julgam muitos que por oportunidade se entende um presente ou favor do Destino, análogo a oferecerem-nos o bilhete que há-de ter a sorte grande. Algumas vezes assim é. Na realidade quotidiana, porém, oportunidade não quer dizer isto, nem o aproveitar-se dela significa o simplesmente aceitá-la. Oportunidade, para o homem consciente e prático, é aquele fenómeno exterior que pode ser transformado em consequências vantajosas por meio de um isolamento nele, pela inteligência, de certo elemento ou elementos, e a coordenação, pela vontade, da utilização desse ou desses. Tudo mais é herdar do tio brasileiro ou não estar onde caiu a granada.