Cita√ß√Ķes sobre Comunica√ß√£o

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Frases sobre comunica√ß√£o, poemas sobre comunica√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre comunica√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Gosto Relevante

Toda a boa capacidade é difícil de contentar. Há cultura do gosto, assim como do engenho. Relevantes ambos, são irmãos de um mesmo ventre, filhos da capacidade, herdados por igual na excelência. Engenho sublime nunca criou gosto rasteiro.
H√° perfei√ß√Ķes como s√≥is e h√° perfei√ß√Ķes como luzes. Galanteia a √°guia o sol, perde-se nele a mariposa pela luz de uma candeia e toma-se a altura a uma torrente pela eleva√ß√£o do gosto. T√™-lo bom √© j√° algo, t√™-lo relevante muito √©. Ligam-se os gostos √† comunica√ß√£o, e s√≥ por sorte se avista quem o tenha superlativo.
Têm muitos por felicidade (de empréstimo será) gozar do que lhes apetece, condenando a infelizes todos os demais; mas desforram-se estes com as mesmas linhas, assim se podendo ver uma metade do mundo rindo-se da outra, com maior ou menor necessidade.
√Č qualidade um gosto cr√≠tico, um paladar dif√≠cil de satisfazer; os mais valentes objectos temem-no e as mais seguras perfei√ß√Ķes receiam-no. √Č a avalia√ß√£o precios√≠ssima, e regate√°-la √© pr√≥prio de discretos; toda a escassez em moeda de aplauso √© fidalga e, ao contr√°rio, os desperd√≠cios de estima merecem castigo de desprezo.
A admira√ß√£o √© vulgarmente um manifesto da ignor√Ęncia;

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Nenhum pensamento é imune à sua comunicação, e basta já expressá-lo num falso lugar e num falso acordo para minar a sua verdade.

Não sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. E porque a primeira verdade está na terra e no corpo. Se o brilho das estrelas dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase semelhante a uma estrela tremula dentro de mim.

Estabeleceu-se e orientou-se uma tendência para a preguiça intelectual e nessa tendência os meios de comunicação têm uma responsabilidade.

O Esmagamento do Eu

O espectáculo (da sociedade de consumo) que é a extinção dos limites do eu e do mundo pelo esmagamento do eu que a presença-ausência do mundo assedia, é igualmente a supressão dos limites do verdadeiro e do falso pelo recalcamento de toda a verdade vivida sob a presença real da falsidade que a organização da aparência assegura. Aquele que sofre passivamente a sua sorte quotidianamente estranha é, pois, levado a uma loucura que reage ilusoriamente a essa sorte, ao recorrer a técnicas mágicas. O reconhecimento e o consumo das mercadorias estão no centro desta pseudo-resposta a uma comunicação sem resposta. A necessidade de imitação que o consumidor sente é precisamente uma necessidade infantil, condicionada por todos os aspectos da sua despossessão fundamental.

A Chave para qualquer Relacionamento

A chave para qualquer relacionamento √© a comunica√ß√£o. E eu sempre pensei que a comunica√ß√£o √© como uma dan√ßa. Uma pessoa d√° um passo em frente, o outro d√° um passo para tr√°s. O mais pequeno trope√ß√£o pode faz√™-los cair e deix√°-los emaranhados numa confus√£o. Descobri que, quando nos encontramos nesta posi√ß√£o ‚ÄĒ com o companheiro, um colega, um amigo, um filho ‚ÄĒ, a melhor op√ß√£o √© sempre perguntar √† outra pessoa: ¬ęO que √© que tu realmente queres?¬Ľ

Ao princ√≠pio pode ser que a pessoa revele um certo nervosismo, que tussa ou que talvez fa√ßa um pequeno sil√™ncio. Mas se voc√™ ficar calado o tempo suficiente para obter uma resposta, garanto-lhe que ser√° qualquer coisa do tipo: ¬ęQuero saber que me d√°s valor.¬Ľ Estenda uma m√£o de conex√£o e bom entendimento e ofere√ßa-lhe tr√™s das palavras mais importantes que qualquer um de n√≥s pode receber: ¬ęEstou a ouvir-te.¬Ľ Tenho a certeza de que isto ir√° melhorar o vosso relacionamento.

Controlar a Timidez

Nunca consegui controlar a timidez. Quando tive que enfrentar em carne viva a incumb√™ncia que nos deixou o pai errante, aprendi que a timidez √© um fantasma invenc√≠vel. De cada vez que tinha que solicitar um cr√©dito, mesmo dos combinados de antem√£o em lojas de amigos, demorava horas em redor da casa, reprimindo a vontade de chorar e as contrac√ß√Ķes da barriga, at√© que me atrevia por fim, com as mand√≠bulas t√£o apertadas que n√£o me sa√≠a a voz. Havia sempre algum comerciante sem cora√ß√£o para me atrapalhar ainda mais: ¬ęMi√ļdo parvo, n√£o se pode falar com a boca fechada.¬Ľ Mais de uma vez regressei a casa com as m√£os vazias e uma desculpa inventada por mim. Mas nunca mais tornei a ser t√£o desgra√ßado como da primeira vez que quis falar pelo telefone na loja da esquina. O dono ajudou-me com a operadora, pois ainda n√£o existia o servi√ßo autom√°tico. Senti o sopro da morte quando me deu o auscultador. Esperava uma voz servi√ßal e o que ouvi foi o latido de algu√©m que falava no escuro ao mesmo tempo que eu. Pensei que o meu interlocutor tamb√©m n√£o me ouvia e levantei a voz tanto quanto pude. O outro,

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Dois prisioneiros cujas celas s√£o adjacentes comunicam-se entre si batendo na parede. A parede √© aquilo que os separa mas tamb√©m √© o meio de comunica√ß√£o. √Č a mesma coisa conosco e Deus. Cada separa√ß√£o √© um v√≠nculo.

A fun√ß√£o da juventude depende do lugar em que residem. Por exemplo: para que servem os rapazes e as mo√ßas da Am√©rica? Resposta: para consumirem maci√ßamente. E os corol√°rios desse tipo de consumo s√£o: comunica√ß√Ķes em massa, publicidade em massa. Narc√≥ticos em massa (sob a forma de televis√£o, tranquilizantes, pensamentos positivos e cigarro). Agora que a Europa tamb√©m ingressou na produ√ß√£o em massa, para que servir√£o os seus rapazes e mo√ßas? Para consumirem maci√ßamente, exatamente como a juventude da Am√©rica. [‚Ķ] O destino da mocidade deve ser apenas se desenvolver harmoniosamente e se transformar em adultos plenamente realizados.

N√£o Consigo Viver em Literatura

Por mais que o deseje, n√£o consigo viver em literatura. Felizes os que o conseguem. Viver em literatura √© suprimir toda a interfer√™ncia do que lhe √© exterior – desde o peso das pedradas ao das flores da ova√ß√£o. Suprimir mesmo ou sobretudo a conversa sobre ela, desde a dos jornais √† dos amigos. Fazer da literatura um meio enclausurado em que a respiremos at√© √† intoxica√ß√£o e nada dele transpire para a exterioridade. Viver a arte como uma m√≠stica, um transporte de inebriamento, uma ilumina√ß√£o da gra√ßa, uma inteira absor√ß√£o como de um v√≠cio inconfess√°vel. Viv√™-la na intimidade de uma absoluta solid√£o em que toda a amea√ßa de p√ļblico esteja ausente como numa ilha que a impossibilidade de comunica√ß√£o tornasse de facto deserta. Os rec√©m-casados isolam-se para defenderem dos outros a m√≠nima parcela da paix√£o. A vida em arte devia ser uma viagem de n√ļpcias sem retorno. S√≥ ent√£o se conheceria tudo o que a arte √© para n√≥s e a inteira verdade com que n√≥s somos para ela. Mas n√£o. H√° que viver uma vida d√ļplice entre o estar a s√≥s com ela e o permanente conv√≠vio, nem que sejam uns breves instantes √† porta com os indiferentes e os maledicentes e os curiosos e mesmo os admiradores de que se necessita na nossa inferioridade moral para nos confirmarem no bom resultado da aposta.

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A Voz do Silêncio

A pessoa que sou √© √ļnica, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que s√≥ √† sua face √© verdadeira, √© aut√™ntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solid√£o, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunica√ß√£o, em toda a comunh√£o, n√£o √© ‘isolamento’. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solid√£o implica apenas que toda a voz que a exprima n√£o √© puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no sil√™ncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que est√° certa entre os homens como em face do homem s√≥. O isolamento corta com os homens: a solid√£o n√£o corta com o homem. A voz da solid√£o difere da voz f√°cil da fraternidade f√°cil em ser mais profunda e em estar prevenida.

A Diferença entre Ficção e Crença

Não há nada mais livre do que a imaginação humana; embora não possa ultrapassar o stock primitivo de ideias fornecidas pelos sentidos externos e internos, ela tem poder ilimitado para misturar, combinar, separar e dividir estas ideias em todas as variedades da ficção e da fantasia imaginativa e novelesca. Ela pode inventar uma série de eventos com toda a aparência de realidade, pode atribuir-lhes um tempo e um lugar particulares, concebê-los como existentes e des­crevê-los com todos os pormenores que correspondem a um facto histórico, no qual ela acredita com a máxima certeza. Em que consiste, pois, a diferença entre tal ficção e a crença?
Ela não se localiza sim­plesmente numa ideia particular anexada a uma concepção que obtém o nosso assentimento, e que não se encontra em nenhuma ficção conhecida. Pois, como o espírito tem autoridade sobre todas as suas ideias, poderia voluntariamente anexar esta ideia particular a uma ficção e, por conseguinte, seria capaz de acreditar no que lhe agradasse, embora se opondo a tudo que encontramos na experiência diária. Po­demos, quando pensamos, juntar a cabeça de um homem ao corpo de um cavalo, mas não está em nosso poder acreditar que semelhante animal tenha alguma vez existido.

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A Palavra Secreta

Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio. Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
Devemos modelar nossas palavras at√© se tornarem o mais fino inv√≥lucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o tra√ßo de um escultor √© identific√°vel por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo ‚Äď √© por esconderem outras palavras.
Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade.

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As pessoas vivem mais hoje do que elas viviam no passado. Elas vivem vidas mais felizes, possuem mais conhecimento, mas informação. Tudo isso é o resultado da tecnologia da comunicação.

A Construção da Personalidade Criadora

A harmonia do comportamento social requer, todos o sabemos, tanto o isolamento como o convívio. Excessiva comunicação, debates exagerados de assuntos que requerem meditação e peso moral, avesso muitas vezes à cordialidade natural das afinidades electivas, não enriquecem o património de uma sociedade. Antes embotam e alteram o terreno imparcial da sabedoria.
A solidão favorece a intensidade do pensamento; por outro lado, torna de certo modo celerado o homem que lida com a força material, com a técnica, com os outros homens. O impulso é a força que actualiza estas duas atitudes. Os ricos de impulso que se prontificam a uma reacção agressiva ou escandalosa, esses são associais especialmente difíceis. Todo o revolucionário é associal, se o impulso for nele um desvio da vida instintiva, e não uma atitude de homem capaz de obedecer e mandar a si próprio.
¬ęA felicidade m√°xima do filho da terra h√°-de ser a personalidade¬Ľ – disse Goethe. Personalidade criadora, obtida √† custa do ajustamento das nossas pr√≥prias leis interiores, que n√£o ser√£o mais, no futuro, for√ßas repelidas ou encobertas, mas sim valiosas contribui√ß√Ķes para o tempo do homem. Quando tudo for analisado e conhecido, s√≥ o justo h√°-de prevalecer.

N√≥s pensamos que vivemos em uma sociedade heterossexual porque a maioria dos homens est√° fixada nas mulheres como objetos sexuais; mas, de fato, n√≥s vivemos em uma sociedade homossexual porque todas as transa√ß√Ķes cr√≠veis de poder, autoridade, e autenticidade realizam-se entre homens; todas as transa√ß√Ķes baseadas em igualdade e individualidade realizam-se entre homens. Homens s√£o reais; portanto, todo relacionamento real acontece entre homens; toda comunica√ß√£o real acontece entre homens; toda reciprocidade real acontece entre homens; toda mutualidade real acontece entre homens.

O Amolecimento pela Sociedade de Consumo

Nos pa√≠ses subdesenvolvidos, a arte (literatura, pintura, escultura) entra quase sempre em conflito com as classes possidentes, com o poder institu√≠do, com as normas de vida estabelecidas. Em revolta aberta, o artista, origin√°rio por via de regra da m√©dia e da pequena burguesia ou mais raramente das classes prolet√°rias, contesta o statu quo, prop√Ķe solu√ß√Ķes revolucion√°rias ou, quando estas n√£o podem sequer divisar-se, limita-se a derruir (ou a tentar faz√™-lo pela cr√≠tica, violenta ou ir√≥nica) o baluarte dos preconceitos, das defesas que os benefici√°rios do sistema de produ√ß√£o ergueram contra as aspira√ß√Ķes da maioria. Nas sociedades industriais mais adiantadas, o artista pode permanecer numa atitude id√™ntica de inconformismo; por√©m, os resultados da sua actividade de cria√ß√£o e reflex√£o tornam-se mat√©ria vend√°vel e, nalguns casos, mat√©ria integr√°vel.
O consumo do objecto art√≠stico, seja ele o livro, o quadro ou o disco, quando feito sob uma tutela de opini√£o, que os meios de comunica√ß√£o de massa, em escala largu√≠ssima , exercem, torna-se, sen√£o totalmente in√≥cuo, pelo menos parcialmente esvaziado do seu conte√ļdo cr√≠tico. Despotencializa-se. Amolece. √Č o que se verifica, por exemplo, em boa parte, nos Estados Unidos. A ideologia repressiva da liberdade no mundo capitalista monopolista torna-se tanto mais perigosa quanto aborve,

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Um Século de Discursos sem Resultados

O eterno ¬ędeficit¬Ľ; o mist√©rio tenebroso das contas e da d√≠vida p√ļblica; o espectro da bancarrota; a quebra da moeda; o ¬ędeficit¬Ľ da balan√ßa comercial; a insufici√™ncia econ√≥mica; a mis√©ria agr√≠cola; a irriga√ß√£o do Alentejo; o repovoamento florestal; as estradas; os portos; o analfabetismo; o abandono das popula√ß√Ķes rurais; a pesca; a marinha mercante ; a administra√ß√£o colonial; a instru√ß√£o e rearmamento do Ex√©rcito; a reconstru√ß√£o da marinha de guerra; a viciosa educa√ß√£o da gente portuguesa; a emigra√ß√£o; o quadro das nossas rela√ß√Ķes internacionais; a quest√£o religiosa ‚ÄĒ tudo isto absorveu literalmente um s√©culo de discursos, toneladas de artigos e n√£o deu um passo, salvo sempre o respeito pelos esfor√ßos honestos e realiza√ß√Ķes parciais √ļteis, entre as quais se destacam o fomento das comunica√ß√Ķes e a ocupa√ß√£o colonial.