Cita√ß√Ķes sobre Depress√£o

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Frases sobre depress√£o, poemas sobre depress√£o e outras cita√ß√Ķes sobre depress√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Passatempo: um dispositivo para promover a depressão. Exercício suave para a debilidade intelectual.

O Homem Superior

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma cousa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.
Tr√™s cousas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silencio a sua superioridade ‚ÄĒ o ridiculo, o trabalho e a dedica√ß√£o.
Como n√£o se dedica a ningu√©m, tamb√©m nada exige da dedica√ß√£o alheia. S√≥brio, casto, frugal, tocando o menos poss√≠vel na vida, tanto para n√£o se incomodar como para n√£o approximar as cousas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveni√™ncia do orgulho e da desillus√£o. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente √© submeter-se ‚ÄĒ submeter-se √† ac√ß√£o da cousa sentida.
Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios ‚ÄĒ e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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A Inteligência não é o Fundo do nosso Ser

A intelig√™ncia n√£o √© o fundo do nosso ser. Pelo contr√°rio. √Č como uma pele sens√≠vel, tentacular que cobre o resto do nosso volume √≠ntimo, o qual por si √© sensu stricto ininteligente, irracional. Barr√®s dizia isto muito bem: L’intelligence, quelle petite chose √† la surface de nous. A√≠ est√° ela, estendida como um dintorno sobre o nosso ser mais interior, dando uma face √†s coisas, ao ser – porque o seu papel n√£o √© outro sen√£o pensar as coisas, pensar o ser, o seu papel n√£o √© ser o ser, mas reflecti-lo, espelh√°-lo. Tanto n√£o somos ela que a intelig√™ncia √© uma mesma em todos, embora uns dela tenham maior por√ß√£o que outros. Mas a que tiverem √© igual em todos: 2 e 2 s√£o para todos 4. Por isso Arist√≥teles e o averro√≠smo acreditaram que havia um √ļnico no√Ľs ou intelecto no Universo, que todos √©ramos, enquanto inteligentes, uma s√≥ intelig√™ncia. O que nos individualiza est√° por tr√°s dela.
Mas não vamos agora espicaçar uma tão difícil questão. Baste o que foi dito para sugerir que em vão pretenderá a inteligência lutar num match de convicção com as crenças irracionais, habituais. Quando um cientista sustém as suas ideias com uma fé semelhante à fé vital,

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Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar.

Recessão é quando o seu vizinho perder o emprego; depressão é quando você perde o seu.

blues da morte de amor

já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei l√° perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depress√Ķes sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e m√ļsica de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

a gente sopra e n√£o atina, h√° um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, n√£o,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu n√£o me arrependi, minha querida, ah, n√£o, ah, sim.

há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, n√£o, manda calar a gente,
minha querida,

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Tudo que criamos para n√≥s, de que n√£o temos necessidade, se transforma em ang√ļstia, em depress√£o…

Use o Seu Cérebro

N√£o existe manual de instru√ß√Ķes para o c√©rebro, mas ele precisa de alimento, repara√ß√£o e da devida manuten√ß√£o ainda assim. Certos nutrientes s√£o f√≠sicos; a atual mania dos alimentos para o c√©rebro faz as pessoas correrem para vitaminas e enzimas. Mas o devido alimento para o c√©rebro √© tanto mental como f√≠sico. O √°lcool e o tabaco s√£o t√≥xicos, e sujeitar o c√©rebro √† sua exposi√ß√£o √© fazer mau uso dele. A raiva e o medo, o stress e a depress√£o s√£o igualmente uma forma de m√° utiliza√ß√£o. No momento em que escrevemos este livro, um novo estudo revela que uma rotina de stress di√°rio fecha o c√≥rtex pr√©-frontal, a parte do c√©rebro respons√°vel pela tomada de decis√Ķes, corre√ß√£o de erros e avalia√ß√£o de situa√ß√Ķes. √Č por isso que as pessoas d√£o em doidas em engarrafamentos. √Č um stress rotineiro, e contudo a f√ļria, frustra√ß√£o e impot√™ncia que alguns condutores sentem indicam que o c√≥rtex pr√©-frontal deixou de dominar os impulsos prim√°rios por cujo controlo √© respons√°vel.

Damos constantemente connosco a voltar √† mesma quest√£o: use o seu c√©rebro, n√£o deixe que o seu c√©rebro o use a si. As f√ļrias com o tr√Ęnsito s√£o um exemplo do seu c√©rebro a us√°-lo,

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Crónica de Natal

Todos os anos, por esta altura, quando me pedem que escreva alguma coisa sobre o Natal, reajo de mau modo. ¬ęOutra vez, uma hist√≥ria de Natal! Que chatice!¬Ľ ‚ÄĒ digo. As pessoas ficam muito chocadas quando eu falo assim. Acham que abuso dos direitos que me s√£o conferidos. Os meus direitos s√£o falar bem, assim como para outros n√£o falar mal. Uma vez, em Paris, um chauffeur de t√°xi, desses que se fazem casti√ßos e dizem palavr√Ķes para corresponder √† fama que t√™m, aborreceu-me tanto que lhe respondi com palavr√Ķes. Ditos em franc√™s, a mim n√£o me impressionavam, mas ele levou muito a mal e ficou amuado. Como se eu pisasse um terreno que n√£o era o meu e cometesse um abuso. Ele era malcriado mas eu – eu era injusta. Cada situa√ß√£o tem a sua justi√ßa pr√≥pria, √© isto √© duma complexidade que o c√≥digo civil n√£o alcan√ßa.

Mas dizia eu: ¬ęOutra vez o Natal, e toda essa boa vontade de encomenda!¬Ľ Ponho-me a percorrer as imagens que s√£o de praxe, anjos trombeteiros, pastores com capotes de burel e meninos pobres do tempo da Revolu√ß√£o Industrial inglesa. Pobres e explorados, mas, entretanto, n√£o exclu√≠dos do trato social atrav√©s dos seus conflitos pr√≥prios,

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Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depress√£o √© o √ļltimo est√°gio da dor humana.

√Č Fundamental Cultivar Interesses Exteriores

Uma das causas da infelicidade, da fadiga e da tens√£o nervosa √© a incapacidade para tomar interesse por tudo o que n√£o tenha uma import√Ęncia pr√°tica na vida. Da√≠ resulta que o consciente est√° sempre ocupado com um n√ļmero restrito de problemas, cada um dos quais comporta certamente algumas inquieta√ß√Ķes e cuidados. A n√£o ser no sono, o consciente nunca repousa para o subconsciente amadurecer gradualmente os problemas inquietantes. Sobrevem assim a excitabilidade, a falta de prud√™ncia, a irritabilidade e a perda do sentido das propor√ß√Ķes. Tudo isto tanto s√£o causas como efeitos da fadiga. √Ä medida que aumenta a fadiga no homem, diminuem os seus interesses exteriores, e √† medida que estes diminuem perde o descanso que eles lhe proporcionavam e fatiga-se ainda mais.
Este c√≠rculo vicioso n√£o pode deixar de conduzir a uma depress√£o nervosa. O que √© repousante nos interesses exteriores √© o facto de n√£o exigirem qualquer ac√ß√£o. Tomar decis√Ķes e exercer a sua vontade √© bastante fatigante, especialmente quando √© necess√°rio faz√™-lo apressadamente e sem o aux√≠lio do subconsciente. T√™m raz√£o os que pensam que ¬ęa noite √© boa conselheira¬Ľ e que devem dormir primeiro antes de tomar alguma decis√£o importante, mas n√£o √© somente no sono que o processo mental do subconsciente pode realizar-se.

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A vida das pessoas move-se por desafios constantes. Aqui há tempos estive a ler uma autobiografia do Graham Greene, em que ele dizia não compreender como é que as pessoas que não escreviam escapavam à melancolia. A escrita é um maravilhoso substituto da depressão.

Realmente, toda a nossa vida é uma luta e uma fuga constante à depressão e ao receio da morte, não é? E ao mecanismo que nós arranjamos para nos defendermos disso. Se a gente esgravata um bocadinho em nós próprios ou nos outros, é aquilo que acaba por encontrar, o enorme receio da solidão, do abandono (que é aquilo que as pessoas suportam pior) e da morte.

Duvide de Tudo o que n√£o Promove a Vida

Duvide do conte√ļdo de todas as ideias e de todos os pensamentos que debilitam a sua sa√ļde ps√≠quica. Duvide da sua incapacidade de superar os seus conflitos, os seus fracassos, a sua inseguran√ßa, a sua ansiedade. Duvide da sua incapacidade de ser feliz.

A d√ļvida esvazia a ditadura das derrotas, das ang√ļstias, da depress√£o. Devemos assumir com honestidade as nossas fragilidades, limita√ß√Ķes e conflitos, mas n√£o nos devemos deixar controlar por elas. Cuidado com a ditadura do medo, das ideias negativas, das doen√ßas emocionais. Retire o medo do trono da sua mente e substitua-o pela esperan√ßa.

N√£o duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, enfim, de tudo o que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo o que a compromete. Duvide do controle que a mis√©ria, a ansiedade, o ego√≠smo, a intoler√Ęncia e a irritabilidade exercem sobre si. Use a d√ļvida como ferramenta para fazer uma limpeza no delicado palco da sua mente com o mesmo empenho com que faz a sua higiene dent√°ria.

Antidepressivos tratam a dor depress√£o, mas n√£o curam o sentimento de culpa e nem tratam a ang√ļstia da solid√£o. (O Futuro da Humanidade)

O Maior Triunfo do Homem

O maior triunfo do homem é quando se convence de que o ridículo é uma coisa sua que existe só para os outros, e, mesmo, sempre que outros queiram. Ele então deixa de importar-se com o ridículo, que, como não está em si, ele não pode matar.

Três coisas tem o homem superior que ensinar-se a esquecer para que possa gozar no perfeito silêncio a sua superioridade Рo ridículo, o trabalho e a dedicação.
Como não se dedica a ninguém, também nada exige da dedicação alheia. Sóbrio, casto, frugal, tocando o menos possível na vida, tanto para não se incomodar como para não aproximar as coisas de mais, a ponto de destruir nelas a capacidade de serem sonhadas, ele isola-se por conveniência do orgulho e da desilusão. Aprende a sentir tudo sem o sentir directamente; porque sentir directamente é submeter-se Рsubmeter-se à acção da coisa sentida.

Vive nas dores e nas alegrias alheias, Whitman ol√≠mpico, Proteu da compreens√£o, sem partilhar de viv√™-las realmente. Pode, a seu talante, embarcar ou ficar nas partidas de navios e pode ficar e embarcar ao mesmo tempo, porque n√£o embarca nem fica. Esteve com todos em todas as sensa√ß√Ķes de todas as horas da sua vida.

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