Cita√ß√Ķes sobre Ditados

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Frases sobre ditados, poemas sobre ditados e outras cita√ß√Ķes sobre ditados para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Atrás é onde melhor se vê e menos se é visto. Certo é o ditado: se a agulha cai no poço muitos espreitam, mas poucos descem a buscá-la.

A Amizade e o Amor Segundo uma Lógica de Bazar

Desconfia-se do que √© dado e pesa-se o que se recebe. A amizade e o amor parecem gerir-se, por vezes, segundo uma l√≥gica de bazar. J√° nem √© considerado m√°-educa√ß√£o perguntar quanto √© que uma prenda custou. Se esse pre√ßo √© excessivo chega-se a dizer que n√£o se pode aceitar. Recusar uma d√°diva √© como chamar interesseiro ao dador. √Č desconfiar que existe uma segunda inten√ß√£o. De qualquer forma, s√≥ quem tem medo (ou corre o risco) de se vender pode pensar que algu√©m est√° a tentar compr√°-lo. Quem d√° de bom cora√ß√£o merece ser aceite de bom cora√ß√£o. A ess√™ncia sentimental da d√°diva √© ultrajada pela frieza da avalia√ß√£o.
A mania da equitatividade contamina os esp√≠ritos justos. √Č o caso das pessoas que, n√£o desconfiando de uma d√°diva, recusam-se a aceitar uma prenda que, pelo seu valor, n√£o sejam capazes de retribuir. Esta atitude, apesar de ser nobre, acaba por ser igualmente destrutiva, pois sup√Ķe que existe, ou poder√° vir a existir, uma expectativa de retribui√ß√£o da parte de quem d√°. Mas quem d√° n√£o d√° para ser pago. D√° para ser recebido. N√£o d√° como quem faz um dep√≥sito ou investimento. O valor de uma prenda n√£o est√° na prenda –

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‚ÄėOnde h√° risos vir√° a felicidade‚Äô ‚Äď este ditado exprime a Verdade. Tr√™s vezes ao dia, diante do espelho, mostra uma fisionomia alegre e grava em tua mente que est√°s sempre com esse semblante alegre. Ap√≥s tr√™s meses, ser√°s realmente uma pessoa feliz. Com este m√©todo simples pode-se tamb√©m recuperar a sa√ļde.

‚ÄėSe preparaste a cama, deves deitar‚Äô ‚Äď diz um ditado. Parafraseando este ditado, afirmamos: ‚ÄėSe gostas de ficar deitado, √© natural que fiques doente‚Äô.

Um Homem de Sucesso

Uma pessoa n√£o √© exatamente o que come, como diz o ditado e como eu pr√≥prio dei por garantido; uma pessoa √© sobretudo o lugar onde come, e com quem come, e a corre√ß√£o com que nomeia o que come e a seguran√ßa com que escolhe, da ementa, os pratos certos, perante testemunhas. Um homem de sucesso √©, muito especialmente, aquele que depois diz onde comeu e com quem. S√£o essas coisas que definem o seu estatuto e a altitude a que voa, e que determinam se vaie a pena perder um quarto de hora com ele, pagar-lhe um copo e at√© tentar marcar um jantar para outro dia, estabelecer uma rela√ß√£o. Ou se, pelo contr√°rio, deves responder-lhe que est√°s atrasado para uma reuni√£o e consultar duas ou tr√™s vezes o rel√≥gio antes de te afastares rapidamente, mesmo que ele esteja disposto a pagar–te o jantar.

Diz um velho ditado: ‚ÄėO cego n√£o teme a cobra‚Äô. Aquele que n√£o v√™ a cobra, vence-a. Aquele que n√£o v√™ os problemas, vence-os. Tal como o cego pisa e esmaga a cabe√ßa da cobra, esmaguemos todos os temores.

Ser Sensível

N√£o se √© obrigado a fazer do homem um fil√≥sofo, em lugar de fazer dele um homem; os seus deveres para com outrem n√£o lhe s√£o ditados unicamente pelas tardias li√ß√Ķes da sabedoria; e, enquanto n√£o resistir ao impulso interior da comisera√ß√£o, jamais far√° mal a outro homem, nem mesmo a nenhum ser sens√≠vel, excepto no caso leg√≠timo em que, achando-se a conserva√ß√£o interessada, √© obrigado a dar prefer√™ncia a si mesmo. Por esse meio, terminam tamb√©m as antigas disputas sobre a participa√ß√£o dos animais na lei natural; porque √© claro que, desprovidos de luz e de liberdade, n√£o podem reconhecer essa lei; mas, unidos de algum modo √† nossa natureza pela sensibilidade de que s√£o dotados, julgar-se-√° que devem tamb√©m participar do direito natural e que o homem est√° obrigado, para com eles a certa esp√©cie de deveres. Parece, com efeito, que, se sou obrigado a n√£o fazer nenhum mal ao meu semelhante, √© menos porque ele √© um ser racional do que porque √© um ser sens√≠vel, qualidade que, sendo comum ao animal e ao homem, deve ao menos dar a um o direito de n√£o ser maltratado inutilmente pelo outro.

Regras Essenciais para uma Boa Amizade

Os homens assemelham-se √†s crian√ßas, que adquirem maus costumes quando mimadas; por isso, n√£o se deve ser muito condescendente e am√°vel com ningu√©m. Do mesmo modo como, via de regra, n√£o se perder√° um amigo por lhe negar um empr√©stimo, mas muito facilmente por lhe conceder, tamb√©m n√£o se perder√° nenhum amigo por conta de um tratamento orgulhoso e um pouco negligente, mas ami√ļde em virtude de excessiva amabilidade e solicitude, que fazem com que ele se torne insuport√°vel, o que ent√£o produz a ruptura. Mas √© sobretudo o pensamento de que precisamos das pessoas que lhes √© absolutamente insuport√°vel: petul√Ęncia e presun√ß√£o s√£o as consequ√™ncias inevit√°veis.
Em algumas, tal pensamento origina-se em certo grau já pelo facto de nos relacionarmos ou conversarmos frequentemente com elas de uma maneira confidencial; de imediato, pensarão que nós também devemos ter paciência com eles e tentarão ampliar os limites da polidez. Eis porque tão poucos indivíduos se prestam a uma convivência íntima; desse modo, temos de evitar qualquer familiaridade com naturezas de nível inferior.

Contudo, se esse indivíduo imaginar que é mais necessário a nós do que nós a ele, terá como sensação imediata a impressão de que lhe roubamos algo.

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Por um Mundo Escutador

N√£o existe alternativa: a globaliza√ß√£o come√ßou com o primeiro homem. O primeiro homem (se √© que alguma vez existiu ¬ęum primeiro¬Ľ homem) era j√° a humanidade inteira. Essa humanidade produziu infinitas respostas adaptativas. O que podemos fazer, nos dias de hoje, √© responder √† globaliza√ß√£o desumanizante com uma outra globaliza√ß√£o, feita √† nossa maneira e com os nossos prop√≥sitos. N√£o tanto para contrapor. Mas para criar um mundo plural em que todos possam mundializar e ser mundializados. Sem hegemonia, sem domina√ß√£o. Um mundo que escuta as vozes diversas, em que todos s√£o, em simult√Ęneo, centro e periferia.

S√≥ h√° um caminho. Que n√£o √© o da imposi√ß√£o. Mas o da sedu√ß√£o. Os outros necessitam conhecer-nos. Porque at√© aqui ¬ęeles¬Ľ conhecem uma miragem. O nosso retrato – o retrato feito pelos ¬ęoutros¬Ľ – foi produzido pela sedimenta√ß√£o de estere√≥tipos. Pior do que a ignor√Ęncia √© essa presun√ß√£o de saber. O que se globalizou foi, antes de mais, essa ignor√Ęncia disfar√ßada de arrog√Ęncia. N√£o √© o rosto mas a m√°scara que se veicula como retrato.
A questão é, portanto, a de um outro conhecimento. Se os outros nos conhecerem, se escutarem a nossa voz e, sobretudo, se encontrarem nessa descoberta um motivo de prazer,

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Mais vale nunca do que tarde. O santo português, como diz o ditado, é S. Nunca. Façamos a festa do seu dia Р29 de Fevereiro em ano não bissexto.

Buscam-se as consola√ß√Ķes onde se acham, conforme se v√£o encontrando. √Č um ditado irland√™s ou uma f√≥rmula cat√≥lica; j√° n√£o sei dizer. Tamb√©m n√£o me lembro quem foi o grande pessimista que, quando lhe perguntaram, j√° velho, se havia alguma coisa que ajudava a suportar o peso e a amargura da vida, respondeu que n√£o, que n√£o havia – que s√≥ restava a consola√ß√£o da m√ļsica.