Passagens sobre Elementos

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Frases sobre elementos, poemas sobre elementos e outras passagens sobre elementos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Sofrimento do Hipócrita

Ter mentido √© ter sofrido. O hip√≥crita √© um paciente na dupla acep√ß√£o da palavra; calcula um triunfo e sofre um supl√≠cio. A premedita√ß√£o indefinida de uma a√ß√£o ruim, acompanhada por doses de austeridade, a inf√Ęmia interior temperada de excelente reputa√ß√£o, enganar continuadamente, n√£o ser jamais quem √©, fazer ilus√£o, √© uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no c√©rebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfei√ß√£o com a perversidade, fazer c√≥cegas com o punhal, por a√ß√ļcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na m√ļsica da voz, n√£o ter o pr√≥prio olhar, nada mais dif√≠cil, nada mais doloroso. O odioso da hipocrisia come√ßa obscuramente no hip√≥crita. Causa n√°useas beber perp√©tuamente a impostura. A meiguice com que a ast√ļcia disfar√ßa a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e h√° momentos de enj√īo em que o hip√≥crita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva √© coisa horr√≠vel. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hip√≥crita se estima. H√° um eu desmedido no impostor.

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A Literatura é a Mais Ameaçada das Formas de Arte

Justamente porque a literatura se funda genericamente na ideia, ela √© a mais amea√ßada das formas de arte, para l√° do que sabemos da sua aparente maior dura√ß√£o. Ou portanto a mais equ√≠voca. Ou a mais mortal. Porque nas outras artes, a ideia √© a nossa tradu√ß√£o do seu sil√™ncio, o modo de uma emo√ß√£o ser dita ou seja transaccion√°vel, um modo irresist√≠vel de explicar, uma forma afinal de dominarmos o que nos domina, porque nomear √© reduzir ao nosso poder aquilo que se nomeia. Mas a forma de arte n√£o discursiva permanece intacta ao nosso nomear. A literatura, por√©m, √© nesse nomear que come√ßa. Na rela√ß√£o da emo√ß√£o com a palavra que a diz, o seu movimento √© inverso do que acontece com a m√ļsica ou a pintura. A emo√ß√£o de um quadro resolve-se numa palavra terminal. Mas a literatura parte-se dessa palavra para se chegar √° emo√ß√£o. Assim pois a ¬ęideia¬Ľ √© o seu elemento nuclear, ainda que uma associa√ß√£o imprevis√≠vel de palavras a disfarce.

O Mal das Doutrinas Religiosas

– Bem, o que at√© agora me pareceu mais interessante foi verificar que a grande maioria de todas essas cren√ßas parte de um facto ou de uma personagem de relativa probabilidade hist√≥rica, mas todas evoluem rapidamente para movimentos sociais subordinados e enformados pelas circunst√Ęncias pol√≠ticas, econ√≥micas e sociais do grupo que as aceita. Ainda est√° acordada?
Eulalia assentiu.
РUma boa parte da mitologia que se desenvolve à volta de cada uma destas doutrinas, desde a liturgia até às normas e tabus, provém da burocracia que é gerada à medida que evoluem e não do suposto facto sobrenatural que lhes deu origem. A maior parte das anedotas simples e bonançosas, um misto de senso comum e folclore, e toda a carga beligerante que conseguem desenvolver provém da interpretação posterior daqueles princípios, quando não tendem a desvirtuar-se, nas mãos dos seus administradores. A questão administrativa e hierárquica parece ser a chave da sua evolução. A verdade é revelada em princípio a todos os homens, mas depressa aparecem indivíduos que se atribuem o poder e o dever de interpretar, administrar e, nalguns casos, alterar essa verdade em nome do bem comum, estabelecendo para isso uma organização poderosa e potencialmente repressiva.

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A Alma Popular é Totalmente Dominada por Elementos Afectivos e Místicos

A ac√ß√£o cada vez mais consider√°vel das multid√Ķes na vida pol√≠tica imprime especial import√Ęncia ao estudo das opini√Ķes populares. Interpretadas por uma legi√£o de advogados e professores, que as transp√Ķem e lhe dissimulam a mobilidade, a incoer√™ncia e o simplismo, elas permanecem pouco conhecidas. Hoje, o povo soberano √© t√£o adulado quanto foram, outrora, os piores d√©spotas. As suas paix√Ķes baixas, os seus ruidosos apetites, as suas ininteligentes aspira√ß√Ķes suscitam admiradores. Para os pol√≠ticos, servidores da plebe, os factos n√£o existem, as realidades n√£o t√™m nenhum valor, a natureza deve-se submeter a todas as fantasias do n√ļmero.
A alma popular (…) tem, como principal caracter√≠stica, a circunst√Ęncia de ser inteiramente dominada por elementos afectivos e m√≠sticos. N√£o podendo nenhum argumento racional refrear nela as impuls√Ķes criadas por esses elementos, ela obedece-lhes imediatamente.
O lado m√≠stico da alma das multid√Ķes √©, muitas vezes, mais desenvolvido ainda do que o seu lado afectivo. Da√≠ resulta uma intensa necessidade de adorar alguma coisa: deus, feiti√ßo, personagem ou doutrina.
(…) O ponto mais essencial, talvez, da psicologia das multid√Ķes √© a nula influ√™ncia que a raz√£o exerceu nelas. As ideias suscept√≠veis de influenciar as multid√Ķes n√£o s√£o ideias racionais, por√©m sentimentos expressos sob forma de ideias.

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A vaidade é um elemento tão subtil da alma humana que a encontramos onde menos se espera: ao lado da bondade, da abnegação, da generosidade!

O Absurdo do C√ļmulo da Felicidade

Agora pergunto-lhe: o que podemos esperar do homem enquanto criatura dotada de t√£o estranhas qualidades? Fa√ßa chover sobre ele todos os tipos de b√™n√ß√£os terrenas; submerja-o em felicidade at√© acima da cabe√ßa, de modo que s√≥ pequenas bolhas apare√ßam na superf√≠cie dessa felicidade, como se em √°gua; d√™ a ele uma prosperidade econ√≥mica tamanha que nada mais lhe reste para ser feito, excepto dormir, comer p√£o-de-l√≥ e preocupar-se com a continua√ß√£o da hist√≥ria mundial ‚ÄĒ mesmo assim, por pura ingratid√£o, por exclusiva perversidade, ele vai cometer algum acto repulsivo. Ele at√© mesmo arriscar√° perder o seu p√£o-de-l√≥ e desejar√° intencionalmente o mais depravado lodo, o mais antiecon√≥mico absurdo, simplesmente a fim de injectar o seu fant√°stico e pernicioso elemento no √Ęmago de toda essa racionalidade positiva.

O Cortejo Ingénuo dos Nossos Sonhos

N√£o desenhamos uma imagem ilus√≥ria de n√≥s pr√≥prios, mas in√ļmeras imagens, das quais muitas s√£o apenas esbo√ßos, e que o esp√≠rito repele com embara√ßo, mesmo quando porventura haja colaborado, ele pr√≥prio, na sua forma√ß√£o. Qualquer livro, qualquer conversa podem faz√™-las surgir; renovadas por cada paix√£o nova, mudam com os nossos mais recentes prazeres e os nossos √ļltimos desgostos. S√£o, contudo, bastante fortes para deixarem, em n√≥s, lembran√ßas secretas que crescem at√© formarem um dos elementos mais importantes da nossa vida: a consci√™ncia que temos de n√≥s mesmos t√£o velada, t√£o oposta a toda a raz√£o, que o pr√≥prio esfor√ßo do esp√≠rito para a captar a faz anular-se.
Nada de definido, nem que nos permita definir-nos; uma esp√©cie de pot√™ncia latente… como se houvesse apenas faltado a ocasi√£o para cumprirmos no mundo real os gestos dos nossos sonhos, conservamos a impress√£o confusa, n√£o de os ter realizado, mas de termos sido capazes de os realizar. Sentimos esta pot√™ncia em n√≥s como o atleta conhece a sua for√ßa sem pensar nela. Actores miser√°veis que j√° n√£o querem deixar os seus pap√©is gloriosos, somos, para n√≥s mesmos, seres nos quais dorme, amalgamado, o cortejo ing√©nuo das possibilidades das nossas ac√ß√Ķes e dos nossos sonhos.

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A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível.

O Escr√ļpulo √© a Morte da Ac√ß√£o

O escr√ļpulo √© a morte da ac√ß√£o. Pensar na sensibilidade alheia √© estar certo de n√£o agir. N√£o h√° ac√ß√£o, por pequena que seja – e quanto mais importante, mais isso √© certo – que n√£o fira outra alma, que n√£o magoe algu√©m que n√£o contenha elementos de que, se tivermos cora√ß√£o, nos n√£o tenhamos que arrepender. Muitas vezes tenho pensado que a filosofia real do eremita estar√° antes no esquivar-se a ser hostil, pelo simples facto de viver, do que em qualquer pensamento directamente relacionado com o isolar-se.

A Função do Escritor

Que o mundo ¬ęest√° infestado com a esc√≥ria do g√©nero humano¬Ľ √© perfeitamente verdade. A natureza humana √© imperfeita. Mas pensar que a tarefa da literatura √© separar o trigo do joio √© rejeitar a pr√≥pria literatura. A literatura art√≠stica √© assim chamada porque descreve a vida como realmente √©. O seu objectivo √© a verdade – incondicional e honestamente. O escritor n√£o √© um confeiteiro, um negociante de cosm√©ticos, algu√©m que entret√©m; √© um homem constrangido pela realiza√ß√£o do seu dever e a sua consci√™ncia. Para um qu√≠mico, nada na terra √© puro. Um escritor tem de ser t√£o objectivo como um qu√≠mico.
Parece-me que o escritor n√£o deveria tentar resolver quest√Ķes como a exist√™ncia de Deus, pessimismo, etc. A sua fun√ß√£o √© descrever aqueles que falam, ou pensam, acerca de Deus e do pessimismo, como e em que circunst√Ęncias. O artista n√£o deveria ser juiz dos seus personagens e das suas conversas, mas apenas um observador imparcial.
Têm razão em exigir que um artista deva ter uma atitude inteligente em relação ao seu trabalho, mas confundem duas coisas: resolver um problema e enunciar correctamente um problema. Para o artista, só a segunda cláusula é obrigatória.
Acusam-me de ser objectivo,

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Renunciar à Sede de Poder

Quem n√£o conheceu a tenta√ß√£o de ser o primeiro na cidade nada compreender√° do jogo pol√≠tico, da vontade de submeter os outros para deles fazer objectos, nem adivinhar√° os elementos de que √© composta a arte do desprezo. A sede de poder, raros s√£o os que n√£o a tenham num grau ou noutro experimentado: √©-nos natural, e contudo, se a considerarmos melhor, assume todos os car√°cteres de um estado m√≥rbido do qual apenas nos curamos por acidente ou ent√£o por meio de um amadurecimento interior, aparentado com o que se operou em Carlos V quando, ao abdicar em Bruxelas, no topo da sua gl√≥ria, ensinou ao mundo que o excesso de cansa√ßo podia suscitar cenas t√£o admir√°veis como o excesso de coragem. Mas, anomalia ou maravilha, a ren√ļncia, desafio √†s nossas contantes, √† nossa identidade, sobrev√©m somente em momentos excepcionais, caso limite que satisfaz o fil√≥sofo e perturba profundamente o historiador.

As Restri√ß√Ķes dos Guardi√Ķes Morais

Parece-me a mim que o pressuposto em que se baseiam as ac√ß√Ķes restritivas dos nossos guardi√Ķes morais √© simplesmente o de que o acesso √† literatura proibida nos pode levar a comportar-se como animais. Mas pensar assim √© insultar o reino animal. E, ao mesmo tempo, transformar paix√£o, o maior atributo do homem, numa caricatura. A gama da paix√£o humana √© quase ilimitada, atingindo alturas e profundidades impens√°veis. Precisamente por abarcar tais extremos √© a paix√£o a aut√™ntica pedra de toque da nossa humanidade, e talvez tamb√©m da nossa divindade. De todas as criaturas da terra, o homem √© a √ļnica de comportamento imprevis√≠vel. H√° em n√≥s alguma coisa de toda a cria√ß√£o. Quando nos √© negada a menor parcela de liberdade, ficamos espiritualmente limitados e mutilados. √Č a plena consci√™ncia da nossa natureza m√ļltipla e a integra√ß√£o da mir√≠ade de elementos de que somos compostos que nos faz completos, que nos faz humanos. A religi√£o faz de n√≥s santos, ou apenas bons cidad√£os, mas o que faz de n√≥s homens, o que nos faz humanos at√© ao √Ęmago, √© a liberdade. √Č uma palavra terr√≠vel, a liberdade, para aqueles que viveram toda a vida mentalmente algemados.

A Vergonha e a Injustiça Não Existem na Natureza

A vergonha n√£o existe na natureza. Os animais sabem a lei: a for√ßa, a for√ßa, a for√ßa. Quem √© fraco cai e faz o que o forte quer. A inunda√ß√£o, as chuvas, o mam√≠fero mais pesado e mais r√°pido e o mam√≠fero pequeno. Os primatas, os r√©pteis, os peixes maiores e os mais min√ļsculos, a cascata: j√° viste algum animal cair?, n√£o h√° a mais breve compaix√£o entre os animais e a √°gua, o mar engoliu milhares e milhares de c√£es desde o in√≠cio do mundo. N√£o h√° a mais breve compaix√£o entre a √°gua e as plantas, entre a terra que desaba e os pequenos animais acabados de nascer. A natureza avan√ßa com o que √© forte e a cidade avan√ßa com o que √© forte: qual a d√ļvida? Queres o qu√™?
N√£o h√° animais injustos, n√£o sejas imbecil. N√£o h√° inunda√ß√Ķes injustas ou desabamentos da maldade. A injusti√ßa n√£o faz parte dos elementos da natureza, um c√£o sim, e uma √°rvore e a √°gua enorme, mas a injusti√ßa n√£o. Se a injusti√ßa se fizesse organismo: coisa que pode morrer, ent√£o, sim, faria parte da natureza.

Gonçalo M.

A Fraqueza dos Nossos Sentidos

A fraqueza dos nossos sentidos impede-nos o gozar das cousas na sua simplicidade natural. Os elementos n√£o s√£o em si como n√≥s os vemos: o ar, a √°gua, e a terra a cada instante mudam, o fogo toma a qualidade da mat√©ria que o produz, e tudo enfim se altera, e se empiora para ser proporcionado a n√≥s. A virtude muitas vezes se acha com mistura de algum v√≠cio; no v√≠cio tamb√©m se podem encontrar alguns raios de virtude; incapazes de um ser constante, e s√≥lido, dificilmente se pode dar em n√≥s virtude sem mancha, ou perfeito v√≠cio: a justi√ßa tamb√©m se comp√Ķe de iniquidade, semelhante √† harmonia, que n√£o pode subsistir sem disson√Ęncia, antes com correspond√™ncia certa, a disson√Ęncia √© uma parte da harmonia. Vemos as cousas pelo modo com que as podemos ver, isto √©, confusamente, e por isso qu√°si sempre as vemos como elas n√£o s√£o.
As paix√Ķes formam dentro de n√≥s um intrincado labirinto, e neste se perde o verdadeiro ser das cousas, porque cada uma delas se apropria √† natureza das paix√Ķes por onde passa. Tomamos por subst√Ęncia, e entidade, o que n√£o √© mais do que um costume de ver, de ouvir, e de entender;

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Qual é o elemento primeiro? Logo teve que ser dois para haver o secreto movimento íntimo do qual jorra leite.

Cren√ßas e Opini√Ķes Vencem o Conhecimento

A idade moderna cont√©m tanta f√© quanto tiveram os s√©culos precedentes. Nos novos templos pregam-se dogmas, t√£o desp√≥ticos quanto os do passado, e estes contam fi√©is igualmente numerosos. Os velhos credos religiosos que outrora escravizavam a multid√£o, s√£o substitu√≠dos por credos socialistas ou anarquistas, t√£o imperiosos e t√£o pouco racionais como aqueles, mas n√£o dominam menos as almas. A igreja √© substitu√≠da muitas vezes pela taberna, mas aos serm√Ķes dos agitadores m√≠sticos que a√≠ s√£o ouvidos, atribui-se a mesma f√©.
Se a mentalidade dos fieis não tem evoluído muito desde a época remota em que, às margens do Nilo, Isis e Hathor atraíam aos seus templos milhares de fervorosos peregrinos, é porque, no decurso das idades, os sentimentos, verdadeiros alicerces da alma, mantêm a sua fixidez. A inteligência progride, mas os sentimentos não mudam.
A f√© num dogma qualquer √©, sem d√ļvida, de um modo geral, apenas uma ilus√£o. Cumpre, contudo, n√£o a desdenhar. Gra√ßas √† sua m√°gica pujan√ßa, o irreal torna-se mais forte do que o real. Uma cren√ßa aceite d√° a um povo uma comunh√£o de pensamentos que originam a sua unidade e a sua for√ßa.
Sendo o domínio do conhecimento muito diverso do terreno da crença,

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A liberdade n√£o √© um luxo dos tempos de bonan√ßa; √©, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das institui√ß√Ķes.

Entre os pobres mais abandonados e maltratados est√° a nossa oprimida e devastada Terra, que ¬ęgeme e sofre as dores do parto¬Ľ (Carta aos Romanos 8:22). Esquecemo-nos de que n√≥s pr√≥prios somos Terra (cf. G√©nesis 2:7). O nosso pr√≥prio corpo √© constitu√≠do pelos elementos do planeta, √© o seu ar que nos permite respirar e a sua √°gua vivifica-nos e restaura-nos.