Cita√ß√Ķes sobre Extremidade

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Na extremidade da sala, um alto-falante sobressaía da parede. O Diretor foi até ele e apertou um botão.

Todo o discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo.

Metodologia

Convoco os duendes da inquietação
e da alegria, urdindo um laborioso
rito circular, delicada teia iridiscente
de que, relutante, a luz se v√°
pouco a pouco enamorando.

Palavras n√£o as profiro
sem que antes as tenha encantado
de vagarosa ternura; mal esboçados,
gestos ou afagos, apenas me afloram
a hesitante extremidade dos dedos

que, aqu√°ticos e transidos, estacam
no limiar surpreso do seu rosto.
Movimentos longos da tarde
e sussurros graves da noite
que tendessem para a imobilidade

e o silêncio, não seriam mais cautos
e aéreos. Quietas estátuas de cristal,
intensamente nos fitamos, enquanto
trémula, lenta e comburente,
a luz mais pura nos atravessa.

A Superficialidade dos Grandes Espíritos

N√£o h√° nada de mais perigoso para o esp√≠rito do que a sua rela√ß√£o com as grandes coisas. Algu√©m deambula por uma floresta, sobe a um monte e v√™ o mundo estendido a seus p√©s, olha para um filho que lhe colocam pela primeira vez nos bra√ßos, ou desfruta da felicidade de assumir uma posi√ß√£o invejada por todos. Perguntamos: o que se passa nele em tais momentos? Ele pr√≥prio certamente pensa que s√£o muitas coisas, profundas e importantes; mas n√£o tem presen√ßa de esp√≠rito suficiente para, por assim dizer, as tomar √† letra. O que h√° de admir√°vel, diante dele e fora dele, que o encerra numa esp√©cie de gaiola magn√©tica, arranca os pensamentos do seu interior. O seu olhar perde-se em mil pormenores, mas ele tem a secreta sensa√ß√£o de ter esgotado todas as muni√ß√Ķes. L√° fora, esse momento inspirado, solar, profundo, essa grande hora, recobre o mundo com uma camada de prata galvanizada que penetra todas as folhinhas e veias; mas na outra extremidade em breve se come√ßa a notar uma certa falta de subst√Ęncia interior, e nasce a√≠ uma esp√©cie de grande ¬ęO¬Ľ, redondo e vazio. Este estado √© o sintoma cl√°ssico do contacto com tudo o que √© eterno e grande,

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O m√©dium √© compar√°vel a um telefone de brinquedo, constitu√≠do de um fio e duas latinhas, uma em cada extremidade. Se pegarmos a latinha de uma extremidade e dissermos ‚ÄėAl√ī, al√ī, quem fala?‚Äô, uma das crian√ßas travessas que estar√£o agrupadas junto √† outra extremidade pegar√° o fone e responder√°: ‚ÄėEu sou Fulano de Tal‚Äô, fazendo-se passar por algum personagem conhecido. Neste exemplo, ‚Äėcrian√ßas travessas‚Äô correspondem a esp√≠ritos errantes. Mesmo que se veja a figura de tal Fulano atrav√©s da vid√™ncia, n√£o se deve dar-lhe cr√©dito, pois √© uma imagem ‚Äėtelevisionada‚Äô por esp√≠ritos errantes.

Todo discurso deve ser construído como uma criatura viva, dotado por assim dizer do seu próprio corpo; não lhe podem faltar nem pés nem cabeça; tem de dispor de um meio e de extremidades compostas de modo tal que sejam compatíveis uns com os outros e com a obra como um todo

A Ignor√Ęncia

O povo julga bem as coisas, porque est√° na ignor√Ęncia natural, que √© o verdadeiro lugar do homem. A ci√™ncia tem duas extremidades que se tocam. A primeira √© a pura ignor√Ęncia natural, na qual se encontram todos os homens ao nascer. A outra extremidade √© aquela a que chegam as grandes almas que, tendo percorrido tudo quanto os homens podem saber, acham que nada sabem e voltam a encontrar-se nessa mesma ignor√Ęncia da qual tinham partido; mas √© uma ignor√Ęncia s√°bia que se conhece. Os do meio, que sa√≠ram dessa ignor√Ęncia natural e n√£o puderam chegar √† outra, t√™m umas pinceladas dessa ci√™ncia suficiente, e armam-se em entendidos. Esses perturbam o mundo e julgam mal de tudo. O povo e os verdadeiramente s√°bios comp√Ķem a ordem do mundo; estes desprezam-na e s√£o desprezados.

Foge a raz√£o perfeita a toda a extremidade,
E deve a gente ser sagaz com sobriedade.

Antifeminismo est√° tamb√©m operando sempre que qualquer grupo pol√≠tico est√° pronto para sacrificar um grupo de mulheres, uma fac√ß√£o, algumas mulheres, alguns tipos de mulheres, para qualquer elemento de opress√£o de classe-sexual: para a pornografia, para o estupro, para a agress√£o, para a explora√ß√£o econ√īmica, para a explora√ß√£o reprodutiva, para a prostitui√ß√£o. H√° mulheres por todo o espectro pol√≠tico masculino-definido, incluindo as duas extremidades dele, prontas para sacrificar algumas mulheres, geralmente n√£o elas mesmas, para os prost√≠bulos ou os hosp√≠cios. O sacrif√≠cio √© profundamente antifeminista; ele √© tamb√©m profundamente imoral‚Ķ

O Império da Emoção

√Äs vezes penso: os nossos sentimentos s√£o como uma esp√©cie de esparguete em a√ßo, em que cada segmento est√° totalmente imiscu√≠do no todo mas ao mesmo tempo √© distintamente aperceb√≠vel. Outras vezes penso: n√£o, os nossos sentimentos s√£o como uma floresta de esparguete de a√ßo em que cada segmento emerge s√≥ parcialmente distinto. Na ponta de cada uma dessas varas vibra uma forma√ß√£o algo rendilhada, consequ√™ncia dos constantes tremores de cada segmento, e assim, quando algu√©m est√° sob o imp√©rio de funda emo√ß√£o, tudo nele treme e na floresta tudo vibra e essas extremidades rendilhadas formam rapid√≠ssimos desenhos, imiscuindo-se uns nos outros, e o total √© uma combina√ß√£o de vibra√ß√Ķes que se sobrep√Ķem e explicam a confus√£o que se encontra no indiv√≠duo sob o imp√©rio da emo√ß√£o.

À extremidade de mim estou eu. Eu, implorante, eu a que necessita, a que pede, a que chora, a que se lamenta. Mas a que canta

Gosto de Amar

gosto de amar com os dedos,
encontrar o centímetro em que nasce o orgasmo
em ti, perceber a extens√£o da forma como te sobressaltas,
e encostar-te o meu ouvido à boca para ouvir a voz de
deus.

gosto de amar com os olhos,
gastar a hipótese do sono e ver-te adormecer,
a noite escura e o silêncio de um abraço,
e se queres que te diga
só te escolhi por engano, queria o amor dos livros
e virei escritor, os dias inteiros à espera do teu corpo
para que as metáforas aconteçam.

gosto de amar com as l√°grimas,
praticar o abismo, a largura estreita dos teus l√°bios,
a sensação de mar excessivo da tua língua,
até a maneira como me percorres o sexo
com a extremidade da tua respiração parada,
e sobretudo submeter-me ao castigo da emoção
de te amar ainda depois do final do prazer,
a pequena morte acabada
e a vida toda outra vez a começar.

gosto de amar com o que me resta,
e tudo o que sei é que me resta amar-te.

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