Cita√ß√Ķes sobre Familiar

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A Genética Condiciona a Felicidade

Uma era de felicidade simplesmente n√£o √© poss√≠vel porque as pessoas querem apenas desej√°-la, mas n√£o possu√≠-la, e cada indiv√≠duo aprende durante os seus bons tempos a de facto rezar por inquieta√ß√Ķes e desconforto. O destino do homem est√° projetado para momentos felizes ‚ÄĒ toda a vida os t√™m ‚ÄĒ, mas n√£o para eras felizes. Estas, por√©m, permanecer√£o fixadas na imagina√ß√£o humana como “o que est√° al√©m das montanhas”, como um legado de nossos ancestrais: pois o conceito de uma era de felicidade foi sem d√ļvida adquirido nos tempos primordiais, a partir da condi√ß√£o em que, depois de um esfor√ßo violento na ca√ßa e na guerra, o homem se entrega ao repouso, estica os membros e sente as asas do sono ro√ßando a sua pele. Ser√° uma falsa conclus√£o se, na trilha dessa remota e familiar experi√™ncia, o homem imaginar que, ap√≥s eras inteiras de labor e inquieta√ß√£o, ele poder√° usufruir, de modo correspondente, daquela condi√ß√£o de felicidade intensa e prolongada.

O Novo Conhecimento

Quando fazemos amor com uma nova mulher, vimo-nos por causa da paix√£o. Quando fazemos amor com uma esposa, vimo-nos por causa da fric√ß√£o. A paix√£o √© lux√ļria idolatrada pelo fr√©mito. O fr√©mito no casamento √© reduzido a cinzas, e o que resta √© uma lux√ļria insignificante, uma contribui√ß√£o inevit√°vel √† fisiologia.
S√≥ depois do meu casamento √© que eu percebi at√© que ponto a paix√£o √© espiritual. A alma perde o fr√©mito, que s√≥ se obt√©m atrav√©s da novidade. Lutar pela novidade √© o mesmo que lutar pelo conhecimento, acerca do qual Deus nos advertiu. Se o conhecimento √© pecaminoso, ent√£o tudo o que √© novo √© pecaminoso. √Č por isso que a for√ßa dos la√ßos familiares se baseia na tradi√ß√£o e no costume antigo. A intrus√£o da novidade, do novo conhecimento no casamento, s√≥ o destr√≥i. Cada adult√©rio √© uma renova√ß√£o do pecado do conhecimento.
No casamento, a espiritualidade do frémito pela nossa mulher não desaparece, transforma-se em filhos, transforma-se na alma da criança. Talvez seja por isso que a Igreja Católica, embora ciente de que o frémito desaparece no casamento, considera a cópula pecaminosa se não tiver o objecitvo de engravidar. Esta proibição prolonga a vida da paixão,

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O Grito

Corria pela rua acima quando a s√ļbita explos√£o dum grito o fez parar instantaneamente. Todo o seu corpo estremeceu. O que ele desde sempre receara acabara de ocorrer: algures, nesse momento, uma caneta come√ßara a deslizar sobre uma folha de papel, dando assim corpo √†quele grito que de h√° muito, como as esculturas no interior da pedra, se mantinha na expectativa desse simples gesto dum escritor para atingir a realidade. Tapou os ouvidos com as m√£os. O grito mais n√£o era que um sinal, mas o que esse sinal lhe transmitia deixava-o aterrado. Acabara de ser posta a funcionar uma engrenagem que a partir de agora nada nem ningu√©m, e muito menos ele, iria alguma vez poder travar, um mecanismo de que ele pr√≥prio iria inapelavelmente ser a maior v√≠tima. Mais tarde ou mais cedo isso teria de se dar, mas agora que, sem qualquer aviso pr√©vio, se soubera propulsado para outra dimens√£o da sua vida, como se os fios que a governavam tivessem repentinamente mudado de m√£os, o facto de h√° longo tempo o pressentir n√£o o impediu de olhar √† sua volta com estranheza, uma estranheza que antes de mais nascia de tudo √† primeira vista ter ficado como estava,

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Um Sentimento de Inquietação

Deu-se ent√£o em mim uma esp√©cie de estalido. O panorama que se avistava daquele quarto provocava-me um sentimento de inquieta√ß√£o, uma apreens√£o que eu j√° conhecera. Aquelas fachadas, aquela rua deserta, aquelas silhuetas de sentinela no crep√ļsculo perturbavam-me √† maneira insidiosa de um perfume ou de uma can√ß√£o outrora familiares. E tive a certeza de que muitas vezes, √†quela mesma hora, ficava ali, im√≥vel, √† espreita, sem fazer o m√≠nimo gesto, sem ousar sequer acender a luz. Quando tornei a entrar na sala, julguei que j√° n√£o havia l√° ningu√©m, mas afinal estava a dona da casa estendida no banco de veludo. Dormia. Aproximei-me silenciosamente e sentei-me na outra ponta do banco. Uma bandeja com um bule e duas ch√°venas, no meio do tapete de l√£ branca. Tossi um pouco. Ela n√£o acordou. Ent√£o, deitei ch√° nas duas ch√°venas. Estava frio.

Se voc√™ quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfei√ßoamento pessoal e realizar inova√ß√Ķes no seu pr√≥prio interior. Estas atitudes se reflectir√£o em mudan√ßas positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudan√ßas se expandir√£o em propor√ß√Ķes cada vez maiores.

Ignorante: uma pessoa que desconhece certas coisas que nos s√£o familiares, conhecendo outras coisas das quais nunca ouvimos falar.

No tempo em que somos mulheres, medo √© t√£o familiar para n√≥s como ar. √Č o nosso elemento. N√≥s vivemos nele, n√≥s inalamos ele, n√≥s exalamos ele, e na maioria do tempo n√≥s nem notamos isso. Ao inv√©s de ‚ÄėEu tenho medo‚Äô, n√≥s dizemos, ‚ÄėEu n√£o quero‚Äô, ou ‚ÄėEu n√£o sei como‚Äô, ou ‚ÄėEu n√£o posso‚Äô.

Os c√īnjuges e os familiares est√£o reunidos por afinidades c√°rmicas para reciprocamente aprimorarem suas almas.

Casamento e Fus√£o Moral

Na vida conjugal, o casal s√≥ deve formar de certo modo uma √ļnica pessoa moral, animada e governada pelo gosto da mulher e pela intelig√™ncia do homem. Se as mulheres mostram mais liberdade e fineza no sentimento, em compensa√ß√£o os homens parecem mais ricos no discernimento que a experi√™ncia d√°. Acrescentemos que quanto mais um car√°cter √© sublime, mais ele tende a fazer todos os seus esfor√ßos para o contentamento do ser amado, e √© caracter√≠stico de uma bela alma responder a isso com complac√™ncia. Sob essa rela√ß√£o, toda a pretens√£o √† superioridade seria, portanto, inepta e reveladora de um gosto grosseiro ou de uma uni√£o mal sucedida. Tudo se perde quando se disputa o comando. Pois uma vez que a uni√£o repousa na inclina√ß√£o, ela √© meio rompida assim que o dever come√ßa a se fazer entender.
Um tom duro e impiedoso é um dos mais detestáveis nas mulheres, um dos mais vis e desprezíveis nos homens. O sábio comando da natureza quer, além disso, que toda essa delicadeza, toda essa ternura de sentimento só tenha plena força no começo, em seguida a vida em comum e os afazeres domésticos vêm enfraquecê-la, pouco a pouco, e transformá-la em amizade familiar.

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Falar com Estranhos

J√° reparou? E mais f√°cil ser-se verdadeiro com os estranhos. As pessoas que viajam de comboio come√ßam a falar com estranhos e contam coisas que nunca contaram aos amigos, porque, com um estranho, n√£o se sentem envolvidas. Meia hora mais tarde, chegam ao seu destino e saem; esquecem e o estranho esquecer√° tudo aquilo que lhe contaram. Por isso nada do que lhe disseram tem qualquer import√Ęncia. N√£o se correm riscos com um estranho.

Ao falar com estranhos, as pessoas s√£o mais verdadeiras e revelam o seu cora√ß√£o. Mas ao falar com os amigos, com os familiares ‚ÄĒ pai, m√£e, mulher, marido, irm√£o, irm√£ ‚ÄĒ h√° uma profunda inibi√ß√£o inconsciente. ¬ęN√£o digas isso, ele pode ficar magoado. N√£o fa√ßas isso, ela pode n√£o gostar. N√£o te comportes dessa maneira, o pai √© velho, pode ficar chocado.¬Ľ Ent√£o a pessoa continua a controlar-se. A pouco e pouco, a verdade cai na cave do seu ser e ela torna-se muito esperta e astuciosa com o n√£o verdadeiro. Continua a fazer falsos sorrisos, que n√£o passam de pinturas nos l√°bios. Continua a dizer coisas simp√°ticas, sem qualquer significado. Come√ßa a sentir-se aborrecida com o namorado ou com os pais, mas continua a dizer: ¬ęEstou muito contente por te ver!¬Ľ Enquanto isso,

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Somos os Comandantes das Nossas Vidas

Se alguém te disser que aquilo que queres não interessa para nada, desinteressa-te dessa pessoa.

Somos os comandantes das nossas vidas.

Somos n√≥s, portanto, que escolhemos com quem queremos caminhar, e ai de algu√©m que acredite que pode entrar √† for√ßa na nossa vida sem a devida autoriza√ß√£o. Na minha n√£o entram, disso podes ter a certeza. E se todos pens√°ssemos assim, se todos ag√≠ssemos em conformidade com esta breve alus√£o ao nosso poder pessoal, viver√≠amos todos num aut√™ntico mar de rosas. Mas n√£o. Este princ√≠pio b√°sico √© o terror de muita gente. A maioria talvez. Malta que acredita que tem de aguentar o supl√≠cio de viver ou conviver com quem lhe quer mal ou lhe √© indiferente. √Č uma desgra√ßa. √Č o reinado do medo. Do medo de ficar sozinho, de nunca mais sentir nada por ningu√©m, de tudo o que possam dizer ou pensar se agirem como desejam, da rea√ß√£o do outro, de mago√°-lo, enfim, o medo de tudo. Ora bem, esta onda de passividade e permissividade gera a extin√ß√£o da confian√ßa, fomenta o canibalismo do amor-pr√≥prio e inverte todo e qualquer tipo de educa√ß√£o apropriada. Como √© que algum filho, por exemplo, pode desenvolver-se em amor se tudo o que v√™ em casa s√£o duas pessoas que mal se olham ou que se atacam,

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Portugal

Maior do que nós, simples mortais, este gigante
foi da glória dum povo o semideus radiante.
Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,
seu torrão dilatou, inóspito montado,
numa p√°tria… E que p√°tria! A mais formosa e linda
que ondas do mar e luz do luar viram ainda!
Campos claros de milho moço e trigo loiro;
hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;
trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;
nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;
gados nédios; colinas brancas olorosas;
cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;
selvas fundas, nevados píncaros, outeiros
de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;
rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;
eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:
riso, abund√Ęncia, amor, conc√≥rdia, Juventude:
e entre a harmonia virgiliana um povo rude,
um povo montanhês e heróico à beira-mar,
sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!
P√°tria feita lavrando e batalhando: aldeias
conchegadinhas sempre ao torre√£o de ameias.
Cada vila um castelo. As cidades defesas
por muralhas, basti√Ķes, barbac√£s, fortalezas;
e, a dar fé, a dar vigor,

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Acredita no Teu Próprio Pensamento

Acredita no teu pr√≥prio pensamento; crer que o que √© certo para ti, no teu cora√ß√£o, o √© tamb√©m para todos os homens – isso √© o g√©nio. Expressa a tua convic√ß√£o latente e ela ser√° o ju√≠zo universal; pois sempre o mais √≠ntimo se converte no mais externo, e o nosso primeiro pensamento √©-nos devolvido pelas trombetas do Ju√≠zo Final. A voz da mente √© familiar a cada um; o maior m√©rito que atribu√≠mos a Mois√©s, Plat√£o e Milton √© o de terem reduzido a nada livros e tradi√ß√Ķes, e dito o que pensavam eles pr√≥prios, n√£o o que pensavam os homens. Um homem deveria aprender a distinguir e contemplar esse raio de luz que brilha atrav√©s da sua mente, vindo do interior, melhor do que o brilho do firmamento de bardos e s√°bios. E, no entanto, expulsa o seu pensamento, sem lhe dar import√Ęncia, apenas porque √© o seu.
Em toda a obra de g√©nio, reconhecemos os nossos pr√≥prios pensamentos rejeitados; s√£o-nos devolvidos com uma certa majestade alienada. As grandes obras de arte n√£o nos oferecem li√ß√£o mais impressionante do que essa. Elas ensinam-nos a aceitar, com bem humorada inflexibilidade, as nossas impress√Ķes espont√Ęneas, especialmente quando todo o clamor das vozes esteja do lado oposto.

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¬ęMas depois ele voltou ao trabalho como se nada tivesse acontecido¬Ľ. Essa √© uma observa√ß√£o que nos √© familiar de uma profus√£o de velhas hist√≥rias, muito embora talvez n√£o tenha acontecido em nenhuma delas.

A ostra forma a partir de um ferimento uma p√©rola redonda, perfeita e reluzente. O homem recebe ferimentos em forma de doen√ßas, sofrimentos ou problemas familiares, mas esses ferimentos constituem base para fazer da alma uma ‚Äėp√©rola reluzente‚Äô. Por esta raz√£o, diz-se que os sofrimentos s√£o necess√°rios para o progresso da alma.

A Noite de Pavese

Raras vezes me franquearam a porta
e me deixaram entrar. A febre
sitia-me a alma e quem me vê
assusta-se do aspecto do meu rosto,
esta barba por fazer onde um rouxinol
se esconde. E mais ainda assusta
a minha altura, este lugar de vertigem
e palavras poderosas, a presença
de ilimitados segredos que ninguém quer conhecer,
o estremecimento que corre nos meus ombros.
Embora nada peça, sabem que sou um pedinte.
E quando entro nas casas os meus gestos
afeiçoam-se a alguma coisa enigmática
que contorna o pavor e o entrega
por não se saber que espécie de vida ou de morte
vem comigo. Obviamente, eu abençoo
quem me deixa entrar, dou a entender
que alguma coisa brilha nas minhas m√£os
e posso matar a fome com uma ou outra palavra
próxima do amor, um dedo nos cabelos
de quem me recebe. Subi as escadas que v√£o dar a esta casa
em silêncio e em silêncio aceitei que me aguardassem
com as inef√°veis sombras que vejo nos outros
e tento decifrar para meu contentamento.
Mandaram-me sentar e deram-me de beber.

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Escutar o Nosso Corpo

O equil√≠brio √© a base da sa√ļde. Embora seja indiscut√≠vel que uma dieta rica em vitaminas, o exerc√≠cio f√≠sico e a medita√ß√£o s√£o essenciais para uma vida saud√°vel, n√£o existe uma f√≥rmula universal que se aplique a todos os casos. Precisamos de prestar aten√ß√£o ao corpo, √† mente e ao cora√ß√£o singulares que existem em cada um de n√≥s para descobrirmos as nossas necessidades espec√≠ficas. A verdadeira sa√ļde cresce connosco e transforma-se ao longo do tempo. Manter o estado natural de equil√≠brio f√≠sico e emocional √© fundamental para atingirmos um n√≠vel de consci√™ncia superior.
Escutar o nosso corpo √© o primeiro passo para alcan√ßarmos a sa√ļde integral e identificar o nosso bi√≥tipo e tend√™ncias emocionais – os doshas – √© um excelente come√ßo. A partir do momento em que nos consciencializamos das nossas necessidades f√≠sicas podemos adequar dietas e programas de exerc√≠cio √† nossa medida. A verdadeira sa√ļde n√£o se exprime atrav√©s de uma defini√ß√£o gen√©iica mas sim de um equil√≠brio distinto de predisposi√ß√Ķes gen√©ticas, comportamentos adquiridos, idade e perce√ß√Ķes.

Subestimamos com alguma frequ√™ncia a import√Ęncia de uma boa noite de sono. As distra√ß√Ķes induzidas pelo ego -listas de tarefas pendentes, problemas financeiros, crises familiares e medos –

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Ciganos em Viagem

A tribo que prevê a sina dos viventes
Levantou arraiais hoje de madrugada;
Nos carros, as mulher’, c’o a torva filharada
Às costas ou sugando os mamilos pendentes;

Ao lado dos carr√Ķes, na pedregosa estrada,
Vão os homens a pé, com armas reluzentes,
Erguendo para o céu uns olhos indolentes
Onde j√° fulgurou muita ilus√£o amada.

Na buraca onde est√° encurralado, o grilo,
Quando os sente passar, redobra o meigo trilo;
Cibela, com amor, traja um verde mais puro,

Faz da rocha um caudal, e um vergel do deserto,
Para assim receber esses p’ra quem ‘st√° aberto
O império familiar das trevas do futuro!

Tradução de Delfim Guimarães

A pr√≥pria √örsula, que era extremamente zelosa da harmonia familiar e que sofria em segredo com os atritos dom√©sticos, permitiu-se dizer certa vez que o pequeno tataraneto tinha assegurado o seu futuro pontifical, porque era “neto de santo e filho de rainha com criador de gados”.