Cita√ß√Ķes sobre Globaliza√ß√£o

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Eu esperava que com o colapso do comunismo a social-democracia e a democracia crist√£ pudessem desenvolver o projecto europeu. Mas os americanos pensaram o contr√°rio. Foram eles que lan√ßaram a globaliza√ß√£o desregulada, o neoliberalismo como ideologia √ļnica e que fizeram cair os partidos socialistas, sociais-democratas e democratas-crist√£os.

Hoje quer-se fazer a globaliza√ß√£o, mas de qu√™? Fazer tudo por igual? Juntar tudo: um s√≥ rei, um s√≥ Papa, como nas palavras do Padre Ant√≥nio Vieira. H√° esse desejo ut√≥pico. Mas √© dif√≠cil chegar l√°. Perdem-se pelo caminho, tem-se hesita√ß√Ķes e h√° um retorno √† Idade M√©dia, em inverso. Agora s√£o os √°rabes a quererem destruir o mundo ocidental.

A democracia est√° efectivamente em crise, por m√ļltiplas raz√Ķes. Entre elas, porque os Estados nacionais est√£o a ser corro√≠dos nos seus poderes tradicionais pela globaliza√ß√£o econ√≥mica e suas consequ√™ncias.

Do meu ponto de vista, a globalização económica é a nova forma adoptada pelo totalitarismo. O chamado neoliberalismo é um capitalismo totalitário.

Por um Mundo Escutador

N√£o existe alternativa: a globaliza√ß√£o come√ßou com o primeiro homem. O primeiro homem (se √© que alguma vez existiu ¬ęum primeiro¬Ľ homem) era j√° a humanidade inteira. Essa humanidade produziu infinitas respostas adaptativas. O que podemos fazer, nos dias de hoje, √© responder √† globaliza√ß√£o desumanizante com uma outra globaliza√ß√£o, feita √† nossa maneira e com os nossos prop√≥sitos. N√£o tanto para contrapor. Mas para criar um mundo plural em que todos possam mundializar e ser mundializados. Sem hegemonia, sem domina√ß√£o. Um mundo que escuta as vozes diversas, em que todos s√£o, em simult√Ęneo, centro e periferia.

S√≥ h√° um caminho. Que n√£o √© o da imposi√ß√£o. Mas o da sedu√ß√£o. Os outros necessitam conhecer-nos. Porque at√© aqui ¬ęeles¬Ľ conhecem uma miragem. O nosso retrato – o retrato feito pelos ¬ęoutros¬Ľ – foi produzido pela sedimenta√ß√£o de estere√≥tipos. Pior do que a ignor√Ęncia √© essa presun√ß√£o de saber. O que se globalizou foi, antes de mais, essa ignor√Ęncia disfar√ßada de arrog√Ęncia. N√£o √© o rosto mas a m√°scara que se veicula como retrato.
A questão é, portanto, a de um outro conhecimento. Se os outros nos conhecerem, se escutarem a nossa voz e, sobretudo, se encontrarem nessa descoberta um motivo de prazer,

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A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem.

A Globalização é uma Nova Forma de Totalistarismo

A globalização económica é compatível com os direitos humanos? Temos de fazer esta pergunta a nós próprios e ver que a resposta é que ou há globalização ou há direitos, por mais que os poderes tenham a hipocrisia de dizer que a globalização favorece os direitos humanos, quando o que faz é fabricar excluídos. A globalização é simplesmente uma nova forma de totalitarismo que não tem de chegar sempre com uma camisa azul, castanha ou negra e com o braço erguido; tem muitas caras e a globalização é uma delas. Devíamos voltar a Marx e a Engels para reverter a situação, ainda que seja pouco menos que politicamente incorrecto referirmo-nos a estes cadáveres da história quando a ideologia parece que morreu.

Como se pode dizer que a globaliza√ß√£o traz benef√≠cios quando s√£o os seus pr√≥prios te√≥ricos que reconhecem que est√£o a produzir-se desigualdades terr√≠veis. A globaliza√ß√£o n√£o vai resolver os problemas mundiais, pode √© resolver os problemas de uma determinada camada da popula√ß√£o mundial. Mas seguramente n√£o s√£o os tr√™s mil milh√Ķes de pessoas que vivem com dois d√≥lares por dia.

Há uma vertente ideológica que facilitou a crise: foi o neo-liberalismo, responsável pela economia virtual, pela globalização desregulada e sem ética, pela idolatria dos mercados usurários Рque vivem dos paraísos fiscais, que deviam ser ilegalizados Рe que hoje mandam nos Estados. Mas à ideologia neo-liberal vai acontecer o mesmo que ao comunismo.

Se toda a política precisa de uma economia, a economia determina uma política; é isso que está a acontecer (com a globalização).