Passagens sobre Honra

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De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia

N√≥s estamos num estado compar√°vel, correlativo √† Gr√©cia: mesma pobreza, mesma indignidade pol√≠tica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem p√ļblica, mesma agiotagem, mesma decad√™ncia de esp√≠rito, mesma administra√ß√£o grotesca de desleixo e de confus√£o. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um pa√≠s cat√≥lico e que pela sua decad√™ncia progressiva poder√° vir a ser riscado do mapa ‚Äď citam-se ao par a Gr√©cia e Portugal. Somente n√≥s n√£o temos como a Gr√©cia uma hist√≥ria gloriosa, a honra de ter criado uma religi√£o, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.

Eu sou daqueles autores que consideram a maior honra e a maior liberdade ter a oportunidade de usar as suas canetas para servir as pessoas que trabalham.

√Č melhor merecer as honras sem receb√™-las do que receb√™-las sem merec√™-las.

Moralidade

√Č nosso cora√ß√£o vorage imensa,
Em que Honras, Cargos, l√ļbrica Ventura
São dos Desejos vagos a mantença,
Que, gozados, os manda à sepultura,
Para abrir nova boca à turba densa
De prazeres de nova formosura
Quais das talhas das Bélides impias,
Se esvaecem as √°guas fugidias.

O Amor-Próprio como Fonte de Todos os Males

√Č preciso n√£o confundir o amor-pr√≥prio e o amor de si mesmo, duas paix√Ķes muito diferentes pela sua natureza e pelos seus efeitos. O amor de si mesmo √© um sentimento natural que leva todo o animal a velar pela sua pr√≥pria conserva√ß√£o, e que, dirigido no homem pela raz√£o e modificado pela piedade, produz a humanidade e a virtude. O amor-pr√≥prio √© apenas um sentimento relativo, fact√≠cio e nascido na sociedade, que leva cada indiv√≠duo a fazer mais caso de si do que de qualquer outro, que inspira aos homens todos os males que se fazem mutuamente, e que √© a verdadeira fonte da honra.
Bem entendido isso, repito que, no nosso estado primitivo, no verdadeiro estado de natureza, o amor-pr√≥prio n√£o existe; porque, cada homem em particular olhando a si mesmo como o √ļnico espectador que o observa, como o √ļnico ser no universo que toma interesse por ele, como o √ļnico juiz do seu pr√≥prio m√©rito, n√£o √© poss√≠vel que um sentimento que teve origem em compara√ß√Ķes que ele n√£o √© capaz de fazer possa germinar na sua alma.
Pela mesma raz√£o, esse homem n√£o poderia ter √≥dio nem desejo de vingan√ßa, paix√Ķes que s√≥ podem nascer da opini√£o de alguma ofensa recebida.

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Procura considerares-te inexistente e assim, ao contrário do que pensava Nietzsche, nunca serás, com teu interesse e serviço dos outros, um desprezador tirano de ti próprio. Procura realizar-te nos outros, em todos os outros, e só assim serás totalmente vário, como deves, em honra do Espírito que em ti habita.

A Imagem é Sempre Fruto da Vaidade

O aplauso √© o √≠dolo da vaidade, por isso as ac√ß√Ķes her√≥icas n√£o se fazem em segredo, e por meio delas procuramos que os homens formem de n√≥s o mesmo conceito, que n√≥s temos de n√≥s mesmos. Raras vezes somos generosos, s√≥ pela generosidade, nem valerosos s√≥ pelo valor. A vaidade nos prop√Ķe, que o mundo todo se aplica em registar os nossos passos; para este mundo √© que obramos; por isso h√° muita diferen√ßa de um homem, a ele mesmo: posto no retiro √© um homem comum, e muitas vezes ainda com menos talento que o comum dos homens; por√©m posto em parte donde o vejam, todo √© ac√ß√£o, movimento, esfor√ßo.
Nunca mostramos o que somos, senão quando entendemos que ninguém nos vê, e isto porque não exercitamos as virtudes pela excelência delas, mas pela honra do exercício, nem deixamos de ser maus por aversão ao mal, mas pelo que se segue de o ser. O vício pratica-se ocultamente, porque cremos que a ignomínia só consiste em se saber; de sorte que se somos bons, é por causa dos mais homens, e não por nossa causa; haja quem nos assegure, que não há-de saber-se um desacerto, e logo nos tem certo,

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