Cita√ß√Ķes sobre Honra

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Frases sobre honra, poemas sobre honra e outras cita√ß√Ķes sobre honra para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Import√Ęncia de uma Resolu√ß√£o Forte

Uma resolução forte muda no mesmo instante a maior infelicidade num estado suportável. À tarde, depois de uma batalha perdida, um homem foge a toda a velocidade, num cavalo meio-morto; ouve distintamente o galope do grupo de cavaleiros, volta a carregar a carabina e as pistolas, e toma a resolução de se defender. No mesmo instante, em vez de ver a morte, vê a cruz da legião de Honra.

Enquanto que a nossa honra vai até onde somos pessoalmente conhecidos, a glória, pelo contrário, precede o nosso conhecimento e leva-o até onde ela mesmo consegue ir.

Penetr√°lia

Falei tanto de amor!… de galanteio,
Vaidade e brinco, passatempo e graça,
Ou desejo fugaz, que brilha e passa
No rel√Ęmpago breve com que veio…

O verdadeiro amor, honra e desgraça,
Gozo ou suplício, no íntimo fechei-o:
Nunca o entreguei ao p√ļblico recreio,
Nunca o expus indiscreto ao sol da praça.

N√£o proclamei os nomes, que baixinho,
Rezava… E ainda hoje, t√≠mido, mergulho
Em funda sombra o meu melhor carinho.

Quando amo, amo e deliro sem barulho;
E quando sofro, calo-me, e definho
Na ventura infeliz do meu orgulho.

A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que n√£o √©s ainda um s√°bio. O s√°bio aut√™ntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturb√°vel; vive em p√© de igualdade com os deuses. Analisa-te ent√£o a ti pr√≥prio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperan√ßa te aflige o √Ęnimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mant√©m igual a si mesma, isto √©, plena de eleva√ß√£o e contente de si pr√≥pria, ent√£o conseguiste atingir o m√°ximo bem poss√≠vel ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, n√£o buscas sen√£o o prazer, fica sabendo que t√£o longe est√°s da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falhar√°s o alvo se pensas vir a alcan√ß√°-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso ser√° o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da ang√ļstia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfa√ß√£o e prazer, s√£o apenas motivos para futuras dores.
Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfa√ß√£o das ambi√ß√Ķes, na multid√£o ass√≠dua dos clientes;

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Nada honra tanto uma mulher como a sua paciência; e nada a honra menos do que a paciência do marido.

A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.

A Inconst√Ęncia no Amor e na Amizade

N√£o pretendo justificar aqui a inconst√Ęncia em geral, e menos ainda a que vem s√≥ da ligeireza; mas n√£o √© justo imputar-lhe todas as transforma√ß√Ķes do amor. H√° um encanto e uma vivacidade iniciais no amor que passa insensivelmente, como os frutos; n√£o √© culpa de ningu√©m, √© culpa exclusiva do tempo. No in√≠cio, a figura √© agrad√°vel, os sentimentos relacionam-se, procuramos a do√ßura e o prazer, queremos agradar porque nos agradam, e tentamos demonstrar que sabemos atribuir um valor infinito √†quilo que amamos; mas, com o passar do tempo, deixamos de sentir o que pens√°vamos sentir ainda, o fogo desaparece, o prazer da novidade apaga-se, a beleza, que desempenha um papel t√£o importante no amor, diminui ou deixa de provocar a mesma impress√£o; a designa√ß√£o de amor permanece, mas j√° n√£o se trata das mesmas pessoas nem dos mesmos sentimentos; mant√™m-se os compromissos por honra, por h√°bito e por n√£o termos a certeza da nossa pr√≥pria mudan√ßa.
Que pessoas teriam começado a amar-se, se se vissem como se vêem passados uns anos? E que pessoas se poderiam separar se voltassem a ver-se como se viram a primeira vez? O orgulho, que é quase sempre senhor dos nossos gostos,

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Existe um √≥dio √† mentira e √† simula√ß√£o nascido de um conceito irrit√°vel de honra; existe um √≥dio similar nascido da cobardia, dado que a mentira est√° ¬ęproibida¬Ľ por um mandamento divino. Demasiado cobardes para mentir…

Sê cortês com todos, até com os inferiores

Sê cortês com todos, até com os inferiores. Se a cortesia é honra para quem a recebe, muito mais o é para quem a faz.

A Vaidade Acompanha-nos Até na Morte

Sendo o termo da vida limitado, n√£o tem limite a nossa vaidade; porque dura mais, do que n√≥s mesmos, e se introduz nos aparatos √ļltimos da morte. Que maior prova, do que a f√°brica de um elevado mausol√©u? No sil√™ncio de uma urna depositam os homens as suas mem√≥rias, para com a f√© dos m√°rmores fazerem seus nomes imortais: querem que a sumptuosidade do t√ļmulo sirva de inspirar venera√ß√£o, como se fossem rel√≠quias as suas cinzas, e que corra por conta dos jaspes a continua√ß√£o do respeito. Que fr√≠volo cuidado! Esse triste resto daquilo, que foi homem, j√° parece um √≠dolo colocado em um breve, mas soberbo domic√≠lio, que a vaidade edificou para habita√ß√£o de uma cinza fria, e desta declara a inscri√ß√£o o nome, e a grandeza. A vaidade at√© se estende a enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.

Vivemos com vaidade, e com vaidade morremos; arrancando os √ļltimos suspiros, estamos dispondo a nossa pompa f√ļnebre, como se em hora t√£o fatal o morrer n√£o bastasse para ocupa√ß√£o; nessa hora, em que estamos para deixar o mundo, ou em que o mundo est√° para nos deixar, entramos a compor, e a ordenar o nosso acompanhamento,

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O Sonho

Amor querido, por nada menos que tu
Teria eu interrompido este sonho feliz:
Era um tema
Para a raz√£o, demasiado forte para fantasia.
Portanto, sabiamente, me acordaste; porém
O meu sonho n√£o terminou, continuou contigo.
√Čs t√£o verdadeira que bastam os pensamentos de ti
Para tornar sonhos realidade, fábulas em história.
Vem a meus braços, pois se pensaste ser melhor
Que n√£o sonhasse todo o meu sonho, concretizemos o resto.

Como o rel√Ęmpago, ou a luz da vela,
Teus olhos, e não o teu ruído, me acordaram;
Porém pensei que eras
(Tu que amas a verdade) um Anjo ‚ÄĒ √† primeira vista.
Mas quando vi que vias o meu coração
E os meus pensamentos, para além da arte do anjo,
Como sabias do meu sonho, como sabias quando
O excesso de gozo me acordaria, e ent√£o vieste,
Devo confessar que no mínimo, seria
Ultrajante, pensar-te outra coisa que n√£o tu.

Vindo e ficando mostrou-me que tu és tu.
Mas o levantares-te faz-me duvidar, e temo agora
Que tu j√° n√£o sejas tu.
E fraco o amor quando o medo é tão forte como ele;

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