Passagens sobre Humildade

132 resultados
Frases sobre humildade, poemas sobre humildade e outras passagens sobre humildade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Humildade Secreta

Fico parado, em êxtase suspenso,
Às vezes, quando vou considerando
Na humildade simp√°tica, no brando
Mistério simples do teu ser imenso.

Tudo o que aspiro, tudo quanto penso
D’estrelas que andam dentro em mim cantando,
Ah! tudo ao teu fen√īmeno vai dando
Um céu de azul mais carregado e denso.

De onde n√£o sei tanta simplicidade,
Tanta secreta e límpida humildade
Vem ao teu ser como os encantos raros.

Nos teus olhos tu alma transparece…
E de tal sorte que o bom Deus parece
Viver sonhando nos teus olhos claros.

Somos a Resposta que Damos ao que Nos Acontece

Somos frágeis. A vida é dura. Não somos o que nos acontece.

H√° pesos que n√£o podemos rejeitar. Toda a revolta seria t√£o ilus√≥ria quanto in√ļtil. Mas n√£o devemos ficar pela simples resigna√ß√£o, √© preciso que assumamos esses pesos e os queiramos levar de vencidos. Que escolhamos ser quem somos, apesar deles. Com eles. Neles.

Somos a resposta que damos ao que nos acontece.

Temos de aceitar a indiferen√ßa e a incompreens√£o dos outros. As d√ļvidas e as contradi√ß√Ķes do mundo s√£o um peso acrescido, que devemos carregar junto √†s nossas pr√≥prias dores, falhas e fraquezas.

Depois, h√° ainda os pesos que os outros n√£o podem, ou n√£o querem, levar…

Os males pesam, sempre. Sejam os meus, os do mundo ou os dos que amo… h√° que aceit√°-los primeiro, para lhes fazer frente depois.

√Č essencial aceitar a fraqueza das nossas for√ßas. A imperman√™ncia de tudo o que temos. A fragilidade do que somos.

Por vezes, a cruz é o caminho.

√Č na dor que o verdadeiro amor se manifesta.

Tenho de me negar a mim mesmo se quero amar o outro.

Continue lendo…

Escolher a Felicidade

Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se d√£o. Est√°-se aqui t√£o sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a √ļnica companhia poss√≠vel √© a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles est√£o, a de seus santos. Felicidade ou paz n√≥s as constru√≠mos ou destru√≠mos: aqui o nosso livre-arb√≠trio supera a fatalidade do mundo f√≠sico e do mundo do proceder e toda a experi√™ncia que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que √© na realidade extremamente dif√≠cil e que n√£o atingiremos nunca por nossas pr√≥prias for√ßas: exige-se de n√≥s, primacialmente, a humildade; a gratid√£o pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exerc√≠cio; a firmeza e a serenidade do capit√£o de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme n√£o a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma crian√ßa a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que h√° √© um acto de decis√£o individual,

Continue lendo…

A Verdadeira Natureza Humana

A humildade fica perto da disciplina moral; a simplicidade de carácter fica perto da verdadeira natureza humana; e a lealdade fica perto da sinceridade de coração. Se um homem cultivar cuidadosamente essas coisas na sua conduta, não estará longe do padrão da verdadeira natureza humana. Com a humildade, ou uma atitude piedosa, um homem raramente comete erros; com a sinceridade de coração, um homem é geralmente digno de confiança; e com a simplicidade de carácter é comummente generoso. Cometerá poucos erros.

√Č preciso permitir que algu√©m nos ajude, nos ap√≥ie, nos d√™ for√ßas para continuar. Se aceitamos este amor com pureza e humildade,vamos entender que o Amor n√£o √© dar ou receber, √© participar.

O homem moderno não combate as calamidades com a humildade; descobriu que elas devem ser combatidas com os conhecimentos científicos.

Sou a Tua Casa

Sou a tua casa, a tua rua, a tua seguran√ßa, o teu destino. Sou a ma√ß√£ que comes e a roupa que vestes. Sou o degrau por onde sobes, o copo por onde bebes, o teu riso e o teu choro, o teu frio e a tua lareira. O pedinte que ajudas, o asilo que te quer acolher. Sou o teu pensamento, a tua recorda√ß√£o, a tua vontade. E tamb√©m o artes√£o que para ti trabalha, o medo que te perturba e o c√£o que te guia quando entras pela noite. Sou o s√≠tio onde descansas, a √°rvore que te d√° sombra, o vento que contigo se comove. Sou o teu corpo, o teu esp√≠rito, o teu brilho, a tua d√ļvida. Sou a tua m√£e, o teu amante, o marfim dos teus dentes. E sou, na luz do outono, o teu olhar. Sou a tua parteira e a tua l√°pide. Os teus vinte anos. O cora√ß√£o sepultado em ti. Sou as tuas asas, a tua liberdade, e tudo o que se move no teu interior. Sou a tua ressaca, o teu transtorno, o rel√≥gio que mede o tempo que te resta. Sou a tua mem√≥ria, a mem√≥ria da tua mem√≥ria,

Continue lendo…

As dívidas serviram, diz-se, a excitar o génio de Dickens e Balzac: não encontrando em mim um génio a excitar, vingam-se da humildade do seu papel torturando-me.

Aceitemos com humildade o concurso sagrado daqueles que se constituem nossos benfeitores nas Esferas Mais Altas e estendamos aos nossos irmãos mais necessitados que nós mesmos os braços fraternos que o Espiritismo envolve em bênçãos de revelação e de amor.

A verdadeira humildade é audaciosa e não encolhida, é generosa e não cobarde. Os humildes não são os tímidos, mas os artífices das grandes obras, precisamente porque sabem pouca coisa e, por isso, são capazes de aprender e de arriscar, sem receio da opinião alheia ou do fracasso.

A Humildade é a Base da Sociedade

A humildade oferece a todos, mesmo ao que se desespera na solid√£o, a rela√ß√£o mais forte com o semelhante, e, na realidade, imediatamente, mas, com certeza, s√≥ no caso da humildade completa e duradoura. Ela √© capaz disso por ser ao mesmo tempo a verdadeira linguagem da ora√ß√£o e a mais s√≥lida das liga√ß√Ķes. A rela√ß√£o com o semelhante √© a rela√ß√£o da prece; a rela√ß√£o consigo mesmo, a rela√ß√£o do esfor√ßo para alcan√ßar algo; a energia para esse esfor√ßo √© extra√≠da da ora√ß√£o.

Podes conhecer outra coisa que não seja a fraude? Fosse ela um dia obstruída, tu de modo nenhum poderias olhar para lá a não ser que quisesses tranformar-te numa estátua de sal.

A humildade é como uma couraça que amortece os golpes desferidos pela vontade hostil dos homens; mas esta couraça está precisamente rota por cima do coração.

O gênio não é mais do que a virtude sobrenatural da humildade no domínio do pensamento.

A Nulidade como Ideal

A nulidade exige ordem. Tem necessidade de uma hierarquia, de meios de press√£o, de agentes e de uma finalidade que se confunda consigo pr√≥pria. Para manter o ser humano no seu n√≠vel mais baixo, onde n√£o corre o risco de fazer ondas, nada melhor que uma organiza√ß√£o estruturada com n√≠veis de poder e pe√Ķes disciplinados capazes de os exercer. Qualquer estrutura deste tipo aguenta-se de p√© devido √† convic√ß√£o geral de que n√£o √© necess√°rio explicar para se ser obedecido, nem compreender para obedecer. A verdade difunde-se por si s√≥ de cima para baixo pelo mero efeito do ascensor hier√°riquico. A efic√°cia √© proporcional ao grau de complexidade gra√ßas ao qual √© mantida a ilus√£o de uma certa liberdade em todos os n√≠veis de comando.
Quanto mais insignificantes s√£o as engrenagens humanas, mais f√°cil √© convenc√™-las da sua falsa autonomia. As nulidades fornecem as melhores engrenagens, associando o m√°ximo de in√©rcia intelectual ao m√°ximo de aplica√ß√£o no exerc√≠cio de uma ditadura sobre a pequena por√ß√£o de poder que lhes cabe. Essas estruturas, onde todos t√™m raz√£o quando est√£o acima e n√£o a t√™m quando est√£o abaixo, realizam uma esp√©cie de ideal humano feito de equil√≠brio entre arrog√Ęncia e humildade.

Continue lendo…

Ser Marginal

Ser marginal. N√£o ser fora-da-lei por desprezo da norma comum. Por amoralidade, miserabilismo, ou abjec√ß√£o. Ser apenas do lado da vida em que n√£o passa muita gente, se √© quase an√≥nimo, fora do alvo que √© visado pela notoriedade, curiosidade p√ļblica, grande reputa√ß√£o. Ser em humildade, na discri√ß√£o de n√≥s, na curta dimens√£o de n√≥s. N√£o √© por comodismo, orgulhosa mod√©stia, ressentimento. N√£o por nada disso ou outras coisas disso, mas s√≥ para nos n√£o perdermos de n√≥s, n√£o nos esbanjarmos na invas√£o da dissipa√ß√£o alheia. N√£o por nada disso mas s√≥ pela economia do pouco que nos pertence e mal d√° para abastecer uma vida. Ser marginal – s√™ marginal. Afecta a ti pr√≥prio o espa√ßo que √© para ti e para ti te foi dado. Na intimidade de ti, na reserva de ti, na pobreza de ti. O mais que viesse e te invadisse o teu espa√ßo, que √© que te dava? A amplia√ß√£o do teu rumor na amplifica√ß√£o alheia dele, seria alheio e n√£o teu. A tua voz √© breve, n√£o a amplies ao que n√£o √©. E o teu pensar, o teu sentir, o teu ser. N√£o os sejas mais do que √©s. E ent√£o verdadeiramente ser√°s.

Continue lendo…