Passagens sobre Insulto

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Frases sobre insulto, poemas sobre insulto e outras passagens sobre insulto para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Inspiração da Leitura

Fala-se √†s vezes de ‘inspira√ß√£o’ a prop√≥sito de quem escreve uma obra. Mas nunca se diz isso de quem a l√™. Mas l√™-la √© escrev√™-la outra vez. E √© preciso estar-se inspirado para o conseguir bem. A inspira√ß√£o poss√≠vel de quem escreve um livro cumpre-se nele sem mais para o autor. Mas a de quem o reescreve, ou seja l√™, √© sempre vari√°vel. Ela varia n√£o s√≥ com o desgaste da repeti√ß√£o da leitura, mas ainda com a varia√ß√£o dessa varia√ß√£o e o motivo dela. Porque por arranjos incognosc√≠veis pode alternar a ades√£o com a repulsa e recuperar depois em ades√£o o que repelira e o contr√°rio. Como pode tudo ter que ver com raz√Ķes mais cognosc√≠veis ou razo√°veis e tudo depender assim de um insulto que nos doeu ou de um vinho que nos caiu mal. Um livro que se escreveu √© imut√°vel. O mesmo livro que se l√™ n√£o o √©. A inspira√ß√£o de quem escreveu deu o que tinha a dar. A de quem o recebe varia e n√£o se esgota. Porque se se esgotar, o livro n√£o tinha nenhuma.

Somos Estrangeiros Onde quer que Estejamos

Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
Onde que quer que estejamos.

Lídia, ignoramos. Somos estrangeiros
Onde quer que moremos, tudo é alheio
Nem fala língua nossa.
Façamos de nós mesmos o retiro
Onde esconder-nos, tímidos do insulto
Do tumulto do mundo.
Que quer o amor mais que n√£o ser dos outros?
Como um segredo dito nos mistérios,
Seja sacro por nosso.

A Vida Que Nos Escapa Entre os Dedos

Volta-se o rico para os prazeres da carne e a maior parte do mundo faz o mesmo. E n√£o sem acerto, porque todas as coisas agrad√°veis devem ser tidas como inocentes, e at√© que se provem culpadas todas as presun√ß√Ķes pendem a seu favor. A vida j√° √© bastante penosa para que ainda a agravemos com proibi√ß√Ķes e obst√°culos aos seus deleites; t√£o arisca se mostra a felicidade que todas as portas por onde ela queira entrar devem permanecer escancaradas. A carne enfraquece muito precocemente – e os olhos olham com melancolia para os prazeres de outrora. Muito r√°pidamente todas as alegrias perdem a vivacidade – e admiramo-nos de como pudessem ter-nos interessado tanto. O pr√≥prio amor torna-se grotesco logo que atinge os seus fins. Guardemos o ascetismo para a esta√ß√£o pr√≥pria – a velhice.
√Č este o grande drama do prazer; todas as coisas agrad√°veis acabam por amargar; todas as flores murcham quando as colhemos, e o amor morre tanto mais depressa quanto √© mais retribu√≠do. Por isso o passado parece-nos sempre melhor que o presente; esquecemos os espinhos das rosas colhidas; saltamos por cima dos insultos e inj√ļrias e demoramo-nos sobre as vit√≥rias. O presente parece muito mesquinho diante de um passado do qual s√≥ retemos na mem√≥ria o bom,

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Eu sempre olhei para os actos de exclusão racista, ou insultos, como desprezíveis, para a pessoa que os pratica. Eu nunca absorvi isso. Eu sempre achei que havia algo de deficiente nessas pessoas.

Pode-se n√£o recordar os insultos; mas guarda-se deles um amargo de experi√™ncia, feia como uma cicatriz. E isso envelhece a alma, torna-a ruinosa e in√ļtil.

Os h√°beis oradores, com ast√ļcia e prud√™ncia, sabem converter em elogios os insultos recebidos dos amigos.

Amaritudo

Só por ti, astro ainda e sempre oculto,
Sombra do Amor e sonho da Verdade,
Divago eu pelo mundo e em ansiedade
Meu próprio coração em mim sepulto.

De templo em templo, em v√£o, levo o meu culto,
Levo as flores d’uma √≠ntima piedade.
Vejo os votos da minha mocidade
Receberem somente esc√°rnio e insulto.

√Ä beira do caminho me assentei…
Escutarei passar o agreste vento,
Exclamando: assim passe quando amei! ‚ÄĒ

Oh minh’alma, que creste na virtude!
O que ser√° velhice e desalento,
Se isto se chama aurora e juventude?

Se alguém vier com grosserias e insultos, seja paciente e acalme-o. Até o rio mais impetuoso é engolido pela calmaria do mar.

O Mundo que eu Venci Deu-me um Amor

O mundo que eu venci deu-me um amor,
Um troféu perigoso, este cavalo
Carregado de infantes couraçados.
O mundo que venci deu-me um amor
Alado galopando em céus irados,
Por cima de qualquer muro de credo.
Por cima de qualquer fosso de sexo.
O mundo que venci deu-me um amor
Amor feito de insulto e pranto e riso,
Amor que força as portas dos infernos,
Amor que galga o cume ao paraíso.
Amor que dorme e treme. Que desperta
E torna contra mim, e me devora
E me rumina em cantos de vit√≥ria…

Queria que os Portugueses

Queria que os portugueses
tivessem senso de humor
e não vissem como génio
todo aquele que é doutor

sobretudo se é o próprio
que se afirma como tal
só porque sabendo ler
o que lê entende mal

todos os que s√£o formados
deviam ter que fazer
exame de analfabeto
para provar que sem ler

teriam sido capazes
de constituir cultura
por tudo que a vida ensina
e mais do que livro dura

e tem certeza de sol
mesmo que a noite se instale
visto que ser-se o que se é
muito mais que saber vale

até para aproveitar-se
das d√ļvidas da raz√£o
que a si própria se devia
olhar pura opini√£o

que hoje é uma manhã outra
e talvez depois terceira
sendo que o mundo sucede
sempre de nova maneira

alfabetizar cuidado
n√£o me ponham tudo em culto
dos que não citar francês
consideram puro insulto

se a nação analfabeta
derrubou filosofia
e no jeito aristotélico
o que certo parecia

deixem-na ser o que seja
em todo o tempo futuro
talvez encontre sozinha
o mais além que procuro.

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Onde est√£o vinte pessoas reunidas em preg√£o ao insulto do infort√ļnio, a√≠ sem d√ļvida est√£o acobertados vinte crimes. Do elo da libertinagem ao elo da ladroeira preencham a cadeia com os fuzis que faltam.

O Domínio da Ira

Querer extinguir inteiramente a cólera é pretensão louca dos estóicos. A cólera deve ser limitada e confinada, tanto na extensão como no tempo. Diremos em primeiro lugar como a inclinação natural e o hábito adquirido para se encolerizar podem ser temperados e acalmados. Diremos, em segundo lugar, como os movimentos particulares da cólera podem ser reprimidos, ou pelo menos refreados, para que não façam mal. Diremos, em terceiro lugar, como suscitar ou apaziguar a cólera nas outras pessoas.
Quanto ao primeiro ponto. N√£o h√° outro caminho sen√£o o de meditar e ruminar muito bem os efeitos da c√≥lera, de ver quanto ela perturba a vida humana. E a melhor ocasi√£o de fazer isso, ser√° depois de o acesso ter passado, reflectindo sobre as desvantagens da c√≥lera. S√©neca disse muito bem que ¬ęa c√≥lera √© como uma ru√≠na que se quebra contra o que derruba¬Ľ. (…) Deve o homem cuidar de temperar a c√≥lera mais pelo desd√©m do que pelo temor, para que assim possa estar acima da inj√ļria e n√£o abaixo dela: o que ser√° coisa f√°cil, para quem quiser obedecer a esta lei.
Quanto ao segundo ponto. Há três causas e motivos principais da cólera. Primeiro, ser demasiado sensível ao toque,

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A honra pertence aos que não renunciam à verdade nem quando as coisas parecem negras e terríveis, aos que tentam repetidamente, que nunca se deixam desencorajar pelos insultos, pela humilhação e até pela derrota.

Eu creio que um dos princípios essenciais da sabedoria é o de se abster das ameaças verbais ou insultos.