Passagens sobre Intuição

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Frases sobre intui√ß√£o, poemas sobre intui√ß√£o e outras passagens sobre intui√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A intuição gera vida, faz-nos acreditar para lá do impensável e a mente castra-nos a esperança porque nunca nos liberta do pensamento.

Saber Resolver Problemas

Há pessoas que têm dificuldade em identificar os seus problemas. Usando de uma grande capacidade de adaptação, vão-se habituando a que as coisas lhes estejam a correr menos bem, sem conseguirem perceber exactamente qual o ou os problemas que os apoquentam.
Mas também existe quem tenha tendência para pensar que o problema não é seu. Percebem que ele existe, identificam-no, mas comportam-se com alguma indiferença, como se o problema fosse dos outros, não assumindo a sua responsabilidade.
H√° ainda quem fique √† espera que os problemas se resolvam por si, ou que algu√©m lhos resolva. Embora consigam identific√°-los e reconhec√™-los como seus, parecem considerar que compete a outros ‚ÄĒ familiares, amigos, colegas ‚ÄĒ ou √† sociedade em geral resolv√™-los.
Assim como existe quem, em vez de se dedicar a procurar solução para os seus problemas, concentrando neles a sua atenção e canalizando para a sua resolução a energia possível, prefira desenvolver práticas místicas, pretendendo que uma ou várias entidades mais ou menos divinas façam o que afinal lhes compete a eles próprios fazer.

Um problema √© uma coisa dif√≠cil de compreender, explicar ou resolver. √Č tudo aquilo que resiste √† penetra√ß√£o da intelig√™ncia, constituindo uma inc√≥gnita ou dificuldade a resolver.

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Aprendi a caminhar mais forte quando soube que morava em mim uma sabedoria superior, uma voz sempre presente que me impele para a frente, a intuição.

Como Escrever

Minhas intui√ß√Ķes se tornam mais claras ao esfor√ßo de transp√ī-las em palavras. √Č neste sentido, pois, que escrever me √© uma necessidade. De um lado, porque escrever √© um modo de n√£o mentir o sentimento (a transfigura√ß√£o involunt√°ria da imagina√ß√£o √© apenas um modo de chegar); de outro lado, escrevo pela incapacidade de entender, sem ser atrav√©s do processo de escrever. Se tomo um ar herm√©tico, √© que n√£o s√≥ o principal √© n√£o mentir o sentimento como porque tenho incapacidade de transp√ī-lo de um modo claro sem que o minta ‚ÄĒ mentir o pensamento seria tirar a √ļnica alegria de escrever. Assim, tantas vezes tomo um ar involuntariamente herm√©tico, o que acho bem chato nos outros. Depois da coisa escrita, eu poderia friamente torn√°-la mais clara? Mas √© que sou obstinada. E por outro lado, respeito uma certa clareza peculiar ao mist√©rio natural, n√£o substitu√≠vel por clareza outra nenhuma. E tamb√©m porque acredito que a coisa se esclarece sozinha com o tempo: assim como num copo de √°gua, uma vez depositado no fundo o que quer que seja, a √°gua fica clara. Se jamais a √°gua ficar limpa, pior para mim. Aceito o risco. Aceitei risco bem maior, como todo o mundo que vive.

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Seu tempo √© limitado, ent√£o n√£o o perca vivendo a vida de outra pessoa, n√£o seja preso pelo dogma, que √© viver em fun√ß√£o do pensamento de outras pessoas, n√£o deixe o ru√≠do das opini√Ķes de outras pessoas calar a sua pr√≥pria voz interior, e, acima de tudo, tenha coragem de seguir seu cora√ß√£o e intui√ß√£o, de alguma maneira eles j√° sabem o que voc√™ realmente quer se tornar. Todo o resto √© secund√°rio.

A Inteligência e o Sentido Moral

A intelig√™ncia √© quase in√ļtil para aqueles que s√≥ a possuem a ela. O intelectual puro √© um ser incompleto, infeliz, pois √© incapaz de atingir aquilo que compreende. A capacidade de apreender as rela√ß√Ķes das coisas s√≥ √© fecunda quando associada a outras actividades, como o sentido moral, o sentido afectivo, a vontade, o racioc√≠nio, a imagina√ß√£o e uma certa for√ßa org√Ęnica. S√≥ √© utiliz√°vel √† custa de esfor√ßo.
Os detentores da ciência preparam-se longamente realizando um duro trabalho. Submetem-se a uma espécie de ascetismo. Sem o exercício da vontade, a inteligência mantém-se dispersa e estéril. Uma vez disciplinada, torna-se capaz de perseguir a verdade. Mas só a atinge plenamente se for ajudada pelo sentido moral. Os grandes cientistas têm sempre uma profunda honestidade intelectual. Seguem a realidade para onde quer que ela os conduza. Nunca procuram substituí-la pelos seus próprios desejos, nem ocultá-la quando se torna opressiva. O homem que quiser contemplar a verdade deve manter a calma dentro de si mesmo. O seu espírito deve ser como a água serena de um lago. As actividades afectivas, contudo, são indispensáveis ao progresso da inteligência. Mas devem reduzir-se a essa paixão que Pasteur chamava deus inteiror, o entusiasmo.

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A intui√ß√£o n√£o √© mais do que uma ferramenta n√£o consciente da raz√£o, e as contradi√ß√Ķes e oposi√ß√Ķes entre a raz√£o e a intui√ß√£o, sempre beligerantemente proclamadas, n√£o passam de uma fal√°cia.

Louvor A Unidade

“Escafandros, arp√Ķes, sondas e agulhas
“Debalde aplicas aos heterog√™neos
“Fen√īmenos, e, h√° in√ļmeros mil√™nios,
“Num pluralismo hediondo o olhar mergulhas!

“Une, pois, a irmanar diamantes e hulhas,
“Com essa intui√ß√£o mon√≠stica dos g√™nios,
“√Ä hirta forma falaz do are perennius
“A transitoriedade das fagulhas!”

– Era a estrangula√ß√£o, sem retumb√Ęncia,
Da multimilen√°ria disson√Ęncia
Que as harmonias siderais invade…

Era, numa alta aclamação, sem gritos,
O regresso dos √°tomos aflitos
Ao descanso perpétuo da Unidade!

Paix√£o

Sup√Ķe que de uma praia, rocha ou monte,
Com essa vista embaciada e turva
Que d√° aos olhos entranh√°vel dor,
Tinhas podido ver transpor a curva
Pouco a pouco do líquido horizonte
A barca saudosa que levasse
Aquele a quem primeiro uniste a face
E o teu primeiro amor!

Depois, que toda m√°goa e saudade,
Da mesma rocha ou alcantil deserto,
Olhando avidamente para o mar…
Vias na solit√°ria imensidade
Vagas fic√ß√Ķes de um pensamento incerto
Surgir das ondas, desfazer-se em espuma,
N√£o alvejando nunca vela alguma…
E sempre a suspirar!

Até que à luz de uma intuição sublime
De alma arrancavas o gemido extremo
De saudade, desespero e dor!…
Pois é assim que eu sofro, assim que eu gemo,
Que nuvem negra o coração me oprime,
Nuvem de m√°goa, nuvem de ci√ļme,
Em te n√£o vendo √† hora do costume…
Meu anjo e meu amor!

N√£o Existe um Verdadeiro Sistema de Pensamentos

Enfaticamente, n√£o pode existir um verdadeiro sistema de pensamentos, pois nenhum sinal pode substituir a realidade. Pensadores profundos e honestos chegam sempre √† conclus√£o de que toda a cogni√ß√£o √© condicionada a priori pela sua pr√≥pria forma e nunca pode alcan√ßar aquela que as palavras significam… E este ignorabimus tamb√©m est√° em conformidade com a intui√ß√£o de todo o verdadeiro s√°bio: que os princ√≠pios abstractos da vida s√£o aceit√°veis somente como formas de express√£o, m√°ximas banais de uso quotidiano sob as quais a vida corre, como sempre correu, para a frente. Em √ļltima an√°lise, a ra√ßa √© mais forte do que as l√≠nguas, e √© assim que, debaixo de todos os grandes nomes, houve pensadores, que s√£o personalidades, e n√£o sistemas, que s√£o mut√°veis, que produziram efeito sobre a vida.

Tenha coragem de seguir seu coração e intuição, de alguma maneira eles já sabem o que você realmente quer se tornar.

Captar a Essência

Para perceberes tudo o que existe para lá do óbvio, é necessário estares atento aos sinais e que te permitas sentir para lá do normal. E isso só é possível se te alienares da matemática da mente e da racionalidade do que vês e do que ouves.

Conhe√ßo perfeitamente a magia de saber ouvir a intui√ß√£o. E sim, refiro-me a magia porque √© necess√°rio alienarmo-nos do vis√≠vel para lhe termos acesso. Quem apenas se limita a acreditar no que v√™, nunca lhe achar√° sentido. A interpreta√ß√£o do que acontece √† nossa volta tem m√ļltiplas faces, por√©m existe uma ou outra que nos transcende para outros patamares de entendimento. Na vida tudo acontece ao mesmo tempo e com as mais variadas pessoas, no entanto podemos captar a ess√™ncia do que verdadeiramente acontece e que n√£o √© vis√≠vel se estivermos despertos. E estar desperto √© estar consciente, atento ao mais pequeno sinal que a vida ou os outros nos d√£o.

As maiores oportunidades, assim como as grandes tomadas de consciência, nascem dessa ligação ao invisível, dessa passagem para lá do óbvio. As peças encaixam-se quando transcendes a matriz do que te foi ensinado para o mundo daquilo que é sentido.

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Quem Confia Supera-se

Quanto mais confiante fores, maior ameaça és.

Quem confia supera-se, é maior e mais alto. Conquista mais, é mais forte e vê mais longe. Sabe por onde caminhar, sabe melhor o que não quer e sabe antecipar-se. Vive, portanto, melhor preparado para resistir a tudo e persistir perante qualquer adversidade.

Quem confia sempre alcança.

Somos uma sombra na vida dos encolhidos. Um despertador que n√£o para de lhes gritar aos ouvidos express√Ķes como: ¬ęmexe-te¬Ľ, ¬ęv√™s como eles conseguem¬Ľ, ¬ęn√£o vales nada¬Ľ ou ¬ęquem te dera ser como eles¬Ľ. E isto, naturalmente, incomoda-os. D√°-lhes a volta ao est√īmago. Mas em vez de tal chamariz de verdade os acicatar e os empurrar para a a√ß√£o, acabam por escolher transformar isso em inveja, raiva e √≥dios de estima√ß√£o ao ponto de olharem para ti, n√£o como uma for√ßa inspiradora capaz de lutar por tudo o que quer, mas como um alvo a abater. √Č como se o objetivo das suas vidas passasse a ser a destrui√ß√£o do chato despertador que n√£o para de lhes zumbir a realidade, em lugar de ser a realiza√ß√£o das suas pr√≥prias e eventuais vontades.

Dito isto, prepara-te para teres de lidar com eles todos os dias.

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A razão pode advertir-nos do que é preciso evitar; só a intuição nos diz o que há que fazer.

N√£o existe nenhum caminho l√≥gico para a descoberta das leis elementares do universo ‚Äď o √ļnico caminho √© o da intui√ß√£o.

Com Quantos Tenho que Casar?

Querida íbis:

Desculpa o papel impr√≥prio em que te escrevo; √© o √ļnico que encontrei na pasta, e aqui no Caf√© Arcada n√£o t√™m papel. Mas n√£o te importas, n√£o?
Acabo de receber a tua carta com o postal, que acho muito engraçado.

Ontem foi ‚ÄĒ n√£o √© verdade? ‚ÄĒ uma coincid√™ncia engra√ßad√≠ssima o facto de eu e minha irm√£ virmos para a Baixa exactamente ao mesmo tempo que tu. O que n√£o teve gra√ßa foi tu desapareceres, apesar dos sinais que eu te fiz. Eu fui apenas deixar minha irm√£ ao Avda. Palace, para ela ir fazer umas compras e dar um passeio com a m√£e e a irm√£ do rapaz belga que a√≠ est√°. Eu sa√≠ quasi imediatamente, e esperava encontrar-te ali pr√≥ximo para falarmos. N√£o quiseste. Tanta pressa tiveste de ir para casa de tua irm√£!

E, ainda por cima, quando saí do hotel, vejo a janela de casa de tua irmã armada em camarote (com cadeiras suplementares) para o espectáculo de me ver passar! Claro está que, tendo visto isto, segui o meu caminho como se ali não estivesse ninguém. Quando eu pretendesse ser palhaço (para o que, aliás,

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O Comportamento Simbólico e o Comportamento Inequívoco

Na verdade, encontramos desde as origens da hist√≥ria humana estas duas formas de comportamento, a simb√≥lica e a inequ√≠voca. O ponto de vista do inequ√≠voco √© a lei do pensamento e da ac√ß√£o despertos, que domina quer uma conclus√£o irrefut√°vel da l√≥gica quer o c√©rebro de um chantagista que pressiona passo a passo a sua v√≠tima, uma lei que resulta das necessidades da vida, √†s quais sucumbir√≠amos se n√£o fosse poss√≠vel dar uma forma inequ√≠voca √†s coisas. O s√≠mbolo, por seu lado, √© a articula√ß√£o de ideias pr√≥prias do sonho, √© a l√≥gica deslizante da alma, a que corresponde o parentesco das coisas nas intui√ß√Ķes da arte e da religi√£o; mas tamb√©m tudo o que na vida existe de vulgares inclina√ß√Ķes e avers√Ķes, de concord√Ęncia e repulsa, de admira√ß√£o, submiss√£o, lideran√ßa, imita√ß√£o e seus contr√°rios, todas estas rela√ß√Ķes do homem consigo e com a natureza, que ainda n√£o s√£o puramente objectivas e talvez nunca venham a s√™-lo, s√≥ podem ser entendidas em termos simb√≥licos.
Aquilo a que se chama a humanidade superior mais não é, com certeza, do que a tentativa de fundir estas duas metades da vida, a do símbolo e a da verdade, cuidadosamente separadas antes. Mas quando separamos num símbolo tudo aquilo que talvez possa ser verdadeiro do que é apenas espuma,

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