Cita√ß√Ķes sobre Longevidade

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Um Infinito Domingo à Tarde

Regra geral, um ser humano agora vive tanto que acaba por arrastar muito mais penas do que as que lhe dizem respeito, e isso acaba por notar-se-lhe no rosto. Uma das consequ√™ncias da crescente longevidade do habitante das sociedades desenvolvidas, em que, por outro lado, n√£o se costuma pensar demasiado, √© que, contrariamente ao que sucedia h√° algumas d√©cadas, os velhos de hoje t√™m tempo para assistir √† devasta√ß√£o da vida dos filhos, veem-nos praticamente envelhecer, fracassar, cansar-se da luta. Antes, na hora da morte dos pais, os filhos eram ainda fortes, tinham projetos, mulheres bonitas, um futuro aparentemente luminoso. Agora √© f√°cil que um av√ī contemple antes de morrer o div√≥rcio do neto (v√™-o aos domingos sentar-se √† mesa na casa da fam√≠lia, sem um c√™ntimo, com a camisa amarrotada), enquanto no mundo anterior a este, por raz√Ķes de tempo, o neto n√£o era mais do que uma crian√ßa que √†s vezes ia buscar √£ escola, a quem dava a m√£o no regresso a casa e ajudava a conseguir nos alfarrabistas os cromos que lhe faltavam na sua cole√ß√£o de futebolistas. Hoje, o velho que morre n√£o abandona um mundo em marcha cheio de projetos e promessas, como sucedia dantes,

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Sempre me surpreendi um pouco com a paixão que as mulheres têm por se comportar de maneira tão perfeita no leito de morte daqueles que amam. Às vezes parece que lamentam a longevidade que adia sua oportunidade de representar uma cena tão comovente.

O Progresso Aumenta a Vida e a Morte

N√£o desconhe√ßo que a velhice constitui, em grande parte, um preconceito aritm√©tico, e que o nosso maior erro consiste em contar os anos que vivemos. Com efeito, tudo nos leva a supor que a Natureza dotou o homem (n√£o falo j√° nas longevidades da B√≠blia) de vida m√©dia mais longa do que aquela que as estat√≠sticas demogr√°ficas acusam, e que, se morremos antes do termo normal da exist√™ncia, √© porque sucumbimos, n√£o a ¬ęmorte natural¬Ľ (a ¬ęmorte fisiol√≥gica¬Ľ, de Metchnickoff), mas a ¬ęmorte violenta¬Ľ, que √© a morte por ac√ß√£o destrutiva dos germes patog√©nicos. Como quer que seja, por√©m, parece-me incontest√°vel que o homem envelhece antes do tempo e morre, em geral, quando ainda n√£o chegou a meio do caminho da vida.

Ser√° o engenho humano capaz de op√īr uma barreira √† marcha inexor√°vel da decrepitude? Talvez. O nosso organismo √© uma m√°quina; gasta-se, como todas as m√°quinas; e, por milagre da Natureza, ainda √© aquela que, funcionando permanentemente, consegue durar mais tempo. Contentemo-nos com a ideia de que o homem de hoje vive mais do que vivia na Antiguidade cl√°ssica e na √©poca medieval, merc√™ do progresso das t√©cnicas, do conforto moderno da exist√™ncia, da observa√ß√£o dos preceitos que a higiene,

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Do Tempo ao Coração

E volto a murmurar¬†¬†¬† Do c√Ęntico de amor
gerado na Suméria      às novas europutas
Do muito que me d√°s ao muito que n√£o dou
mas que sempre conservo entre as coisas mais puras

De uma genebra a mais num bar de Amsterd√£o
a não perder o pé numa praia da Grécia
De tantas       tantas mãos          que nos passam pelas mãos
a t√£o poucas que s√£o as que nunca se esquecem

De ter visto o come√ßo e o fim da Via √Āpia
De ter atravessado o muro de Berlim
De outros muros que n√£o aparecem no mapa
De outros muros que só aparecem aqui

ao barro deste céu que te modela os ombros
ao sopro deste céu que te solta o cabelo
ao riso deste céu que vem ao nosso encontro
quando sabe que nós não precisamos dele

Da pertinaz presença          E da longevidade
do corvo         do chacal            do louco          do eunuco
ao rouxinol que morre em plena madrugada
à rosa que adormece em caules de um minuto

Do que foi noutro tempo a sa√ļde no campo
à lepra que nos rói a paisagem bucólica
Do tempo          ao coração minado pelo cancro
Dos rins             ao infinito incubado na cólera

Do tempo ao coração            mas com pausa na pele
como ¬ęRoma by night¬Ľ entre dois avi√Ķes
como passar o Ver√£o numa vogal aberta
como dizer que não         que já não somos dois

Dos rins ao infinito       A este       que não outro
Ao que rola dos rins    Ao que vai rebentar-te
na c√Ęmara blindada e nocturna do √ļtero
E nos transfere o fim para um pouco mais tarde

Da curva de entretanto       à entrada do poço
De soletrar em mim       a ler       nas tuas mãos
como é rápido       e lento      e recto       e sinuoso
o percurso que vai do tempo ao coração.

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O que nos ajuda mais a conservar e manter a nossa for√ßa √© o facto de sermos amados; e o que se lhe op√Ķe mais √© o facto de termos medo. O medo √© mau guarda da nossa longevidade; a benevol√™ncia, pelo contr√°rio, √© fiel e dura at√© √† eternidade.

O rep√≥rter pergunta ao velho Churchill, aos 80 ou 90 e poucos anos… – Churchill, qual o segredo dessa longevidade? – O esporte, meu caro, o esporte… nunca o pratiquei.

…Era um daqueles homens que se tornam curiosos unicamente em raz√£o da sua longevidade, e que s√£o estranhos porque noutro tempo se pareceram com toda a gente e agora n√£o se parecem com ningu√©m.

Conquistar longevidade numa rela√ß√£o a dois, significa relevar pequenos defeitos e ajudar a corrigir defeitos maiores. O resultado √© a sinergia m√ļtua e a constru√ß√£o de uma fam√≠lia coesa e feliz.