Cita√ß√Ķes sobre Lutadores

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Frases sobre lutadores, poemas sobre lutadores e outras cita√ß√Ķes sobre lutadores para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Mar

Que nostalgia vem das tuas vagas,
√ď velho mar, √≥ lutador Oceano!
Tu de saudades íntimas alagas
O mais profundo coração humano.

Sim! Do teu choro enorme e soberano,
Do teu gemer nas desoladas plagas
Sai o quer que é, rude sultão ufano,
Que abre nos peitos verdadeiras chagas.

√ď mar! √≥ mar! embora esse eletrismo,
Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
√Čs um poeta l√≠rico demais.

E eu para rir com humor das tuas
Nevroses colossais, bastam-me as luas
Quando fazem luzir os seus metais…

Escuta, a voz prolet√°ria, cr√™ no homem que chega, cr√™ no futuro que nunca ver√°s… Acima de tudo ter√°s uma rubra vingan√ßa, juro pela exata dimens√£o dos meus ideais, teus netos viver√£o a aurora, morre em paz, velha lutadora.

De Martins Pena Foi Bem Triste A Sorte

De Martins Pena foi bem triste a sorte:
Moço, bem moço, quando o seu talento
Desabrochava n’um deslumbramento,
Caiu, ferido pela m√£o da morte!

Era, entretanto, um lutador, um forte,
E, como n√£o merece o esquecimento,
Que a nossa festa, ao menos um momento,
O seu risonho espírito conforte.

Quem o amou e o leu em v√£o procura
O seu nome na placa de uma esquina
Ou sobre a pedra de uma sepultura!

Porém, voltando à brasileira cena,
H√° de brilhar a estrela peregrina
Que se chamou Luiz Carlos Martins Pena!

O Homem que Contempla

Vejo que as tempestades vêm aí
pelas árvores que, à medida que os dias se tomam mornos,
batem nas minhas janelas assustadas
e ou√ßo as dist√Ęncias dizerem coisas
que n√£o sei suportar sem um amigo,
que n√£o posso amar sem uma irm√£.

E a tempestade rodopia, e transforma tudo,
atravessa a floresta e o tempo
e tudo parece sem idade:
a paisagem, como um verso do saltério,
é pujança, ardor, eternidade.

Que pequeno é aquilo contra que lutamos,
como é imenso, o que contra nós luta;
se nos deix√°ssemos, como fazem as coisas,
assaltar assim pela grande tempestade, ‚ÄĒ
chegaríamos longe e seríamos anónimos.

Triunfamos sobre o que é Pequeno
e o próprio êxito torna-nos pequenos.
Nem o Eterno nem o Extraordin√°rio
serão derrotados por nós.
Este é o anjo que aparecia
aos lutadores do Antigo Testamento:
quando os nervos dos seus advers√°rios
na luta ficavam tensos e como metal,
sentia-os ele debaixo dos seus dedos
como cordas tocando profundas melodias.

Aquele que venceu este anjo
que tantas vezes renunciou à luta.

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Respeito Muito o Homem que Chora

H√° um tipo de choro bom e h√° outro ruim. O ruim √© aquele em que as l√°grimas correm sem parar e, no entanto, n√£o d√£o al√≠vio. S√≥ esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, ent√£o, se n√£o seria esse choro como o de uma crian√ßa com a ang√ļstia da fome. Era. Quando se est√° perto desse tipo de choro, √© melhor procurar conter–se: n√£o vai adiantar. √Č melhor tentar fazer-se de forte, e enfrentar. √Č dif√≠cil, mas ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então, são lágrimas suaves, de uma tristeza legítima à qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto de nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta √†s vezes in√ļtil. Respeito muito o homem que chora. Eu j√° vi homem chorar.

Todos os meus filmes mostram que, de facto, todos os homens entram em agonia no momento em que chegam ao mundo. Sou um grande lutador contra a morte. Passei a vida a observar a agonia, cada vez com mais experiência, com cada vez mais vontade de mostrá-la. Mas a morte acaba por chegar.

Compreens√£o S√°bia e Activa

A primeira condição para libertar os outros é libertar-se a si próprio; quem apareça manchado de superstição ou de fanatismo ou incapaz de separar e distinguir ou dominado pelos sentimentos e impulsos, não o tomarei eu como guia do povo; antes de tudo uma clara inteligência, eternamente crítica, senhora do mundo e destruidora das esfinges; banirá do seu campo a histeria e a retórica; e substituirá a musa trágica por Platão e os geómetras.
Hei-de v√™-lo depois de despido de ego√≠smo, atente somente aos motivos gerais; o seu bem ser√° sempre o bem alheio; ter√° como inferior o que se deleita na alegria pessoal e n√£o p√Ķe sobre tudo o servi√ßo dos outros; √† sua felicidade nada falta sen√£o a felicidade de todos; esquecido de si, batalhar√°, enquanto lhe restar um alento, para destruir a ignor√Ęncia e a mis√©ria que impedem os seus irm√£os de percorrer a ampla estrada em que ele marcha.
Nenhuma vontade de domínio; mandar é do mundo das aparências, tornar melhor de um sólido universo de verdades; se tiver algum poder somente o veja como um indício de que estão ainda muito baixos os homens que lho dão; incite-o o sentir-se superior a mais nobre e rude esforço para que se esbatam e percam as diferenças;

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Alçando O Livro Colossal Ardente

Alçando o livro colossal ardente
Tra√ßas no cr√Ęnio um sulco luminoso,
E vais seguindo o remontar garboso
Do sol fagueiro lá no espaço ingente!

Ergues a fronte juvenil potente
Já como herói ou lutador famoso
E c’uma forma de pensar honroso
Fazes-te esperança da brasílea gente!

Seis vezes astro de maior grandeza
Enfim l√° surges nos exames belos
Enfim triunfas na brilhante empresa!

Seis vezes quebras da ignor√Ęncia os elos,
Seis vezes vives com mais s√£ firmeza,
Gemem seis vezes a louvar-te os prelos!…

O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. (…) No entanto, o que terminei sendo, e t√£o cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima. √Č pouco, √© muito pouco.

Triste Regresso

Uma vez um poeta, um tresloucado,
Apaixonou-se d’uma virgem bela;
Vivia alegre o vate apaixonado,
Louco vivia, enamorado dela.

Mas a P√°tria chamou-o. Era o soldado,
E tinha que deixar p’ra sempre aquela
Meiga visão, olímpica e singela!
E partiu, coração amargurado.

Dos canh√Ķes ao ribombo e das metralhas,
Altivo lutador, venceu batalhas,
Juncou-lhe a fronte aurifulgente estrela,

E voltou, mas a fronte aureolada,
Ao chegar, pendeu triste e desmaiada,
No sepulcro da loura virgem bela.

O Homem e o Mar

Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Que tu sempre h√°s-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente.

Gostas de te banhar na tua própria imagem.
Dás-lhe beijo até, e, às vezes, teus gemidos
Nem sentes, ao escutar os gritos doloridos,
As queixas que ele diz em mística linguagem.

Vós sois, ambos os dois, discretos tenebrosos;
Homem, ninguém sondou teus negros paroxismos,
√ď mar, ningu√©m conhece os teus fundos abismos;
Os segredos guardais, avaros, receosos!

E h√° s√©culos mil, s√©c’ulos inumer√°veis,
Que os dois vos combateis n’uma luta selvagem,
De tal modo gostais n’uma luta selvagem,
Eternos lutador’s √≥ irm√£os implac√°veis!

Tradução de Delfim Guimarães

Assim como o lutador, o guerreiro da luz conhece sua imensa força; e jamais luta com quem não merece a honra do combate.