Passagens sobre Maldade

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O efeito mais determinado, e quase a soma dos efeitos que produz num homem de raro e elevado esp√≠rito o conhecimento e a experi√™ncia dos homens, √© o acto de torn√°-lo muito indulgente em rela√ß√£o a qualquer fraqueza maior e excessiva, qualquer pequenez, tolice, ignor√Ęncia, estupidez, maldade, v√≠cio e defeito alheio, natural ou adquirido…

Paciência, um Sofrimento Voluntário

Tu és, ó Paciência, um sofrimento
Volunt√°rio, fiel, bem ordenado,
Da conhecida sem raz√£o tirado,
De um constante var√£o nobre ornamento.

Tu, recolhendo n’alma o pensamento,
Suportas com valor o Tempo irado.
Tu sustentas, com √Ęnimo esfor√ßado,
Todo o peso do mal, no bem atento.

Magn√Ęnima tu √©s, tu √©s Const√Ęncia,
Cedro que n√£o derruba a tempestade,
Rocha, onde a f√ļria quebra o mar com √Ęnsia.

Tu triunfas da mesma Adversidade.
Subjugando as paix√Ķes co’a Toler√Ęncia,
Tu vences os ardis da vil Maldade.

Grandeza Oculta

Estes v√£o para as guerras inclementes,
Os absurdos heróiis sanguinolentos,
Alvoroçados, tontos e sedentos
Do clamor e dos ecos estridentes.

Aqueles para os frívolos e ardentes
Prazeres de acres inebriamentos:
Vinhos, mulheres, arrebatamentos
De lux√ļrias carnais, impenitentes.

Mas Tu, que na alma a imensidade fechas,
Que abriste com teu Gênio fundas brechas
no mundo vil onde a maldade exulta,

√ď delicado esp√≠rito de Lendas!
Fica nas tuas Graças estupendas,
No sentimento da grandeza oculta!

Os c√£es s√£o o nosso elo com o para√≠so. Eles n√£o conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um c√£o ao p√© de uma colina numa linda tarde, √© voltar ao √Čden onde ficar sem fazer nada n√£o era t√©dio, era paz.

Limiar da Maldade

S√£o conhecidos da f√≠sica fen√≥menos que ocorrem apenas a magnitudes limiares, que de modo algum existem at√© determinado limiar codificado e conhecido da natureza ter sido ultrapassado… √Č evidente que a malvadez tamb√©m tem o seu limiar. Sim, um ser humano hesita e oscila entre o bem e o mal toda a sua vida… Mas enquanto o limiar de maldade n√£o for ultrapassado, a possibilidade de retorno mant√©m-se e o indiv√≠duo mant√©m-se dentro dos limites da nossa esperan√ßa.

Em que consiste a vossa maldade? Nisto: j√° n√£o percebeis que cometeis pecados

Em que consiste a vossa maldade? Nisto: j√° n√£o percebeis que cometeis pecados.

O Acaso Introduz e Acaba as Nossas Ac√ß√Ķes

√Č de um sadismo soberbo pensar que dever√≠amos ser julgados pelas nossas boas e m√°s ac√ß√Ķes, uma vez que s√≥ de um pequen√≠ssimo n√ļmero das nossas ac√ß√Ķes podemos decidir. O acaso cego, que se distingue da justi√ßa cega pelo simples facto de ainda n√£o usar venda, introduz e acaba as nossas ac√ß√Ķes; o que podemos fazer e, bem entendido, o que devemos fazer, em virtude da exist√™ncia tantas vezes negada da nossa consci√™ncia, √© deixarmo-nos arrastar numa certa direc√ß√£o e mantermo-nos depois nessa direc√ß√£o enquanto conservamos os olhos abertos e estamos conscientes de que o fim em geral √© uma ilus√£o, pelo que o fundamental √© a direc√ß√£o que mantivermos, pois s√≥ ela se encontra sob o nosso controlo, sob o controlo do nosso miser√°vel eu. E a lucidez, sim, a lucidez, os olhos abertos fitando sem medo a nossa terr√≠vel situa√ß√£o devem ser a estrela do eu, a nossa √ļnica b√ļssola, uma b√ļssola que cria a direc√ß√£o, porque sem b√ļssola n√£o h√° direc√ß√£o. Mas se me disponho agora a acreditar na direc√ß√£o, passo a duvidar dos testemunhos relativos √† maldade humana, uma vez que no interior de uma mesma direc√ß√£o – em si mesma excelente – podem existir correntes boas e m√°s.

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√Č evidente: a maldade, a crueldade, s√£o inventos da raz√£o humana, da sua capacidade para mentir, para destruir.

Da maldade que nos fazem devemos tirar li√ß√Ķes para n√£o faz√™-la aos outros. Aprender o bem, com o mal, e pratic√°-lo, √© andar sob as b√™n√ß√£os do c√©u e jamais perder-se nas masmorras dos pecados.

Sabedoria I, III

Que dizes, viajante, de esta√ß√Ķes, pa√≠ses?
Colheste ao menos tédio, já que está maduro,
Tu, que vejo a fumar charutos infelizes,
Projectando uma sombra absurda contra o muro?

Também o olhar está morto desde as aventuras,
Tens sempre a mesma cara e teu luto é igual:
Como através dos mastros se vislumbra a lua,
Como o antigo mar sob o mais jovem sol,

Ou como um cemit√©rio de t√ļmulos recentes.
Mas fala-nos, vá lá, de histórias pressentidas,
Dessas desilus√Ķes choradas plas correntes,
Dos nojos como insípidos recém-nascidos.

Fala da luz de g√°s, das mulheres, do infinito
Horror do mal, do feio em todos os caminhos
E fala-nos do Amor e também da Política
Com o sangue desonrado em m√£os sujas de tinta.

E sobretudo não te esqueças de ti mesmo,
Arrastando a fraqueza e a simplicidade
Em lugares onde h√° lutas e amores, a esmo,
De maneira t√£o triste e louca, na verdade!

Foi já bem castigada essa inocência grave?
Que achas? √Č duro o homem; e a mulher? E os choros,
Quem os bebeu?

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Nada é tão flexível como a língua da mulher, nada é tão pérfido como os seus remorsos, nada é mais terrível do que a sua maldade, nada é mais sensível do que as suas lágrimas.

As Escolas Filosóficas

Não seria mau que se tornassem a mostrar as almas e que a filosofia deixasse de ser apenas uma disciplina ensinável para voltar a constituir um engrandecimento e uma razão de vida; correria talvez melhor o mundo se escolas de existência filosófica agissem como um fermento, fossem a guarda da pura ideia, dessem um exemplo de ascetismo, de tenacidade na calma recusa da boa posição, de alegria na pobreza, de sempre desperta actividade no ataque de todas as atitudes e doutrinas que significassem diminuição do espírito, ao mesmo tempo se recusando a exercer todo o domínio que não viesse da adesão. Velas incapazes de se deixarem arrastar por ventos de acaso, seguiriam sempre, indicariam aos outros o rumo ascensional da vida, não deixando que jamais se quebrasse o ténue fio que através de todos os labirintos a Humanidade tem seguido na sua marcha para Deus. Seriam poucos, sofreriam ataques dos próprios que simpatizassem com a atitude tomada, quase só encontrariam no caminho incompreensão e maldade; mas deles seria a vitória final; já hoje mesmo provocariam o respeito.

Bandeiras Negras! Como eu também leio mal. E com que maldade e fraqueza eu me observo. Aparentemente não consigo forçar o meu caminho para entrar no mundo, mas talvez ficar sossegado, receber, expandir em mim o que recebi e então calmamente avançar.

Podemos e devemos julgar situa√ß√Ķes de pecado – viol√™ncia, corrup√ß√£o, explora√ß√£o… -, mas n√£o podemos julgar as pessoas. A nossa tarefa √© admoestar quem erra, denunciando as maldades e as injusti√ßas de certos comportamentos, a fim de libertar as v√≠timas e levantar quem caiu.