Passagens sobre Mulheres

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Frases sobre mulheres, poemas sobre mulheres e outras passagens sobre mulheres para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Demasiada maquilhagem e muito pouca roupa para vestir é sempre um sinal de desespero para a mulher.

O Maior Bem

Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atr√°s de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.

Mesmo a beijar-me a tua boca mente…
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus v√£os dizeres!…

Mas que me importa a mim que me n√£o queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo,

Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
√Č, na vida, o mais alto dos meus bens?
√Č tudo quanto eu tenho neste mundo?

Lutar Contra as Adversidades

Depois dos bons momentos… v√™m sempre os piores. O encontro com o mais belo da exist√™ncia n√£o anula a nossa fragilidade. Mais uma vez, ca√≠mos. Mais uma vez, experimentamos a derrota, sentimos que n√£o somos t√£o importantes quanto julg√°vamos, nem, t√£o-pouco, nada de extraordin√°rio. Estamos, mais uma vez, no ch√£o. Encolhidos. Como no ventre da nossa m√£e.

A fraqueza acumulada √© uma adversidade brutal. N√£o √© apenas necess√°rio lutar contra o que temos por diante, temos de combater tamb√©m as derrotas das lutas anteriores, todas as dores, cicatrizes e feridas abertas… todas as perdas.

O que faz à vontade o sofrimento recorrente? Aumenta a tentação de ceder ao mal. Como se fosse natural habituarmo-nos mais aos vícios do que às virtudes.

A cada passo o caminho se torna mais longo…

Sofremos o que n√£o merecemos. Mas a tristeza s√≥ √© absurda quando n√£o se sabe por que se luta… enquanto n√£o se consegue ver sentido algum na dor…

Há homens e mulheres que, longe dos olhares alheios, lutam contra adversidades enormes, que alguns imaginam impossíveis. Lutam, sofrem e erguem-se, apesar de tudo.

A sua vontade de viver e sorrir é maior do que a de desistir e chorar.

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A Eterna Ausência

Eu aguardei com l√°grimas e o vento
suavizando o meu instinto aberto
no fumo do cigarro ou na alegria das aves
o surgimento anónimo
no grande cais da vida
desse navio nocturno
que me trazia aquela com l√°bios evidentes
e possuindo um perfil indubit√°vel,
mulher com dedos religiosos
e bra√ßos espirituais…

Aquela mulher-pir√Ęmide
com chamas pelo corpo
e gritos silenciosos nas pupilas.

Amante que n√£o veio como a noite prometera
numa suspensa nuvem acordar
meu cora√ß√£o de carne e alguma cinza…

Amante que ficou n√£o sei aonde
a castigar meus dias invol√ļveis
ou a afogar meu sexo na caveira
deste carnal desespero!…

Mulher fria é aquela que ainda não se encontrou com aquele a quem poderia amar.

O tempo e a maré não esperam por ninguém Рmas o tempo pára sempre para uma mulher de trinta anos.

O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.

Esterilidade

Ao vê-la caminhar em trajos vaporosos,
Parece que desliza em voluptuosa dança,
Como aqueles r√©pteis da √ćndia, majestosos,
Que um faquir faz mover em torno d’uma lan√ßa.

Como um vasto areal, ou como um céu ardente,
Como as vagas do mar em seu fragor insano,
‚ÄĒ Assim ela caminha, a passo, indiferente,
Insensível à dor, ao sofrimento humano.

Seus olhos têem a luz dos cristais rebrilhantes,
E o seu todo estranho onde, a par, se lobriga
O anjo inviolado e a muda esfinge antiga,

Onde tudo é fulgor, ouro, metais, diamantes
Vê-se resplandecer a fria majestade
Da mulher infecunda ‚ÄĒ essa inutilidade!

Tradução de Delfim Guimarães

Cartas Trocadas para o Marido e para o Amante

Anais,

Uma terr√≠vel asneira foi feita. Enviaste a carta para o Hugo, no dia em que chegaste, e mandaste-lhe a minha. O Hugo est√° freneticamente a tentar entrar em contacto comigo. Mandou a Am√©lia aqui, que deixou debaixo da porta o bilhete que junto. Ela esteve aqui de manh√£ e outra vez esta noite. Pensei de manh√£ que era o pr√≥prio Hugo e que ele tinha vindo para me “apanhar”… Por isso, n√£o abri a porta.

J√° que eu tinha recebido a carta dele na noite anterior (a tua carta para ele), tive um pressentimento de que as cartas tinham sido postas nos envelopes errados e fiquei apreensivo. Esta noite enviei-lhe a sua carta para o n√ļmero 18 da Ave. de Versailles, sem dar a minha morada. N√£o posso dizer nesta carta se chegarei a receber a que me era devida. Espero que sim. Suponho que ele saiba tudo agora. Mas estou a evit√°-lo, porque n√£o quero admitir nem negar. Ele deve estar furioso, mas, ao mesmo tempo, num estado terr√≠vel. Eu pr√≥prio estou exausto de apreens√£o. Trouxe o Fred para ficar aqui comigo, porque at√© o Hugo partir vou estar em pulgas. Sei que, se ele me matasse,

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As minas antipessoais s√£o produzidas por pa√≠ses que se reclamam da civiliza√ß√£o e dos direitos humanos. Algumas destas na√ß√Ķes proclamam-se mesmo campe√£s na luta contra o terrorismo e as armas de destrui√ß√£o em massa. Mas recusaram-se sempre a assinar o acordo para o fornecimento desta insidiosa forma de terrorismo que todos os dias mutila e mata mulheres, crian√ßas e homens inocentes nos pa√≠ses pobres.

N√£o Trago Recorda√ß√Ķes

N√£o trago recorda√ß√Ķes.
Escolheria as que não interessam a ninguém.
Como se erguesse contra mim o tiro de uma arma
ou acabasse de ler as disposi√ß√Ķes da comuna
sobre as mulheres.
Precisamos um do outro
esta noite

ferido por uma bala.

Os dois os três dias que se vão seguir.
Os envelopes foram destruídos.
As coisas
as cartas

o tempo é sempre magnífico.
Terra povoada de gente
mil e uma coisas que fazem uma arma
soltar o corpo
para o corpo de outro corpo.

As frases começadas
hei-de um dia os mundos desta vida.